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"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cabelos Crespos


Seu cabelo é crespo ou cacheado?
Está nos outdoors, nas ruas, nas passarelas. Hoje o mundo abre os olhos para a verdadeira beleza que reside na valorização das múltiplas culturas, etnias e estilos.

Nesse contexto, os cabelos crespos e cacheados, predominantes entre os brasileiros, vêm ganhando destaque. No entanto poucas pessoas sabem a diferença entre um e outro.

"Isso porque, basta ter um pouco de volume que a pessoa classifica seus próprios cabelos como crespos. Reconhecer o seu tipo real é importante para a busca de produtos adequados, que atendam às necessidades específicas dos fios", explica Ricardo Cassolari, proprietário do salão L`Autre Femme e consultor para cabelos da Natura.

Notáveis diferenças
As diferenças entre cabelos crespos e cacheados são significativas. A principal delas é que os crespos nascem espiralados desde a raiz. Essa característica torna mais difícil a distribuição da oleosidade natural do couro cabeludo ao longo dos fios, deixando-os, por conseqüência, muito mais secos. Por isso, são mais difíceis de pentear e mais sujeitos à formação de nós.

"Os cabelos crespos tendem a arrepiar com mais facilidade e apresentar um volume excessivo, principalmente em condições adversas de umidade", explica Cassolari.

Já os cabelos cacheados nascem lisos na raiz e formam cachos ao longo do fio, por isso tendem a ser menos ressecados que os crespos. "Conhecer a diferença evita que se use produtos indicados para cabelos crespos nos cacheados, pois os fios podem ficar opacos e sem movimento. E vice-versa, pois os cabelos crespos, tratados erradamente, não terão a hidratação adequada para controle de volume e definição", explica Cassolari.

Cuidados com os cachos
Apesar das diferenças, o cuidado diário dos cabelos crespos e cacheados são bem semelhantes. Ricardo Cassolari ensina como cuidar de seus cachos.

Lave os cabelos com shampoo indicado para seu tipo de cabelo, massageando suavemente e evitando usar água muito quente.

Enxágüe bem os fios e, em seguida, aplique o condicionador, também massageando suavemente.

Enxágüe bem, novamente, para remover o condicionador.

Com os cabelos ainda molhados, aplique, em pequenas quantidades, o creme para pentear nas mãos e espalhe pelos fios na quantidade necessária.

Ao longo do dia, se sentir necessidade, aplique pequenas quantidades do creme para pentear. "Deve-se tomar o cuidado de não utilizar uma quantidade excessiva, o que deixaria os fios opacos e sem movimento".

Outras dicas importantes
Cabelos crespos e cacheados podem ser lavados todos os dias, desde que sejam usados produtos específicos e de qualidade.

Indica-se também a aplicação de uma máscara de tratamento intensiva, semanal ou quinzenalmente, conforme a necessidade do cabelo crespo ou cacheado.

O corte regular evita o ressecamento dos fios.

Cabelos Crespos
Leia a entrevista concedida pelo consultor cabeleireiro Ricardo Cassolari à Natura e aprenda cuidar dos cabelos crespos.

Por que os cabelos crespos são mais ressecados e possuem maior volume?
Os cabelos crespos nascem espiralados desde a raiz, dificultando a migração da oleosidade natural dos cabelos da raiz até as pontas. Isso os torna mais ressecados e volumosos. A única maneira de compensar essa falta de proteção natural é investindo em shampoos e condicionadores específicos, como os produtos de Natura Hidraplant, que proporcionam hidratação intensiva aos fios, controlando o excesso de volume.

Os cabelos crespos alisados, tratados quimicamente, precisam de cuidados diferentes?
Sim. Os cabelos tratados quimicamente devem ser tratados com produtos da linha Vitaplant. O Hidraplant foi desenvolvido para quem mantém os cabelos “in natura”.

Por que os cabelos crespos são mais quebradiços?
Porque sua espessura varia ao longo do fio, ficando ora mais grossa, ora mais fina, tornando-os menos resistentes à tensão.

Por que os cabelos crespos são mais opacos?
Porque sua superfície irregular (espiralada) dificulta a reflexão da luz.

Quando o creme para pentear sem enxágüe deve ser utilizado?
O creme para pentear é um tratamento de uso diário, que pode ser aplicado nos cabelos úmidos, facilitando o desembaraço dos fios, e reaplicado a seco quando necessário, proporcionando um tratamento intensivo. Os cabelos ficam mais hidratados, macios e com menos volume.

Quais as dicas para quem tem cabelos crespos?
Um conselho precioso para evitar fios arrepiados e armados é o de manter escovas, pentes e dedos longe dos cabelos quando estiverem secos. O atrito entre os fios gera eletricidade. Isso faz com que os cabelos armem e arrepiem, portanto, evite penteá-los a seco.

Para manter intacta sua estrutura, o ideal é penteá-los quando ainda estiverem úmidos. Desembarace-os cuidadosamente iniciando das pontas até chegar à raiz. O Creme para pentear é um grande aliado dos cabelos crespos. Aplique o produto e desembarace os fios com as mãos ou com um pente de dentes largos. Para pentear os cabelos ao acordar, uma dica é borrifar os cabelos com água e modelá-los com as mãos.

Na hora de lavar, massageie o couro cabeludo suavemente com a ponta dos dedos, para ativar as glândulas sebáceas, que produzem o óleo natural dos cabelos. O condicionador é obrigatório, pois anula a eletricidade estática dos fios, que deixa os cabelos arrepiados quando secos. Retire totalmente o condicionador.


Não os enxugue vigorosamente. Pressione a toalha suavemente para simplesmente absorver o excesso de água. Deixar o cabelo secar naturalmente evita que os fios armem e arrepiem. Quem tem pressa pode usar secador com difusor, mas da maneira certa: o aparelho deve ser usado de cima para baixo, nunca ao contrário, porque levanta os fios que estão crescendo, aumentando o volume em vez de diminuir.

O corte também ajuda a controlar o volume dos cabelos. Se os fios que ficam por baixo forem repicados na raiz, é possível diminuir 50% do volume. Mechas mais longas na superfície e na franja também impedem que os fios armem. A cada três meses, cortar as pontas é compromisso inadiável. O fio crespo é mais frágil e quebra com maior facilidade

Qual a diferença entre cabelos crespos e cacheados?
Os cabelos crespos nascem espiralados desde a raiz, enquanto os cabelos cacheados nascem lisos na raiz e formam cachos ao longo do fio.

Fonte: www.maisquebeleza.kit.net

Recupere os cabelos crespos e relaxados
Valorizar a cor e dar forma ao cabelo. Essas são as dicas na hora de tratar os fios crespos. Por serem finos e muitas vezes ressecados, precisam de atenção especial e ainda exigem tratamentos que revertam o processo natural de ressecamento causado pela umidade, sol e, claro, os famosos e quase unânimes relaxamentos.

A mulher que tem os cabelos crespos costuma fazer relaxamento para dar forma aos fios e conseguir domá-lo melhor no dia-a-dia. Este processo leva muita química e acaba tirando o brilho e a hidratação", explica o cabeleireiro Fábio Faial, dono de um salão que leva seu nome em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Outra dica é manter o corte sempre em dia para evitar que as pontas ressecadas ganhem muito volume. Produtos de finalização também são bem-vindos para dar vida aos fios e espantar o aspecto do ressecamento.

"Depois de fazer o relaxamento os cabelos já podem receber um tonalizante sem amônia para devolver brilho e cor aos fios", explica o cabeleireiro.

Confira o passo-a-passo de uma aplicação de tonalizante e corte para recuperar a vitalidade de cabelos crespos e com relaxamento.

Fonte: beleza.terra.com.br

A ESTRUTURA DO CABELO CRESPO
O cabelo é um prolongamento muito fino que nasce minúsculas cavidade na pele, chamadas de fulículos pilosos. Do Ponto de vista químico, os cabelos consistem em minerais, pigmentos (que dão cor), lípidios (óleos) e principalmente proteínas (a queratina). Cada fio é formado basicamente por três elementos: cutícula, córtex e medula. As características destes elementos determinarão sua configuração ondulada ou muito encaracolada.

A CUTÍCULA é a camada mais externa, composta de estruturas planas, sobrepostas como escamas, que são responsáveis pela proteção da fibra capilar. Os cabelos crespos e muito crespos possuem uma cutícula com superfície mais porosa, o que torna os cabelos mais frágeis. Além disso, os cabelos muito crespos possuem um maior número de camadas externas que podem adquirir uma configuração irregular ao redor da curva do fio do cabelo.

O CÓRTEX é a camada intermediária que constitui a maior parte das fibras e são responsáveis pela resistência dos cabelos. É ela que dá aos cabelos brilho e textura. Consiste em proteínas capilares fribosas, denominadas queratina, substâncias conhecidas por melanina e feomelanina, responsáveis pela cor dos cabelos. Em geral cabelos crespos e muito crespos possuem um córtex mais fino, e torna o cabelo mais suscetível a quebras e danos provocados pelo calor.

A MEDULA é a parte mais interna do fio do cabelo. É uma região porosa, bem no centro da fibra capilar. Os cabelos mais crespos podem ter medulas imterrompidas ou ausências de medula.

A GLÂNDULA SEBÁCEA é responsável por lubrificar a cutícula com o sebo, um óleo (lipídio) que proteje o cabelo. Uma outra característica dos cabelos muito crespos é a menor quantidade destes lipídios de proteção, o que os tornam mais sensíveis e opacos. A variação de diametro dos cabelos crespos fazem que sejam mais delicados e frágeis. Sua configuração ondulada provoca um acúmulo de carga eletrostática, isto é, o cabelo fica com aparência mais "eletrizada".

Além disso, possuem um menor conteúdo de água o que comtribui para o aspecto ressecado dos fios. A própia estrutura do cacho do cabelo dificulta o deslize do sebo, deixando o cabelo mais vulnerável ao ressecamento. essa estrutura torna os cabelos crespos e muito crespos mais sensíveis ao ato de pentear e escovar.

Todas essas características fazem com que os cabelos crespos e muito crespos necessitem de cuidados especiais e produtos desenvolvidos para interagir positivamente às sua s necessidades.

DICAS PARA MANTER OS CABELOS SAUDÁVEIS:
Evite penteá-los a seco. Para manter intacta sua estrutura, recomenda-se penteálos quando ainda estiverem úmidos.

Desenbarace-os cuidadosamente iniciando as pontas até chegar à raiz.

Não enxugue-os vigorosamente. Precione a toalha suavemente para absorver o excesso de água.

Durante a lavagem,massageie o couro cabeludo para estimular a produção de sebo protetor dos cabelos.

Utilize sempre produtos complementares como gel hidratante formador de cachos para deixa-los hidratados e flexíveis ou Spray Intensificador de brilho para ajudar a prevenir o ressecamento.

Fonte: gilsonbezerra.sites.uol.com.br

Como manter os cabelos crespos sempre bonitos

Manter os cabelos crespos brilhantes e sedosos não é uma tarefa fácil.

