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"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

sábado, 27 de fevereiro de 2010

DIA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO


27 de Fevereiro



Muitas vezes, o livro didático é a única forma de acesso da criança à leitura e à cultura letrada. Suas principais funções são transmitir conhecimentos, desenvolver capacidades e competências, consolidar e avaliar o conteúdo estudado.

Recurso didático fundamental, sua distribuição gratuita aos estudantes da rede pública é assegurada pelo Estado.

Em 1929, foi criado o Instituto Nacional do Livro, com o objetivo de legitimar o livro didático e auxiliar no aumento de sua produção. No entanto, essa política passou por muitas mudanças até resultar na criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em 1985.

A partir daquele ano, o professor da escola pública passou a escolher o livro mais adequado aos seus alunos e ao projeto pedagógico da escola, a partir de uma pré-seleção do MEC. A reutilização do livro e a introdução de normas de qualidade foram outros importantes avanços.

Com o amadurecimento desse processo, a produção e a distribuição de livros didáticos tornaram-se contínuas e massivas a partir de 1997.

Hoje, o governo federal envia livros didáticos aos alunos do ensino fundamental e tem aumentado a oferta de obras de literatura, dicionários e até mesmo de livros em braile (para os deficientes visuais) e em libras (para os deficientes auditivos).

Também tem sido crescente, nos últimos anos, a distribuição de obras didáticas aos alunos do ensino médio e aos programas de alfabetização de jovens e adultos.

Fonte: Ministério da Educação

O livro faz toda a diferença na formação de uma criança. Embora estejamos na era da informática, as histórias infantis fazem a criançada viajar num mundo de fantásticas aventuras e encantam todas as idades. "O livro constitui um meio fundamental para conhecer os valores, os saberes, o senso estético e a imaginação humana.

Como vetores de criação, informação e educação, permitem que cada cultura possa imprimir seus traços essenciais e, ao mesmo tempo, ler a identidade de outras. Janela para a diversidade cultural e ponte entre as civilizações, além do tempo e do espaço, o livro é ao mesmo tempo fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio e semente do desenvolvimento".

Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br

DIA DO COMEDIANTE


26 de Fevereiro

Apesar de o humor ser largamente estudado, teorizado e discutido por filósofos e outros, permanece extraordinariamente difícil de definir, quer na sua vertente psicológica quer na sua expressão, como forma de arte e de pensamento. Na verdade, o que é que o distingue de tantos outros aspectos do cómico, como a ironia ou a sátira?


A ironia é uma simulação subtil de dizer uma coisa por outra. A ironia não pretende ser aceite, mas compreendida e interpretada. Para Sócrates, a ironia é uma espécie de docta ignorantia, ou seja, ignorância fingida que questiona sabendo a resposta e orientando-a para o que quer que esta seja. Em Aristóteles e S. Tomás de Aquino, a ironia não passa de uma forma de obtenção de benevolência alheia pelo fingimento de falta de méritos próprios. A partir de Kant, assentando na ideia idealista, a ironia passa a ser considerada alguma coisa aparente, que como tal se impõe ao homem vulgar ou distraído.


Corrosiva e implacável, a sátira é utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos, castigar, rindo, os costumes, denunciar determinados defeitos, melhorar situações aberrantes, vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil.


O humor é determinado essencialmente pela personalidade de quem ri. Por isso, pode-se pensar que o humor não ultrapassa o campo do jogo ou os limites imediatos da sanção moral ou social, mas este pode subir mais alto e atingir os domínios da compreensão filosófica, logo que o emissor penetre em regiões mais profundas, no que há de íntimo na natureza humana, no mistério do psíquico, na complexidade da consciência, no significado espiritual do mundo que o rodeia. Pode-se, assim, concluir que o humor é a mais subjectiva categoria do cómico e a mais individual, pela coragem e elevação que pressupõe. Logo, o que o distingue das restantes formas do cómico é a sua independência em relação à dialéctica e a ausência de qualquer função social. Trata-se, portanto, de uma categoria intrinsecamente enraizada na personalidade, fazendo parte dela e definindo-a até.

Fonte: tendanonstop.blogspot.com

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Filhos são do mundo!




Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga. E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Três dias na cobertura da tragédia na pousada Sankay, olhos grudados em fotos, tevê e internet, vozes chorosas de mães e tios ao telefone me fizeram pensar nessa dor gigantesca que deve ser para um ser humano devolver o que mais amou nessa vida, mas nunca foi seu! E, principalmente, me fez entender que mais do que corajosos, nós, pais, somos loucos por correr o risco de amar tanto sem garantias.

Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo para os fllhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles.

Palavras de uma jornalista depois do acidente em Angra.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SER CHIQUE É UMA QUESTÃO DE ATITUDE



Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão a venda. Elegância é uma delas.Assim, para ser chique é preciso muito mais que uns guarda-roupas recheados de grifes importadas. Muito mais que um belo carro Alemão. O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que,sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio. Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta. Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua. Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos. Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir. Chique mesmo é olhar no olho do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados a mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios. Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado. Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar. Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

Texto do livro A quem interessar possa, de Gilka aria.

Receita de Viver






Fiz uma vez uma receita de viver...
Viver é expandir, iluminar. Viver e derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.
Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Uma enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeitar cada ser humano, em todos os cantos da terra, e por gostar de gente - gostar de gostar - é que encontra em cada indivíduo o reflexo do universo.
As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor.
A gente só é o que faz aos outros. Somos conseqüência dessa ação. Não fazer me deixa extenuadão.
Talvez a coisa mais importante na vida seja não vencer na vida, não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.
Acredito em milagres. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante. Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mal explicado, se o natural tivesse explicação. Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado e construirá um mundo, em que a lua terá prioridade. Um mundo de mais lua que luar.

Adolpho Bloch

Amizade é uma palavra pequenininha



Amizade é uma palavra pequenininha
mas que nunca vem sozinha.
Ela dá sempre a mão com o
conta comigo,
estou aqui,
se precisar, me chame,
estou feliz por você,
torço por você,
se precisar de um ombro, tenho dois,
penso em você,
gosto de você
estou te ouvindo,
não te esqueço, mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo.
Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é um mapa mundi onde cada um se encontra em
algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo.
Diferentes, especiais e importantes, cada um a sua maneira.
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade.
Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus
valores podem enriquecer ainda mais os que temos e amá-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém;
sozinho é quem não tem um amigo.
Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher.
Amizade, doce amizade...
se somos dois, unidos seremos um elo forte;
se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.

(Letícia Thompson)

Alma Gemea


(de Públio para Lívia)

Alma gêmea da minhalma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...


Emmanuel
(Do livro "Há Dois Mil Anos, FCXavier)
(IV - Tragédias e esperanças, 275)

Escrito Erótico...


Em um momento de descontração, o grande poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu:

'Satânico é meu pensamento a teu respeito,
e ardente é o meu desejo
de apertar-te em minha mão,
numa sede de vingança incontestável pelo
que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma e eu estava em minha
cama, quando, sorrateiramente,
te aproximaste.
Encostaste o teu corpo
sem roupa no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor!

Percebendo minha
aparente indiferença,
aconchegaste-te a mim e
mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.

Eu adormeci.

Hoje quando acordei,
procurei-te numa ânsia ardente,
mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol,
provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu
durante a noite.

Esta noite recolho-me mais cedo,
para na mesma cama te esperar.
Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar
com todas as forças de minhas mãos.

Só descansarei quando vir
sair o sangue quente do seu corpo..
Só assim, livrar-me-ei de ti,

pernilongo
Filho da Puta!'

Deus faz mal à vida?






Recentemente esteve entre nós o renomado biólogo darwinista Richard Dawkins afirmando que Deus faz mal à saúde humana e que “Deus é um delírio”, título, aliás, de seu livro. Quase simultaneamente saiu um outro livro de um renomado filósofo e teólogo anglicano Keith Ward que, sem pretende-lo, deu uma resposta a Dawkings. Seu livro se intitula: Deus, um guia para os perplexos (Difel 2009).

Ward depois de percorrer mais de três mil anos de reflexões sobre Deus, tranquilamente, com o humor inglês que o caracteriza, poderia escrever: Dawkins, um delírio.

A questão fundamental que seu livro suscita é: o que os humanos querem dizer quando falam “Deus”? Por que as culturas, desde sempre, colocam o tema Deus?

Ward começa com a mitologia grega, cujo panteão é repleto de deuses e deusas. Mas adere à interpretação inaugurada por C.G. Jung e por Campbel segundo a qual no panteismo não temos a ver com a multiplicidade de divindades mas com múltiplas formas de presença divina na natureza e na vida humana. As divindades não são seres subsistentes, mas representam energias poderosas e criativas para as quais nos faltam as palavras adequadas para descrevê-las. Então se usam nomes divinos e mitos.

Ward passa pelos grandes representantes do pensamento ocidental, sem esquecer seus paralelos orientais, que detidamente se enfrentaram com a problemática de Deus. Mostra a grande ruptura que ocorreu entre o pensamento clássico greco-cristão para qual Deus representava a eternidade, a imutação e a pura transcendência e entre o pensamento moderno que entende a realidade como mutação e evolução, carregada de virtualidades apontando para várias direções.

A figura de Hegel é especialmente estudada porque foi ele que introduziu Deus na história, ou melhor fez da história a forma como Deus se mostra (tese), se autonega (antítese), entrando nos avatares da condição temporal e retorna sobre si mesmo carregando toda a riqueza de sua passagem pela evolução (síntese). Sua essência como Espírito absoluto é ser dinamismo, mutação, liberdade e criação. Vê no próprio conceito cristão da Trindade, a dialética divina da história: o poder auto-afirmativo que se mostra como Pai, a sabedoria que se revela como Filho e o amor unitivo que se concretiza como Espírito Santo.

Ward mostra as implicações lingüísticas e filosóficas que a temática de Deus encerra. Vão desde o discurso raso do fiel que identifica imagem de Deus com Deus mesmo, passando pelo discurso analógico dos teólogos para os quais os conceitos são meras analogias e não descrições do ser divino até o silêncio reverente que sabe ser impossível dizer qualquer coisa objetiva sobre Deus. Famosa é a frase de um dos maiores teólogos cristãos, o Pseudo-Dionísio Aeropagita (século VI): “Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. É a linguagem dos místicos seja dos muçulmanos como os sufis, seja da sabedoria dos taoistas, seja dos místicos cristãos que afirmam que sobre Deus dizemos mais mentiras que verdades. Por isso, vale a advertência do filósofo Ludwig Wittgenstein:”Sobre coisas que não podemos falar, devemos calar”. É o que as religiões e igrejas menos fazem.

Mas nem por isso deixamos de permanentemente colocar o tema de Deus. Seguindo a tradição pragmática inglesa Ward enfatiza que ao invés de perguntar o que a palavra “Deus” representa, deveríamos perguntar “como a palavra Deus é usada”? Ela está na boca e nas atitudes dos que oram, cantam e meditam. Esta é uma forma de se relacionar com o Inefável e a partir dele com o mundo. A conseqüência prática é que ocupar-se com Deus libera o eu do desespero e da ilusão e lhe possibilita atingir certa integração que gera a felicidade.

Como se depreende, pensar Deus não é nunca um mero exercício intelectual. É pensar a forma mais adequada de vivermos como seres humanos, compreendermos melhor o mundo e conectar-nos com aquela Energia soberana e boa que tudo pervade e penetra nas profundezas de cada um.

Finalmente, crer em Deus é crer na bondade fundamental do ser, é crer que vale a pena viver e desfrutar da alegria de passar por esse pequeno planeta no qual habitam seres que sentem o pulsar da Realidade Suprema feita de amor, compaixão e último aconchego. Deus é a maior viagem, o melhor delírio jamais experimentado.

Leonardo Boff é autor de Experimentar Deus, Verus 2007.

Leonardo Boff
Teólogo

O Caminho da Loucura



Quase todos os seres humanos possuem uma característica típica da esquizofrenia: fazerem continuamente as mesmas coisas e ficar à espera de resultados diferentes.

Todas as pessoas querem vidas melhores, mais saúde, melhores relacionamentos, mais abundância financeira... Mas, dia após dia fazem exatamente as mesmas coisas! À espera de um milagre. Que nunca irá acontecer!

PORQUE SÃO LOUCAS...

Porque acreditam que vão mudar de vida sem mudar. Porque se meditarem o suficiente serão abençoadas com milhares de coisas boas, sem necessidade de mudar o que quer que seja.

Já reparou que à sua volta, na natureza, nada permanece constante? Tudo muda continuamente. E, no entanto, você... que quer mudanças na sua vida, está a espera que elas ocorram sem mudar.

BEM VINDO À INSANIDADE!

A maior parte das pessoas tem um sonho e faz planos para o manifestar e medita. E acredita na Lei da Atração e até é capaz de escrever alguma coisa e esperar que as pessoas à sua volta comecem a mudar...

E NADA ACONTECE...

Porque a mudança tem que começar dentro de cada um primeiro!

Tudo começa com os rótulos que colocamos sobre cada experiência do nosso cotidiano. Qualquer experiência sua é sempre uma aprendizagem. O "bom" e o "mau" é penas um rótulo que você decide colocar.

Quando sentir que a experiência merece um rótulo "negativo" aprenda, antes de colocar o rótulo, a afirmar algo como "não sei de que forma esta experiência é boa pra mim, MAS É!".

QUANTO MAIS NEGATIVO FOR AQUILO QUE TENHO PRA DIZER, MAIS DEMORO PRA DIZER. É uma técnica ensinada por D. Juan: dissolver a negatividade para dar poder à divindade.

Ame cada experiência se quer atrair experiências melhores. E lembre-se que jamais passará por uma experiência "dramática", a menos que esteja preparado/a para ela.

"Quem vive no presente com olhos no passado descobrirá que não tem futuro."

"Insanidade é fazer repetidamente as mesmas coisas e esperar resultados diferentes."

Pare de se queixar para que esse tema se dissolva. Agradeça mais! Reclame menos!

Em tudo que fazes, lembra-te: O UNIVERSO NÃO É ESTÚPIDO!

* * *
Recebi por e-mail, sem indicação de autor


"Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo. Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para por de lado os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo. Esperamos demais para ser generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente.
Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.
Deus também está esperando, esperando nós pararmos de esperar. Esperando nós começarmos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados"

Henry Sobell

Copo ou Lago? ONDE VOCE COLOCA O SAL?






O velho Mestre pediu a um jovem triste que
colocasse uma mao cheia de sal em um copo de
Água e bebesse.

-'Qual é o gosto?' - perguntou o Mestre.

-Ruim' - disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse
outra mão cheia de sal e levasse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:

-'Beba um pouco dessa água. Enquanto a água
escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

-'Qual é o gosto?'

-'Bom! disse o rapaz.

-'Você sente o gosto do sal?' perguntou o Mestre.

-'Não disse o jovem.

Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em
suas mãos e disse:

'A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o
sabor da dor depende de onde a colocamos.

Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.

É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:

É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.

"Entender a vontade de Deus nem sempre é facil, mas crer que Ele está no comando e tem um plano pra nossa vida faz a caminhada valer a pena".

MENSAGEM... VIAJANTES





De muitos deles tiveste notícia da glória que ostentavam na Terra.
Pompeavam adornos de alto preço e chamavam-se príncipes.
Brandiam armas sanguinolentas e faziam-se chefes.
Mostravam brasões e manejavam a autoridade.
Eram mulheres primorosamente vestidas e atuavam no pensamento dos ditadores, alterando a sorte das multidões.
Entretanto, apenas viajavam no caminho dos homens...
Outros muitos conheceste de perto.
Urdiam golpes de inteligência e dirigiam enormes comunidades.
Sobraçavam livros famosos e tornavam-se mestres.
Amontoavam dinheiro e erguiam-se poderosos.
Exibiam louros da mocidade e articulavam aventuras e sonhos.
Contudo, viajavam também...
Se eram bons ou maus, justos ou injustos, realmente não sabes, porque as verdadeiras contas de cada um são examinadas além...
No entanto, não ignoras que nem o poder e nem o encargo, nem a juventude e nem o ouro, nem a fama e nem a Ciência lhes conferiram qualquer privilégio de fixação.
Todos passaram, uns após outros...
Pensa nisso e recorda que te encontras no mundo igualmente em viagem.
No último dia da grande romagem, nada carregarás contigo do que temporariamente desfrutas, a não ser aquilo que fizeste e colocaste em ti mesmo.
Ninguém te aconselha a fazer da existência o culto inveterado da morte, mas é imperioso caminhes na convicção de que a vida prossegue...
Vive, pois, de tal modo que todos aqueles que convivem contigo, possam, mais tarde, lembrar-te o nome, como quem abençoa a presença da fonte ou agradece a passagem da luz.

Emmanuel

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Paradoxo do Nosso Tempo


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

George Carlin

CULPA: A BUSCA DA PERFEIÇÃO







Por detrás de nossas tristezas e frustrações, de nossas insatisfações na vida, de nossos tédios e angústias, está um sentimento, o mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos, que é o sentimento de culpa. O sentimento de culpa é o apego ao passado, é uma tristeza por alguém não ter sido como deveria ter sido, é uma tristeza por ter cometido algum erro que não deveria ter cometido. O núcleo do sentimento de culpa são estas palavras: "Não deveria...". A culpa é a frustração pela distância entre o que nós fomos e a imagem de como nós deveríamos ter sido. Nela consiste a base para a auto-tortura. Na culpa, dividimo-nos em duas pessoas: uma real, má, errada, ruim, e uma ideal, boa, certa e que tortura a outra. Dentro de nós processa-se um julgamento em que o Eu ideal, imaginário, é o juiz e o Eu real, concreto, humano, é o réu. O Eu ideal sempre faz exigências impossíveis e perfeccionistas. Assim, quando estamos atormentados pelo perfeccionismo, estamos absolutamente sem saída. Como o pensamento nos exige algo impossível, nunca o nosso Eu real poderá atendê-lo. Este é um ponto fundamental.

Muitas pessoas dedicam a sua vida a tentar realizar a concepção do que elas devem ser, em vez de se realizarem a si mesmas. A diferença entre auto-realização e realização da imagem de como deveríamos ser é muito mais importante. A maioria das pessoas vive apenas em função da sua imagem ideal e este é um instrumento fenomenal para se fazer o jogo preferido do neurótico: a auto-tortura, o auto aborrecimento, o auto-castigo, a autopunição, a culpa.

Quanto maior for a expectativa a nosso respeito, quanto maior for o modelo perfeccionista de como deve ser a nossa vida, maior será o nosso sentimento de culpa. A culpa é a tristeza por não sermos perfeitos, é a tristeza por não sermos Deus, por não sermos infalíveis; é um profundo sentimento de orgulho e onipotência; é uma incapacidade de lidar com o erro, com a imperfeição; é um desejo frustrado; é o contato direto com a realidade humana, em contraste com as suas intenções perfeccionistas, com os seus pensamentos megalomaníacos a respeito de si mesmo. E o mais grave é que aprendemos o sentimento de culpa como virtude!

A culpa sempre se esconde atrás da máscara do auto-aperfeiçoamento como garantia de mudança e nunca dá certo. Os erros dos quais nos culpamos são aqueles que menos corrigimos. A lista de nossos "pecados" no confessionário é sempre a mesma. A culpa, longe de nos proporcionar incentivo ao crescimento, faz-nos gastar as energias numa lamentação interior por aquilo que já ocorreu, ao invés de as gastarmos em novas coisas, novas ações e novos comportamentos. Por isto mesmo, em todas as linhas terapêuticas, este é um sentimento considerado doentio. Não existe nenhuma linha de tratamento psicológico que não esteja interessado em tirar dos seus pacientes o sentimento de culpa. A culpa é um auto-desprezo, um auto-desrespeito pela natureza humana, por seus limites e pela sua fragilidade. A culpa é uma vingança de nós mesmos por não termos atendido a expectativa de alguém a nosso respeito, seja esta expectativa clara e explícita, ou seja uma expectativa interiorizada no decorrer da nossa vida. Por isto é que se diz que, ao nos sentirmos culpados, estamos alienados de nós mesmos, e a nossa recriminação interna não é, nem mais nem menos, do que vozes recriminatórias dos nossos pais, nossas mães, nossos mestres ou outras pessoas que ainda residem dentro de nós.

Mas aquilo que nos leva a esse sentimento de culpa, aquilo que alimenta esta nossa doença auto-destrutiva, são algumas crenças falsas. Trabalhar o sentimento de culpa é, primordialmente, descobrir as convicções falsas que existem em nós, aquelas verdades em que cremos e que são errôneas, e nos levam a este sentimento. A primeira delas é a crença na possibilidade da perfeição. Quem acredita que é possível ser perfeito, quem acha que está no mundo para ser perfeito, quem acha que deve procurar na sua vida a perfeição, viverá necessariamente atormentado pelo sentimento de culpa. A expectativa perfeccionista da vida é um produto da nossa fantasia, é um conceito alienado de que é possível não errar, que é possível viver sem cometer erros.