Manter os cabelos crespos brilhantes e sedosos não é uma tarefa fácil. A dificuldade está nas características naturais destes fios que por serem anelados (encaracolados) não permitem com que a oleosidade produzida pelo couro cabeludo chegue até as pontas.

Por causa dessa deficiência, os fios crespos precisam de cuidados especiais para se manterem hidratados. Daí a importância de utilizar produtos próprios para esta tipologia de cabelo.

Utilize produtos com ativos naturais de alto poder de hidratação como Manteiga de Cupuaçu, Babosa e Mel.
Evite dormir com os cabelos molhados.
Não force ao tentar desembaraçar os fios.
Use pente tipo garfo com dentes largos de preferência de madeira envernizada.
Para facilitar o penteado, aplique cremes sem enxágue específicos para seu tipo de cabelo.
Fios que já passaram por processos de relaxamento, necessitam de hidratações constantes

Produtos Sugeridos
Lavagem: Shampoo Essenza.
Condicionador Essenza.

Sem Exágue: Creme de Pentear Essenza.

Hidratação: Máscara Capilar Essenza.

Fonte: www.shizen.com.br

Você vive reclamando dos seus cabelos crespos e não agüenta mais a falta de brilho, o volume excessivo, os fios arrepiados. Nada de pânico. É possível contornar todos esses problemas com sucesso e, em alguns casos, sem precisar recorrer a procedimentos químicos. Em primeiro lugar, saiba que o look crespo - do cacheado suave da estrela Nicole Kidman ao afro-étnico da atriz Ildi Silva - nunca esteve tão na moda quanto agora. Quer assumir os seus? Descubra primeiro qual é o seu tipo de crespo. O cabeleireiro e professor do Senac, Hélio Sassaki, explica que existem quatro: o sem definição, o crespíssimo afro-étnico, o crespo com volume e o sem volume. Cada um tem características próprias e requer uma rotina específica de cuidados. Nossos consultores explicam tudo e ainda sugerem três maneiras de modelar os cachos, que podem ser empregadas em todos os tipos. Você também vai aprender a fazer tratamentos para combater a falta de brilho e o ressecamento. Vá à luta!

Crespo sem definição
Esse tipo de cabelo é liso no trecho perto da raiz e crespo no comprimento e nas pontas. Em alguns casos, os fios ficam frisados, parecendo uma molinha 'arrepiada'. Nunca forma cachos definidos. Você pode assumir esse look - como faz a cantora de rap Nega Gizza - ou optar por permanente afro ou ondulação para definir os cachos. Nos casos em que o volume é excessivo, talvez seja preciso alisar. Tudo no salão. Em casa, você deve usar produtos para o tipo de cabelo que está no momento (relaxado, alisado…). Para um look natural, basta lavar, condicionar, aplicar mousse e deixar secar ao natural, sem pentear. Se quiser variar, faça escova e baby liss.

Cabelos crespíssimos
Crespíssimos: têm muito volume, com cachos bem pequenos (tipo carapinha) ou maiores. O corte curto é muito prático. Mas, se quiser assumir pra valer os crespos, faça um corte parecido com o da modelo Nélida (ao lado). Segundo Solange Dias, do salão Axé da Beleza, em São Paulo, o corte é feito em camadas superpostas, 'tirando' volume da nuca para baixo. Essa técnica ajuda a deixar os cachos definidos, quando modelados. Nélida, por exemplo, fazia relaxamento, mas, depois de cortar assim, deixou crescer e 'descobriu' como seus cabelos eram jeitosos e bonitos. E basta uma boa modelagem para mudar o visual. O cabeleireiro Paulo Persil, autor dos looks da modelo, ensina como ajeitar os fios com creme de pentear, roller e baby liss. Se optar por alisamento, relaxamento ou permanente afro, triplique os cuidados com os fios, que ficam mais ressecados e quebradiços. Nesses casos, opte por produtos à base de silicone e leave-in (sem enxágüe) com filtro solar. Outra opção é fazer trança Nagô, como a cantora Luciana Mello.

Fonte: revistacriativa.globo.com

Para quem tem cabelos encaracolados e quer manter o visual bem natural, o cabeleireiro Fernando Fernandes aconselha o seguinte procedimento: umedeça os fios com água e aplique um creme leave-in (sem enxágüe) com protetor solar, que protege e condiciona os fios. "Faça uma hidratação por mês no salão e duas por semana em casa. Eu indico o creme Hair Repair da Style Curly-Ponto 9". Atenção: com esse produto é proibido usar touca térmica.

O cabeleireiro diz que a hidratação feita em casa, uma vez por semana, é fundamental para manter os cachos. Mas é preciso aplicar de maneira correta. "Separe o cabelo em mechas e aplique o creme massageando bem os fios. Não passe o produto no couro cabeludo, pois entope o bulbo capilar", ensina ele. Para manter a permanente, use gel específico para ativar os cachos.

O procedimento de limpeza dos cabelos é importantíssimo: use xampu apenas uma vez. Segundo Fernando, é um exagero reaplicar o produto. "Cabelos crespos devem ser lavados apenas duas vezes por semana. Para manter o corte em dia, apare as pontas a cada três meses", diz ele.

Para o cabelo curto, com 1.5 a 2 centímetros de comprimento, o cabeleireiro Fernando Fernandes diz que o ideal é fazer uma texturização. "É um relaxamento leve, que dá forma aos fios, deixando-os menos ondulados a partir da raiz." Para proteger o couro cabeludo, ele indica a aplicação do Grocomplex 3000, pomada da Luster´s Pink. E para completar o visual, aconselha a aplicação de um tonalizante Color Touch, da Wella, que ajuda a realçar os fios.

O cabeleireiro de São Paulo indica, para suas clientes o xampu americano Avlon, especial para cabelos crespos. Além de lavar, esse produto desembaraça os fios. "Para conseguir melhores resultados, isso deve ser feito debaixo do chuveiro com pente de dentes largos. Depois do enxágüe, o ideal é passar um creme leave-in (sem enxágüe). Os Leave-in Emulsão e o Leave-in Hair Dress da Style Curly-Ponto 9, estão entre os melhores", garante Fernando.

FAÇA A ESCOLHA CERTA DE SEU CABELEIREIRO
Para ficar satisfeita depois de um relaxamento ou alisamento, só tem um jeito: cair nas mãos de um bom profissional. Para ajudar você a encontrá-lo, damos 8 dicas de como selecionar o salão de seus sonhos.

Confesse. Ao entrar pela primeira vez num salão de cabeleireiro para fazer um relaxamento ou alisamento, você não sente um friozinho na barriga? E é natural. Afinal, por não conhecer bem os profissionais que trabalham no local, fica difícil escolher aquele que vai acertar em cheio e deixar o seu cabelo com aspecto bonito, macio e saudável, não é ? Mas, com uma boa pesquisa e um pouco de paciência, você pode encontrar o salão dos seus sonhos. É só se guiar com as dicas de alguns cabeleireiros famosos.

A escolha
O que vai determinar se "aquele" é o salão dos seus sonhos é a primeira visita. Essa é uma excelente oportunidade para você explicar exatamente o que deseja e deixar bem claro quais são suas expectativas em relação ao tratamento. Com isso, o profissional poderá avaliar se tem condições de atender seus desejos, enquanto você observa o seu grau de conhecimento e a sua disposição em informá-la sobre cada detalhe do que é possível fazer no seu cabelo.

A visita
Marque uma hora e chegue com alguns minutos de antecedência. "Sinta" o ambiente do salão, que deve ser amplo, bem iluminado e arejado. Você pode seguir a indicação de uma amiga ou de alguém que tenha os cabelos bem tratados em determinado salão ou escolher o local em anúncios com boa produção. O importante é ter referência sobre a qualidade do trabalho daquele profissional e analisar se ele gosta do que faz, se é atencioso e se demonstra segurança em lidar com cabelos crespos.

Pergunte tudo
Antes de mais nada, pergunte quais linhas de produtos ele usa. Saiba que esse é um direito seu e o dever de um profissional é prestar todas as informações solicitadas, prontamente. Os mais indicados para alisamento e relaxamento são os formulados com guarnidina e hidróxido de cálcio, componentes químicos que não danificam os fios. Procure explicar com clareza como você quer que o seu visual fique. Dependendo da quantidade de produtos aplicados e dá intensidade da massagem, o cabelo pode ficar com os fios encaracolados ou alisados.

Não esconda nada
Informe seu histórico químico : que medicamentos toma, os tratamentos feitos no cabelo nos últimos meses, se está grávida, amamentando, coisas assim. Dependendo do caso, o profissional pode optar por adiar o relaxamento ou alisamento, para não comprometer sua saúde. Os melhores salões são aqueles em que os dados pessoais e histórico químico do cliente são cadastrados para controle periódico.

Manutenção
Informe as marcas de xampu, condicionador e cremes que aplica nos cabelos normalmente e verifique se poderá continuar a usá-los. Caso haja necessidade de mudança, não hesite em adquirir os produtos indicados. Procure saber com que freqüência terá de voltar a fazer hidratação no salão e como você deve cuidar dos cabelos em casa. A relação cliente - cabeleireiro é muita parecida com a relação paciente - médico. Se você não seguir à risca as recomendações, estará comprometendo o sucesso do tratamento.

Combina comigo?
Antes de se decidir, saiba que cada cabelo tem sua própria textura e, muitas vezes, o resultado pode ser diferente do que você deseja. Procure saber com antecedência se sua expectativa será atendida, para não se decepcionar depois. Juntos, você e o cabeleireiro podem descobrir um estilo próprio, levando em conta sua idade, ritmo de vida e jeito de ser.

Exija o teste
Agora que você já está se sentindo mais segura em relação ao profissional, verifique se ele vai testar sua pele e seu couro cabeludo, para saber se são alérgicos aos componentes químicos do produto escolhido. O teste tem de ser feito em três lugares: dois pontos no alto da cabeça e um no pescoço (bem próximo ao lóbulo da orelha) ou, se preferir, na parte interna do pulso. O produto deve agir por 10 minutos. Após sua retirada, verificá-se o grau de elasticidade dos fios e se a pele apresenta sinais de irritação. Caso haja algum problema, é preciso lavar e hidratar os cabelos imediatamente e recorrer ao dermatologista.

Hidratação
Esse é um capítulo à parte. Se os fios do seu cabelo estiverem danificados ou ressecados, esteja preparada para submetê-los a várias seções de hidratação antes de iniciar o tratamento. Elas devem ser feitas no salão a cada semana ou quinzena (dependendo do quanto o cabelo estiver danificado), com o objetivo de recuperar a força e a beleza dos fios. Outro item importante é o banho de creme, feito semanalmente em casa, com produtos específicos.

Fonte: www.fernandofernandes.com.br

terça-feira, 29 de junho de 2010

Dia do Pescador


29 de Junho dia do Pescador

Dia 29 de junho é o Dia de São Pedro, o apóstolo pescador e que também é padroeiro dos pescadores. Por isto, a data foi escolhida para comemorar o dia do pescador.

Pescador não é só bom de história. É aquele sujeito que conhece a natureza, entende o mar, sabe olhar para a lua e ver a maré que vem. Antes do sol nascer, lá vai ele com seu barco pesqueiro e pára onde sabe que dá peixe - sabe direitinho onde a pescaria é boa. Quando o dia é bom, traz alimento para a família e ainda garante o sustento da casa com o que consegue vender.

Este personagem - o pescador que vive de sua própria produção - é bastante comum no nosso país. Muitos vivem em praias paradisíacas e pouco habitadas; nos feriados e nas altas temporadas, costumam ganhar bem mais do que a média anual. Porém, a subsistência destes trabalhadores pode estar ameaçada pela pesca esportiva de pessoas sem licença e sem consciência ambiental, que pescam quantidades superiores à permitida; a poluição das águas também compromete a vida dos peixes e conseqüentemente a dos pescadores.

Portanto, além de cuidar e entender a natureza, o pescador precisa que todos sua volta façam o mesmo. Afinal, ele é um dos que sentem na pele como o equilíbrio da natureza é também o equilíbrio do homem.

Tipos de pesca

Um bom pescador

Aquele que pesca de verdade, não o que só sabe contar história - deve dominar algumas técnicas. É um hobby bastante simples, mas para tudo tem um segredo: tem a isca certa, a escolha dos equipamentos, técnicas de arremesso, tipos de nós usados na pescaria, os melhores locais e horários, quais os pontos de pesca de cada região, entre outros. É preciso saber também distinguir os peixes, e saber onde encontrá-los e o tamanho certo para fisgá-los. Afinal, pescar filhotes não é uma boa idéia: além de render pouco, ainda não tiveram tempo de se reproduzir e, em grande escala, sua pesca pode comprometer a quantidade de peixes do local.

Existe a pesca artesanal, exercida pelo proprietário do meio de produção - sozinho, em parceria ou sociedade. E existe também a pesca empresarial, que contrata terceiros e geralmente é feita em embarcações. Enquanto esta é voltada a processos industriais e à exportação, a pesca artesanal é responsável pelo abastecimento do mercado interno.

Dentro da lei!
Existem atualmente vários tipos de pesca. Em locais fechados, como os clubes e parques próprios, há regras específicas. Mas, para quem quer pegar seu barquinho e se aventurar pelos rios por aí, é bom saber que a pesca ao ar livre exige um documento: a licença de pescador amador. Ela serve para controlar a atividade nas regiões do Brasil e quem for pego pela fiscalização pescando sem a carteirinha deve pagar uma multa de R$ 41 por quilo.

A licença obriga o pescador amador a pescar unicamente com caniço simples, caniço com molinete ou carretilha, utilizando linha de mão e anzóis simples ou múltiplos, com isca natural ou artificial, puçá e tarrafa (esta última somente no mar). Há um limite de captura e um tamanho mínimo.

A fiscalização da pesca, realizada pela Feema, pelo Ibama, por policiais florestais e ONGs diversas também serve para evitar que se pesque na época da piracema. A piracema é o período de reprodução dos peixes, quando as fêmeas vão para as margens dos rios desovar. É, portanto, uma época delicada e por isto a pesca é proibida, sendo permitida apenas a pesca científica e ribeirinha, para subsistência de pequenas comunidades. Quem for autuado pela fiscalização pescando na época da piracema deve pagar uma multa de R$ 69 por quilo pescado.

Para conseguir a licença para a pesca amadora, você pode se informar nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios.

Pesque e solte!

Pesque e solte! Este é o lema de quem vê a pescaria como um ótimo esporte de integração com a natureza, em que o importante são as táticas, estratégias e contato com o meio ambiente. Não vale mais aquela filosofia de contar vantagens; quantos peixes foram pescado ou qual o tamanho deles.

O que importa é cada peixe, como foi pescado, as emoções que trouxe, a luta para tirá-lo da água. Um bom pescador, na hora de soltar o peixe que pegou, sabe que ele precisa estar em boas condições de voltar para a água, sem ferimentos e pronto para continuar nadando. É melhor pescar um peixe, com habilidade, do que vários, com truques.

Alguns peixes exigem paciência e um aprendizado especial. Para outros, os acessórios utilizados vão determinar em grande parte o sucesso do empreendimento. Pescadores modernos lançam mão de iscas artificiais de vários formatos, cores, odores, sabores, sensibilidade e elasticidade. Isto porque as iscas artificiais facilitam a retirada do peixe do anzol, para sua devolução à água; também aumentam a sobrevida do peixe, porque não são engolidas, ao passo que as iscas naturais são - e assim o anzol fica alojado no estômago do peixe.

As varas também ganham novas tecnologias, assim como os chumbos e anzóis. A retirada do anzol é o principal cuidado que o pescador deve tomar quando for devolver o peixe. Quando o anzol não se fixa em áreas importantes, como as brânquias e o intestino, o peixe provavelmente sobreviverá. Nos casos mais graves, é melhor cortar a linha e deixar o anzol no peixe, porque retirá-lo diminuiria suas chances de sobreviver.

É importante também evitar a manipulação; logo que o peixe sai da água, o pescador deve retirá-lo rapidamente do anzol e devolvê-lo, pois este momento entre a captura e a soltura é causador de muita tensão para o peixe. Nesses momentos, o peixe libera hormônios e altera toda sua química interna num processo estressante que, quando muito longo, reduz suas forças e imunidade. Isto aumenta a possibilidade de um peixe solto depois de muita luta morrer por infecção.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Dia de São Pedro


29 de junho
Inicialmente um pobre pescador da Galiléia nascido em Betsaida, às margens do rio Jordão, junto ao lago de Genesaré, que se tornou discípulo de Jesus, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos, e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa (42-67). Ignora-se a precisa data de seu nascimento e as principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas, da tribo de Neftali, e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus, em Betânia, por seu irmão que já era discípulo de São João Batista e lá tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de São João. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antioquia e Síria (as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos) que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, Paulo de Tarso, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem de Nero. Conta-se, também, que pediu aos carrascos para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo Salvador. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de junho, um dia de importantes manifestações folclóricas, principalmente no Nordeste brasileiro.

Os outros apóstolos eram
André (~ 5 a. C. - 100) , o primeiro Pescador de Homens, irmão de Pedro
João (~ 8 - 105), o apóstolo bem-amado
Tiago (~ 5 a. C. - 42), o Maior, irmão de João
Filipe ( ~ 8 - 95 ), o místico helenista
Bartolomeu ( Século I ), o viajante
Tomé (~ 3 - 53), o ascético
Mateus ou Levi (~ 5 a. C. - 90 ), o publicano
Tiago (~ 0 - 62), o Menor
Judas Tadeu ( ~ 10 a. C. - 70 ), o primo de Jesus
Simão ( ~13 a. C. - 107), o Zelota ou o Cananeu
Judas Iscariotes (~ 0 - 29 d. C.), o traidor

Fonte: www.dec.ufcg.edu.br


Principal discípulo de Jesus Cristo, apóstolo e missionário da primitiva Igreja cristã. Seu nome verdadeiro era Simão e, segundo a tradição, foi o primeiro bispo de Roma, onde morreu martirizado.

As fontes de informação sobre Pedro encontram-se nas epístolas de São Paulo, escritas entre os anos 50 e 60; nos quatro evangelhos canônicos, nos Atos dos Apóstolos — escritos entre o ano 65 e fim do século I —, nas epístolas canônicas das quais foi autor mas escritas, provavelmente, por outra pessoa, no século II.

"Se Santo Antônio era casamenteiro, São João, o santo distraído, São Pedro, o mais sério dos três santos, representava a última esperança de casamento para as jovens.

Diziam que Santo Antônio arranjava logo marido, São João escolhia mais, e o melhor marido era arrumado por São Pedro, pois o santo fazia as coisas bem feitas."

E muitas eram as sortes - a aliança amarrada a um fio de cabelo bateria na borda do copo o tempo de espera pelo eleito; a cera pingaria no fundo de um prato a forma da letra de seu nome e uma chave debaixo do travesseiro propiciaria os sonhos com o amado. Papeizinhos com versos de amor amanheciam à janela dos jovens enamorados.

Nas comemorações da festa de São Pedro, protetor dos pescadores, embora mais simples, também, são encontrados os componentes dos festejos juninos e, ainda, procissões marítimas no litoral e fluviais no rio São Francisco.

Fonte: www.virtual.epm.br

Pedro é outro santo que nasceu com nome diferente. Chamava-se Simão, ou Simeão.

Nascido em um vilarejo pagão na Galiléia, levou a vida como pescador na cidade de Carfanaum, até que, junto com seu irmão André, foi convocado por João Evangelista para fazer parte do grupo mais próximo de seguidores de Jesus Cristo.

Simão era um dos apóstolos preferidos de Cristo, que admirava sua liderança firme e lhe deu o nome de Pedro (Petrus), que significa pedra, rocha. Justificando isso, Jesus teria dito: "És Pedro!

E sobre esta rocha construirei minha Igreja".

Dizem que Pedro viveu muitos anos após a morte de Jesus Cristo, dedicando sua vida à pregação das palavras de seu mestre pelo Império Romano, tanto na Palestina quanto em Antióquia. Por esse motivo e por sua proximidade com Cristo, ele é considerado fundador da Igreja Católica Romana.

Contam algumas versões que Pedro foi executado em Roma quando tinha 64 anos.

Porteiro do céu
O povo vê São Pedro como o "porteiro do céu", o manda-chuva e o padroeiro dos pescadores. A presença dele na tradição oral portuguesa e brasileira é constante.

Quando começa a trovejar, as crianças sempre ouvem dizer que "é a barriga de São Pedro que está roncando" ou que "São Pedro está mudando os móveis do céu de lugar".

E, quando chove mesmo, "é São Pedro que está lavando o chão do céu".

Na Bahia e em comunidades pesqueiras do Ceará, São Pedro é comemorado em alto-mar, com uma procissão em meio às ondas. No cortejo em frágeis jangadas artesanais, os fiéis pedem proteção aos céus.

A imagem do santo, que também é pescador, é colocada em um andor e vai navegando pelo litoral. Depois do cortejo, os pescadores participam de uma missa campal na beira da praia.

Fonte: www.procampus.com.br


Encerrando as comemorações juninas, temos o dia 29 de junho dedicado a São Pedro e São Paulo.

São Pedro é ligado à devoção dos viúvos, isto porque diz a tradição ter sido ele viúvo também. Apóstolo de Jesus e apelidado de porteiro do céu, é santo dos pescadores, por ter sido pescador antes de seguir Jesus. Normalmente no seu dia as fogueiras são acesas apenas nas portas de quem se chama Pedro ou é viúvo.

São Paulo está ao lado de São Pedro e, segundo a tradição católica, foi um dos fervorosos combatentes de Jesus, perseguindo os seguidores do cristianismo, até o dia em que Jesus perguntou-lhe por que tanto o perseguia, transformando-o no amigo fiel e divulgador da doutrina cristã.