Quanto maior for a discrepância entre a realidade objetiva e as nossas fantasias, entre aquilo que podemos nos tornar através do nosso verdadeiro potencial e os conceitos idealistas impostos, tanto maior será o nosso esforço na vida e maior a nossa frustração. Respondendo a esta crença opressora da perfeição, atuamos num papel que não tem fundamento real nas nossas necessidades. Nos tornamos falsos, evitamos encarar de frente as nossas limitações e desempenhamos papéis sem base na nossa capacidade. Construímos um inimigo dentro de nós, que é o ideal imaginário de como deveríamos ser e não de como realmente somos. Respondendo a um ideal de perfeição, nós desenvolvemos uma fachada falsa para manipular e impressionar os outros.

É muito comum, no relacionamento conjugal, marido e mulher não estarem amando um ao outro e, sim, amando a imagem de perfeição que cada um espera do outro. É claro que nenhum dos parceiros consegue corresponder a esta expectativa irreal e a frustração mútua de não encontrar a perfeição gera tensões e hostilidades, num jogo mútuo de culpa. Esta situação se aplica a todas as relações onde as pessoas acreditam que amar o outro é ser perfeito. Quando voltamos para nós exigências perfeccionistas, dividimo-nos neuroticamente para atender ao irreal. Embora as pessoas acreditem que errar é humano, elas simplesmente não acreditam que são humanas! Embora digam que a perfeição não existe, continuam a se torturar e a se punir e continuam a torturar e a punir os outros por não corresponderem a um ideal perfeccionista do qual não querem abrir mão.

Outra crença que nos leva à culpa, esta talvez mais sutil, mais encoberta e profunda, é acreditarmos que há uma relação necessária entre o erro e a culpa, é a vinculação automática entre erro e culpa. Quase todas as pessoas a quem temos perguntado de onde vêm os seus sentimentos de culpa, nos respondem taxativamente que vêm de seus erros. Acreditamos que a culpa é uma decorrência natural do erro, que não pode, de maneira alguma, haver erro sem haver culpa. Se acreditamos nisto, estamos num problema insolúvel.
Ou vamos passar a vida inteira tentando não errar para não sentirmos culpa - e isto é impossível porque sempre haverá erros em nossa vida - ou então passaremos a vida inteira nos sentindo culpados porque sempre erramos. Essa vinculação causal entre erro e culpa é profundamente falsa. A culpa não decorre do erro, mas da maneira como nos colocamos diante do erro; vem do nosso conceito relativo ao erro, vem da nossa raiva por termos errado. Uma coisa é o erro, outra coisa é a culpa; erros são erros, culpa é culpa. São duas coisas distintas, separadas, e que nós unimos de má fé, a fim de não deixarmos saída para o nosso sentimento de culpa. O erro é o modo de se fazer algo diferente, fora de algum padrão.

O que é chamado erro é a saída fora de um modelo determinado, que pode ser errado hoje e não amanhã, pode ser errado num país e não ser errado em outro. A culpa é um sentimento, vem de nós, vem da crença de que é errado errar, que não podemos errar, que devemos ser castigados pelas faltas cometidas; crença de que a cada erro deve corresponder necessariamente um castigo, de que a cada falta deve corresponder uma punição. Aliás, o sentimento de culpa é a punição que damos a nós mesmos pelo erro cometido. Não é possível não errar, o erro é inerente à natureza humana, ele é necessário a nossa vida. Na perfeição humana está incluída a imperfeição. Só crescemos através do erro.

As pessoas confundem assumir o erro com sentir culpa. Assumir o erro é aceitar que erramos, é nos responsabilizarmos pelo que fizemos ou deixamos de fazer. Mas quando acreditamos que a culpa decorre do nosso erro, tentamos imputar a outros a responsabilidade dos nossos erros, numa tentativa infrutífera de acabar com a nossa culpa.

A propósito do erro, há um texto interessantíssimo no livro "Buscando Ser o que Eu Sou", de Ilke Praha, que diz: "O perfeccionismo é uma morte lenta. Se tudo se cumprisse à risca, como eu gostaria, exatamente como planejara, jamais experimentaria algo novo, minha vida seria um repetição infinda de sucessos já vividos. Quando cometo um erro vivo algo inesperado. Algumas vezes reajo ao cometer erros como se tivesse traído a mim mesmo. O medo de cometer erros parece fundamentar-se na recôndita presunção de que sou potencialmente perfeito e de que, se for muito cuidadoso, não perderei o céu. Contudo, o erro é uma demonstração de como eu sou, é um solavanco no caminho que tracei, um lembrete de que não estou lidando com os fatos. Quando der ouvidos aos meus erros, ao invés de me lamentar por dentro, terei crescido". Este é o texto.

Algumas pessoas nos perguntam: "Mas como avançar em relação a este sentimento, como arrancar de mim este hábito de me deprimir com os erros cometidos?". Só existe uma saída para o sentimento de culpa. Façamos uma fantasia: imaginemos por um instante que estamos à morte e nossos sentimentos deste momento são de angústia, tristeza e frustração por todos os erros cometidos, por tudo o que deveríamos ter feito e não fizemos; remorsos pelos nossos fracassos como pai, como mãe, como profissional, como esposo, como esposa, como religioso, como cidadão, mas, ao mesmo tempo, estamos com um profundo desejo de morrer em paz, de sair desse processo íntimo de angústia e morrer tranquilos. Qual a única palavra que, se pronunciada neste momento, sentida com todo coração, teria o poder de transformar a nossa dor em alegria, o nosso conflito em harmonia, a nossa tristeza em felicidade? Somente uma palavra teria essa magia. A palavra é: Perdão.

O Perdão é uma palavra perdida em nossa vida. O primeiro sentimento que se perde no caminho da loucura é o sentimento de perdão, o sentimento de auto-perdão. Se a culpa é a vergonha da queda, o auto-perdão é o elo entre a queda e o levantar de novo. O auto-perdão é o recomeço da brincadeira depois do tombo: "Eu me perdôo pelos erros cometidos, eu me perdôo por não ser perfeito, eu me perdôo pela minha natureza humana, eu me perdôo pelas minhas limitações, eu me perdôo por não ser onipotente, por não ser onipresente, por não ser onisciente, eu me perdôo por...". O perdão é sempre assim mesmo, é pessoal e intransferível.

O perdão aos outros é apenas um modo de dizermos aos outros que já nos perdoamos. Perdoarmo-nos é restabelecer a nossa própria unidade, a nossa inteireza diante da vida, é unir outra vez o que a culpa dividiu, é uma aceitação integral daquilo que já aconteceu, daquilo que já passou, daquilo que já não tem jeito; é o encontro corajoso e amoroso com a realidade.

Somente aqueles que desenvolveram a capacidade de auto-perdão conseguem energia para uma vida psicológica sadia. A criança faz isto muito bem. O perdão é a própria aceitação da vida do jeito que ela é, nos altos e nos baixos. O auto-perdão é a capacidade de dizer adeus ao passado, é a aceitação de que o passado é uma fantasia, é apenas saber perder o que já está perdido. O auto-perdão é um sim à vida que nos rodeia agora, é uma adesão ao presente, à única coisa viva que possuímos, que são nossas possibilidades neste momento. Não podemos abraçar o presente, a vida, o passado e a morte ao mesmo tempo. O perdão é uma opção para a vida, o auto-perdão é a paciência diante da escuridão, é o vislumbre da aurora no final da noite. O auto-perdão é o sacudir da poeira, é a renovação da auto-estima e da alegria de viver, é o agradecimento por sabermos que mais importante do que termos cometido um erro é estarmos vivos, é estarmos presentes.

Para encerrar este tema, quero sugerir-lhes uma reflexão sobre este texto escrito por Frederick Pearls: "Que isto fique para o homem! Tentar ser algo que não é, ter idéias que não são atingíveis, ter a praga do perfeccionismo de forma a estar livre de críticas, é abrir a senda infinita da tortura mental. Amigo, não seja um perfeccionista. Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Amigo, não tenha medo de erros, erros não são pecados, erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova. Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles, você teve a coragem de dar algo de si".



Antônio Roberto Soares

Coisas que a vida ensina depois dos 40







Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola - 1936/2008



Nota pessoal:

PENA QUE SE DESCOBRE

TARDE DEMAIS, OU NUNCA...

O Tamanho das Pessoas



Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A Amizade,
O Respeito,
O Carinho,
O Zelo,
E até mesmo o Amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa
grande...

...é a sua sensibilidade, sem tamanho...


Willian Shakespeare

Estamos com fome de amor...





O que temos visto por aí???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas
de um atleta olímpico na cama... sexo de academia...

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, mutilando-se em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade
de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...

Alô, gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que
imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... e, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo
das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Para ler, divulgar e . . . Praticar !



(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

Seja mais do que importante, seja RARO.


1.. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho..
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta
9. Poupe para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se bastante, depois deixe-se levar pela maré.

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem é, não pelo o que vc fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem .
37. Seus filhos só têm uma infância. 38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente."




Nota pessoal: Foram os 45 melhores conselhos que já ouvi.

Hebert Viana

ATITUDES




Qual a atitude que devemos tomar frente a uma situação que requeira de nós um posicionamento que possa interferir na vida de outra pessoa?

Como agir sem melindrar, como agir sem ofender, e ainda assim sermos honestos, coesos em nossas declarações?

Situação difícil, delicada, principalmente quando estamos mais preocupados em agradar, do que corrigir, orientar.

Vejam bem, o corrigir, o orientar é também um acto de caridade para com o nosso próximo, pois que o vemos insistindo em erro por desconhecimento ou por ímpia atitude, não podemos "simpaticamente" concordar, estaríamos sendo cúmplices do engano, se não o estivermos incentivando.

Nossa obrigação moral e humanitária é a de chegarmos a esse amigo, e com respeito sincero, lhe mostrarmos o que está acontecendo como consequência de sua atitude;
humildemente lhe pedirmos para que reflicta, e aí sim, deixarmos que ele mostre através de seu comportamento diante do fato, o quanto já é capaz de se auto-avaliar e principalmente se auto-corrigir.

Ainda é parte da nossa natureza aceitarmos como correcto toda e qualquer atitude vinda de quem amamos desde que, não nos atinja directamente.

Isto é a amizade sincera, aquela que esperamos ter e receber, pois de nada adiantará colocarmos flores no vaso quebrado, pois elas tenderão sempre a murcharem e se desfolharem.

Cuidem para que o vaso se reconstitua, se restabeleça, e verão então o desabrochar calmo e tranquilo das belezas espirituais e morais como conquista de cada um.

Muita paz.

Fonte: SEGRAV

As Atitudes Tudo ou Nada





Percebo que as pessoas que decidem
transformar sua vida
desenvolvem um tipo especial de atitude.
Elas se empenham em cada ação
como se a vida inteira dependesse desse esforço.
Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver
como fazem os oficiais com seus soldados
em situações desfavoráveis de batalha.
Em outras palavras,
decidem queimar as pontes que permitem retroceder.
Nessas decisões radicais, é importante assumir,
também, um comportamento radical.
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos fala-se muito
sobre o perigo de tomar um único copo de bebida,
pois a decisão de parar de beber tem que vir
acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada.
Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha
não pode mais chegar atrasada ao emprego
porque perdeu a hora.
Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz
porque não haverá ninguém para acordá-la toda manhã.
Um empresário que está à beira da falência
não pode continuar gastando sem nenhum controle.
A decisão de partir para o tudo ou nada
é somente o primeiro passo.
Depois da decisão, precisa haver atitude.
Há pessoas que se casam,
mas querem levar a vida de solteiras.
Resultado: o casamento fracassa.
Há pessoas que decidem ter filhos,
mas querem continuar a viver
como se os filhos não existissem.
Resultado, teremos crianças órfãs de pais vivos.
Lembre-se, há dois tipos de atitudes:
as atitudes tudo ou nada
e as atitudes mais ou menos.
Uma atitude mais ou menos sempre leva
a um resultado medíocre.
É importante entender com toda clareza que,
durante um processo de transformação radical,
a atitude de fazer um pouco de cada vez
nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos
se não fizéssemos nada.
Quem quer fazer uma revolução na vida
precisa tomar uma atitude radical.
E, quando se toma uma decisão radical,
é preciso continuar caminhando
pela estrada que escolhemos com comprometimento,
determinação e fé.
Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade
das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor
como se sua respiração dependesse
da respiração do seu companheiro.
É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades
como se houvesse apenas você no mundo
para pagar suas contas.
É aprender uma nova profissão
como se sua vida dependesse dessa empreitada.
É abraçar o novo emprego como se essa fosse
a última oportunidade de sua vida.
Porque é preciso correr atrás de nossos objetivos
com a determinação de um faminto
que anseia por um prato de comida.
Buscar a água como um homem perdido no deserto.
Dançar a música da vida
como se seu corpo e sua alma fossem
os instrumentos dessa música!
Afinal, se você romper as grades da gaiola,
mas não bater as asas para valer,
jamais poderá voar de verdade!


Roberto Shinyashiki

Exemplo de Vida




Tenha sempre presente que a pele se enruga...
O cabelo embranquece,
Os dias convertem-se em anos....
Mas o que é importante não muda...
A tua força e convicção não tem idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver viva sinta-se viva.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista.
Não deixe que enferruge o ferro que existe em você.
Faça com que, em vez de pena tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha!!!!

Madre Tereza de Calcutá

Como Manter um Amor





Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. Num certo ponto, a menina disse:

- Mãe, como se faz para manter um amor?

A mãe olhou para a filha e respondeu:

- Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...

A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão
com mais velocidade a areia se escapava.


- Mamãe, mas assim a areia cai!!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!

A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:

- Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.

É assim que se faz durar um amor...
Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre... Se ela voltar será sua para sempre, se não, é porque nunca foi sua de verdade.

A LIBERDADE É O ESPAÇO QUE A FELICIDADE PRECISA!

Aquele que não inveja; que é amigo sincero de todos os seres vivos;
que não tem senso de posse; que está livre do egoísmo;
que tem a mesma atitude na tristeza ou na alegria;
que está sempre satisfeito
tendo a mente e o intelecto harmonizados Comigo,
é muito querido à Mim.
Quem nunca perturba os outros nem se deixa perturbar,
além da dualidade do sofrimento e prazer,
livre do medo e da angústia também é muito querido.
Quem é esperto mas puro,
e em todos os seus esforços renuncia aos resultados,
é muito querido a mim.
Quem age do mesmo modo com amigos e inimigos,
e não muda de atitude no ostracismo ou na glória;
no sucesso ou no fracasso; quem nunca se contamina;
quem está sempre contente, com o que lhe é oferecido;
quem está sempre ocupado em servir com devoção
– este Me é muito querido,
é muito querido a Mim.

BHAGAVAD GITA – CANÇÃO DO DIVINO MESTRE
Capitulo 12 – Serviço Devocional

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Homenagem ao meu filho Nikolas


Querido Nikolas,

Se existe alguma coisa pela qual eu devo agradecer todos os dias, essa coisa é ter tido vc meu filho! Hoje faz dezenove anos que vieste ao mundo, trazendo-me alegria e felicidade, e nesta data especial eu quero dar-te os parabéns e dizer mais uma vez o quanto eu te amo e o quanto és importante para mim e para nossa família.
Sempre me preocupei muito contigo, sempre me preocupei em orientar os teus passos, a fim de que pudesses caminhar por conta própria mas pelas rotas mais seguras. Acho que durante estes dezenove anos pude ensinar algumas coisas importantes, e fico muito feliz em notar que assimilaste bem os princípios morais e os valores mais elevados que eu e teu pai te transmitimos.
Mas, mais do que isso, também aprendi bastante contigo. Aprendi e aprendo ainda, pois a nossa relação, mais do que ser uma relação entre mãe e filho, é uma relação de amizade profunda, e o fato de seres tão jovem e tão ligado com o mundo faz com que a minha visão das coisas se modifique e renove a cada dia. Por isso, obrigado,meu filho.
O dia de aniversário é sempre um dia especial e eu não poderia deixar de te saudar com todo o meu carinho, além de te desejar ainda muitos e muitos anos de vida.
Além de ser um dia especial, pois brindamos e agradecemos a glória de viver.Vc é uma pessoa especial, querido por todos, alguém que eu amo e a quem só desejo o bem.Gostaria que este fosse o dia mais feliz da tua vida. Não de toda a tua vida, pois outros mais felizes virão, com certeza! Aproveito esta ocasião especial para te fazer um pedido: continua a ser essa pessoa boa e generosa, continua a trabalhar e a esforçar-te para alcançar os teus objetivos sem ferir ou maltratar ninguém, pois assim a vida vai te sorrir e abençoar com as melhores oportunidades.

Feliz aniversário! Beijo grande de sua mãe!
Cida Moreton

DIA NACIONAL DO ROTARY


23 de Fevereiro

Definição

Em 1976 o Conselho Diretor do Rotary lnternational interessou-se em criar uma definição concisa dos aspectos fundamentais do Rotary.

Solicitou-se a ajuda de três pessoas, que estavam no momento atuando na Comissão de Relações Públicas do Rotary, e pediu-se que chegassem a uma definição do Rotary que pudesse ser englobada em apenas uma sentença.

Após inúmeras minutas, chegou-se à seguinte definição, que tem sido usada desde então nas diversas publicações do Rotary:

"Rotary é uma organização de líderes de negócios e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviços humanitários, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a paz e a boa vontade no mundo".

Significado

Rotary é um adjetivo do idioma inglês, equivalente a rotativo, giratório, circulatório. Os Sócio fundadores desta grande organização que é hoje o ROTARY INTERNATIONAL, optaram pelo nome ROTARY porque as suas primeiras reuniões eram feitas em rodízio, cada vez no local de trabalho de um dos sócios.


Pronúncia

A forma mais aproximada da pronúncia em inglês é rôuteri, mas há entre nós - brasileiros - inteira liberdade de pronúncia da palavra Rotary, razão porque muitos rotarianos, notadamente os sulinos, preferem a pronúncia aportuguesada rótari.

A forma inglesa rôuteri nos induz a pronunciar o adjetivo international também em inglês, dificultando, sobremodo, aqueles que não falam tal idioma. Não há, como se vê, pronúncia padrão, embora a língua considerada oficial do Rotary lnternational seja a língua inglesa.

Lexicólogos, consultados a este respeito, alegam que o termo é genuinamente anglo-saxônico, e por isso aconselham a forma rótarí, porquanto o vocábulo vem do latim: ROTA, onde a pronúncia da primeira vogal do dissílabo deve ter um acentuação prolongada e aberta.

Objetivo

O objetivo do Rotary é estimular e fomentar o ideal de Servir como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando:

Primeiro

O desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir;

Segundo

O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional;

Terceiro

A melhoria da comunidade, pela conduta exemplar de cada um na sua vida pública e particular;

Quarto

A aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando à consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.

História do Rotary

O ROTARY nasceu no início deste século, em Chicago - cidade então dominada pela ignorância e egoísmo, crimes e vícios - por inspiração do jovem advogado Paul Percy Harris que, em sua solidão, percebeu a urgente necessidade das pessoas de fazerem amigos que se ajudassem mutuamente.

Certa noite, após jantar em casa de um amigo, Paul Harris foi por ele apresentado aos vizinhos e pôde constatar que as amizades existentes eram exclusivamente profissionais.

Percebeu então, que podia transformar alguns de seus clientes em verdadeiros amigos.

Dedicou-se a um estudo analítico da "Vida dos Negócios" e resolveu fundar um Clube de Homens de Negócios e Profissionais, para desenvolverem entre si relações de companheirismo e amizade.

Convidou três de seus clientes: Gustavus Loerh - Engenheiro de Minas, Hirarn Shorem - Alfaiate e Silvester Schiele - Comerciante de Carvão, para, com ele próprio, serem os fundadores do Clube.

Reuniram-se pela primeira vez no escritório de Silvester Schiele e decidiram que o quadro social do Clube seria composto por urna pessoa de cada ramo de negócio ou profissão evitando, assim, concorrência entre os seus membros.

Em 23 de fevereiro de 1905 realizou-se a primeira reunião e a instalação do Rotary Club de Chicago, sendo eleito para presidente, Silvester Schiele.

Em 1907, Paul Harris foi eleito Presidente do Rotary Club de Chicago e sua principal meta de trabalho foi desenvolver o quadro social de seu Clube e estender o movimento Rotário a outras cidades, dirigindo-o à prestação de serviços à comunidade.

O objetivo inicial do Rotary que era o "Auxílio Mútuo" é acrescido e suplantado pelo "Ideal de servir", visando especialmente a Paz Mundial.