Fonte: www.recife.pe.gov.br

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Friozinho bom para uma fondue



Como nesses tempos tem feito frio, temos que aproveitar para fazer esses programas que são quase impossíveis num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como o nosso.

Por isso, eu não deixo passar a chance (melhor seria estar em Gramado, é claro!). Soube através de minha professora de francês que a fondue não é uma invenção francesa e que o de chocolate nem é muito conhecido lá na Europa. Fui pesquisar por aí e encontrei algumas informações:

A História da fondue

A fondue (palavra feminina que significa fundido ou derretido) foi criada na Suíça em meio à Segunda Guerra Mundial. Por causa das batalhas e do inverno rigoroso, os camponeses que moravam nas regiões montanhosas não tinham como buscar mantimentos nas cidades.

Para não morrer de fome, eles aproveitavam os restos de queijo, já que eram produtores de leite e fabricavam muito queijo. Com o principal ingrediente à mão e em fartura, acabaram inventando uma comida quente, simples, saborosa e nutritiva para agüentar o frio. A mistura ficava no fogo até derreter. Os camponeses, então, mergulhavam pedaços de pão no creme, enquanto borbulhava.

A iguaria só ganhou fama na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova York, passou a servir o prato. Para complementar, criou a fondue de chocolate, que servia de sobremesa.

Apesar de ter surgido de forma rústica, a fondue se tornou uma comida refinada. Isso porque os ingredientes utilizados possuem um preço um pouco elevado, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyère
Veja as diferentes fondues e algumas dicas:

Fondue de Carne

Escolha as carnes com textura delicada e sem gordura aparente. O filet mignon é o mais indicado por causa da sua maciez. Limpe-o bem e corte-o em cubos ou tiras. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isso faria a carne soltar água e, conseqüentemente, o óleo iria espirrar.

Fondue de Queijos

Se você fizer fondue em casa, os queijos mais indicados são Emmenthal, Bel Pease, Cheddar, Edam, Couda, Gruyére, Provolone (deve-se misturar com Emmenthal ou gruyére). Se a fondue engrossar, aqueça à parte um pouco de vinho (não use vinho muito doce para não empelotar) e despeje na massa sem parar de mexer. Se a fondue ficar muito mole, junte um pouco mais de queijo ralado até a massa encorpar.

Fondue Doce

Além do chocolate, existem as opções caramelo e marshmallow.

Receita de fondue de marshmallow

Ingredientes
2 xícaras (chá) de marshmallow, 1 bolo de chocolate (não muito mole).

Modo de fazer

Coloque o marshmallow em uma bandeja refratária e leve ao fogo em banho-maria por 3 minutos ou até a água ferver. Retire do fogo, transfira para a tigela da fondue e coloque sobre o fogareiro. Opte pelo fogareiro com vela embaixo e leve à mesa. Corte o bolo em pedacinhos, espete cada pedaço no garfo próprio de fondue e mergulhe no marshmallow. Se quiser variar, sirva com morangos.

Fonte: www.vesoloski.eti.br

Fondue: um sabor suíço de ser

Fondue, uma verdadeira iguaria, é um dos pratos mais solicitados e lembrados por todos quando se fala em Campos do Jordão. Mas como surgiu esse prato tão sugestivo?

O fondue, ou "a" fondue, originou-se na Suíça francesa; dai seu nome, pois fondue (particípio passado de fondre) em francês significa fundido, derretido - ou seja, queijo fundido, no qual se mergulha o pão.

A história da descoberta da fondue vem da Idade Média, cerca de sete séculos atrás, nos Alpes da Suíça, em conseqüência de uma inesperada super produção de queijos. Curiosamente, como inúmeras outras glórias da gastronomia, uma iguaria que nasceu da necessidade. Os helvéticos, então, já eram exímios produtores de laticínios excelentes - que inclusive exportavam às nações vizinhas.

Porém uma nevasca terrível isolou completamente um determinado ponto da Suíça, ao redor de Neuchatel. Surpreendidos com um estoque superlativo que não podiam vender, os produtores do local tiveram uma idéia: Derreteriam o excesso, à espera de uma nova temporada e, para melhor conservarem a massa, no seu recozimento acrescentariam alguma espécie de álcool, vinho ou aguardente, no caso kirsch, o delicioso destilado de cerejas daquelas regiões. Depois de reendurecida pelo frio, a massa não mais correria o risco de estragar. Para reutilizá-la, bastaria submetê-la, novamente, ao processo de fusão.

No teste inaugural do conceito, os produtores utilizaram um gigantesco caldeirão. Obviamente, experimentaram diversas vezes a textura e o sabor da massa enriquecida pelo kirsch. Um cidadão mais engenhoso, então, espetou um naco de pão na ponta de uma haste qualquer, que mergulhou no caldeirão. “Voilà!” (Aleluia!).

Mais do que simplesmente a alquimia nacional da Suíça, com tal gesto nasceu um verdadeiro ritual, uma celebração comunitária dos prazeres provenientes da amizade e da convivência cordial.

Com o decorrer dos anos e do aperfeiçoamento da gastronomia, a fondue vem sendo aprimorada e ganhando novos sabores e ingredientes como o de chocolate com frutas e de carne, também muito solicitado entre os clientes e visitantes de Campos do Jordão.

Prega a tradição da fondue que o seu fazedor tem o direito de raspar o derradeiro naco de pão nas paredes do recipiente da operação. Pede uma outra lenda, também, que pague as despesas quem derrubar o seu naco dentro da panela.

Além de uma boa fondue é o seu acompanhamento, um bom vinho e uma lareira, para aquecer ainda mais o ambiente entre amigos ou a dois.

Fonte: www.camposdojordao.com.br

Fondue: o que você vai precisar
O fogareiro é o passo inicial para fazer uma fondue. Para cozinhar sobre a mesa é preciso, antes de tudo, um fogareiro, que pode ser encontrado em diversos formatos e materiais. Os melhores são aqueles que o queimador é de fácil manejo, desliga-se facilmente e pode ser retirado sem expor-se ao risco de queimaduras.

Em geral, usa-se álcool como fonte de calor (apropriado para manter as fondues ferventes), mas pode-se usar ainda vela, gás ou energia elétrica. O tempo de combustão em fogareiros a álcool, com chama alta, é mais ou menos de uma hora. Já em chama média ou baixa é de duas horas.

A vela é a fonte de calor mais fraca, com ela é possível derreter chocolate e manter as fondues e os molhos quentes, mas não é possível ferver ou fritar a carne. Já os queimadores que usam gás (butano) permitem cozimento sobre a mesa e com ele pode-se ferver em chama alta.

Existem também os aparelhos elétricos para fondue.

Embora sejam mais práticos por permitirem o controle da temperatura, não têm o mesmo romantismo e o mesmo aconchego que os de chama.

Fondue um ritual do inverno
Ao contrário do que muita gente acredita, fondue é uma palavra feminina.

Portanto, a fondue significa queijo fundido ou derretido.

Originária da Suíça francesa, conta-se que no século XIII moradores dos Alpes Suíços tiveram uma superprodução de queijo que endureceu com o inverno.

Para evitar a perda e conservá-los, derreteram o excesso produzido e acrescentaram Kirsch (bebida alcoólica de cereja produzida ali). Enquanto preparavam, iam provando com pão para determinar o tempero.

Com o passar do tempo, a operação se transformou em celebração e o queijo fundido, na fondue que conhecemos hoje: degustada entre amigos durante o inverno. Como em todo ritual, o prato foi adaptado e, além da fondue de queijo, há ainda a bourguignonne (fondue de carne), de peixe, camarão ou chocolate com frutas.

Os queijos mais indicados para fazer a fondue

Emmental do allgau ou suíço

trata-se de um queijo duro, amarelo-claro, de sabor suave. Ideal para ser fundido após 6 meses de cura e deve ser ralado.




Bel paese

queijo italiano amanteigado, bem suave e cremoso. Deve ser combinado com um queijo mais duro.




Cantal
queijo francês bem curado, aromático e meio duro.




Cheddar
queijo inglês suave, duro, de consistência farinhosa. Antes de fazer a fondue, corte-o em cubos pequenos.




Chester
queijo inglês duro. O de cura recente é suave, já a mais antiga tem sabor mais aromático e forte. É um queijo que derrete com facilidade.




Comté
queijo francês duro, parecido com o gruyère, dá bons resultados depois de derretido.




Edam
queijo suave da Holanda e escolha os mais novos para fazer a fondue.




Fontina
queijo italiano gorduroso, de aroma suave e um sabor levemente adocicado, quase que derrete na boca.




Gouda
queijo cremoso e delicado e macio. Derrete com facilidade e dá uma boa mistura com os outros ingredientes da fondue. Quando fresco é mais suave e é indicado para crianças.




Gruyère
queijo suíço, duro e com um sabor mais forte que o emmental.




Mussarela
queijo italiano, levemente ácido. É mais indicado para preparar fondues à base de leite e não dá bons resultados quando misturados com bebida alcóolica.




Provolone
queijo italiano de casca bem dura e com um sabor adocicado quando fresco. Já curado torna-se picante. Para fondues deve-se misturar com emmental ou gruyère.




Tilsit
queijo alemão firme, de coloração dourada, de gosto acre e levemente ácido. Para fazer fondue precisam ser misturados com um queijo de sabor mais suave.




Dicas para uma boa fondue de queijo

1. Se a fondue engrossar, aqueça à parte um pouco de vinho e despeje na massa sem parar de mexer.

2. Se a fondue ficar mole, junte um pouco mais de queijo ralado, sem parar de mexer, até a massa encorpar. Outra opção é adicionar um pouco de maisena dissolvida em leite morno. Mexa até encorpar.

3. Se massa empelotar: isto, normalmente, acontece quando se mistura vinho muito doce. Para melhorar a textura, acrescente suco de limão, vinagre e vinho seco.


Tipos de carne

Você pode escolher carne de boi, cordeiro ou de aves desde que seja de textura delicada e sem gordura aparente. O filé mignon é o mais indicado pela sua maciez. Limpe-o bem e corte em cubos ou tiras.


Filé mignon

Dicas para uma boa fondue de carne

1. Para levar a fondue de carne à mesa, coloque papel impermeável entre as fatias de carne, isto evitará que elas grudem e facilitando o manuseio.

2. Se a carne estiver cortada em tiras, enrole-a no garfo apropriado para fondue, se for cubo basta espetá-la. Só depois frite no óleo bem quente. Os garfos com dentes pequenos espetam com mais firmeza.

3. Para deixar a sua fondue de carne mais saborosa, corte a carne e coloque-a em uma tigela forrada com rodelas de cebola. Regue com azeite de oliva, coloque um ramo de manjericão e salpique pimenta-do-reino em grãos. Espalhe com uma camada de cebola e cubra com papel-alumínio ou filme plástico. Deixe tomar gosto por 12 horas. No outro dia, antes de servir, retire os pedaços de carne e seque com toalha de papel.

4. Caso prefira carne de aves, o filé é mais apropriado. Tome cuidado para não fritar em excesso, assim a carne ficará seca, elástica e perderá o sabor.

Preparo

Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isto faria a carne criar água e, conseqüentemente, o óleo espirra e não coloque ervas sobre a carne antes de fritar, pois elas queimam e deixam um aroma desagradável. Para levar a fondue de carne à mesa, coloque filme plástico entre as fatias de carne, isto evitará que elas grudem e facilitará o manuseio. Se a carne estiver cortada em tiras, enrole-a no garfo apropriado para fondue, se for cubo basta espetá-la. Só depois frite no óleo bem quente. Os garfos com dentes pequenos espetam com mais firmeza.

Para acompanhar a fondue de carne

1. Monte um conjunto de temperos e leve à mesa, como sal, páprica, pimenta-do-reino moída. Só tempere a carne depois de frita.

2. Não tempere a carne com sal antes de fritá-la, pois isto faria a carne criar água e, consequentemente, o óleo espirra.

Não coloque ervas sobre a carne antes fritar, pois elas queimam e deixam um aroma desagradável.

3. Distribua em tigelas pequenas pepino em conserva, azeitonas, mini cenouras, tiras de pimentão, pedaços de talo de salsão.

4. Sirva pelo menos quatro molhos diferentes.

Se preferir, sirva com alguns legumes crus: talos de salsão, cenoura, pepino e folhas.

A fondue doce é uma excelente sobremesa para um dia mais frio e, ainda, deixa o seu jantar mais aconchegante. Para festas de criança é também uma boa opção. A mais comum é a de chocolate. Experimente também o de caramelo, o marshmallow.

Dando mais sabor a sua receita
Para deixar sua fondue de carne mais saborosa, corte a carne e coloque-a em uma tigela forrada com rodelas de cebola. Regue com azeite de oliva, coloque um ramo de manjericão e salpique pimenta-do-reino em grãos (não coloque sal). Espalhe com uma camada de cebola e cubra com papel-alumínio ou filme plástico. Deixe tomar gosto por 12 horas. No outro dia, antes de servir, retire os pedaços de carne e seque com toalha de papel.

Para acompanhar a fondue de carne
Monte um conjunto de temperos e leve à mesa, como sal, páprica, pimenta-do-reino moída. Só tempere a carne depois de frita. Distribua em pequenas tigelas pepino em conserva, azeitonas, mini cenouras, tiras de pimentão, pedaços de talo de salsão. Sirva pelo menos quatro molhos diferentes.

Fondues doces

A fondue de chocolate também é bem-vindo. Nesse caso, uva itália, maçã picada, banana picada, morangos, abacaxi e até pedaços de bolo (desde que consistente), são mergulhados pelos convidados em um creme de chocolate quente! Confira essa deliciosa versão com a receita de fondue de chocolate e se delicie! Experimente também a fondue de marshmallow que faz uma combinação perfeita com pedaços de bolo de chocolate!

Dicas para a fondue doce

A fondue doce é uma excelente sobremesa para dias frios. A mais comum é a de chocolate, mas vale a pena experimentar a de caramelo e a de marshmallow. O importante é saber que cada tipo de fondue requer uma temperatura adequada.

A fonte de calor mais comum é o álcool, que pode ser usado para qualquer tipo de fondue, bastando regular a chama. Excepcionalmente para o preparo da fondue de chocolate, aconselhamos utilizar a vela que não deve aquecer demais.

Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br

sábado, 26 de junho de 2010

Dia Internacional do Combate às Drogas


A magnitude do problema do uso indevido de drogas, verificada nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país. Além disso, este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como: acidentes de trânsito e de trabalho, violência domiciliar e crescimento da criminalidade.

Os motivos que podem levar uma pessoa a se entregar ao vício de drogas são vários e vão desde a necessidade de aceitação por um grupo até um problema de cunho familiar ou emocional. Da mesma forma são inúmeras as pessoas que se aproveitam disso para traficar e obter lucros com as fraquezas alheias.

Mas como resolver essa situação? O tráfico cresce porque cresce o número de usuários de drogas.

Este número aumenta porque aumenta o tráfico de drogas.

Isso significa que não adianta combater às drogas simplesmente como um "problema de polícia".

Não adianta lutar contra o tráfico, enquanto crime, e esquecer de lutar contra às causas que levam as pessoas ao consumo e a dependência química. O combate às drogas deve se dar também no âmbito educacional, psico-social, econômico e até mesmo espiritual.

Muitos setores da sociedade já perceberam isso e, em conseqüência, aumentam as campanhas de combate às drogas e as organizações que visam a recuperação de dependentes químicos e sua reintegração na sociedade. Exemplo desse esforço social foi a campanha da Fraternidade de 2001, da Igreja Católica, cujo tema foi, "Vida Sim, Drogas Não".

Saiba como agir - Tente conversar e mostrar ao dependente químico quais os danos que o vício está causando na vida dele, bem como apresentar-lhe soluções viáveis. Caso o viciado já esteja numa fase crônica, não relute em encaminhá-lo para uma clínica de recuperação; mas não deixe de comunicá-lo anteriormente.

A ajuda e as dicas de um profissional competente, como um psicólogo ou psiquiatra, são de extrema importância para o próprio dependente e para aqueles que têm que lidar com um. Outro fator relevante é tornar o dependente ciente de seu comportamento quando está sob efeito da droga e as conseqüências que ele traz para si e para as demais pessoas.

Fonte:UFGNet

25 de Junho-Dia do Imigrante


O imigrante é aquele que que mora em um país diferente do que nasceu. E o seu dia é comemorado no primeiro domingo do Advento. Advento é o período de 4 semanas antes do Natal. Então é uma data móvel. Foi instituído por Decreto Estadual n. 31.128, de 14 de novembro de 1957, governo Jânio Quadros.

Existem situações sociais que são propícias à imigração. Por exemplo: um país pode precisar de indivíduos para povoamento, para oferecer sua força de trabalho, esse país pode até trabalhar com políticas de imigração. Essas políticas facilitam a naturalização de imigrantes ou a normalização de pessoas em situação ilegal e até promovem intercâmbios entre profissionais e alunos de outros países.
Porém, a imigração nem sempre é bem vinda. Existem outros fatores que levam uma pessoa a imigrar como a busca de oportunidade de empregos melhores, guerras, fome, motivos políticos e outros. Por causa disso, o imigrante muitas vezes se submete a situações adversas, como subempregos ou a ilegalidade, para buscar um melhor lugar para viver

O Brasil foi um país que dependeu muito da imigração. Nos primórdios da colonização, o Brasil foi berço da imigração "coercitiva", isto é, forçada, pois foram trazidos africanos para serem escravizados. Em 1808, D. João VI, rei de Portugal, permitiu que estrangeiros possuíssem terras no Brasil. Um exemplo de corrente imigratória no Brasil dessa época é Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, fundada por colonos suíços.

Ao longo da segunda metade do século XIX e no século XX ,imigrantes italianos se deslocaram até São Paulo para o trabalho na lavoura do café. Iniciado o processo de industrialização, na década de 30, os italianos procuraram as cidades participando desse processo como mão-de-obra e como investidores. Os japoneses também estão concentrados em São Paulo e vieram trabalhar nas lavouras de café, incentivados pelo governo japonês.

Além de africanos, japoneses e italianos, o Brasil também recebeu gente da Holanda, da República Tcheca, da Polônia e Rússia.
Fonte: UFGNet

Imigrante, é a pessoa que mora em um país que não é aquele em que nasceu. E o seu dia é comemorado em 25 de junho.

Quando um país, por um motivo qualquer, necessita que indivíduos de outras nações venham a oferecer sua força de trabalho e, estes, por sua vez, não têm como efetuá-la em seu próprio lugar de origem, buscando exercê-la em outras terras, nos vemos diante de uma situação social propícia à imigração. Existem outros fatores que levam uma pessoa a imigrar: oportunidade de fazer cursos, espírito de aventura, fome, guerras, motivos políticos, entre outros.

No Dia do Imigrante, destacamos esses homens e essas mulheres que deixaram seus países de origem e escolheram o Brasil como pátria, contribuindo e acrescentando culturalmente ao nosso povo.

A imigração sempre aconteceu e continuará acontecendo em todos os cantos do planeta. No mundo globalizado em que atualmente vivemos, onde as nações estão praticamente interligadas cultural e economicamente, via internet, via satélite, é quase impossível não convivermos com o estrangeiro, com filosofias diferentes e outras realidades.

O Brasil e os imigrantes
Certamente você tem amigos que possuem características físicas e culturais diferentes daquelas que são comuns aos brasileiros. Diariamente, convivemos com representantes de diversos povos do mundo inteiro, e seus descendentes, que um dia chegaram ao Brasil, trazendo seus costumes, suas crenças e suas idéias.

Italianos, poloneses, russos, portugueses, árabes, africanos, japoneses. Se fôssemos destacar a história de cada um dos povos que imigrou para o nosso país, teríamos assunto para vários meses. Por isso, optamos por citar alguns deles.

Os portugueses
Entre 1900 e 1915, a emigração na Europa foi intensa. Só de Portugal saíram 270.000 pessoas. O país mais procurado não era o Brasil que só se tornou destino de milhares de portugueses a partir de 1853. Até 1930, representavam 29% da imigração no Brasil. Aqui chegaram, se estabeleceram principalmente nas fazendas de café. Mas, na primeira oportunidade seguiram para as cidades e abriram pequenos negócios como padarias, mercearias e serralherias.

Os japoneses
Em fins do século XIX, enfrentavam, no Japão, graves problemas econômicos e sociais, como altos impostos, violento processo inflacionário, queda de preço dos produtos agrícolas, aumento demográfico, sobretudo nas zonas rurais, e conseqüente miséria no campo. O governo japonês começou a procurar parcerias para minimizar as tensões sociais, facilitando a emigração (saída do país) para quem desejasse.

Na parceria com o Brasil, o então presidente Floriano Peixoto possibilitou essa imigração, sancionando em 05 de outubro de 1892 a lei no 97, sob pressão de fazendeiros de café. Se por um lado, o Japão precisava fomentar a emigração, o governo brasileiro, por sua vez, necessitava de mão-de-obra para a sua agricultura.

A suspensão da migração de colonos italianos, no estado de São Paulo, por exemplo, provocou uma profunda falta de braços na lavoura, aumentando o interesse dos fazendeiros locais pelos trabalhadores japoneses. Proibidos de entrar na Austrália, discriminados nos Estados Unidos, perseguidos no Canadá e limitados no Hawai e Ilhas do Pacífico, encontraram nas fazendas paulistas melhores possibilidades.

Os alemães: constituem, aqui no Brasil, a segunda maior comunidade alemã abrigada fora da Alemanha no mundo, com 300 mil imigrantes.

Eles chegaram ao Estado do Rio Grande do Sul em 1824, antes da Revolução Farroupilha e dois anos após a proclamação da independência, se instalando na Feitoria de Linho Cânhamo, Colônia que deu origem à cidade de São Leopoldo.

Os italianos
Trouxeram, além da força de trabalho para a lavoura de café e para a indústria, idéias anarquista e socialistas.