Nessa ocasião vários Rotary Clubs foram fundados, em diferentes cidades.

Em 1910 realizou-se a 1ª Convenção de Rotary, onde foi criada a Associação Nacional de Rotary Clubs.

O Rotary torna-se internacional com a fundação do Rotary Club Winnipeg-Canadá.

Em 1912 a Associação Nacional de Rotary Clubs passa a denominar-se Associação Internacional de Rotary Clubs, contando já com 50 Clubes.

São criados os primeiros Distritos-regiões onde está sediado determinado número de Rotary Clubs que são supervisionados por um Governador.

Os limites dos Distritos de Rotary não correspondem aos limites geográficos existentes; um distrito pode abranger parte de um país ou Estado, ou pode abranger parte de um, dois ou mais países ou Estados e será desmembrado sempre que o número de Clubes atingir determinado limite.

Em 1922 a Associação Internacional de Rotary Clubs passou a denominar-se Rotary International; em 15 de dezembro do mesmo ano foi fundado o primeiro Rotary Club do Brasil: o Rotary Club do Rio de Janeiro.

A partir daí o movimento rotariano continuou crescendo no Brasil e em todo o mundo.

Paul P. Harris

Paul Harris nasceu em 19 de abril de 1868 em Racine, Wisconsin, EUA, filho de George e Cornelia Bryan Harris. George, um comerciante, era filho de Howard Harris, de Wallingford, Vermont, EUA, e Cornelia, filha de Henry Bryan, o segundo prefeito de Racine. Paul Percy era o segundo filho do casal, o primeiro chamava-se Cecil.

Administrar seu dinheiro não era um dos maiores talentos do casal, de modo que uma boa parte do sustento vinha do pai de George. Quando passaram por uma fase difícil em 1871, George levou os meninos para a casa de seus pais, em Vermont, deixando Cornelia - e seu bebê recém-nascido - morando em uma pensão em Racine.

Cecil, então com cinco anos e meio, e Paul, com três, logo se acostumaram com o ambiente do vale das Montanhas Verdes de Verrnont. Carninhavarn pelas trilhas, ajudavam a alimentar os animais da fazenda e saboreavam os doces caseiros, sob o olhar vigilante de seus rígidos e ternos avós.

Cecil logo voltou para a companhia de seus pais e irmãos - além do bebê, logo viriam mais dois - mas Paul ficou.

Howard Harrís, homem de pouca escolaridade, havia, um dia, desejado ser advogado, sonho que logo transmitiu para Paul, que escreveria mais tarde que toda a firmeza de propósito, integridade e sinceridade com que nasceu foram herdadas de seu avô; e o amor pelos seres humanos, especialmente pelas crianças, veio de sua avó Pamela.

Paul era um menino levado, e frequentemente, pulava a janela de seu quarto para brincar com os colegas, enquanto seus avós pensavam que estivesse dormindo. Ao terminar o curso secundário, Paul se matriculou na Academia Black River, em Ludlow, mas acabou sendo "convidado a se retirar" por causa de suas travessuras. Seus avós, então, o matricularam na Academia Vermont, uma escola militar. Em 1885, ele entrou para a Universidade de Vermont, em Burlington, de onde foi expulso por mau comportamento, só que, desta vez, injustamente. Anos depois, a universidade se desculpou e conferiu um título a Paul e mais três colegas que também haviam sido injustiçados.

Paul começou a trabalhar como professor particular e entrou para a Universidade de Princeton. Enquanto Paul estava em Princeton seu avô morreu, o que o fez ficar mais próximo ainda de sua avó.

Depois de seu primeiro ano na universidade, Paul foi trabalhar em uma marmoraria, como office-boy, ganhando um dólar por dia. Seu bom desempenho mereceu elogios do patrão. Confiante de que sua avó ficaria bem na casa da filha, Paul foi estudar Direito na Universidade Estadual de lowa, onde adquiriu um grande amor pela leitura, especialmente dos trabalhos de Charles Dickens e das biografias dos grandes líderes.

Pouco tempo depois de sua formatura, em 1891, sua avó morreu. Em seu enterro, Paul percebeu que ela havia vivido toda a sua vida em um pequeno vale. Embora tenha sido feliz, ele decidiu que iria conhecer o mundo e passar os próximos cinco anos estudando todos os ângulos possíveis da vida humana, em tantos lugares quanto possível. Depois, voltaria para Chicago para exercer a advocacia.

A primeira parada de Paul foi a Califómia. Em julho de 1891, chegou em São Francisco, de bolsos vazios. Conseguiu um emprego de repórter no jornal Chronicle, mas logo ele e um colega deixaram o jornal para viajar pelo estado. Trabalharam como ajudantes em fazendas, colheram uvas, deram aulas em escolas profissionalizantes, fizeram parte de uma companhia de teatro e viajaram por toda a região. Paul, então, foi para a Flórida e começou a trabalhar como recepcionista noturno em um hotel da cidade de Jacksonville. Depois, trabalhou como caixeiro-viajante para uma firma de compra e venda de mármore de propriedade de George W. Clark que, vinte anos depois, seria presidente do Rotary Club de Jacksonville.

Depois de conhecer Washington, durante a posse do Presidente dos EUA, Grover Cleveland, foi vender mármore no "Velho Sul". Na Filadélfia, empregado como tratador de gado, embarcou em um navio que ia para Liverpool, numa cansativa viagem de 14 dias. Por ter data marcada para voltar e honrar seus compromissos, não pôde realizar o sonho de conhecer Londres.

De volta à Filadélfia, resolveu ir de trem para a Feira Mundial de Chicago. De lá seguiu para Nova Orleans, onde trabalhou encaixotando laranjas e pescando ostras nas baías pantanosas. De volta a Jacksonville, foi trabalhar outra vez na empresa de George Clark, e, durante um ano, cobriu todos os estados do sul, Cuba e as Bahamas. George o enviou, então, para a Grã Bretanha, para supervisionar as mi- nas de granito e mármore de toda a Europa Continental. Em cada lugar por onde passava, fazia amigos.

Já de volta aos EUA, Paul começou a planejar sua vida em Chicago. Passado três anos e meio dos cinco planejados, ele precisava de dinheiro. Mais uma vez voltou a trabalhar para George Clark, que lhe deu a chefia do escritório de Nova lorque.

Em 27 de fevereiro de 1896, quatro meses antes do limite de cinco anos terminar, Paul chegou em Chicago. Alugou um pequeno conjunto de escritórios e toda a mobília para equipá-los, escolheu um para si e sublocou os outros. A Chicago da virada do século era uma cidade em crescimento e as constantes mudanças sociais e financeiras proporcionavam bons negócios para os advogados.

A natureza amável de Paul lhe rendeu amizades em todas as camadas sociais. Mas, aos domingos e feriados, o "rapaz do campo" adorava sair da cidade. E, ao passear pelos arredores da cidade, sonhava com as amizades simples de seu lar.
Em uma noite de verão de 1900, Paul jantou com um amigo no bairro Rogers Park, de Chicago. Depois, os dois foram dar um passeio, parando em vários lugares onde se concentravam as empresas da cidade. Em cada uma delas, seu amigo o apresentava ao proprietário. Paul começou a pensar que seria uma boa idéia reunir um grupo de colegas de negócios em um ambiente informal, de amizade. E ainda haveria uma vantagem especial se cada um representasse uma profissão diferente. Pensou em seus próprios clientes: Silvester Schiele, comerciante de carvão; Gustavus Loehr, engenheiro de minas; Harry Ruggles, gráfico. Na noite de 23 de fevereiro de 1905, Paul, Silvester e Gus se reuniram, junto com Hirain Shorey, alfaiate, no escritório de Gus, no Edifício Unity, no centro de Chicago.

Assim, começaram a se encontrar regularmente, levando os amigos para o seu "clube". Paul sugeriu alguns nomes para esse clube, e escolheram Rotary, já que o plano era realizar encontros em esquema rotativo, nos escritórios de todos. O número de associados cresceu rapidamente, atraindo homens que obtiveram êxito em seus negócios sem qualquer ajuda, a maioria solteiros vindos de fazendas ou cidades pequenas. Logo, clubes do Rotary começavam a ser fundados em outras cidades.

Paul compreendeu que o sistema de clubes - com seus diferentes membros compartilhando seu ponto em comum, a amizade - era uma ótima oportunidade para encorajar a tolerância política e religiosa e também para servir. Ele tinha convicção de que a amizade levava, inevitavelmente, à boa vontade e às grandes realizações.

Paul Harris não gastava todas as suas energias no Rotary. Trabalhava muito como advogado, e também era membro da Associação Comercial de Chicago, do Clube da Cidade, da Associação dos Advogados de Chicago e do Hinsdale Golf Club.

Além de todas essas associações, ainda fazia parte de um clube de caminhadas e passeios, o Prairie Club. Lá, conheceu uma moça chamada Jean Thomson, que viera da Escócia há três anos. Apenas três meses depois, se casaram.

Em 1907, Paul sucedeu Albert L. White como presidente do Rotary Club de Chicago, e exerceu a metade de um mandato. Em 1910, representantes de 14 Rotary Clubs independentes compareceram à primeira convenção em Chicago, "com Chesley Perry marcando o ritmo do trabalho". A partir daí, a "Associação Nacional de Rotary Clubs emergiu, com estatuto e regimento interno cuidadosamente preparados" - e com Paul Harris como presidente e Ches Perry como secretário.

Quando Ches pediu a Paul que escrevesse uma mensagem para os então 1.800 sócios dos Rotary Clubs, ele respondeu com um ensaio tão longo que Ches teve que mandar imprimi-lo em uma gráfica. O resultado disto foi o lançamento em 1º de janeiro de 1911, do Vol. 1, Nº 1 do boletim The National Rotarian.

Ches Perry guiava a organização e a administração da Associação, e Paul trabalhava principalmente com as relações públicas. Visitava clubes em Cincinnati, Cleveland, Detroit, Pittsburgh, Indianápolis e também em outros países, pois Rotary estava se expandindo. Como fundador e "presidente emérito" do Rotary, ele era uma inspiração poderosa para a expansão e influência da organização aonde quer que fosse.

Fundação Rotária

É uma instituição filantrópica, idealizada em 1917 pelo Presidente 1916-17 do Rotary lnternational - Arch C. Klumph, e organizada no Estado de lllinois, sob o termo de uma declaração de fideicomisso, adotado pelo Conselho Diretor do RI e pelos fideicomissários, no ano de 1931. Em 1938, ficou estabelecida como uma corporação sem fins lucrativos.

O objetivo da Fundação Rotária é incentivar a compreensão e relações amistosas entre povos de diferentes nações, através da promoção de projetos tangíveis e eficientes, de caráter filantrópico, humanitário e educacional. Visa ainda a contribuir para a paz e a compreensão mundial, por meio de programas internacionais de cunho igualmente humanitário e educativo.

A Fundação Rotária é administrada por (14) catorze curadores que, com a aprovação do Conselho Diretor do RI, são nomeados pelo Presidente. Ditos treze curadores representam as seis regiões do mundo rotário.
Quatro curadores são ex-Presidentes do RI e os outros nove são nomeados devido à sua experiência em finanças ou em setores da Fundação Rotária. Os curadores desempenham suas funções independentemente de remuneração. O mandato dos curadores é de quatro (4) anos.

A Fundação Rotária se mantém por meio de contribuições voluntárias de Rotary Clubs, rotarianos e outros. É dever de todo rotariano conhecer e divulgar os programas da Fundação Rotária, bem como envidar esforços no sentido de proporcionar maiores donativos, para que ela tenha condições de continuar seus programas educacionais e benemerentes e bem assim expandi-los.

Novembro é considerado o Mês da Fundação Rotária. Durante esse mês compete aos Rotary Clubs dedicar pelo menos um programa à Fundação Rotária, apresentando sugestões para projetos compatíveis com o seu objetivo. O Mês da Fundação Rotária deve ser divulgado por todos os meios apropriados de comunicação.

A Prova Quádrupla do que nós pensamos, dizemos ou fazemos.

1. É a VERDADE?
2. É JUSTO para todos os interessados?
3. Criará BOA VONTADE e MELHORES AMIZADES?
4. Será BENÉFICO para todos os interessados?

Durante muitas décadas, Rotary Clubs e rotarianos em todo o mundo têm usado a Prova Quádrupla, como instrumento para desenvolver o respeito e compreensão entre os povos.

Como se emprega a Prova é indicado pelo rotariano de Chicago que a idealizou.

Sugere ele que, primeiro, se decore o texto e, depois, se adquira o hábito de confrontar pensamentos, palavras e atos com as perguntas formuladas.

É um guia para se agir direito. Se guardada de memória e aplicada no tratamento com terceiros, contribuirá definitivamente para mais efetivas e amistosas relações.

A experiência de muitos tem mostrado que se deve consultar sistematicamente a Prova Quádrupla para avaliar a retidão de pensamentos, palavras e atos, logrando-se maior felicidade e êxito.

As Avenidas de Serviço

Entende-se por AVENIDAS DE SERVIÇO as quatro grande comissões responsáveis pela concretização do ideal de servir, preconizado por Rotary, constante de seu objetivo:

Cada grande comissão, ou avenida, é responsável pelo desenvolvimento da meta que lhe diz respeito, e o objetivo resume-se em estimular o ideal de servir como base de todo o empreendimento digno, promovendo e apoiando:

1 - a SOCIABILIDADE

Dignidade da pessoa humana, criadora do espírito de cooperação, que impulsiona o trabalho nos diversos campos de ação;

2 - a SINCERIDADE

Consciência da profissão, que assegura elevadas normas de ética nas relações profissionais;

3 - a SOLIDARIEDADE

Amor ao próximo, indispensável à prestação de serviços em prol do bem público; e

4 - a FRATERNIDADE

Compreensão e paz mundial, base da aproximação internacional.

Lemas Rotários

Os lemas oficiais do Rotary são:

"Dar de Si Antes de Pensar em Si"
(Lema Principal)

"Mais se Beneficia Quem Melhor Serve"

O Lema do RI para cada ano rotário

O Compêndio Histórico do Rotary cita os lemas, de cada ano rotário, a partir de 1954-55, quando o presidente Herbert Taylor, autor da Prova Quádrupla, apresentou seis objetivos para o seu ano rotário:

1) aprender do passado e agir
2) compartilhar com os outros
3) aplicar a Prova Quádrupla
4) servir à Juventude
5) boa vontade internacional
6) bons rotarianos são bons cidadãos.

A partir de 1955-56, o lema do ano rotário foi simplificado para uma só palavra, ou uma frase, e esses motes emulativos passaram a constituir a motivação principal, não somente dos presidentes do RI - que os idealizam -, como também dos governadores e dos presidentes dos Rotary Clubs.

Esses dirigentes máximos se esmeram para que a divisa do ano rotário seja objetiva e abrangente, numa demonstração da internacionalidade do Rotary também em termos de unidade de propósitos. O lema anual é, portanto, a bússola que nortea o trabalho rotário na busca de uma meta comum, proposta pela sintética mensagem de estímulo e de incentivo.

Emblema Oficial



O emblema oficial do RI é uma roda de engrenagem com seis raios ou braços, vinte e quatro dentes ou projeções e um rasgo de chaveta; um dente é colocado sobre o eixo de cada braço e três entre as linhas centrais dos braços.

As duas palavras "Rotary lnternational" aparecem em espaços rebaixados no aro.
Com a roda na posição vertical, a palavra "Rotary" aparece na depressão superior, que ocupa um espaço de cerca de cinco dentes, e a palavra "International" aparece na depressão inferior, que ocupa o espaço de cerca de nove dentes e meio.

Entre essas duas depressões, de cada lado das mesmas, há outras duas depressões sem letras.

O espaço entre quaisquer dessas quatro depressões é de cerca de duas unidades de acordo com as proporções dadas nas especificações técnicas, e o espaço entre as depressões e qualquer dos bordos do aro é de cerca de uma unidade e meia.

Os braços são cônicos e de seção transversal elíptica. Ouando a roda está em posição vertical com a palavra "Rotary" em cima, os eixos de dois braços opostos formam um diâmetro vertical da roda, que corta ao meio o rasgo de chaveta, então no ponto mais alto de sua rotação.

Os lados dos dentes são levemente convexos, de maneira que o espaço deixado entre os dentes é, do ponto de vista da mecânica, aproximadamente correto.

Fonte: www2.brasil-rotario.com.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Respostas de Chico Xavier


Indiferença

Haverá maior frio na alma que a indiferença dos nossos semelhantes?



Chico Xavier:

- Pode haver indiferença dos nossos semelhantes para conosco, entretanto de nós para com os outros isso não deveria acontecer.

Cremos que se Jesus houvesse levado em conta nossa incapacidade para assimilar-lhe de pronto o desvelado e intenso amor, o Cristianismo não estaria brilhando, e brilhando cada vez mais na Terra.

Violência

Chico, como é que você vê a onda de violência que aumenta a cada dia?



Chico Xavier:

- A violência é qual se fosse a nossa agressividade exagerada trazida ao nosso consciente, quando estamos em carência de amor. Ela lava, por isso, o desamor coletivo da atualidade.

Se doarmos mais um tanto, se repartirmos um tanto mais, se houver um entendimento maior, estaremos contribuindo para a diminuição desta onda crescente de agressividade.

À medida que a riqueza material aumenta, o conforto e a aquisição de bens também cresce, com isso retornaremos à autodefesa exagerada, isolando-nos das criaturas humanas. A vacina é o amor de uns pelos outros, programa que Jesus nos deixou há dois mil anos.





Pergunta feita por Ana Maria Farias, jornalista da Editora Abril, numa entrevista coletiva perante as câmeras da Rede Globo, comandada por Augusto César Vanucci, em julho de 1980.

Consta do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita,

Escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Útil


Diga-nos o que deve fazer, dentro de suas capacidades, um médium, a fim de poder ser completo e útil para o Plano Espiritual?



Chico Xavier:

- Devotamento ao bem do próximo, sem a preocupação de vantagens pessoais, eis o primeiro requisito para que o medianeiro se torne sempre mais útil ao Plano Espiritual. Em seguida, quanto mais o médium se aprimore através do estudo e do dever nobremente cumprido, mais valioso se torna para a execução de tarefas com os instrutores da Vida Maior.





Pergunta feita pela equipe de jornalistas de a Flama Espírita, de Uberaba,
em entrevista feita em junho de 1990.

Consta do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita,

Escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Calúnias

No início de sua missão mediúnica, o senhor foi muitas vezes incompreendido e até caluniado. Como faria uma análise disso, já que hoje sua imagem tem uma outra aceitação?



Chico Xavier:

- Minha atitude perante a opinião pública foi sempre a mesma, de muito respeito ao pensamento dos outros. Porque nós não podemos esperar que os outros estejam ideando situações e problemas de acordo com nossas convicções mais íntimas.

De modo que não posso dizer que sofri essa ou aquela agressão, porque isso nunca aconteceu em minha vida. Sempre encontrei muita gente boa. Vamos procurar um símbolo: dizem que os índios gostam muito de simbologia por falta de termos adequados para se expressar.

Como me sinto uma pessoa bastante inculta, eu gosto muito de recorrer a essas imagens. Vamos pensar que eu seja uma pedra que foi aproveitada no calçamento de uma avenida. Colocada a pedra no piso da avenida, naturalmente que essa pedra vai se sentir muito honrada de estar ali a serviço dos transeuntes e, naturalmente, que essa pedra não poderá se queixar dos martelos que lhe tenham quebrado as arestas.

Todos eles foram benfeitores.





Esta entrevista faz parte de um extenso trabalho de reportagem dos jornalistas Airton Guimarães e José de Paula Costa, do jornal "Estado de Minas", publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Fonte: "O Espírita Mineiro", número 182, maio/agosto de 1980 - Páginas 256/257 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Sua mente

Como ficará a Doutrina Espírita após a sua morte? O senhor acha que ela ficará abalada? Quem poderá substituí-lo na liderança?



Chico Xavier:

- A Doutrina Espírita estará tão bem depois da minha desencarnação quanto estava antes, porque eu não sou pessoa com qualidades especiais para servi-la. Eu sou um médium tão comum, tão falível como qualquer outro. Não me sinto uma pessoa necessária e muito menos indispensável. Outros médiuns estarão aí interpretando o pensamento e a mensagem dos nossos amigos espirituais, e eu peço a Deus apenas que não me deixe dar "mancadas" em minha tarefa.





Esta entrevista faz parte de um extenso trabalho de reportagem dos jornalistas Airton Guimarães e José de Paula Costa, do jornal "Estado de Minas", publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Fonte: "O Espírita Mineiro", número 182, maio/agosto de 1980 - Páginas 256/257 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Fato

Poderia nos contar um fato ou uma passagem de sua vida que lhe traz melhores recordações e que mais lhe tocou o coração?