Os imigrantes da Itália se concentraram na indústria paulista e ocasionaram, com sua forma de pensar, muitas greves, crises políticas e formação de sindicatos.

Nações desenvolvidas: Quem entra
Em meados deste século, a imigração de pessoas de países subdesenvolvidos para nações desenvolvidas aumenta consideravelmente. De 1960 a 1989, o movimento totaliza 24,5 milhões. As regiões mais procuradas são América do Norte e Europa Ocidental. Conforme documento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse fluxo se estabiliza na década de 90.

Hoje em dia, a imigração por razões familiares (de parentes de imigrantes já instalados) é predominante em países industrializados. Também ganha força a imigração de mão-de-obra especializada, por causa da expansão do comércio internacional, do crescimento das empresas multinacionais e do intercâmbio de conhecimento. Trabalhadores especializados são aqueles indivíduos que possuem nível universitário ou uma experiência muito grande em determinada área.

O aumento do desemprego, no entanto, registrado a partir dos anos 70, vem criando resistência à imigração. Com isto, leis mais rígidas de imigração vêm sendo praticadas, como a Lei Débret, aprovada na França em 1997, e a Lei de Responsabilidade pela Imigração, que entrou em vigor nos EUA no mesmo ano.

De acordo com a ONU, cresce a porcentagem de países que adotam políticas antiimigratórias. Em 1976, era de 6%, passando para 32%, em 1989.



A imigração no mundo
De acordo com dados das Organizações das Nações Unidas - ONU, o número de imigrantes no mundo praticamente duplicou na segunda metade do século XX, com 120 milhões em 1990 contra 75 milhões em 1965.

Esses fluxos acontecem, principalmente, devido a fatores econômicos (pessoas se deslocam à procura de trabalho e melhor condição de vida) ou a conflitos internos em seus países (guerras civis, perseguições política, religiosa ou racial).

A África tinha, em 1990, um total de 16 milhões de imigrantes, a maioria fugindo de guerras civis que tomaram conta do continente após a descolonização. Já a Ásia abriga 43 milhões de estrangeiros, maior quantidade registrada no mundo.

Na Europa Ocidental, a maior parte dos 25 milhões de imigrantes vieram de países subdesenvolvidos da América, África e Ásia. A América do Norte, por sua vez, acolhe 24 milhões de estrangeiros, vindos boa parte também de nações subdesenvolvidas.

Na América Latina, o número é bem menor: 7 milhões. Muitos deles refugiados dos conflitos ocorridos na década de 70, em países da América Central. Na Oceania, são 5 milhões os imigrantes.

Fonte: www.ibge.gov.br

Dia 25 de junho é DIA DO IMIGRANTE. Aquela pessoa que vai exercer sua profissão em outro país, onde a mão de obra oferece mais oportunidades. Mas este não o único motivo que leva a saída do país. A busca pelo sucesso, cursos de especialização, qualidade de vida, aproximação dos familiares são alguns dos motivos que levam a troca temporária ou permanente por outros lugares.

O Brasil é um país de imigrantes. Aqui, desde o o final de 1800, chegaram para trabalhar as mais variadas etnias; italianas, alemães, polonesas e oriundos de quase todos os países da Europa e Ásia. Em fins do século XIX, os japoneses começaram a chegar em grandes grupos, sendo apoiados por seu governo, devido a crises de trabalho existente em sua terra.

Todos estes imigrantes, com sua força de trabalho e vontade de vencer, fizeram junto com os brasileiros um Brasil próspero e rico. Esse progresso e crescimento se deve muito a mão de obra africana, que apesar do regime escravagista, deixou sua marca genética.

Há muitos brasileiros que saem em busca de novos rumos Alguns voltam sem conseguir seus objetivos, mas há os que adotam a nova terra, porque lá alcançaram sua meta e voltam apenas para visitar ou buscar parentes, facilitando uma possível carreira fora daqui.

Devido a falta de empregos nos países preferidos pelos imigrantes, fato este devido ao aumento demográfico, as nações mais procuradas tiveram que adotar medidas antimigratórias, como a Lei Dèbret, aprovada na França em 1997 e a Lei de Responsabiidade pela Imigração em vigor nos EE.UU. no mesmo ano.

O fato é que sempre haverá imigrações, migrações, intercambios culturais, até porque está no íntimo do ser humano, a vontade de conhecer e conviver com novas culturas, aliada a necessidade de sobrevivência através do trabalho e especializações encontradas em outros países mais adiantados.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dia do Orquidófilo


22 de junho
A origem da palavra orquidofilia vem do grego orchidos + filein, que significa apreciar orquídeas.

22 de junho é dia de homenagear aquelas pessoas que cultivam essas belas flores.

No Brasil, os primeiros "cultivadores" de orquídeas foram as tribos indígenas.

Gostavam tanto da plantinha que faziam rituais com orquídeas e acreditavam em poderes mágicos e medicinais.

Além, é claro, de fazer uso da flor para cosméticos e enfeites.

O Brasil é um dos maiores santuários mundiais de orquídeas, devido à condição climática do país. Possui um grande mercado interno e o baixo custo da produção de flores.

O Rio de Janeiro também demonstra abundante interesse pelas orquídeas, tendo o Jardim Botânico como exemplo.

Conheça alguns orquidófilos de destaque:

Barbosa Rodrigues foi um orquidófilo e também diretor do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro. Ele era botânico e artista plástico.

Guido Pabst publicou diversos trabalhos, em forma de pequenos artigos para a Revista "Orquídea".

Augusto Ruschi é autor de diversas obras sobre Botânica, Zoologia e Ecologia, tendo publicado 500 trabalhos científicos. Também foi professor titular do Museu Nacional da UFRJ.

Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

HABITAT

As orquídeas vegetam em diversos ecossistemas, sendo encontradas em florestas, campos, cerrados, dunas, restingas, tundras e até mesmo em margens de desertos.

São erroneamente chamadas de parasitas. Na realidade, as que vivem sobre troncos, galhos e gravetos são epífitas, terminologia derivada do grego epi (sobre) e phyton (planta), para denominar plantas que vivem sobre outras plantas, sem causar danos ao hospedeiro. Uma orquídea epífita utiliza o galho da árvore apenas como suporte, absorvendo nutrientes que são lavados pela água da chuva e depositados em suas raízes.

Uma significativa parcela das espécies vive em ambientes bem diferentes dos galhos e gravetos das árvores. Muitas vegetam sobre ou entre as rochas (rupícolas e saxícolas), geralmente em pleno sol. Outras são terrestres, encontradas nos solos das matas, campos e até mesmo na areia pura das dunas e restingas. Existem casos raros de orquídeas subterrâneas (saprófitas), plantas aclorofiladas que se alimentam de matéria orgânica em decomposição.

FORMAS E TAMANHOS

As orquídeas são consideradas a família mais evoluída do reino vegetal. Isto se deve a modificações em suas extraordinárias flores, que, muitas vezes, apresentam formas sinistras e bizarras.

O tamanho das plantas e suas flores é também muito variável, algumas tão pequenas que, por isso, são conhecidas por microorquídeas, enquanto outras, como a trepadeira baunilha (Vanilla), podem atingir vários metros de comprimento. Existem flores pouco maiores do que a cabeça de um alfinete, e outras cujo diâmetro alcança cerca de quinze centímetros.

TIPOS DE CRESCIMENTO

As orquídeas apresentam dois tipos de crescimento: simpodial, com brotação lateral, e monopodial, com crescimento terminal em único eixo.

Em muitas orquídeas simpodiais, o caule pode ser constituído por uma porção rasteira, o rizoma, e uma porção vertical engrossada, o pseudobulbo.

Nas monopodiais, o caule é alongado, não existe rizoma ou pseudobulbos.

FLOR

A flor das orquídeas é constituída de três sépalas (mais externas) e três pétalas (mais internas). Na maioria das espécies, uma das pétalas é distinta das demais e recebe um nome especial, o labelo, que geralmente apresenta cores vistosas e serve como atrativo e campo de pouso aos polinizadores.

No centro da flor encontramos um órgão especializado, a coluna, resultado da fusão dos estames (órgãos de reprodução masculinos) com o pistilo (órgão de reprodução feminino). No ápice da coluna, os grãos de pólen apresentam-se unidos em pequenas massas, ou polínias, protegidas pela antera. Logo abaixo, uma pequena cavidade representa a porção.

POLINIZAÇÃO

Para que suas flores sejam fertilizadas, as orquídeas necessitam de um agente polinizador, geralmente um inseto ou pássaro, responsável pela transferência das políneas para o estigma, processo este denominado de polinização.

A estratégia utilizada pelas orquídeas para atração de seus polinizadores é um fenômeno altamente complexo e fascinante.

Em casos extremos, a flor da orquídea pode apresentar a forma de fêmeas de besouros ou abelhas, cujos machos, atraídos pela insinuante aparência, tentam "copular" com as flores, efetuando involuntariamente a polinização.

FRUTO E SEMENTE

Um fruto de orquídea pode conter mais de um milhão de sementes. Contudo, na natureza, somente uma pequeníssima fração germinará, e poucos indivíduos chegarão à fase adulta. As sementes das orquídeas estão entre as menores do reino vegetal. O tamanho reduzido e a leveza facilitam a dispersão pelo vento, em muitos casos a grandes distâncias.

Ao contrário das sementes das outras plantas, elas são desprovidas de tecidos nutritivos, endosperma e cotilédone, responsáveis pela energia utilizada na fase inicial da germinação.

Na falta de tecido nutritivo, essa energia é fornecida por certos fungos que vivem em simbiose com as orquídeas.

VELAME

A maioria das orquídeas apresenta um tecido esbranquiçado e esponjoso revestindo suas raízes. Denominado velame, este tecido é responsável pela rápida absorção de água e nutrientes, permitindo que muitas espécies de orquídeas vivam em locais praticamente desprovidos de solo (por exemplo, sobre galhos, rochas e areia).



ORQUÍDEA, SEXO E MAGIA

Diz a lenda que bruxas usavam as raízes tuberosas das orquídeas (semelhantes a testículos humanos) no preparo de poções mágicas: as frescas para promover o amor, as secas para provocar paixões.

Os herbalistas do século XVII chamavam-nas de Satírias, em referência ao deus Sátyros, da mitologia grega, habitante das florestas, que, segundo os pagãos, tinha chifres curtos e pés e pernas de bode. Na língua portuguesa, a palavra sátiro também é sinônimo de devasso, libidinoso. De acordo com a lenda, Orchis, filho de um sátiro com uma nínfa, foi assassinado pelas Bacantes, sacerdotisas de Baco, deus do vinho. Graças às preces de seu pai, Orchis teria sido transformado em uma flor, que agora leva o seu nome: orquídea.

Desde a Idade Média, as orquídeas são populares por suas supostas propriedades afrodisíacas.

Preparados especiais utilizando as raízes tuberosas e folhas carnosas de algumas espécies foram tidas como estimulantes sexuais e até mesmo capazes de auxiliar na produção de bebês do sexo masculino. Tornaram-se assim, sinônimo de fertilidade e virilidade.

IMPORTÂNCIA ECONOMICA

As orquídeas são geralmente cultivadas pela beleza, exotismo e fragrância de suas flores. Embora seu cultivo venha da época de Confucius (c. 551 - 479 a.C), a sua comercialização teve início na Europa no final do século XVIII. Hoje, uma indústria moderna envolve centenas de milhares de dólares anualmente em todo o mundo, sobretudo na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Algumas orquídeas são comercializadas não por sua beleza, mas devido ao uso na alimentação humana. A mais importante para a indústria é a baunilha, como são conhecidas algumas espécies do gênero Vanilla, largamente utilizadas na aromatização de bolos, sorvetes, balas e doces. Outro exemplo é o Salepo, um líquido turvo, rico em mucilagem e de sabor adocicado, extraído das raízes tuberosas de algumas espécies.

Por muitos séculos, na Pérsia e Turquia, vem sendo utilizado no preparo de uma saborosa bebida quente e também como espessante para sorvetes. Alguns atribuem propriedades medicinais ao Salepo, que usualmente é empregado no tratamento da diarréia e como afrodisíaco.

CONSERVAÇÃO

Infelizmente, no Brasil e outras partes do mundo, o cultivo e comércio de orquídeas nativas teve como prática o extrativismo. Aliado à destruição de seus habitat naturais, muitas espécies desapareceram ou foram levadas à beira da extinção. Para mudar este cenário, é urgente o estabelecimento de uma conduta conservacionista que seja seguida por indivíduos e instituiçõesDia do Orquidófilo











Hoje, as orquídeas são facilmente reproduzidas artificialmente em laboratório a partir de sementes, geralmente atingindo a maturidade em dois a quatro anos. Espécies raras e ameaçadas vêm sendo reproduzidas com sucesso por alguns estabelecimentos.

ORIGEM DO DIA DO ORQUIDÓFILO

A origem da palavra orquidofilia vem do grego orchidos + filein, que significa apreciar orquídeas. 22 de junho é dia de homenagear aquelas pessoas que cultivam essas belas flores.

No Brasil, os primeiros "cultivadores" de orquídeas foram as tribos indígenas. Gostavam tanto da plantinha que faziam rituais com orquídeas e acreditavam em poderes mágicos e medicinais. Além, é claro, de fazer uso da flor para cosméticos e enfeites. O Brasil e principalmente o Rio Grande do Sul é um dos maiores santuários mundiais de orquídeas, devido à condição climática do país.

Dia do Orquidófilo (Homenagem à data de nascimento, em 22 de Junho de 1842, do botânico carioca João Barbosa Rodrigues, diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro).

João Barbosa Rodrigues (1842 - 1909) foi um orquidófilo e também diretor do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro. Ele era botânico e artista plástico.

Fonte: www.sfu.com.br
O que sente um orquidófilo quando encontra uma planta extermamente rara e bela? O que sentiram as pessoas que encontraram plantas como a C. walkeriana "Feiticeira", a C. violacea coerulea, a C. guttata coerulea, a C. intermedia aquinii I, a C. bicolor coerulea e outras que foram ou continuam raras?

Muitos orquidófilos sentiram essa emoção, seja com plantas de mato ou de sementeiras. Sinto-me particularmente feliz como orquidófilo pois em ambos os casos já tive a felicidade de encontrar plantas raras e belas: com a C. leopoldii trilabelo "Anita Garibaldi" e com a C. intermedia aquinii alba “Branca de Neve”.

Essa é a história do meu encontro com a primeira delas.

Comecei a colecionar orquídeas (considero-me um colecionador, antes de tudo, pois o que me atrai é o raro e o belo, principalmente juntos), no início dos anos oitenta, ou seja, quase vinte anos atrás. Morando em Florianópolis comecei evidentemente com as L. purpuratas, caso contrário não teria o que conversar nas reuniões da sociedade local, dominada pelos purpurateiros.

Entretanto, para não ter flores somente em novembro e dezembro, comecei a pesquisar e colecionar outras espécies, sempre procurando plantas de qualidade acima da média daquela espécie.

Em alguns anos já possuía uma grande coleção composta de Laelias, Cattleyas, Oncidiuns, Catasetuns, etc..

Em cada espécie procurava conhecer as variedades de forma e colorido existentes, tanto pesquisando na literatura especializada, como em conversas com orquidófilos mais experientes.

Um dos livros que li na época, Orchidaceae Brasilienses, de Pabst e Dungs, trazia um desenho de uma C. leopoldii com pétalas semelhantes ao labelo. Fiquei encantado com a mesma, pois possuía diversas leopoldiis comuns e admirava muito a espécie, mas o livro não dava nenhuma esperança de encontrar a tal planta.

Logo depois, numa viagem ao Espírito Santo fiz uma visita ao famoso orquidófilo e preservacionista Roberto Kautsky, o qual me contou a história da C. schilleriana encontrada por ele, que também tinha as pétalas transformadas em labelo.

Como ele tinha uma foto da planta pude ver o quanto era bela. Infelizmente a planta havia morrido numa tentativa de clonagem, na Alemanha.

As chances de encontrar outra planta igual eram raríssimas. Parecia que a única cattleya bifoliada trilabelo que havia sobrevivido era a nossa conhecida C. intermedia aquinii I.

Mas o destino é generoso para quem é persistente!

Alguns anos depois, em visita a um antigo coletor de L. purpurata, no sul do estado de Santa Catarina, após uma tarde de conversas, histórias e negócios, perguntei-lhe se conhecia alguma variedade de "leopoldão", como é conhecida a C. leopoldii. Ele disse-me que só possuía plantas comuns, pois as variedades da C. leopoldii são realmente raras, mas que conhecia um antigo orquidófilo de Laguna, cidade próxima, que possuía uma C. leopoldii trilabelo! Meu coração disparou com essa notícia e imediatamente perguntei-lhe pelo endereço do tal orquidófilo. Ele disse-me onde ficava e por uma estranha coincidência, o tal orquidófilo morava na mesma rua de outro orquidófilo conhecido meu naquela cidade!

Como já era fim de tarde e eu estava há uns sessenta quilômetros de Laguna, resolvi voltar para casa e tentar uma visita no próximo fim de semana, apesar de não estar na época de floração da C. leopoldii, pois estávamos em agosto.

No sábado seguinte fiz os cem quilometros de Florianópolis a Laguna em tempo recorde e rapidamente cheguei à casa do meu conhecido. Perguntei-lhe se conhecia algum outro orquidófilo naquela rua e ele disse que sim, mas há muitos anos não se conversavam por um mal entendido qualquer entre os dois, no passado.

Entendi porque ele nunca havia me falado do outro, que morava na mesma rua a mais ou menos trezentos metros.

Perguntei-lhe também se era verdade que o outro orquidófilo possuía uma C. leopoldii trilabelo. Fiquei feliz quando ele disse que era verdade, mas disse também que ele jamais havia cedido uma muda a ninguém.

Contei-lhe da minha admiração pelas trilabelos e flameadas e disse-lhe que tentaria de qualquer maneira conseguir uma muda. Despedi-me do amigo orquidófilo e fui até a casa que ele me indicou. Toquei na campainha e fui recebido por uma senhora simpática, de mais ou menos 65 anos.

Disse-lhe que era um orquidófilo de Florianópolis e que gostaria de fazer uma visita ao orquidário. É impressionante como pessoas desconhecidas logo se tornam amigas quando o assunto é orquideas!

Essa é uma das coisas que sempre admirei e continuo admirando nessa paixão que é colecionar orquídeas. Ela logo me convidou para entrar e após passarmos pela residência fomos aos fundos do terreno onde ficava o orquidário e onde estava seu Sebastião Vieira, cuidando das plantas. Fui apresentado e logo simpatizei com o seu jeito humilde e bondoso. Após me mostrar seu pequeno orquidário, com mais ou menos duzentas plantas, me contou muitas histórias dos tempos em que caçava orquídeas nos banhados e morros de Laguna e arredores. Entretanto, não falou nada sobre a C. leopoldii trilabelo, apesar de eu ter visto diversas mudas de C. leopoldii em seu orquidário.

Depois de muitos cafezinhos e histórias, finalmente perguntei-lhe:

"Seu Sebastião, é verdade que o senhor possui um leopoldão trilabelo?!"

Ele percebeu a minha ansiedade de orquidófilo novato, abriu um sorriso e respondeu:

"Sim, é verdade, encontrei um, alguns anos atrás, num banhado perto de Cabeçudas". ( Uma pequena cidade vizinha de Laguna).

Muito nervoso perguntei-lhe se poderia mostrar a planta e ele calmamente me apontou uma C. leopoldii de sete ou oito bulbos, plantada num vaso de xaxim já meio decomposto.

Como estava sem flores, não parecia nada diferente das outras. Ele contou-me que a encontrara há uns dez anos. Perguntei-lhe se tinha mudas para negociar e ele disse-me que nunca havia conseguido fazer uma muda, pois a cada bulbo novo, morria um bulbo traseiro e a planta continuava do mesmo tamanho ano após ano!

Também nunca havia sido fotografada, o que era lamentável pois a descrição das poucas pessoas que a tinham visto em flor era de que possuía três labelos. Apenas isso. Perguntei-lhe sobre a época de floração, e Seu Sebastião disse-me que era janeiro, em pleno verão, dali uns cinco meses e convidou-me para visitá-lo na próxima floração.

Agradeci e disse-lhe que voltaria na segunda semana de janeiro, quando me garantiu que ela estaria em flor.

Eu já estava me despedindo quando Seu Sebastião perguntou-me se não gostaria de levar uma muda de outra leopoldii trilabelo que ele possuía!

Fiquei atordoado! Então não era uma, mas duas trilabelos!

Perguntei-lhe como isso era possível e ele explicou-me que anos atrás umas das flores da trilabelo trazida do mato havia sido polinizada por algum inseto e posteriormente a cápsula amadureceu e as sementes foram espalhadas pelo vento. Algumas plantas haviam germinado nas árvores próximas e uma delas que crescera num abacateiro havia florido há uns dois anos com flores também trilabelo.

Seu Sebastião levou-me até o abacateiro e mostrou-me a planta. Realmente, dava para ver que tratava-se de uma planta germinada e crescida naquela árvore. Com uma faca ele cortou aproximadamente metade da planta e me deu.

Eu não sabia o que dizer! Perguntei-lhe o que desejava em troca e ele respondeu que aquilo era um presente e que eu não lhe devia nada! De qualquer forma disse-lhe que traria algumas mudas de Laelias purpuratas da minha coleção.

Voltei para casa louco para replantar aquela muda, pois já estava com um pequeno broto.

Uns dois meses depois voltei a Laguna e levei algumas mudas de L. purpuratas para Seu Sebastião. Ele ficou muito satisfeito, pois no fundo era um purpurateiro.