Chico Xavier:

Peço permissão para contar um caso que para mim foi um dos mais expressivos, que mais parece uma história infantil.

Eu estava em Uberaba, há uns dois anos, esperando um ônibus para ir ao cartório. Da nossa residência até lá tem uns três quilômetros. Nós, com o horário marcado, não podíamos perder o ônibus. Mas, quando o ônibus estava quase parando, uma criança, de uns cinco anos, apresentando bastante penúria, gritava por mim, de longe. Chamava por Tio Chico, mas com muita ansiedade. O ônibus parou e eu pedi, então, ao motorista: "Pode tocar o ônibus, porque aquela criança vem correndo em minha direção e estou supondo que este menino esteja em grande necessidade de alguma providência". O ônibus seguiu, eu perdi, naturalmente, o horário. A criança chegou ao meu lado, arfando, respirando com muita dificuldade. Eu perguntei: "O que aconteceu, meu filho?" Ele respondeu: "Tio Chico, eu queria pedir ao senhor para me dar um beijo".

Esse eu acho que foi um dos acontecimentos mais importantes de minha vida.





Esta entrevista faz parte de um extenso trabalho de reportagem dos jornalistas Airton Guimarães e José de Paula Costa, do jornal "Estado de Minas", publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Fonte: "O Espírita Mineiro", número 182, maio/agosto de 1980 - Páginas 256/257 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

História

Em meados de 1978 um guru indiano visitava o Brasil e o assunto no alpendre da casa de Chico Xavier girava em torno da meditação transcendental e sua aplicação na vida do homem ocidental, conforme apregoado pelo religioso recém-chegado das montanhas do Himalaia.

O médium ouviu com acatamento as notícias acerca dos prodígios obtidos pelos gurus e a seguir contou-nos a seguinte história:



Chico Xavier:

Às margens do Ganges vivia um guru que se propunha a meditar e a jejuar até que conseguisse cruzar as águas do rio sagrado, levitando o corpo. Nesse mister de esforços empreendeu dez anos de sua vida, até julgar-se apto a fazer aquela travessia a seco.

No dia escolhido, certo de que conseguiria volitar sobre a superfície líquida caminhou resolutamente e, para espanto de muitos, realmente chegou a seco no outro lado do rio.

Ao pisar a outra margem, embora com o coração cheio de júbilo, perguntou ao seu guia por que foram necessários dez anos para cruzar sobre as águas do rio sagrado.

"Muito simples"- respondeu-lhe o Espírito, "não terias esperado tanto se há dez anos tivesses construído aí uma pinguela para fazer essa travessia..."





Depoimento dado pelo médium e escritor Carlos A. Baccelli, de Uberaba, MG, em agosto/1980, publicado no livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita. Escrito por Marlene R. S. Nobre.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Após morte

Por que, na maioria dos casos, após a morte, a fisionomia dos desencarnados adquire uma expressão de suave paz?



Chico Xavier:

- A maioria das criaturas, em se desencarnando, de maneira pacífica, isto é, com a paz de consciência, quase sempre reencontra entes queridos que a antecederam na viagem da chamada morte física e deixa no próprio semblante as derradeiras impressões de paz e alegria que o corpo consegue estampar.





Resposta dada em entrevista feira pelo jornalista Fernando Worm, publicada no jornal "O Espírita Mineiro", de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977. Página 241 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Pensamento

Sempre me pareceu que nós, a maioria das pessoas, desconhecemos a imensa força do pensamento na formulação da existência.

O pensamento pode reformular a vida de uma pessoa?



Chico Xavier:

- Sem dúvida. Os benfeitores espirituais são unânimes em asseverar que toda renovação do espírito, em qualquer circunstância, começa na força mental. O pensamento é a força criadora nas menores manifestações.





Resposta dada em entrevista feira pelo jornalista Fernando Worm, publicada no jornal "O Espírita Mineiro", de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977. Página 241 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Forças

Como encontrar motivação e despertar em nosso íntimo novas e insuspeitadas fontes de energia na reedificação da nossa felicidade?

Em outras palavras: qual o caminho para nos sintonizarmos com os inesgotáveis mananciais de energia do Universo?



Chico Xavier:

- Dizem os amigos espirituais que a iniciação da verdadeira felicidade está em fazer os outros felizes. Ao doar alegria e paz, bom ânimo e segurança ao próximo, encontramos a fonte de energia que nos fará constantemente motivados para a sustentação da felicidade para nós mesmos.





Resposta dada em entrevista feira pelo jornalista Fernando Worm, publicada no jornal "O Espírita Mineiro", de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977. Página 241 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Espiritualizar

Que lhe ocorre dizer às pessoas que, embora se esforcem, não conseguem se espiritualizar, porque se sentem cativas de remanescentes paixões ou fortes algemas emocionais?



Chico Xavier:

- Ainda que nos sintamos encarcerados em idéias negativas que, às vezes, nos colocam em sintonia com inteligências encarnadas ou desencarnadas, ainda presas a certos complexos de culpa, conseguiremos a própria liberação desses estados, claramente infelizes, se nos dispusermos com sinceridade a varar a concha do nosso próprio egoísmo, esquecendo, quanto ao aspecto inarmônico de nossa vida mental, para servir aos outros, especialmente àqueles que atravessam provações e problemas muito maiores que os nossos.





Resposta dada em entrevista feira pelo jornalista Fernando Worm, publicada no jornal "O Espírita Mineiro", de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977. Página 242 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Confiança

Qual o melhor antídoto contra a falta de confiança em nós mesmos?



Chico Xavier:

- Os amigos da Vida Maior nos ensinam que na prática da humildade, na prestação de serviços aos nossos irmãos da Humanidade, adquiriremos esse antídoto contra a falta de confiança em nós próprios, de vez que aprenderemos, na humildade, que o bem verdadeiro, de que possamos ser intérprete, em favor de nossos semelhantes, procede de Deus e não de nós.





Resposta dada em entrevista feira pelo jornalista Fernando Worm, publicada no jornal "O Espírita Mineiro", de Belo Horizonte, MG, número 171, fevereiro/abril de 1977. Página 242 do livro "Chico Xavier - mandato de amor"/União Espírita Mineira - Belo Horizonte, 1992



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Verdade

Qual é a verdade desta vida?



Chico Xavier:

- Há algum tempo, um espírito amigo, aliás, um trovador de renome, ao referir-se à Verdade, me disse que ela se parece a um espelho do Céu que se quebrou ao tocar na Terra, em inúmeros fragmentos. Cada um de nós possui um pequeno pedaço desse espelho simbólico, com o qual pode observar a própria imagem, aperfeiçoando-a sempre.





Pergunta feita pelo jornalista Fernando Worm, em julho de 1977, constante do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Aspectos

Chico, qual o mais importante aspecto da Doutrina Espírita, o de religião, o de filosofia ou o de ciência?



Chico Xavier:

- O espírito de Emmanuel costuma nos dizer que a coisa mais importante que cada um de nós poderá fazer na vida é seguir o mandamento cristão que nos aconselha "Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo".

Segundo Emmanuel, tudo o mais é mera interpretação da verdade. Desta forma, não temos dúvida ao crermos ser o aspecto religioso da Doutrina Espírita o seu ângulo fundamental.

Muito nobre a filosofia, mas em verdade a filosofia nada mais faz do que muita conversa.

Muito nobre o esforço científico, mas em verdade a mesma ciência que inventou a vacina, construiu a bomba atômica. Então, devemos reconhecer que todos nós, os seres humanos, trazemos dentro de nós um alto grau de periculosidade e, até hoje, a única força no mundo capaz de frear estes impulsos de periculosidade humana é, sem sombra de dúvida, a religião.





Pergunta feita por Geraldo Lemos Neto em outubro de 1981, extraída do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Religiões

A que atribui o fato de grande parte da população brasileira seguir duas religiões. Nas grandes capitais, a maioria das pessoas declara-se tradicionalmente pertencente a essa ou aquela igreja, mas na hora da dor e da adversidade, muitos vão em busca do pai-de-santo ou do caboclo incorporado que lhes afirma: 'Vou dar um jeito no seu problema".



Chico Xavier:

- Ante os problemas do imediatismo na Terra ser-nos-á realmente difícil pensar em nossos irmãos da coletividade humana por pessoas capazes de aguardar uma solução mais segura às questões que as preocupam quando algum ingrediente de facilidade possa surgir de perto, quase que exigindo a adesão da criatura necessitada, para que a tranqüilidade transitória venha a favorecê-la. Isso é claramente humano. Aliás, não será de desprezar o concurso que alguém nos oferte em benefício de nossa paz, quando a aflição muitas vezes dramatizada ou exagerada nos colha de assalto. Entretanto, as leias da vida não se alteram para ninguém. Uma ferida em nós pode talvez encontrar um paliativo que a obscureça, dando-nos a impressão de cura, mas chega sempre o momento em que verificamos, às vezes tardiamente, que essa ferida, supostamente um mal, era justamente o bem que necessitávamos para evitar sofrimento maior.





De entrevista feita por Fernando Worm, em janeiro de 1977, constante do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Doutrinas

Como os espíritos explicam o crescimento das chamadas doutrinas evangélicas e pentecostais?



Chico Xavier:

- Cada um tem liberdade para manifestar seus pensamentos e estender suas idéias. Sempre existirão aventureiros. E eles terão sempre em sua mira aqueles que trabalham . Somos um conjunto de corações que precisa estar atento às nossas tradições, não digo tradição no sentido do comodismo, mas no sentido de grandeza, progresso objetivo, pensamento positivos e realmente voltados para o bem do próximo. Isso tudo é pensamento dos espíritos amigos.

Devemos cultivar nossas orações não como uma obrigação mas como uma homenagem singela a Deus, que nos deu um mundo tão lindo. Eu olho as plantas por esta minha janela e fico perguntando por que elas são tão verdes e tão floridas. Vejo nesta simplicidade o melhor lugar para se orar e falar com Deus.

Para que freqüentar igrejas sombrias quando o caminho da alma é aquele onde se adora a Deus e se ama o próximo. Aí está a estrada que devemos percorrer. Um dia alguém veio me dizer que em determinada cidade uma igreja havia sido destruída. Não quis saber qual era a cidade, mas disse: cada igreja que se fecha dá a chance de abertura de cinco sanatórios.

Não posso discutir sobre essas igrejas porque elas se dividiram. Mas acho que Jesus ainda é nosso maior ponto de chegada, nosso ponto central de atenção. Não compreendo a divisão da fé. Acho que o cristianismo é uno e sua divisão é incompreensível. Aquilo que não compreendo não falo.





Pergunta feita por Gugu Liberato, em novembro de 1955. Extraído do livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Medo da morte

Você tem medo da morte?



Chico Xavier:

- Não tenho medo, pois creio que essa convivência com entidades espirituais me deu um desligamento dos interesses imediatos da vida física.

Prefiro viver no padrão que fui criado. Assim eu quero que seja até o dia de partir.

Não sou atormentado pela dor.

Sou muito feliz porque os espíritos me escolheram para realizar esta tarefa de, durante algum tempo, na forma de livros e mensagens, poder estender suas opiniões e manifestações. Comecei este trabalho em 1927 e trabalhei regularmente com eles até 1994.





De uma entrevista dada a Gugu Liberato, em novembro de 1995, publicada na Revista Isto É.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Gostaria de saber como uma pessoa pode notar que é dotada de mediunidade, quais as vantagens espirituais oferecidas pela mesma, e como essa pessoa deve proceder?



Chico Xavier:

- Vamos dizer, a mediunidade é peculiar a toda criatura humana; todas as pessoas são portadoras de valores mediúnicos que podem ser cultivados ao máximo, desde que a criatura se dedique a esse gênero de trabalho espiritual. De modo que. muitas vezes, encontramos uma certa dificuldade no problema mediúnico dentro da Doutrina Espírita.

De modo geral, a pessoa só se diz médium quando se sente vinculada a um processo obsessivo; quando sente arrepios, muita perturbação., muito assediado, médium doente. A mediunidade está enferma. Mas a pessoa sã, em plenitude dos seus valores tísicos, pode perfeitamente estudar a própria mediunidade e ver qual o caminho que suas faculdades mediúnicas podem tomar.

Uma criatura que desenvolva a sua própria mediunidade, desenvolve-a educando-se, procurando aprimorar a sua capacidade cultural, os seus valores, vamos dizer, os seus valores de experiência humana, os seus contatos no campo da humanidade, o seu dom de servir; essa criatura encontra na mediunidade um campo vastíssimo de trabalho e de felicidade, porque a felicidade verdadeira vem do trabalho bem aplicado, daquele trabalho que se constitui um serviço pelo bem de todos.

E o médium, dentro da Doutrina Espírita. é uma criatura não considerada fora de série de criaturas humanas 0 médium é um ser humano, com as fraquezas e as perfeições potenciais de toda a criatura terrestre.

Então, a Doutrina Espírita é Mãe Generosa porque acolhe a criatura humana e faz dela um médium, mesmo que tenha muitos erros e muitos acertos, mas, depois, no Curso do tempo, os acertos vão abafando os erros e a criatura pode terminar a existência com grande merecimento porque pelo trabalho na mediunidade , trabalho pelo bem comum, ela vence esse peso, que é o mais importante no mundo.

Vencer a nós mesmos do ponto de vista das tendências inferiores que estejamos carregando. Falo isso a meu respeito, porque não creio que ninguém carregue tanta imperfeição como eu...





Evangelho e Ação - Fevereiro e Março de 2000



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Disciplina



Chico Xavier:

- Quem abandona o cultivo de si mesmo permite que o matagal de suas imperfeições tome conta da alma. Sem disciplina, o espírito não avança. Se eu não me submetesse à disciplina na mediunidade, o esforço dos Espíritos teria sido em vão. O médium tem que ter horário. Não é ser escravo do relógio, mas também não é ignorar o valor do tempo.





Do livro "Orações de Chico Xavier", do escritor Carlos A. Baccelli, editado em abril de 2003, pela Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo", sendo que os seus direitos autorais foram doados às obras assistenciais do Lar Espírita "Pedro e Paulo". Uberaba - MG



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Dotes




Pergunta feita por Fernando Worm.

Consta do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita,

Escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Fim

Conta-se que, certa feita, perguntaram ao Chico, como ficaria o Espiritismo no Brasil quando cessassem as suas atividades mediúnicas, ao que ele respondeu:



Chico Xavier:

- “Meu filho, médium é como grama, quanto mais se arranca, mais ela brota”.





Busca e Acharás - Junho de 2000

É Muito...

Quando estávamos construindo o Centro Espírita, nossa inexperiência fez com que elaborássemos um estatuto muito longo, com muitos artigos, calhamaço e tanto, recheado de coisas desnecessárias. Havia, acima da Diretoria, um Conselho Deliberativo composto de nove elementos em caráter vitalício. Esse povão todo a deliberar, palpitar, discutir. Muitas opiniões, o Centro deu de emperrar.

Consultando, o Chico nos disse:



Chico Xavier:

-Jesus chamou doze para reformar o mundo. Você quer só nove para Mirassol!





Jornal Busca e Acharás - Outubro de 2000



Dinheiro

De outra vez, escutamos o Chico respondendo a alguém que o interpelara quanto ao dinheiro dos livros, ponderando que as editoras deveriam conceder-lhe parte de suas rendas:

-

Chico Xavier:

- Não é nada, mas, o dia que eu aceitar pelo menos um tostão do produto da venda de qualquer livro desses, deixarei de ser Chico Xavier, ou seja: menos do que nada!





Poucas pessoas conviveram tão intimamente com Chico Xavier
como Carlos Antônio Baccelli, de Uberaba

Jornal O Ideal - Nº 56 - Janeiro de 2000 - Chico no Lápis de Baccelli


Social

Um grupo de amigos conversava perto de Chico sobre o difícil problema do relacionamento humano e de como acertar nos serviços de assistência social, quando ele saiu-se com esta:



-

Chico Xavier:

- Ser bonzinho é fácil, difícil é ser justo.





Jornal Busca e Acharás - Junho de 2000


Tsunami

Dentro da Doutrina Espírita, como se explicam as mortes, assim aos milhares, em guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe?

-

Chico Xavier:

- São essas provações, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos cármicos. As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a Lei de Deus é a Lei de Deus, formada de justiça e de misericórdia.





Livro: "Chico Xavier - Dos Hippies aos problemas do mundo



Riqueza

Estávamos com um amigo em Belo Horizonte e esse amigo queria conhecer as belas mansões de Pampulha. Chico Xavier, esse amigo e eu tomamos um automóvel e começamos a contornar o famoso e lindo lago da capital mineira, contemplando as formosas casas residenciais.

O amigo perguntou ao médium:

— Chico, você não tem inveja dos moradores desses lindos palácios?



Chico Xavier:

— Naturalmente que os moradores dessas mansões são todos excelentes amigos, gente muito boa de nossa terra, mas não tenho inveja deles, porque se todos nós temos que desencarnar um dia e largar tudo o que temos neste mundo, por que havemos de sentir inveja uns outros?

Penso que cada um de nós está no lugar onde está o trabalho que Deus nos manda fazer.







(Depoimento de Nena e Francisco Galves à Marlene Nobre
em pequena História de Uma Grande vida”, 1977)

Informativo do GEAL - Boletim mensal - Dezembro 1995 Ano v - No 6



Mulher

Qual a melhor atitude da mulher que trabalha fora e, por questão de formação ou oportunidade, se sobressai mais que o marido?



Chico Xavier:

- A mulher precisa de muito tato, humildade e necessita ser fiel cooperadora e necessita ser fiel cooperadora no progresso do esposo, abstendo-se de falar em casa ou em público com relação à sua superioridade ante o companheiro, às vezes ansioso por encontrar uma promoção digna no trabalho a que se vincula por dever de família.







Jornal Busca e Acharás - Agosto de 2000


Preparo

Certa senhora, presidente de uma grande instituição de caridade, desencarnara e o amigo que ficou em seu lugar pediu-me perguntar ao Chico se ele estava preparado para assumir aquela tarefa.

Eis a resposta:





Chico Xavier:

-Nenhum de nós está preparado para realizar a Obra do Cristo. Mas isso não é motivo para fugirmos do trabalho e permanecermos na inércia, e sim trabalhar, oferecendo ao Senhor o que temos de melhor. Isto porque ainda não somos anjos e sim criaturas humanas, que precisam trabalhar na Obra de Jesus, à qual devemos oferecer o que tenhamos de melhor.







Jornal Busca e Acharás - Outubro de 2000


Investir

Um grande amigo tinha recebido uma considerável indenização e não sabia como aplicar o dinheiro.

Estávamos em Uberaba e eu lhe disse:

-Por que você não pergunta ao Chico?

Ele assim o fez. Vejamos a resposta:





Chico Xavier:

- O Espírito Emmanuel ensina que há um provérbio espanhol que diz:

“Não carregues o teu tesouro numa só nau”.



Meu amigo diversificou o investimento e, pelo que sei, está bem até hoje.





Jornal Busca e Acharás - Outubro de 2000

Retorno

Chico, o homem pode voltar na condição de mulher na reencarnação imediata e vice-versa?



Chico Xavier:

- É perfeitamente possível. Kardec deixou o assunto para interpretação a nosso bel-prazer. O homem, por vezes, precisará voltar na posição de mulher para desenvolver sentimentos que ele persiste, de modo particular, em recusar; e a mulher na posição de homem, para consolidar os méritos da renúncia, da humildade e do sacrifício aos quais tenha sido indiferente ou deixado de exercitar na condição mais propícia de mulher.





Jornal Busca e Acharás - Agosto de 2000

Catástrofe

Dentro da Doutrina Espírita, como se explicam as mortes, assim aos milhares, em guerras, enchentes, em toda espécie de catástrofe?





Chico Xavier:

- São essas provações, que coletivamente adquirimos do ponto de vista de débitos cármicos. As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos, em desfavor da comunidade ou do indivíduo, às vezes operamos em grupo, às vezes, em vastíssimos grupos e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a Lei de Deus é a Lei de Deus, formada de justiça e de misericórdia.





Livro: "Chico Xavier - Dos Hippies aos problemas do mundo"

Perdão

"Certa feita uma senhora, ás voltas com complicada família, marido e filhos agressivos que infernizavam sua vida, reclamava com Chico Xavier.

Não suportava mais, Estava prestes a explodir.

- Minha filha - dizia o abnegado médium -, Jesus recomendou que perdoemos não sete vezes, mas setenta vezes sete.

- Olhe, Chico, tenho feito as contas. Perdoei meus familiares bem mais que quatrocentos e noventa vezes. Já fiz o suficiente...







Chico Xavier:

- Bem, minha filha, Emmanuel está ao meu lado e manda dizer-lhe que é para perdoar setenta vezes sete cada tipo de ofensa.

Ainda há muito a perdoar".

"Perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar os amigos é uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se tornou melhor".







Izaías Claro - BIS - Boletim Informativo Seara - Ano II Nº 20


Sopa

Resposta de Chico Xavier a uma pessoa que, ao observar os necessitados tomando sopa, lhe perguntou:

- O senhor acha que um prato de sopa vai resolver o problema da fome no mundo?

Chico, sem titubear responde:



Chico Xavier:

- O banho também não resolve o problema da higiene no mundo, mas nem por isso podemos dispensá-lo.







Busca e Acharás - Junho de 2000


Prova

Qual a maior prova concreta que Francisco Cândido Xavier aponta sobre a reencarnação?





Chico Xavier:

-A lógica para compreendermos a desigualdade no campo das criaturas humanas. Por que é que uns renascem sofrendo em condições muito mais difíceis do que os outros?

Não podemos admitir a injustiça divina! Deus é a justiça suprema.

Portanto, nós devemos a nós mesmos a conseqüência dos nossos desajustes. Se eu pratiquei um crime, se lesei alguém, é natural que não tendo pago a minha dívida moral, durante o espaço curto de uma existência, é justo que eu faça esse resgate em outra existência, porque de outro modo, compreenderíamos Deus como um ditador, distribuindo medalhas para uns e chagas para outros, o que é inadmissível".







Sem procedência



Ensino

O que essa convivência estreita com os Espíritos lhe tem ensinado de mais importante?



Chico Xavier:

- “Creio que a matéria mais importante que recolhi da convivência diária com os Amigos Espirituais, durante 60 anos, é a que julgo seja o meu relacionamento com os meus semelhantes.

“Tendo saído de um curso primário que não me proporcionava naturalmente qualquer diretriz psicológica para compreender as outras pessoas, o tato e a caridade que os Espíritos Amigos me ensinaram para guardar o respeito que devo ao próximo e que preciso manter para a minha paz íntima, na essência, foram e ainda são os melhores recursos que recebi da convivência com eles, para me relacionar com os irmãos da caminhada humana. Isso porque me cabe aceitá-los como são, dosando a verdade em qualquer diálogo que se faça necessário, sem feri-los e sem prejudicá-los.

Dizem os Amigos Espirituais que as atitudes de apreço e tolerância construtiva para com as criaturas, sejam como sejam, nos fazem ver que precisamos da cooperação delas, em nosso próprio benefício.”







Revista Espírita -Nº 1


Meimei

Era uma agradável tarde de sábado e estávamos na ecumênica área da casa do Chico, quando alguém lhe disse:

- Chico, fale-nos sobre Meimei.

Sua fala mansa e agradável começou a penetrar-nos os ouvidos:





Chico Xavier:

-É um Espírito que tem trabalhado muito. lembro-me quando ela precisou encaminhar seu ex-esposo, que andava muito triste para o segundo matrimônio. Quando a data do casamento estava próxima, ela começou a sentir um pouco de ciúmes e desejou voltar para junto dele.

“Como esposa, não dá mais tempo. Mas, como filha, ainda posso” – pensou ela.

- Fez a solicitação, mas por sorte ou azar dela, seu requerimento foi parar nas mãos de nosso caro Emmanuel. Ele a chamou e disse:

“ Suas horas de trabalho falam alto a seu favor. A senhora tem méritos suficientes para nascer como filha de sue ex-esposo, mas por que, então, a senhora sensibilizou tantos corações com suas mensagens, levantando creches e lares para crianças ?

Deseja deixar o trabalho sobre os ombros dos companheiros e volta à Terra por uma simples questão de ciúmes ?

Posso encaminhar seu requerimento às Autoridades Superiores, mas quero que a senhora fique bem certa de que ele vai sair daqui com o primeiro não, que é o meu.”

- Desde então Meimei desistiu da idéia e continua no Mundo Espiritual, graças a Deus.





Do Livro Chico, de Francisco Autor Adelino da Silva – Ed. Céu


Abandono

Ante as lutas que surgiram ao longo do tempo, algumas vez chegou a pensar em viver a sua própria vida, deixando a mediunidade?







Chico Xavier:

- “No princípio das tarefas, estranhei a disciplina a que devia submeter-me. Fiquei triste ao imaginar que eu era uma pessoa rebelde e, nesse estado de quase depressão, certa feita me vi, fora do corpo, observando um burro teimoso puxando uma carroça que transportava muitos documentos.

Notei que o animal, embora trabalhando, fitava com inveja os companheiros da sua espécie que corriam livremente no pasto, mas viu igualmente que muitos deles entravam em conflitos, dos quais se retiravam com pisaduras sanguinolentas.

O burro começou a refletir que a vida livre não era tão desejada como supusera, de começo. A viagem da carroça seguia regularmente, quando ele se reconheceu amparado por diversas pessoas que lhe ofereciam alfafa e água potável.

Finda a visão-ensinamento, coloquei-me na posição do animal e compreendi que, para mim, era muito melhor estar sob freios disciplinares, do que ser livre no pasto da vida, para escoicear companheiros ou ser por eles escoiceado”.





Anuário Espírita (1988)

Orgãos

Que pensar da situação do doador de órgãos, no momento da morte, uma vez que seu instrumento físico se viu despojado de parte importante?



Chico Xavier:

– É o mesmo que sucede com uma criatura que cede seus recursos orgânicos a um estudo anatômico, sem qualquer repercussão no espírito que se afasta – vamos dizer, de sua cápsula material.

O nosso André Luiz considera, excetuando-se determinados casos por mortes em acidentes e outros casos excepcionais, em que a criatura necessita daquela provação, ou seja, sofrimento intenso no momento da morte, esta de um modo geral não traz dor alguma porque a demasiada concentração do dióxido de carbono no organismo determina anestesia do sistema nervoso central, diz ele.

Estou falando como médium, que ouve esses amigos espirituais: não que eu tenha competência médica para estar aqui, pronunciando-me em termos difíceis.

Eles explicam que o fenômeno da concentração do gás carbônico no organismo alteia o Ter da anestesia do sistema nervoso central provocando um fenômeno que eles chamam de acidose. Com a acidose vem a insensibilidade e a criatura não tem estes fenômenos de sofrimento que nós imaginamos.

O doador, naturalmente, não tem, em absoluto, sofrimento algum.





Jornal Evangelho e Ação – Janeiro de 2001.





O poder da oração

O Poder da Oração



Chico Xavier:

- Fui criado acreditando no poder da oração. Devo isto às duas mães que o Senhor me concedeu. A nossa carência era tão grande, que nos sentíamos compelidos a tudo esperar do Alto; muitas vezes, não tínhamos o que comer. O trabalho era escasso. O meu pai, que vendia bilhetes de loteria, passava muitos dias sem vender uma tira... Os vizinhos nos socorriam. A solidariedade dos mais pobres me marcou profundamente o espírito.





Do livro "Orações de Chico Xavier", do escritor Carlos A. Baccelli, editado em abril de 2003, pela Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo", sendo que os seus direitos autorais foram doados às obras assistenciais do Lar Espírita "Pedro e Paulo". Uberaba - MG



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Espiritismo

No seu modo de entender, como se situa o Espiritismo no Brasil?



Chico Xavier:

- Desde muito, os instrutores desencarnados nos ensinam, por via mediúnica, que o Espiritismo no Brasil é realmente a Doutrina Codificada por Allan Kardec, restaurando os ensinamentos de Jesus, em sua simplicidade e clareza. Enquanto em muitos países diferentes do nosso, a prática espírita se resume a observações puramente científicas e a técnicas mediúnicas, entre nós, brasileiros, o assunto assume características diversas, compreendendo-se que o reconhecimento da imortalidade da alma faz-se acompanhar de conseqüências morais a que não nos será lícito fugir. Aprendemos com Allan Kardec que a Doutrina Espírita é a presença espiritual de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, conclamando-nos à vivência real dos seus ensinamentos de luz e amor.

Em razão disso, o Espiritismo no Brasil é a caridade em ação com a fé raciocinada baseando-lhe as iniciativas e movimentos. Consultemos o acervo das instituições assistenciais do Espiritismo Cristão, espalhadas no Brasil inteiro e observemos a difusão das obras de Allan Kardec, em todo o nosso País, com a supervisão e o devotamento da Federação Espírita Brasileira e ser-nos-á fácil reconhecer em nosso desenvolvimento coletivo a presença do Espiritismo em sua legítima expressão, a definir-se como sendo o retorno das criaturas ao Cristianismo simples e puro.





Justamente por ocasião do seu quadragésimo aniversário em mediunidade, em 1967, Chico Xavier foi ouvido pelo jovem radialista Romeu Sérgio, que lhe formulou algumas indagações, respondidas, para figurarem num programa de grande audiência na Rádio Cultura da cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, de onde pinçamos essa opinião.

Do livro de Elias Barbosa, No Mundo de Chico Xavier, editado pelo Instituto de Difusão Espírita, de Araras, SP



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Conflitos

Estimaríamos colher a sua opinião a respeito dos últimos conflitos que colocaram em perigo a Paz Mundial...



Chico Xavier:

- Atentos aos nossos deveres de ordem doutrinária, já que o Espiritismo é a religião de Jesus, endereçada ao burilamento e confraternização dos homens, não seria cabível viéssemos a analisar os conflitos atuais do mundo, sob o ponto de vista político. Essa tarefa, na opinião de Emmanuel, o dedicado orientador espiritual que nos dirige as atividades, compete aos mentores encarnados da vida internacional.

Todos nós, os religiosos de todos os climas, nos reconhecemos atualmente defrontados por crises de insatisfação em quase todos os domínios da Humanidade, e, por isso mesmo, segundo as instruções que recebemos dos benfeitores espirituais, a nossa melhor atitude é a da prece, em favor dos líderes das nações, rogando a Deus os ilumine e guie, a fim de que todos eles se unam, no respeito às leis que o progresso já nos confiou, evitando nova grande guerra, cujos efeitos calamitosos, não conseguimos prever, nem calcular.





Do livro de Elias Barbosa, No Mundo de Chico Xavier,
editado pelo Instituto de Difusão Espírita, de Araras, SP



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Mediúnidade

Disse você que sentia fenômenos mediúnicos desde criança. Poderia especificá-los?



Chico Xavier:

- Sim. No quintal da casa em que eu morava, via freqüentemente minha mãe desencarnada em 1915 e outros Espíritos, mas as pessoas que me cercavam então não conseguiam compreender minhas visões e notícias, e acreditavam francamente que eu estivesse mentindo ou que estivesse sob perturbação mental.

Corno experimentasse muita incompreensão, cresci debaixo de muitos conflitos íntimos, porque de um lado estavam as pessoas grandes que me repreendiam ou castigavam, supondo que eu criava mentiras e do outro lado estavam as entidades espirituais que perseveravam comigo sempre.

Disso resultou muita dificuldade mental para mim, porque eu amava os espíritos que me apareciam, mas não queria vê-los para não sofrer punições por parte das pessoas encarnadas com quem eu precisava viver.





Trecho extraído de uma entrevista dada em 1977 à Revista Informação, publicada pelo Grupo Espírita "Casa do Caminho", de São Paulo, Capital, há mais de 26 anos,
e que em sua mensagem da capa da edição 317, de março de 2003,



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Sofrimento

Tv Manchete

- Por que pessoas que fazem tanto bem para a Humanidade, como a Irmã Dulce, tem uma morte tão sofrida?



Chico Xavier:

- Lembrando com muito respeito e reconhecimento a Irmã Dulce, nossa patrícia, nós perguntamos: E por que o sofrimento de Jesus no lenho? ! Ele era o guia da Humanidade e, a bem dizer, um anjo protetor da comunidade humana. É que nós necessitamos de uma interpretação mais exata do sofrimento em nosso caminho diário. Creio que todos nós devemos pagar o tributo da evolução, no agradecimento à Divina Providência dos bens que desfrutamos. E nesse particular, se é possível, eu peço licença para recordar o meu próprio caso.

Eu sempre tive uma vida normal, como a de tantos seres humanos. Entretanto, com uma labirintite que me apanhou há 3 anos, sou agora praticamente um paraplégico, porque tenho as minhas pernas constantemente doloridas e inúteis. Mas reconheço que estou com 82 anos de existência física, a caminho dos 83, tenho muita alegria de viver e tenho muita satisfação pela oportunidade de conhecer uma doença que me priva da vida natural de intercâmbio com os próprios familiares.

Um paraplégico que se habituou a usar muletas nos visitou há dias e me perguntou:

" Chico Xavier, eu sou um leitor das páginas mediúnicas que você tem recebido...

Indago a você por que é que Emmanuel, um Espírito benemérito; por que é que André Luiz, um médico de altos conhecimentos; por que é que Meimei, uma irmã que foi a professora devotada da infância e da mocidade; por que é que o Dr. Bezerra de Menezes, que continua sendo, na Vida Maior, um médico do mais elevado gabarito e que é seu amigo - por que é que eles não curam você?

" Eu disse assim:

" Meu amigo, graças a Deus, eu não me sinto com privilégio algum...

A mediunidade não me exime das vicissitudes e das lutas naturais de qualquer pessoa dos nossos grupos sociais". Penso que essa moléstia tão longa e tão difícil é um ensinamento de que eu necessito, porque, quando chegar à Vida Espiritual, breve como espero, e algum Instrutor me perguntar: "Chico Xavier, você nunca teve uma moléstia grave que durasse longo tempo?..."

Eu vou dizer:

"Sim, fiz 80 anos e, depois do dia em que completei 80 anos, começou a defasagem do meu corpo físico..."

Mas isto é muito natural em qualquer pessoa, especialmente na pessoa idosa. É uma crucificação gradual e que eu necessito, para não ficar envergonhado no Além, quando eu chegar à convivência dos nossos irmãos já desencarnados...

Eu quero não sentir vergonha de nunca ter sofrido...

Mas para mim isto não é sofrimento. Tenho muitos bons amigos, cultivo a amizade com muito calor humano, gosto muito da vida e sei que vou continuar vivendo...

Se Jesus permitir, os médicos desencarnados lá me ofertarão, talvez, quem sabe?, alguma melhora ou, se a doença continuar, eu devo saber que é a Vontade de Deus, é o Desígnio Divino que nos deu a felicidade da vida...

Então, eu estou aqui com vocês na maior alegria e creio que nenhum escutou de mim qualquer queixa, porque estou muito bem. Não me falta alimentação, não me falta alimentação, não me falta medicina, os médicos amigos me tratam estudando a moléstia com muita atenção, me proporcionando as melhoras possíveis...

E eu continuo há 2 anos na condição de paraplégico, mas estou muito feliz e, creio eu, estou muito longe da grandeza espiritual da Irmã Dulce, não tenho nada a me queixar, e sim agradecer; eu creio que ela também terá sentido muita felicidade ao se ver libertada do corpo doente. S

e ela puder - eu compreendo -, e, sendo possível, ela nos auxiliará.





Transcrição Parcial da entrevista concedida à TV Manchete,
de Uberaba, Minas, em 11 de maio de 1992

Anuário Espírita - 1995



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


COMPAIXÃO



Chico Xavier:

- Sem compaixão uns pelos outros, a vida no mundo estará comprometida. Precisamos respeitar as pessoas, os animais - nossos irmãos menores -, as árvores, os rios...

A Terra é um palácio de beleza!

A Natureza é exuberante...

As estações do ano que se sucedem - cada uma tem uma beleza peculiar; a época de floração, do acasalamento dos pássaros, a temporada das chuvas, quando, então, tudo fica mais verde ainda...

À noite, temos estrelas no firmamento, a brisa que sopra mansamente...

Tudo isto é uma riqueza!

Somos ricos no Amor de nosso Pai!...





Do livro "Orações de Chico Xavier", do escritor Carlos A. Baccelli, editado em abril de 2003,
pela Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo",
sendo que os seus direitos autorais foram doados às obras assistenciais
do Lar Espírita "Pedro e Paulo". Uberaba - MG



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Cura

Existem pessoas que têm acorrido a todos os recursos terrenos e espirituais na esperança de uma cura para sua enfermidade, e não tendo resolvido seu problema, acabam chegando à descrença.

Mesmo sem fé, muitas vezes ainda procuram você como um recurso.

Essas pessoas podem chegar a receber uma cura?



Chico Xavier:

- Acredito que, se a pessoa está no merecimento natural da cura, tenha ela fé ou não tenha fé, a misericórdia divina permite que essa criatura encontre a restauração de suas forças.

Isso em qualquer religião, ou em qualquer tempo; agora, os espíritos nos aconselham um espírito de aceitação. Primeiramente, em qualquer caso de doença que possa ocorrer em nós, em nosso mundo orgânico, o espírito de aceitação, torna mais fácil ao médico deste mundo ou para os benfeitores espirituais do outro, atuarem em nosso favor.

Agora, a nossa aflição ou a nossa inquietação, apenas perturbam os médicos deste mundo ou do outro, dificultando a cura. E podemos ainda acrescentar: que muitas vezes temos conosco determinados tipos de moléstias, que nós mesmo pedimos, antes de nossa reencarnação, para que nossos impulsos negativos ou destrutivos sejam amainados.

Muitas frustrações que sofremos neste mundo são pedidas por nós mesmos, para que não venhamos a cair em falhas mais graves do que aquelas que já caímos em outras vidas. Mas, como estamos num regime de esquecimento - como uma pessoa anestesiada para sofrer uma operação - então demandamos em rebeldia, em aflição desnecessária, exigindo uma cura, que se tivermos, será para nossa ruína, não para o nosso benefício.





De uma entrevista dada à Revista Destaque, em Outubro de 1977.

Consta do livro Chico Xavier - O Homem, o Médium e o Missionário,
escrito por Antônio Matte Noroefé, de Cacequi, Rio Grande do Sul.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Século

Que mensagem você gostaria de aqui deixar para os iniciadores da construção do Terceiro Milênio?



Chico Xavier:

- Prezado amigo, se eu dispusesse de autoridade rogaria aos homens que estão arquitetando a construção do Terceiro Milênio, para colocarem no portal da Nova Era as inolvidáveis palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo:

"Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".





De uma entrevista dada ao jornal "O Povo", de Fortaleza, Ceará, em 09.03.1981.

Consta do livro Chico Xavier - O Homem, o Médium e o Missionário,

escrito por Antônio Matte Noroefé, de Cacequi, Rio Grande do Sul.



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Lutas íntimas





Chico Xavier:

- Peço sempre aos Bons Espíritos que me auxiliem com as minhas lutas; todos precisamos das dificuldades para crescer...

Não devemos orar para que não tenhamos problemas, mas, sim, para que eles não nos embaracem...

A luta é necessária. Quem ora com a idéia de se isentar das provas ora sem compreensão do espírito da prece...





Do livro "Orações de Chico Xavier", do escritor Carlos A. Baccelli,
editado em abril de 2003, pela Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo",
sendo que os seus direitos autorais foram doados às obras assistenciais
do Lar Espírita "Pedro e Paulo". Uberaba - MG



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Sexo

Solicitado a opinar sobre o sexo, Francisco Cândido Xavier ensejou-nos nova e amorável mensagem:



Chico Xavier:

- Acreditamos que o compromisso sexual entre duas pessoas deve ser profundamente respeitado. Uma terceira pessoa em qualquer compromisso sexual é uma dificuldade a superar, porque não podemos esquecer que a lesão sentimental é, talvez, mais importante do que uma lesão física.

E alguém que prometeu amor a alguém deve se desincumbir deste compromisso com grandeza de pensamento e sem qualquer insegurança.

Não compreendemos a promiscuidade. Mas entendemos perfeitamente o relacionamento de alma para alma, com respeito que nós todos devemos uns aos outros."





Fonte: "O Espírita Mineiro". número 179, julho/agosto/setembro de 1979.

Publicado no livro CHICO XAVIER - MANDATO DE AMOR, editado abril/1993

pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais



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EMMANUEL





Chico Xavier:

- Explicando . . .

Lembro-me de que, em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi a meu lado, pela primeira vez, o bondoso Espírito Emmanuel.

Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, recebido através de minhas humildes faculdades e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos.

Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença, mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz.

Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia:

- "Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos . . ."

Essa afirmativa foi para mim imenso consolo e, desde essa época, sinto constantemente a presença desse amigo invisível que, dirigindo as minhas atividades mediúnicas, está sempre ao nosso lado, em todas as horas difíceis, ajudando-nos a raciocinar melhor, no caminho da existência terrestre. A sua promessa de colaborar na difusão da consoladora Doutrina dos Espíritos tem sido cumprida integralmente.

Desde 1933, Emmanuel tem produzido, por meu intermédio, as mais variadas páginas sobre os mais variados assuntos. Solicitado por confrades nossos para se pronunciar sobre esta ou aquela questão, noto-lhe sempre o mais alto grau de tolerância, afabilidade e doçura, tratando sempre todos os problemas com o máximo respeito pela liberdade e pelas idéias dos outros.

Convidado a identificar-se, várias vezes, esquivou-se delicadamente, alegando razões particulares e respeitáveis , afirmando, porém, ter sido, na sua última passagem pelo planeta, padre católico, desencarnado no Brasil.

Levando as suas dissertações ao passado longínquo, afirma ter vivido ao tempo de Jesus, quando então se chamou Públio Lêntulos.

E de fato, Emmanuel, em todas as circunstâncias, tem dado a quantos o procuram os testemunhos de grande experiência e de grande cultura.

Para mim, tem sido ele de incansável dedicação. Junto do Espírito bondoso daquela que foi minha mãe na Terra, sua assistência tem sido um apoio para meu coração nas lutas penosas de cada dia.

Muitas vezes, quando me coloco em relação com as lembranças de minhas vidas passadas e quando sensações angustiosas me prendem o coração, sinto-lhe a palavra amiga e confortadora.

Emmanuel leva-me, então, às eras mortas e explica-me o grande e pequeno porquê das atribulações de cada instante. Recebo invariavelmente, com a sua assistência, um conforto indescritível, e assim é que renovo minhas energias para a tarefa espinhosa da mediunidade, em que somos ainda tão incompreendidos.

Alguns amigos, considerando o caráter de simplicidade dos trabalhos de Emmanuel, esforçaram-se para que este volume despretensioso surgisse no campo da publicidade.

Entrar na apreciação do livro, em si mesmo, é coisa que não está na minha competência. Apenas me cumpria o dever de prestar ao generoso guia dos nossos trabalhos a homenagem do meu reconhecimento, com a expressão da verdade pura, pedindo a Deus que o auxilie cada vez mais, multiplicando suas possibilidades no mundo espiritual, e derramando-lhe n´alma fraterna e generosa as luzes benditas do seu infinito amor.





Prefacio do livro
"Emmanuel - Dissertações Mediúnicas Sobre Importantes Questões Que Preocupam a Humanidade"

Escrito em 16 de setembro de 1937, para o lançamento de sua primeira edição

pela Federação Espírita Brasileira em 1938.



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Vícios

Instado a opinar também sobre os vícios, o médium ensejou-nos novos e importantes esclarecimentos:





Chico Xavier:

- Não entendemos o vício como sendo um problema de criminalidade, mas como um problema de desequilíbrio nosso, diante das leis da vida. E isto não apenas no terreno em que o vício é mais claramente examinado.

Por exemplo: se falamos demasiadamente, estamos viciados no verbalismo excessivo e infrutífero. Se bebemos café excessivamente, estamos destruindo também as possibilidades do nosso corpo nos servir. Quando falamos a palavra vício, habitualmente logo nos recordamos do sexo.

Mas do sexo herdamos nossa mãe, nosso pai, lar, irmãos, a bênção da família. Tudo isto recebemos através do sexo. No entanto, quando falamos em vício, lembramo-nos do fogo do sexo e o tóxico... Mas tóxico é outro problema para nossos irmãos que se enfraqueceram diante da vida, que procuram uma fuga. Não são criminosos. São criaturas carentes de mais proteção, de mais amor. Porque se os nossos companheiros enveredaram pelo caminho do tóxico, eles procuraram esquecer algo. E esse algo são eles mesmos.

Então, precisávamos, talvez, reformular nossas concepções sobre o vício.

Há pouco tempo, perguntamos ao espírito de Emmanuel como é que ele definia um criminoso.

Ele nos disse: "O criminoso é sempre um doente, mas se ele for culpado, só deve receber esse nome depois de examinado por três médicos e três juízes".





Fonte: "O Espírita Mineiro", número 179, julho/agosto/setembro de 1979.

Publicado no livro CHICO XAVIER - MANDATO DE AMOR,

Editado abril/1993 pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais



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Política

A Doutrina Espírita é acusada de, ao se preocupar somente com a vida no além, ajudar a manter o sistema político vigente, por não se preocupar com o progresso material e político do homem na Terra.

O que acha?





Chico Xavier:

- É muito interessante isso, mas não desejamos abusar, desprestigiar, desprimorar mesmo a figura de Jesus Cristo. É importante considerar que Jesus cogitou muito da melhora da criatura em si.

Auxiliou cada companheiro no caminho a ter mais fé, a amar os seus semelhantes, ensinou os companheiros a se entre-ajudarem, de modo que nós vimos Jesus sempre preocupado com o homem, com a alma.

Não nos consta que ele tivesse aberto qualquer processo de subversão com o Império Romano, nem mesmo contra a Palestina ocupada.

Então, o espírita não é propriamente uma pessoa conformada do ponto de vista negativo. Conformismo em Doutrina Espírita tem o sinônimo de paciência operosa. Paciência que trabalha sempre para melhorar as situações e cooperar com aqueles que recebem a responsabilidade da administração de nossos interesses públicos.

Em nada nos adiantaria dilapidar o trabalho de um homem público, quando nosso dever é prestigiá-lo e respeitá-lo tanto quanto possível e também colaborar com ele para que a missão dele seja cumprida. Porque é sempre mais fácil subverter as situações e estabelecer críticas violentas ou não em torno de pessoas.

Nós precisamos é da construtividade.

Não que estejamos batendo palmas para esse ou aquele, mas porque devemos reverenciar o princípio da autoridade, porque sem disciplina não sei se pode haver trabalho, progresso, felicidade, paz ou alegria para alguém. Veja a natureza: se o sol começasse a pedir privilégios e se a Terra exigisse determinadas vantagens, o que seria de nós com a luz e o pão de cada dia?





Esta entrevista faz parte de um extenso trabalho de reportagem dos jornalistas

Airton Guimarães e José de Paula Cotta, do jornal "Estado de Minas",

publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Igualdade

Há uma preocupação mundial por uma nova ordem econômica e social no mundo (inclusive o Papa João Paulo II já chegou a pedi-la ao presidente Jimmy Carter).

Na sua opinião, para onde caminha a Humanidade?

Haverá responsabilidade de, em breve, atingirmos um grau de igualdade e fraternidade entre os homens?





Chico Xavier:

- Creio que mesmo que isto nos custe muitos sofrimentos coletivos, nós chegaremos até a confraternização mundial.

As circunstâncias da vida na Terra nos induzirão a isso e nos conduzirão para essa vitória de solidariedade humana.

Não é para outra coisa que o Cristianismo, nas suas diversas interpretações, dentro das quais está a nossa faixa de doutrina espírita militante, terá nascido, não é? Eu creio que acima de nossas governanças, todas elas veneráveis, temos o Governo de poderes maiores que nos inspira e que, naturalmente, nos enviará recursos para que essa vitória da fraternidade universal se verifique.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,
editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Previsão

Então o senhor não acredita no Apocalipse previsto por Nostradamus e outros videntes para o ano 2.000?





Chico Xavier:

- Respeito os estudos sobre o Apocalipse mas não tenho ainda largueza de pensamento para interpretar o Apocalipse como determinados técnicos o interpretam e situam.

Mas, acima do próprio Apocalipse, eu creio na bondade eterna do Criador que nos insuflou a vida imortal.

Então, acima de todos os apocalipses, eu creio em Deus e na imortalidade humana e essa duas realidades preponderarão em qualquer tempo da Humanidade.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,
editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Inimigos da Prece







Chico Xavier:

- Existem espíritos inimigos da prece - são aqueles que não acreditam na Paternidade Divina. Assemelham-se às terras desertas onde nada cresce... Somente a Misericórdia do Senhor poderá transformá-los. São espíritos doentes, que deverão ser tratados em sucessivas internações no corpo de carne...


Mal-Bem

O mal nunca vencerá o bem?



Chico Xavier:

- O bem sanará o mal, porque este não existe: é o bem, mal interpretado. Muitas vezes aquilo que julgamos como mal, daqui a dois, quatro, seis anos, é um bem. Um bem cuja extensão não conseguimos avaliar. Portanto, o mal está muito mais na nossa impaciência, no nosso desequilíbrio quando exigimos determinadas concessões, sem condições de obtê-las. De modo que o mal é como se fosse o frio. Este existe porque o calor ainda não chegou. Mas chegando o aquecimento, o frio deixa de existir.

Se a treva aparece é porque a luz está demorando, mas quando acendemos a luz ninguém pensa mais nas trevas. Não creio na existência do mal em substância. Isso é uma ficção.







Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Experiência

Pode-se afirmar que todos os homens que habitam hoje a Terra já tiveram uma experiência anterior de vida?





Chico Xavier:

- Todos os que estão acima da inteligência sub-mediana são espíritos reencarnados. Agora, os espíritos nos explicam que aquelas criaturas demasiadamente primitivas, que às vezes nem mesmo se deslocam para o serviço de auto-alimentação, essas criaturas estarão talvez na primeira experiência de existência humana. Mas, desde que a criatura já nasça com determinadas tendências, essas revelam que as pessoas já viveram em outras fases, em outras instâncias.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Habitantes

Como se explica que o mundo tivesse no ano de 1500, vamos supor, 500 milhões de habitantes e agora, no limiar do ano 2.000, estarmos com uma população em torno de 4 bilhões de pessoas?





Chico Xavier:

- O próprio Jesus disse: "A casa de meu Pai tem muitas moradas."

Então, se nós limitarmos a nossa visão a apenas uma unidade física, estaremos limitados em nossos raciocínios. Mas ocorre que a região chamada crosta terrestre é cercada por várias áreas habitadas por inteligências junto das quais ainda não temos acesso preciso. Nós acreditamos, juntamente com os amigos espirituais, que a população flutuante da Terra vai para mais de 20 bilhões, isto só a população desencarnada.







Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Do livro "Orações de Chico Xavier", do escritor Carlos A. Baccelli



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OVNI

Atualmente, fala-se muito nos contatos de seres extraterrenos.

O senhor acredita na existência de discos voadores?



Chico Xavier:

- Eu acredito que existem naves interplanetárias. Mas o assunto é um tanto quanto difícil, porque pertence ao campo da ciência.

Nós não podemos ignorar que, depois da Segunda Guerra Mundial, as superpotências experimentaram determinadas máquinas, mormente máquinas voadoras, naturalmente com segredos de Estado que são compreensíveis. Possivelmente, teremos máquinas de formas esféricas para voar e concorrer com nossos aviões, com nossos "Concordes" e talvez estejam esperando a hora certa para surgir.

Se entrarmos aí numa contenta sobre discos voadores, que dependem de outros mundos, de outras regiões de nossa galáxia, e se as sedes desses engenhos não permitirem que eles venham visitar a Terra durante muito tempo e aparecerem as máquinas esféricas das superpotências, então com que rosto vamos aparecer?

Vamos deixar que a ciência resolva este problema.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Natureza

O que poderá acontecer ao mundo se continuarem as atuais agressões à natureza?





Chico Xavier:

- Acontece que estamos agredindo, não a natureza, mas a nós próprios e responderemos pelos nossos desmandos.

É importante pensar que se criou a Ecologia para prevenir estes abusos.

Aqueles que acreditarem na Ecologia acima de seus próprios interesses nos auxiliarão nessa defesa do nosso mundo natural, da nossa vida simples na Terra, que poderia ser uma vida de muito mais saúde e de muito mais tranqüilidade se nós respeitássemos coletivamente todos os dons da natureza.

Mas, se continuarmos agredindo-a demasiadamente, o preço será pago por nós próprios, porque depois voltaremos em novas gerações, plantando árvores, acalentando sementes, modificando o curso dos rios, despoluindo as águas, drenando os pântanos e criando filtros que nos libertem da poluição.

O problema será sempre do homem.

Teremos que refazer tudo, porque estamos agindo contra nós mesmos.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Aborto

Estuda-se no Brasil uma forma de legalização do aborto. Qual sua opinião?





Chico Xavier:

- O aborto é sempre lamentável, porque se já estamos na Terra com elementos anticoncepcionais de aplicação suave, compreensível e humanitária, porque é que havemos de criar a matança de crianças indefesas, com absoluta impunidade, entre as paredes de nossas casas?

Isto é um delito muito grave perante a Providência Divina, porque a vida não nos pertence e, sim, ao poder divino.

Se as criaturas têm necessidade do relacionamento sexual para revitalização de suas próprias forças, o que achamos muito justo, seria melhor se fizessem sem alarme ou sem lesão espiritual ou psicológica para ninguém. Se o anticoncepcional veio favorecer esta movimentação das criaturas, por que vamos legalizar ou estimular o aborto?

Por outro lado, podemos analisar que se nossas mães tivessem esse propósito de criar uma lei do aborto no século passado, ou no princípio e meados deste século, nós não estaríamos aqui.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Pena de morte

De vez em quando aparece alguém que, em virtude de algum problema social mais grave - a violência, por exemplo, - pede a pena de morte. O senhor concorda?





Chico Xavier:

- A pena deveria ser de educação. A pessoa deveria ser condenada mas é a ler livros, a se educar, a se internar em colégios ainda que seja, vamos dizer, por ordem policial.

Mas que as nossas casas punitivas, hoje chamadas de casas de reeducação, sejam escolas de trabalho e instrução.

Isto porque toda criatura está sentenciada à morte pelas leis de Deus, porque a morte tem o seu curso natural.

Por isso, acho que a pena de morte é desumana, porque ao invés de estabelecê-la devíamos coletivamente criar organismos que incentivassem a cultura, a responsabilidade de viver, o amor ao trabalho. O problema da periculosidade da criatura, quando ela é exagerada, esse problema deve ser corrigido com educação e isso há de se dar no futuro.

Porque nós não podemos corrigir um crime com outro, um crime individual com um crime coletivo.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Céu

Qual a posição do Espiritismo, hoje, quando a Igreja amplia a evangelização, com a visita do Papa a várias regiões do mundo?



Chico Xavier:

- Nós, brasileiros, temos para com a Igreja Católica uma dívida irresgatável, porque por mais de 400 anos nós fomos e somos tutelados por ela na formação do nosso caráter cristão.

Quando nos lembramos que os primeiros missionários entraram pela terra brasileira adentro, não com laminas ou objetos de guerra, mas com a cruz de Cristo, nós nos enternecemos profundamente e compreendemos que a nossa dívida é imensa.

Se o nosso povo está tributando as homenagens merecidas e justas ao Papa, que nos visita em missão de Deus, nós devemos estar satisfeitos e rejubilar-nos com essas manifestações, porque isso mostra que nosso povo é reconhecido a uma instituição que nos deu e dá tanto.

Hoje, podemos ser livres pensadores espíritas, espiritualistas, evangélicos, podemos matricular nossos corações nas diversas escolas que são derivadas do próprio Cristianismo, mas não podemos esquecer aquele trabalho heróico dos primeiros tempos, dos primeiros séculos.

A Igreja até hoje tutela a comunidade brasileira, com muito amor.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Papa

Nota-se de uns tempos para cá um interesse maior nas pessoas em conhecer alguma coisa do Espiritismo. Como o senhor vê essa situação?



Chico Xavier:

- Eu creio que o número de adeptos da Doutrina Espírita tem crescido em função das provas coletivas com que temos sido defrontados, acidentes dolorosos, provações muito difíceis, desvinculações familiares tremendas, transformações muito rápidas nos costumes sociais e tudo isso tem induzido a comunidade a procurar uma resposta espiritual a estes problemas que vão sendo suscitados pela própria renovação do nosso tempo.

Eu creio que, por isso mesmo, a Doutrina Espírita tenha alcançado este campo de trabalho cada vez mais amplo, que considero também não como êxito, mas como amplitude e responsabilidade para aqueles que são os companheiros da seara espírita e evangélica.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Conhecer

Nota-se de uns tempos para cá um interesse maior nas pessoas em conhecer alguma coisa do Espiritismo. Como o senhor vê essa situação?



Chico Xavier:

- Eu creio que o número de adeptos da Doutrina Espírita tem crescido em função das provas coletivas com que temos sido defrontados, acidentes dolorosos, provações muito difíceis, desvinculações familiares tremendas, transformações muito rápidas nos costumes sociais e tudo isso tem induzido a comunidade a procurar uma resposta espiritual a estes problemas que vão sendo suscitados pela própria renovação do nosso tempo.

Eu creio que, por isso mesmo, a Doutrina Espírita tenha alcançado este campo de trabalho cada vez mais amplo, que considero também não como êxito, mas como amplitude e responsabilidade para aqueles que são os companheiros da seara espírita e evangélica.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Carma

Deve-se aceitar a lei do carma passivamente ou temos condições de modificá-la, talvez, para uma condição melhor?





Chico Xavier:

- Aquilo que ficou estabelecido como sendo nossa dívida é uma determinação que devemos pagar. Se comprei e assumi a dívida, devo pagar.

É o que consideramos destinação, é o carma.

Mas isso não impede a lei da criatividade com a qual nós podemos atuar todos os dias para o bem, anulando o carma, chamado de sofrimento.

Vamos supor que uma criatura está doente e precisa de uma intervenção cirúrgica. É o caso de perguntarmos: ela deve ou não se submeter à intervenção cirúrgica, o que tem todas as possibilidades de êxito?

Ela deve sim, deve preservar o seu próprio corpo, é um dever procurar a medicina e se valer do socorro médico para a reabilitação do seu próprio organismo. Então, aí está uma resposta a esta questão.

A misericórdia de Deus sempre nos proporciona recursos para pagar ou reformar os nossos títulos de débito, assim como uma organização bancária permite que determinadas promissórias sejam pagas com grandes adiantamentos, conforme o merecimento do devedor. Assim como temos grande número de amigos avalistas a nos tutelar nos Bancos, temos também os espíritos extraordinários que são os santos, os anjos, os nossos amigos espirituais que pedem por nós, que auxiliam, que nos dão mais oportunidade para que a gente tenha mais tempo. Por isso que a pessoa deve cuidar bem de seu corpo, porque ele é a enxada com a qual a criatura está semeando e lavrando o terreno do tempo e das boas ações.

De modo que existe o carma, mas existe também o pensamento livre, porque nós somos livres por dentro da cabeça.





Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,

editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Cigano
A ação negativa do cigarro sobre o perispírito do fumante prossegue após a morte do corpo físico? Até quando?





Chico Xavier:

- O problema da dependência continua até que a impregnação dos agentes tóxicos nos tecidos sutis do corpo espiritual ceda lugar à normalidade do envoltório perispirítico, o que, na maioria das vezes, tem a duração do tempo correspondente ao tempo que o hábito perdurou na existência física do fumante. Quando a vontade do interessado não está suficientemente desenvolvida para arredar de si o costume inconveniente, o tratamento dele, no Mundo Espiritual, ainda exige quotas diárias de sucedâneos dos cigarros comuns, com ingredientes análogos aos cigarros terrestres, cuja administração ao paciente diminui gradativamente, até que ele consiga viver sem qualquer dependência do fumo.





Resposta de Emmanuel, através do Chico Xavier,
dada a entrevista feita pelo jornalista Fernando Worm,
em agosto de 1978, inserida no livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier
nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



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Como descreveria a ação dos componentes do cigarro no perispírito de quem fuma?



Chico Xavier:

- As sensações do fumante inveterado, no Mais Além, são naturalmente as da angustiosa sede de recursos tóxicos a que se habituou no Plano Físico, de tal modo obsecante que as melhores lições e surpresas da Vida Maior lhe passam quase que inteiramente desapercebidas, até que se lhe normalizem as percepções.

O assunto, no entanto, no capítulo da saúde corpórea, deveria ser estudado na Terra mais atenciosamente, de vez que a resistência orgânica decresce consideravelmente com o hábito de fumar, favorecendo a instalação de moléstias que poderão ser claramente evitáveis.

A necropsia do corpo cadaverizado de um fumante em confronto com o de uma pessoa sem esse hábito estabelece clara diferença.







Entrevista feita pelo jornalista Fernando Worm, em outubro de 1978,
inserida no livro Lições de Sabedoria - Chico Xavier
nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



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Drogas

Nair Belo, no programa da Hebe, em janeiro de 1986, lamentou a existência de grande quantidade de jovens que estão fazendo uso de drogas, e perguntou ao médium o porquê desse desastre



Chico Xavier:

- O tóxico é o irmão mais sofisticado da cachaça, através da qual também nós temos perdido muita gente.

A fascinação pelo tóxico é a necessidade de amor que o jovem tem. Mesadas grandes que não são acompanhadas de carinho e de calor humano paterno geram conflitos muito grandes.

Muitas vezes a privação do dinheiro, o trabalho digno e o afeto vão construir uma vida feliz.







Extraído do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier
nos 23 anos da Folha Espírita, escrito por Marlene R. S. Nobre.



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Formas

Se o senhor tivesse que dar uma mensagem a uma criança, ou mesmo a um filho, para que ele pudesse vencer espiritualmente na vida, o que diria?





Chico Xavier:

- Se eu tivesse um filho (tive na minha vida algumas crianças que cresceram sob a minha responsabilidade), ensinaria nos primeiros dias de vida desse filho o respeito à existência de Deus e o respeito à justiça e amor ao trabalho. E, em seguida, ensinaria que ele não seria, e não será, melhor do que os filhos dos outros.







Reportagem dos jornalistas Airton Guimarães e José de Paula Cotta,
do jornal "Estado de Minas",
publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,
editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Criança

Se o senhor tivesse que dar uma mensagem a uma criança, ou mesmo a um filho, para que ele pudesse vencer espiritualmente na vida, o que diria?





Chico Xavier:

- Se eu tivesse um filho (tive na minha vida algumas crianças que cresceram sob a minha responsabilidade), ensinaria nos primeiros dias de vida desse filho o respeito à existência de Deus e o respeito à justiça e amor ao trabalho. E, em seguida, ensinaria que ele não seria, e não será, melhor do que os filhos dos outros.







Reportagem dos jornalistas Airton Guimarães e José de Paula Cotta,
do jornal "Estado de Minas",
publicado nas edições de 8, 9, 10 e 12 de julho de 1980.

Transcrito do livro Chico Xavier - Mandato de Amor,
editado pela União Espírita Mineira - Belo Horizonte, Minas Gerais.



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Violência

Chico, estamos diante de uma onda crescente de violência em todo o mundo.

A que os espíritos atribuem essa ocorrência?

Gostaria que você se detivesse também no problema dessa corrida da população às armas, para a defesa pessoal. Como você vê tudo isso?





Chico Xavier:

- Temos debatido esse problema com diversos amigos, inclusive com nossos benfeitores espirituais e eles são unânimes em afirmar que a solidão gera o egocentrismo e esse egocentrismo exagerado reclama um espírito de autodefesa muito avançado em que as criaturas, às vezes, se perdem em verdadeiras alucinações.

Então a violência é uma conseqüência do desamor que temos vivido em nossos tempos, conforto talvez excessivo que a era tecnológica nos proporciona. A criatura vai se apaixonando por facilidades materiais e se esquece de que nós precisamos de amor, paciência, compreensão e carinho. A ausência desses valores espirituais vai criando essa agressividade exagerada no relacionamento entre as pessoas ou entre muitas das pessoas no nosso tempo.

De modo que precisaríamos mesmo de uma campanha de evangelização, de retorno ao Cristianismo em sua feição mais simples para que venhamos a compreender que não podemos pedir assistência espiritual a um trator de esteira, não podemos pedir socorro a determinados engenhos que hoje nos servem como recursos de pesquisas em pleno firmamento, nós precisamos desses valores de uns para com os outros.

Quando nos voltarmos para o sentimento, para o coração, acreditamos que tanto a violência, como a corrida às armas para defesa pessoal decrescerão ao ponto mínimo e vamos extinguindo isso, pouco a pouco, à medida que crescemos em manifestações de amor, reciprocamente.









Entrevista feita em junho de 1980 por Marlene R. S. Nobre,

transcrita no livro de sua autoria "Lições de Sabedoria - Chico Xavier

nos 23 anos da Folha Espírita"



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Nanismo

Perguntamos a Chico Xavier, em Uberaba, qual seria a explicação para o problema do nanismo.





Chico Xavier:

Ele afirmou que a pessoa encarna sob essa condição, basicamente por duas razões: a primeira delas, a mais freqüente, porque praticou o suicídio em outra existência e a segunda por ter abusado da beleza física, causando a infelicidade de outras pessoas.

O nanismo está particularmente ligado ao suicídio por precipitação de grandes alturas. O anão revoltado, segundo explicou-nos Chico, em geral é o suicida de outra existência que não se conforma de não ter morrido, porque constatou que a vida é uma fatalidade e, mesmo desejando, não conseguiu extingui-la.

Chico afirmou que o corpo espiritual sofre, com esse tipo de morte, lesões que vão interferir no próximo corpo, prejudicando particularmente a produção de hormônios, daí a formação do corpo anão, e as diversas formas de nanismo, mais ou menos graves, segundo o comprometimento do espírito.

Ele disse ainda que conhece mães e pais maravilhosos que têm aceitado a prova com coragem e amparado os filhos anões com muito carinho e dedicação. Reconhece que a explicação espírita através da lei de causa e efeito e das encarnações sucessivas contribui bastante para a resignação perante a prova. Suas palavras são de estímulo e encorajamento aos pais e portadores de nanismo para que não se revoltem e aceitem essa estágio na Terra como um valioso aprendizado para o espírito imortal.







Esse texto, escrito pela Dra. Marlene Rossi Severino Nobre,

foi extraído do livro de sua autoria

Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Jesus

"No dia 23 de janeiro de 1981, conversávamos com Chico Xavier, em sua residência, sobre mediunidade, tema que sempre nos fascinou.

Na ocasião, adentraram a casa dois visitantes dos Estado Unidos da América, acompanhados de Eurípedes Tahan Vieira, seu médico particular e amigo de longa data.

Donald, um dos visitantes, pergunta-lhe:

Na sua opinião a que veio Jesus Cristo?

E quanto à sua morte na cruz?.





Chico Xavier:

- Jesus nos ofereceu um sistema de vida. Aprendemos com ele o perdão. Não me consta que sábios ilustres, como Sócrates e Platão, tenham atendido algum mendigo, embora, com o devido respeito que merecem, tenham sido criaturas que forneceram vôos ao pensamento humano.

Também quanto ao bem do próximo, tivemos no ensino do Samaritano uma aula sobre a caridade. Jesus veio até nós para ensinar que o amor é o caminho para uma vida abundante.



Foi sua assinatura - concluiu o médium - como se ele estivesse assinando uma escritura, para lhe dar a maior autenticidade.







Testemunha ocular, descrevemos o fato para estudo e meditação..."

Do livro "Aprendendo com Chico Xavier - Um exemplo de vida",
escrito por Paulo Severino Rossi



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Guarda

O filme Kramer x Kramer questiona o problema da paternidade e da maternidade a partir da separação de um casal e da educação resultante dessa união.

Você acha que a Jurisprudência deveria introduzir novos critérios nas questões da família e permitir ao pai, em maior número de casos, ficar com a guarda do filho?





Chico Xavier:

- Nós que lidamos com o assunto de reencarnação, somos compelidos a entender que no espírito feminino ou da criatura que atravessou larga faixa de séculos no campo da feminilidade, o amor está plasmado para a criatividade perante a vida.

Por enquanto, eu não posso conceber que no espírito de masculinidade haja recursos suficientes para que a criação dos filhos ou a condução da criança, em si, encontre um campo bastante fortalecido para que a criatura se desenvolva em nosso meio terrestre. Creio que seja uma inversão de valores.

Não posso entender muito bem esta parte, pelo menos para os próximos anos, porque então teríamos de educar a mulher para ter as atividades do homem e educar o homem para ter as atividades da mulher o que seria um contra-senso, sobretudo se fôssemos exigir isso de um momento para outro.





Entrevista feita pela Dra. Marlene Rossi Severino Nobre,

Do livro de sua autoria "Lições de Sabedoria - Chico Xavier

nos 23 anos da Folha Espírita."



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Gemêas

Como devemos entender a expressão "almas gêmeas" dentro da conceituação de que os espíritos não têm sexo?







Chico Xavier:

- Diz "O Livro dos Espíritos" que os espíritos não possuem sexo como entendemos na Terra, mas percebamos "como entendemos", de vez que, do ponto de vista da comunhão das criaturas, cada qual no corpo ou fora do corpo tem o magnetismo que se lhe faz peculiar.

A saudade de alguém é a fome do magnetismo desse alguém, razão pela qual o amor é uma lei para nós todos, das pessoas umas com as outras no curso do tempo e na construção dos ideais que lhes são comuns.





Entrevista feita pelo Sr. Fernando Worm, janeiro de 1977,

Do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita"



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Morrer

A caravana pára frente a uma palhoça num bairro pobre de Uberaba. Uma mulher grisalha acerca-se do médium à saída do carro:

"Chico, meu neto está pra morrer. Que é que eu faço?"





Chico Xavier:

- Minha irmã, a prece de uma avô por um neto necessitado arromba as portas do céu!

Vamos orar.







Texto de Sr. Fernando Worm, janeiro de 1977,

Do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita"



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Encosto

Um grupo de pessoas do bairro logo se forma na calçada dele adiantando-se uma mulher ainda jovem em visível crise nervosa:

"Chico, estou com espírito ruim encostado em mim, tira ele de mim".



Chico Xavier:

Uai, gente, para que tirar o Espírito? Vamos evangelizar-nos todos juntos, encarnados e desencarnados.







Texto de Sr. Fernando Worm, janeiro de 1977,

Do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita"



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Violência

Uma recém-casada, alta e magra, queixa-se de que o marido se enfureceu e ficou violento:





Chico Xavier:

- A caridade quebra a violência. Minha filha, a harmonia muitas vezes é fruto da caridade.







Texto de Sr. Fernando Worm, janeiro de 1977,

Do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita"



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Marte

Acredita você na existência de cidades em Marte, na base de matéria diferente daquela que conhecemos na Terra?





Chico Xavier:

- Devo informar à "Folha Espírita" que antes de psicografarmos o livro "Nosso Lar", de nosso amigo André Luiz, a nossa idéia sobre qualquer cidade em outros planetas se fixava em quadros que seriam absolutamente iguais aos do nosso Plano Físico, na Terra.

Quando os amigos espirituais se reportavam a cidades em outros mundos, não possuía, de minha parte, outros padrões comparativos se não os que identificava neste mundo mesmo.

Entretanto, em 1943, quando iniciei a psicografia dos livros de André Luiz, passei a reconhecer que a matéria se caracterizava por diferentes gradações e compreendi que, em torno de paisagens cósmicas, sejam elas quais sejam, podem existir cidades e vida comunitária, em condições que nos escapam, por enquanto, ao conhecimento condicionado de espíritos temporariamente encarnados na existência física.









Entrevista dada à Dra. Marlene Rossi Severino Nobre,

em setembro de 1976, contida no livro de sua autoria

"Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita".



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Doença

Comentou-se que o senhor estaria restringindo o número de consultas diárias por motivos de saúde. É verdade?





Chico Xavier:

- Pelo contrário. O médico acha que devo restringir as consultas, que só devo atender uma média diária de 50 pessoas, não por não estar bem, mas por ter 74 anos.

Diminuí as consultas para continuar bem.







De uma entrevista dada aos repórteres Luiz Caio e Luizinho Coruja,

publicada na revista Contigo/Superstar, São Paulo, SP, n. 443, 19/3/1984,

transcrita no ANUÁRIO ESPÍRITA 1985



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Missão

Suas palavras de solidariedade sempre giram em torno da missão que cada ser humano tem. Qual é a sua missão?





Chico Xavier:

- Um capim tem uma missão, alimentar o boi. Minha missão é como a do capim ou de qualquer outra plantinha sem nome que exista por aí. Precisamos viver honradamente e fazer tudo o que pudermos para ajudar o próximo a superar suas dificuldades.









De uma entrevista dada aos repórteres Luiz Caio e Luizinho Coruja,

publicada na revista Contigo/Superstar, São Paulo, SP, n. 443, 19/3/1984,

transcrita no ANUÁRIO ESPÍRITA 1985



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Problemas

Mesmo sem quase nunca sair de Uberaba, o senhor vem acompanhando a situação do mundo atual e, particularmente, os muitos problemas brasileiros. Como analisaria tudo isso?





Chico Xavier:

- O mundo que hoje se nos apresenta parece totalmente desorientado. As pessoas perderam o interesse por tudo. Até pela própria existência!

Os jovens não sabem que caminho seguir. Além disso são perseguidos pelas drogas. Quanto ao Brasil, pode parecer estranho o que vou dizer, mas, à medida que nossa comunidade se enriqueceu materialmente, uma nuvem de incompreensão nos cobriu a todos. Quando o País era paupérrimo, principalmente na região que nasci, centro-sertão de Minas Gerais, nós éramos obrigados a trabalhar muito dos 10 anos em diante. A escola era algo de sacrifício, de privilégio. Estudávamos quando e se tivéssemos tempo, após colher feijão, socar arroz e milho, carpir a terra, alimentar os animais.

Dávamos um valor especial àquilo que conseguíamos através de nosso suor, de nosso esforço. A medida que fomos nos desenvolvendo, nos industrializando, e as coisas foram ficando mais fáceis, fomos também perdendo a noção do valor delas.

Nós enriquecemos materialmente e perdemos nossa riqueza espiritual. Mas acredito que isso seja uma coisa transitória, pois sei que ao final teremos todo o amparo da fé cristã que nos livrará das ameaças. Creio na vitória de Jesus Cristo.







De uma entrevista dada aos repórteres Luiz Caio e Luizinho Coruja,

publicada na revista Contigo/Superstar, São Paulo, SP, n. 443, 19/3/1984,

transcrita no ANUÁRIO ESPÍRITA 1985



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Doenças

Os avanços da medicina mostram o caminho da manipulação genética para acabar com as doenças. O Espiritismo afirma que os desequilíbrios do Espírito e, conseqüentemente, do perispírito, levam às moléstias. Como ficamos?





Chico Xavier:

- A medicina, quando expressa uma afirmativa, é verdadeira. Pode o assunto estar entrosado às necessidades da vida mental ou espiritual. Não podemos desprestigiar a medicina, porque, quando ela fala, está baseada em fatos e experiências.







Entrevista concedida à Marlene Rossi Severino Nobre,

publicada na Folha Espírita, São Paulo, SP, em Fevereiro de 1993.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Constituição

Hoje instalou-se uma nova Constituição no país. Como a vemos?





Chico Xavier:

- Os técnicos afirmam em artigos bem fundamentados para os nossos jornais que a Constituição está muito bem elaborada.

Formulamos votos que essa Constituição seja um instrumento de paz e felicidade a todos os brasileiros, com os nossos agradecimentos àqueles que formularam esse novo instrumento de leis.

Que todos recebamos com boa vontade o documento que se fez e regerá a nossa existência, e peçamos ao Senhor que nos dê força, saúde e boa vontade para procurar a alegria do trabalho, porque o trabalho já é uma concessão de Deus. Vamos esperar que Ele nos dê o que necessitamos.





Entrevista concedida ao Dr. Rossi,

no Centro Espírita União, em São Paulo, SP,

durante o XIV Encontro da Boa Vontade, na noite de 05/10/1988.

Transcrito da Folha Espírita, S.Paulo, novembro de 1988.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com

Aborto

Na China já está sendo utilizado um medicamento que provoca o aborto, quando ingerido, nas primeiras semanas, sem necessidade de intervenção cirúrgica.

O que você pensa disso?





Chico Xavier:

- Sempre que faço qualquer referência ao aborto, lembro-me da utilidade do anticoncepcional como elemento de socorro às necessidades do casal.

As duas criaturas querem a união, mas não estão em condições de realizarem esse ideal, nesse caso, a anticoncepção viria em seu auxílio.

Se minha mãe, quando me esperava, repleta de doenças, quisesse me expulsar, não sei o que seria de mim.

Se há o anticoncepcional, por que teremos de promover a morte de criaturas nascituras ou em formação?

Com uma terra tão imensa para ser lavrada e aproveitada, é impossível aplaudir o aborto. Somente podemos entender o aborto terapêutico quando a vida materna está ameaçada.

Lembro-me de minha mãe, sofrendo por minha causa e não posso aplaudir.





Entrevista concedida ao Dr. Rossi,

no Centro Espírita União, em São Paulo, SP,

durante o XIV Encontro da Boa Vontade, na noite de 05/10/1988.

Transcrito da Folha Espírita, S.Paulo, novembro de 1988.



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Comunicar

Paris-Match publicou que um autor que há 10 anos criticou a reencarnação, agora publica um outro falando a favor. Afirmou que os médiuns eram falhos, mas que agora é possível ouvir em equipamentos eletrônicos de grande sensibilidade a comunicação dos Espíritos e não há como negar isso.





Chico Xavier:

- Vemos com muita alegria e com muita esperança de que esse evento possa ser aperfeiçoado e assim podermos contar com a eletrônica para suplementar todas as formas de comunicação com o mundo espiritual. A palavra do autor é significativa e devemos aguardar com interesse e carinho os estudos que ele fez. O conhecimento da reencarnação vai ganhando inteligências através da parapsicologia. E essa vitória do autor pertence à coletividade humana porque é a palavra de um homem resguardada pela fé e pela inteligência.

Vamos esperar que a reencarnação seja pesquisada cada vez mais para que cheguemos às convicções espíritas cristãs e para que não restem dúvidas a respeito.

Nós, espíritas, enfrentamos uma vereda espinhosa para subir determinado monte, o monte da fé, sem esperar qualquer conforto e temos a reencarnação, como ponto pacífico. Mas, atualmente, através da ciência, está se construindo uma avenida para chegar aos mesmos resultados a que nós chegamos. Esperemos que o autor não esmoreça e que outros autores apareçam e venham a formular conosco a realidade da reencarnação, que é incontestável.







Entrevista concedida ao Dr. Rossi,

no Centro Espírita União, em São Paulo, SP,

durante o XIV Encontro da Boa Vontade, na noite de 05/10/1988.

Transcrito da Folha Espírita, S.Paulo, novembro de 1988.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Pátria

Seremos Pátria do Evangelho na Grande Renovação?





Chico Xavier:

- Quanto à conceituação de Pátria do Evangelho, nós somos compelidos a pensar no futuro, quando teremos, talvez, necessidade de exemplificarmos, até com o sacrifício, o Evangelho que nos foi confiado pelo Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sem nos esquecermos que, do ponto de vista evangélico, até Ele foi atingido pelo sacrifício extremo, para dar-nos essa alvorada maravilhosa, que a doutrina de luz que nós abraçamos e que nos une a todos num abraço só, num só coração.

Chegada essa época, naturalmente, seremos compelidos a testemunhos e a exemplificações. E, agora, antes das lutas maiores que o porvir nos reserva, serão horas difíceis para nós. Como filhos da Pátria do Evangelho, devemos exemplificar e esperar.







Trecho de entrevista feita pela Dra. Marlene Rossi Severino Nobre,

em fevereiro de 1993, extraído do livro de sua autoria

Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Coração

Com tanta violência e corrupção em nosso país, os benfeitores acreditam que o Brasil seja

"O coração do mundo e a pátria do Evangelho?"



Chico Xavier:

- Essa pergunta tem sido assunto de muitos diálogos nossos com os companheiros de nossa casa. O nosso Emmanuel é de opinião que dentro do mundo turbulento, com a incompreensão comandando tantos corações, tantos milhões de pessoas, não pode ser motivo de dúvidas para nós que o Brasil é o coração do mundo.

Quando nós nos lembramos que, com todas as deformidades que assinalam a nossa época, com todas as dificuldades de ordem material, nossas mesas têm sido amparadas por benfeitores espirituais. O pão que nós pedimos na oração dominical é modificado por bênçãos de toda a espécie.





Trecho de entrevista feita pela Dra. Marlene Rossi Severino Nobre,

em fevereiro de 1993, extraído do livro de sua autoria

Lições de Sabedoria - Chico Xavier nos 23 anos da Folha Espírita.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Pais

Rafael Vanussi (Criança) - Chico, e a relação pais e filhos? Como a gente deve se comportar? E como nossos coroas devem nos tratar?





Chico Xavier:

- Uma criança de 6 a 8 anos, ela não tem recursos para fazer opções. Ela precisa de alguém que a dirija no caminho da vida e isso é uma tarefa dos pais, e das mães em particular. Porque sem os pais e sem as mães, os professores, por eméritos que eles sejam, não podem realizar a transformação espiritual do espírito que a criança representa em si.

E se a criança já nasce numa condição de necessidade, como um pássaro recém-nato que aprende pouco a pouco a voar, é uma descaridade deixarmos nossos filhos em plena ignorância da responsabilidade de viver, da beleza do amor e da felicidade de sermos unidos para o bem. A criança é um adulto que está numa fantasia transitória. Até mais ou menos aos 14, 15 anos, uma criança não tem discernimento para fazer opções quando ao caminho que lhes cabe seguir.

Daí a tragédia dos toxicômanos que começam cedo, seduzidos por criaturas inescrupulosas que se fazem traficantes desses venenos. A falta de pais vigilantes criou os delinqüentes infantis.





Momentos principais do Especial com Chico Xavier d

o Programa "Terceira Visão", da Rede Bandeirantes,

São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Imprensa

Ney Gonçalves Dias - Nós entramos na casa das pessoas, no ouvido das pessoas, nos olhos das pessoas. A imprensa, o rádio, a televisão modificam opiniões das pessoas, estabelecem campanhas, modificam comportamentos. Como é que é visto este trabalho importante da imprensa, do rádio, da televisão pelo Mundo Espiritual?





Chico Xavier:

- Na Inglaterra há uma lei que consideramos de muita importância. A própria imprensa, através da cúpula formada pelos homens de responsabilidade que a representam, decidiu formar uma associação de censura, de tudo que tivesse de ser lançado ao público pelos mais novos, pelos jornalistas, pelos radialistas, por todos aqueles que estivessem começando a tarefa de se comunicar com o público. No Brasil, a minha opinião pessoal, sem qualquer crítica, mas absolutamente sem qualquer crítica, eu creio que os excessos na televisão, nos jornais e nas revistas são de molde a falsear os sentimentos e pensamentos de muita gente.







Momentos principais do Especial com Chico Xavier d

o Programa "Terceira Visão", da Rede Bandeirantes,

São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Homeopatia

É verdade que a homeopatia age no perispírito (corpo espiritual)?





Chico Xavier:

- O medicamento homeopático atua energeticamente e não quimicamente, ou seja, sua ação terapêutica vai se dar no plano dinâmico ou energético do corpo humano, que se localiza do perispírito.

A medicação estimula energeticamente o perispírito, que por ressonância vibratória equilibra as disfunções existentes, isto é, o remédio exerce duas funções enquanto atua. Por isso a homeopatia além de tratar doenças físicas, atua também no tratamento dos desequilíbrios emocionais e mentais, promovendo, então, o reequilíbrio físico-espiritual.



A explicação dada por Francisco Cândido Xavier, na verdade, confirma mensagem trazida pelo próprio Samuel Hahnemann (1755-1843), criador da homeopatia, através da médium Costel, que nenhum estudo possuía sobre a nova ciência. O texto foi psicografado na Sociedade Espírita de Paris, em 13 de março de 1863, e está inserido na "Revista Espírita", de Allan Kardec, de agosto do mesmo ano. Acompanhemos o trecho inicial:



"Minha filha, venho dar um ensinamento médico aos espíritas. Aqui a Astronomia e a Filosofia têm eloqüentes intérpretes; a moral conta tanto escritores quanto médicos. Por que a medicina, em seu lado prático e fisiológico, seria negligenciada?

Fui o criador da renovação médica, que hoje penetra nas fileiras dos sectários da medicina antiga; ligados contra a homeopatia, em vão lhe criaram diques sem número, em vão lhe gritaram: 'Não irás mais longe!'...

A jovem medicina, triunfante, transpôs todos os obstáculos. O Espiritismo lhe será poderoso auxiliar; graças a ele, ela abandonará a tradição materialista, que por tanto tempo lhe retardou o desenvolvimento. O estudo médico está inteiramente ligado à pesquisa das causas e efeitos espiritualistas; ela disseca os corpos e deve, também, analisar a alma.







Extraído do Boletim Semanal editado pelo Lar Fabiano de Cristo

- SEI - Serviço Espírita de Informações, de Sábado, 26/7/2003, n. 1843



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Apesar das críticas...





Chico Xavier:


- Apesar das críticas que recebi a vida inteira, o que me animou a continuar foi saber que Jesus me aceita como sou... Se eu fosse escutar os espíritas, eu não teria feito nada. Sim, porquanto as críticas mais contundentes que me foram e ainda me são endereçadas, sempre partiram dos companheiros - principalmente daqueles com os quais eu nunca pude estar.







Do livro Orações de Chico Xavier,
escrito por Carlos A. Baccelli



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Sexo

Juarez Soares - Um outro assunto que causa muita polêmica, muita discussão, é o problema da liberação do sexo. Eu gostaria que o senhor nos dissesse o que pensa a respeito desse assunto.





Chico Xavier:

- A liberação do sexo é um problema muito difícil de se apoiar, porque o homem tem deveres para sua companheira e a companheira dele tem também os seus compromissos para com ele. A liberação do sexo é mais um motivo para que a irresponsabilidade alastre no mundo e crie a infelicidade de muitos lares, aumentando quase que pavorosamente o número dos desquites nos tribunais.







Momentos principais do Especial com Chico Xavier d

o Programa "Terceira Visão", da Rede Bandeirantes,

São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



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Inseminação

Moacyr Franco - A ciência cada vez mais se dedica à inseminação artificial. Eu queria saber do senhor qual é ponto de vista da espiritualidade sobre os filhos de laboratório?





Chico Xavier:

- Em diversos países, notadamente da Europa, a inseminação artificial se tornou algo de comum, mas cremos que é um assunto que se deve atribuir àqueles que se encontram descompromissados e sem nenhum vínculo para com deveres que eles não tenham.

Sabemos de senhoras de determinado país da Europa, que tendo altos vencimentos, porque são donas de uma inteligência invulgar, essas senhoras, que não se casaram, podendo pagar várias empregadas para tomar conta de um filho, acharam de bom alvitre escolherem o material que lhes pareceu mais adequado à vida delas. De modo que ficamos na expectativa sobre o assunto, num país como o nosso, em que estamos interessados em limitar os números crescentes do fator demográfico.







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São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



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Esperança

Vannucci - Meu querido Chico, a primeira pergunta é:

Uma palavra de esperança para o nosso país que atravessa uma crise tão difícil, problemas sociais, violências.





Chico Xavier:

- Certa vez Léon Denis foi questionado com respeito ao futuro do Espiritismo, e ele então disse: "A Doutrina será aqui que os homens fizerem dela."

E nós poderemos parafrasear Léon Denis dizendo que o Brasil será a grandeza ou a decadência que os homens, principalmente os dirigentes da Nação, dela fizerem.







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Médium

Benedito di Paula - Meu querido amigo Chico Xavier, há mais de 60 anos você se dedica a um trabalho mediúnico maravilhoso! Qual o significado disso tudo e o que isso representa para você?





Chico Xavier:

- Um amigo espiritual em se comunicando aqui, há poucos dias, numa página que eu considero muito interessante, contou que um amigo espiritual perguntou a um Mentor das esferas mais altas, o que significavam 60 anos de trabalho espiritual ininterrupto.

E o Mentor respondeu que, para Jesus, significaria 6 minutos.





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São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



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HIV

Ronnie Von - Eu quero de você, Chico, uma resposta a um angustiante dilema que nos cerca hoje - o terrível flagelo da AIDS. Como a espiritualidade vê esse mal?



Chico Xavier:

- Na condição de uma moléstia semelhante à varíola, quando a varíola despovoava cidades e efetuava milhares de desencarnações, até que a vacina pudesse debelar o mal que ela causava.

Também na AIDS temos muitas interpretações, inclusive a de que essa moléstia terá aparecido para punir as criaturas humanas. Mas não pensamos assim, porque a misericórdia de Deus paira no mesmo nível da justiça.

Estamos com um problema muito sério e, naturalmente, exige atenção dos cientistas que se dedicam à pesquisa e à realização de melhores dias para a humanidade.





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o Programa "Terceira Visão", da Rede Bandeirantes,

São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



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Aborto

Luciano do Vale - O aborto, Chico, é uma questão que merece o seu esclarecimento. Eu gostaria muito, mas muito de ouvir.





Chico Xavier:

- Um crime que é cometido, entre as quatro paredes de uma casa, com absoluta impunidade e com absoluta impossibilidade da vítima para se defender. O aborto é uma falta grave







Momentos principais do Especial com Chico Xavier d

o Programa "Terceira Visão", da Rede Bandeirantes,

São Paulo, SP, levado ao vídeo na noite de 25/12/1987.



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Lição

Helena de Grammont - outubro de 1991

Há três anos Chico Xavier não recebia repórter para uma entrevista. Neste fim de semana, ele quebrou o silêncio e com a voz muito fraca deu uma lição de vida.





Chico Xavier:

- Eu posso estar com o corpo doente, porque estou em tratamento de uma labirintite muito difícil. Mas, intimamente, eu me sinto como se tivesse 20 anos. É uma doença que eu falo assim: Você pode trazer quedas e machucar, mas você machuca só o corpo. Por dentro, eu sou feliz, pareço até melhor.

Nós nos sentimos cada vez melhor no Brasil. Muita gente acha que o Brasil está em calamidade. Eu não creio, porque nossas mesas são ricas. Nós podemos repartir o pão, não é verdade?

Palavras como estas: "Amai-vos uns aos outros", "perdoar 70 vezes 7 vezes". Olha que palavras! Ressoam ainda hoje. Meu Deus, a vida é tão bela! Uma folha de qualquer planta, vista com os olhos da fé, é uma página tão bela quanto a de Shakespeare.

Amar sem esperar ser amado e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre!







Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



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Lar

Márcia Elizabeth - julho de 1974 -

Do ponto de vista espiritual como definir o lar e a família?



Chico Xavier:

Outra afirmativa de nosso Emmanuel é de que o lar é uma benção de Deus para os homens e de que a família é uma criação dos homens onde eles podem servir a Deus, desde que aceitem com amor o sacrifício e a renúncia, o trabalho e o serviço por alicerces de nossa felicidade em comum.









Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Paz

Márcia Elizabeth - julho de 1974 -

Qual o mecanismo ideal para atingir a paz e a segurança entre os familiares vinculados à mesma casa e ao mesmo nome?





Chico Xavier:

- Cremos que este problema será perfeitamente solucionado quando esquecermos a afeição possessiva, a idéia de que somos pertences uns dos outros, quando nos respeitarmos profundamente, cada qual procurando trabalhar e servir, mostrando sua própria habilitação, o rendimento de serviço dentro da vocação com a qual nasceu, dentro do lar, respeitando-se uns aos outros.

Desse modo, com o respeito recíproco e o amor que liberta, o amor que não escraviza, o problema da paz em família estará perfeitamente assegurado na solução devida.





Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Relações

Márcia Elizabeth - julho de 1974 -

Por que motivo os casais que noivavam apaixonadamente experimentam a diminuição do interesse afetivo nas relações recíprocas, após o nascimento dos filhos?





Chico Xavier:

- Grande número dos enlaces na Terra obedecem a determinação de resgate escolhidas pelos próprios cônjuges, antes do renascimento no berço físico e aqueles amigos que serão filhos do casal, muitas vezes transformam, ou melhor, omitem as dificuldades prováveis do casamento para que os cônjuges se aproximem segundo os preceitos das leis divinas e formem o lar, transformando determinadas dificuldades em motivos de maior amor, de compreensão maior.

O namoro, o noivado, muitas vezes, estão presididos pelos espíritos familiares que serão os filhos do casal. Quando esses mesmos espíritos se transformam em nossos filhos parece que há diminuição de amor, mas isso não acontece. Existe, sim, a poda da paixão, no capítulo das afeições possessivas que nós devemos evitar.





Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Divórcio

Márcia Elizabeth - julho de 1974 -

Chico Xavier, os espíritos amigos apresentam algum ponto de vista sobre o divórcio no Brasil?





Chico Xavier:

- Allan Kardec no capítulo 22 de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" assevera que o divórcio é uma lei humana que veio consagrar determinada situação já existente entre os cônjuges.

Do ponto de vista humano naturalmente que seria crueldade fugirmos da possibilidade do divórcio em determinadas situações da vida e em determinados setores de nossos problemas, quando estamos certos de que as organizações bancárias do mundo nos concedem reformas e determinados prazos para resgate de certas dívidas.

Mas, devemos estar igualmente conscientes de nossa situação no Brasil e podemos perfeitamente reconhecer que ainda estamos imaturos para receber o divórcio da magnanimidade da nossa Justiça porque somos um pouco jovem. Precisamos habilitar a consciência coletiva para uma conquista de tamanha expressão na vida da criatura e na vida planetária.







Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Planejamento

Márcia Elizabeth - julho de 1974 -

O casal tem o direito de programar o número de filhos em sua própria casa?





Chico Xavier:

- Diz Allan Kardec em "O Livro dos Espíritos" que o homem deve corrigir tudo aquilo que possa ser contrário à natureza. Hoje, dividem-se as opiniões, mas à frente da problemática da nossa civilização, à frente dos impositivos da educação e da assistência à família, nós, pessoalmente, acreditamos que o casal tem direito de pedir a Deus inspiração, de rogar a Jesus as sugestões necessárias para que não venha a cair em compromissos nos quais os cônjuges permaneçam frustrados.

Somos filho de família numerosa. Pessoalmente sou descendente de uma família de 15 irmãos, mas, de 20 anos para cá, a vida no planeta tem sofrido muitas alterações e devemos estudar o planejamento com muito respeito à vida e conseqüentemente a Deus, em nossos deveres uns pra com os outros, e não cairmos em qualquer calamidade por omissão ou deserção dos nossos deveres.







Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com



Morrer
Fernando Worm - abril de 1977 -

O que lhe ocorre dizer às pessoas que pedem a Deus para morrer por não encontrarem significado para viver, por terem perdido as esperanças de auto-realização?





Chico Xavier:

- Cremos sinceramente que devemos pedir a Deus, conforme o ensinamento de nossos instrutores, não o afastamento de nossas provas, mas sim a força necessária para suportá-las proveitosamente. Não nos adianta solicitar a morte prematura, a pretexto de sermos fracos para carregar os benefícios do sofrimento, porque deixar o trabalho, antes de completá-lo, nada mais seria que agravar os nossos problemas próprios, porquanto, chegaremos sempre e inevitavelmente à convicção de que a morte não existe como sendo o fim de nossas preocupações e responsabilidade.







Extraído do livro "Lições de Sabedoria -

Chico Xavier nos 23 Anos da Folha Espírita,

escrito por Marlene R. S. Nobre



Enviado por Luz do Evangelho - luzdoevangelho@aol.com


Viver a vida

Ante as lutas que surgiram ao longo do tempo, algumas vez chegou a pensar em viver a sua própria vida, deixando a mediunidade?



Chico Xavier:

- No princípio das tarefas, estranhei a disciplina a que devia submeter-me. Fiquei triste ao imaginar que eu era uma pessoa rebelde e, nesse estado de quase depressão, certa feita me vi, fora do corpo, observando um burro teimoso puxando uma carroça que transportava muitos documentos.

Notei que o animal, embora trabalhando, fitava com inveja os companheiros da sua espécie que corriam livremente no pasto, mas viu igualmente que muitos deles entravam em conflitos, dos quais se retiravam com pisaduras sanguinolentas.

O burro começou a refletir que a vida livre não era tão desejada como supusera, de começo.

A viagem da carroça seguia regularmente, quando ele se reconheceu amparado por diversas pessoas que lhe ofereciam alfafa e água potável.

Finda a visão-ensinamento, coloquei-me na posição do animal e compreendi que, para mim, era muito melhor estar sob freios disciplinares, do que ser livre no pasto da vida, para escoicear companheiros ou ser por eles escoiceado.







Anuário Espírita (1988)



Desespero


Recordo-me de que, há muito tempo, uma mãe aflita, ao debruçar-se-lhe sobre os ombros, indagou em lágrimas:

"Chico, o que vou fazer agora da minha vida?! ... Perdi os meus filhos, Chico, num desastre ... Morreram os dois ... A minha dor é terrível ... Estou desesperada ..."

O episódio nos comovia a todos, no "Grupo Espírita da Prece", em Uberaba.

Fitando-a com os olhos igualmente repletos de lágrimas, o incansável servo do Cristo lhe respondeu:

De nossa parte, ficamos também, em silêncio, a meditar na grandeza da lição daquela hora, a respeito da aceitação do sofrimento, perguntando a nós mesmos quantas dores maiores poderíamos evitar, se nos resignássemos antes as dores aparentemente sem remédio que nos visitam no cotidiano ...



Chico Xavier:

-"Filha, o nosso Emmanuel sempre me diz que a aceitação de nossos problemas, sejam eles quais forem, representa cinqüenta por cento da solução dos mesmos; os outros cinqüenta por cento vêm com o tempo ... Tenhamos paciência e fé, pois não estamos desamparados pela Bondade Divina."

Bastou que ouvisse estas palavras do Chico, para que aquela senhora se acalmasse em uma cadeira próxima, começando a refletir sobre os Desígnios de Deus.







Página copiada do livro "Chico Xavier, Mediunidade e Ação",
escrito por Carlos Antônio Baccelli, de Uberaba, MG



Transcomunicação

TV Manchete – Como você vê a Transcomunicação Instrumental?





Chico Xavier:

– A nós outros, os que estamos com atividade constante na Doutrina Espírita, o resultado da Transcomunicação na Europa e em outros países é o transcendente trazido à realidade de nossas vidas. E todas as pessoas cultas ou de qualquer expressão religiosa creio que pensarão como nós.









Transcrição Parcial da entrevista concedida à TV Manchete, de Uberaba,
Minas, em 11 de maio de 1992 - Anuário Espírita - 1995




Irmã Dulce

Tv Manchete - Por que pessoas que fazem tanto bem para a Humanidade, como a Irmã Dulce, tem uma morte tão sofrida?


Chico Xavier:

- Lembrando com muito respeito e reconhecimento a Irmã Dulce, nossa patrícia, nós perguntamos: E por que o sofrimento de Jesus no lenho? ! Ele era o guia da Humanidade e, a bem dizer, um anjo protetor da comunidade humana. É que nós necessitamos de uma interpretação mais exata do sofrimento em nosso caminho diário. Creio que todos nós devemos pagar o tributo da evolução, no agradecimento à Divina Providência dos bens que desfrutamos.

E nesse particular, se é possível, eu peço licença para recordar o meu próprio caso. Eu sempre tive uma vida normal, como a de tantos seres humanos. Entretanto, com uma labirintite que me apanhou há 3 anos, sou agora praticamente um paraplégico, porque tenho as minhas pernas constantemente doloridas e inúteis.

Mas reconheço que estou com 82 anos de existência física, a caminho dos 83, tenho muita alegria de viver e tenho muita satisfação pela oportunidade de conhecer uma doença que me priva da vida natural de intercâmbio com os próprios familiares.

Um paraplégico que se habituou a usar muletas nos visitou há dias e me perguntou: “ Chico Xavier, eu sou um leitor das páginas mediúnicas que você tem recebido... Indago a você por que é que Emmanuel, um Espírito benemérito; por que é que André Luiz, um médico de altos conhecimentos; por que é que Meimei, uma irmã que foi a professora devotada da infância e da mocidade; por que é que o Dr. Bezerra de Menezes, que continua sendo, na Vida Maior, um médico do mais elevado gabarito e que é seu amigo – por que é que eles não curam você?”

Eu disse assim: “ Meu amigo, graças a Deus, eu não me sinto com privilégio algum... A mediunidade não me exime das vicissitudes e das lutas naturais de qualquer pessoa dos nossos grupos sociais”.

Penso que essa moléstia tão longa e tão difícil é um ensinamento de que eu necessito, porque, quando chegar à Vida Espiritual, breve como espero, e algum Instrutor me perguntar: “Chico Xavier, você nunca teve uma moléstia grave que durasse longo tempo?...” Eu vou dizer:

“Sim, fiz 80 anos e, depois do dia em que completei 80 anos, começou a defasagem do meu corpo físico...” Mas isto é muito natural em qualquer pessoa, especialmente na pessoa idosa. É uma crucificação gradual e que eu necessito, para não ficar envergonhado no Além, quando eu chegar à convivência dos nossos irmãos já desencarnados... Eu quero não sentir vergonha de nunca ter sofrido...

Mas para mim isto não é sofrimento. Tenho muitos bons amigos, cultivo a amizade com muito calor humano, gosto muito da vida e sei que vou continuar vivendo... Se Jesus permitir, os médicos desencarnados lá me ofertarão, talvez, quem sabe?, alguma melhora ou, se a doença continuar, eu devo saber que é a Vontade de Deus, é o Desígnio Divino que nos deu a felicidade da vida...

Então, eu estou aqui com vocês na maior alegria e creio que nenhum escutou de mim qualquer queixa, porque estou muito bem. Não me falta alimentação, não me falta alimentação, não me falta medicina, os médicos amigos me tratam estudando a moléstia com muita atenção, me proporcionando as melhoras possíveis...

E eu continuo há 2 anos na condição de paraplégico, mas estou muito feliz e, creio eu, estou muito longe da grandeza espiritual da Irmã Dulce, não tenho nada a me queixar, e sim agradecer; eu creio que ela também terá sentido muita felicidade ao se ver libertada do corpo doente. Se ela puder – eu compreendo-, ela, sendo possível, nos auxiliará.







Transcrição Parcial da entrevista concedida à TV Manchete, de Uberaba,
Minas, em 11 de maio de 1992 - Anuário Espírita - 1995