Quando finalmente chegou janeiro a minha muda que estava com espata, começou a mostrar os botões. Fiquei meio decepcionado, pois os botões eram absolutamente normais. Será que seu Sebastião estava enganado? Os botões estavam quase abrindo quando tive que me ausentar de casa por dois dias. Quando voltei corri para o orquidário e quase desmaiei de emoção quando a vi florida!

Lá estava a mais bela C. leopoldii que eu já vira!

Com quatro flores, possuía sépalas marrons pintalgadas, típicas da espécie. As pétalas, entretanto, lembravam o labelo espalmado, de coloração vermelho vivo e com excelente armação. Fotografei várias vezes a planta e fiquei imaginando se a outra já estaria florida em Laguna.

No sábado seguinte rumei para lá em companhia de minha esposa, pois como era verão poderíamos aproveitar o fim de semana nas maravilhosas praias de Laguna.

Chegando à casa de Seu Sebastião falei-lhe da planta que ele havia me presenteado e lhe agradeci muito dizendo tratar-se de uma raridade enorme, contando-lhe inclusive a história da C. schilleriana trilabelo do Roberto Kautsky e de como havia sido perdida para sempre.

Ele ficou satisfeito por eu ter gostado do presente e disse que a outra também estava florida, convidando-me a ir vê-la no orquidário.

Eu estava ansioso! Finalmente iria conhecer a tão sonhada planta! Quando entramos no orquidário imediatamente vi a planta! Era algo fantástico! Um cacho de umas dez flores, típico da C. leopoldii, todas com as pétalas de um púrpura vivo, lembrando também um labelo espalmado. As sépalas eram marrons esverdeadas e não possuíam pintas, o que as tornava mais belas!

Fiquei alguns instantes extasiado e só depois consegui dizer alguma coisa. A primeira coisa que falei foi uma tolice da qual logo me arrependi. Perguntei-lhe se me venderia a planta e lhe ofereci quinhentos dólares.

Seu Sebastião gentilmente recusou a oferta, dizendo que a planta não estava à venda, mas que tão logo conseguisse uma muda ela seria minha. E de presente!

É claro que fiquei muito satisfeito, mesmo sabendo da dificuldade de fazer mudas. Solicitei-lhe o pólen da planta, pois queria cruzá-la com a outra que florira em minha casa. Ele gentilmente cedeu.

Ficamos ainda algum tempo conversando e admirando a planta e pedi-lhe que me contasse novamente como a encontrara. Ele repetiu a história que me contara meses antes e se propôs a voltar ao local caso eu desejasse. É claro que concordei na hora e ficamos de marcar uma data, pois era verão e nessa época a família tem prioridade para a diversão.

Esse passeio só seria realizado um ano depois, em companhia de seu Sebastião, sua esposa e meu amigo Cláudio Deschamps. Durante o passeio, fotografamos seu Sebastião em frente a árvore na qual havia coletado a C. leopoldii trilabelo. É claro que procuramos muito, mas só encontramos leopoldiis típicas da espécie. De qualquer modo foi um passeio maravilhoso!

Continuei mantendo contato com seu Sebastião, mas devido ao meu trabalho as visitas foram rareando cada vez mais, exceto, é claro, na floração.

Certa época minha mãe pediu-me que a levasse a Laguna, para visitar uns parentes. Como já fazia uns seis meses que não visitava seu Sebastião, aproveitei e lhe fiz uma visita.

Logo que cheguei percebi que algo estava errado. Seu Sebastião sempre tão atencioso e conversador estava triste.

Perguntei-lhe a razão e disse-me que já há alguns meses não estava se sentindo bem e que em breve iria a Florianópolis fazer um tratamento de saúde. Não entendi muito bem o motivo, mas continuamos a conversar sobre orquídeas.

Depois de um gostoso café da tarde quando já nos preparávamos para voltar, seu Sebastião pediu-me para esperar enquanto ele iria buscar algo no orquidário. Voltou com a C. leopoldii trilabelo nas mãos e diante do meu espanto disse: "Quero que você a leve e cuide dela para mim, pois não estou mais em condições de fazer isso e tenho medo de perdê-la". Perguntei-lhe se tinha certeza do que estava fazendo, pois a responsabilidade minha seria muito grande. Ele reafirmou sua intenção e convidei-lhe então a me visitar na sua próxima viagem a Florianópolis.

Falei-lhe da idéia que tivera de dar o nome de "Anita Garibaldi" a planta e ele concordou na hora.

Conversamos ainda bastante e quando cheguei em casa fui correndo replantar aquela maravilha.

Em pouco tempo ela estava emitindo raízes e se fixou muito bem.

Apesar do convite seu Sebastião não aparecia em meu orquidário. Quase um ano depois efetivamente recebi a visita dele, sua esposa e seu filho. Quando seu Sebastião viu a planta ficou impressionado, pois a mesma havia enraizado muito bem e apresentava um bulbo novo vigoroso. Falou-me que estava muito satisfeito e que tinha acertado no que fizera. Mostrei-lhe todo o meu orquidário e num momento que seu Sebastião pediu para ir ao banheiro perguntei ao seu filho qual era afinal a sua doença.

"Câncer de próstata" disse-me ele.

Seu Sebastião ainda não sabia da doença, pois a família não lhe contara devido ao adiantado estado da doença.

Conversamos bastante naquela tarde. O que eu não imaginava é que aquela seria nossa última conversa.

Pouco antes de sair, seu Sebastião chamou-me para perto da planta e disse: "Cuide bem dela, pois de hoje em diante ela é sua."

É claro que não tive palavras para agradecer! Logo depois ele retornava a Laguna.

Uns seis meses depois seu Sebastião morria. Fiquei muito triste e pensei na responsabilidade que eu tinha de preservá-la e multiplicá-la.

Sebastião Vieira – descobridor da C. leopoldii trilabelo “Anita Garibaldi” e uma das plantas homenageada com seu nome
Preocupado com isso fiz vários cruzamentos, tanto com a "Anita Garibaldi" como com aquela do abacateiro que chamei de "Giuseppe Garibaldi".

Cruzei também com algumas espécies na esperança de produzir híbridos primários flameados.

O primeiro a florir foi aquela com C. forbesii, o meu cruzamento de número 61. Floriram várias plantas comuns, mas a primeira flameada foi espetacular. Sépalas amarelo-esverdeadas e pétalas arredondadas e flameadas com o púrpura do labelo da leopoldii e as estrias do labelo da forbesii riscando do meio para as bordas, num efeito maravilhoso. Além disso, a flor apresentava armação perfeita, coisa rara nos descendentes das trilabelos de outras espécies. Surgiram outras muito parecidas, mas essa continua sendo a minha preferida.

É interessante notar que todos os cruzamentos que foriram até hoje tiveram uma percentagem de flameadas em torno de dez por cento. Mas a surpresa maior estava por vir!

Já haviam florido flameadas nos cruzamentos com forbesii, dormaniana, aclandiae, bicolor, araguaiensis, Mem. Helen Brown, etc.

Mas eu estava mesmo ansioso era pelo resultado dos cruzamentos entre as C. leopoldii, especialmente aquele entre as trilabelos. Quando elas começaram a florir anos atrás, vi que todo o nosso esforço valera a pena.

Surgiram plantas com diversos graus de flameados nas pétalas, desde alguns riscos até plantas com três labelos perfeitos, e todas com boa armação.

Algumas plantas superaram as matrizes em termos de forma e cor e só lastimo não poder compartilhá-las com aquele que permitiu tudo isso, “seu Sebastião Vieira” !

Fonte: www.orquidariocarlosgomes.com

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dia da Música


21 de Junho
O que é semiótica da música?

Quando se questiona qual é o significado da música pode-se encontrar diversas respostas, tais como: 'a música não tem significado', 'a música significa formas e sentimentos', 'a música significa as emoções', etc. Cabe entender, primeiramente, o que se quer dizer com 'significado'; em segundo lugar, como a música manifesta idéias, formas, movimentos ou emoções; finalmente, como os ouvintes recebem e interpretam os sinais acústicos e seus significados.

A ciência que vai buscar respostas para essas perguntas é a semiótica da música.

Semiótica é a ciência que estuda as formas e os processos de significação. Em linguagem técnica, a semiótica investiga toda e qualquer forma de semiose (a ação dos signos ou o processo de significação).

Por sua vez, a semiótica da música é a ciência que estuda o significado musical: das bases acústicas à composição, das obras à percepção; da estética à musicologia, etc.

Na verdade, questões de significação são tão antigas como a própria música. Músicos e filósofos de todas as épocas e culturas se preocuparam com essas questões.

Porém, só mais recentemente é que as investigações nessas áreas fizeram uso das teorias semióticas modernas.

Fonte: www.pucsp.br

A palavra música vem do grego "mousikê", que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança. E o que todas elas têm em comum? O ritmo!

É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registrada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o "nascimento" desta expressão.

Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque a partir dele o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música em seu estilo mais primitivo.

A ANTIGUIDADE E A MÚSICA
Na antigüidade, a música não tem data. Parece presente entre todas as civilizações, quase sempre com caráter religioso. Predominava o recital de palavras - instrumentos musicais não eram muitos e nem muito utilizados, pois a prioridade da música era comunicar.

Entre os gregos, a melodia ainda era bastante simples, pois ainda não conheciam a harmonia (combinação simultânea de sons). Para acompanhar as músicas, usavam a lira - daí o termo 'lírico', usado também na poesia.

Depois, a lira deu lugar à cítara e ao aulos (um instrumento de sopro, ancestral do oboé).

Entre os povos de origem semita, principalmente aqueles localizados onde hoje é a Arábia, havia uma outra função para a música: acompanhar a dança. Os judeus também utilizavam a música, assim como os chineses, sendo que estes eram mais avançados em relação aos instrumentos musicais - já possuíam inclusive o conceito de orquestra.

Os chineses também já estavam passos à frente na percepção do que a música era capaz de suscitar em um grande número de pessoas. Por isto, usavam melodias em eventos civis e religiosos e com isto, por exemplo, empreendiam uma marca à personalidade dos grandes imperadores. Cada grande imperador tinha sua música própria. Alguma semelhança com os jingles de campanhas eleitorais? Ou com o inteligente uso da música pela Alemanha nazista?

Diversos estilos, diversas épocas
Assim como as histórias eram transmitidas oralmente, as músicas também não possuíam forma escrita que as registrasse. Foi no século IX que a música ganhou uma primeira versão de escrita sistemática - a pauta, que é creditada ao monge Guido d'Arezzo, na Itália. Hoje, a pauta comum é a de cinco linhas, ou pentagrama, embora no canto gregoriano a pauta de quatro linhas permaneça, como homenagem ao monge.

A partir da invenção de Guido, a história da música foi dividida em diversos estilos, cada um com características próprias e inserido em um contexto particular.

Música medieval
É o estilo mais antigo que se conhece em matéria de música ocidental. Começou com o cantochão ou canto gregoriano, que é portanto o mais antigo de todos os estilos. Cantado nas igrejas, o cantochão consistia em uma única linha melódica, sem acompanhamento. Com o tempo, ganhou outras vozes, nascendo aí o estilo coral.

Nos séculos XII e XIII foi a vez das danças e canções tornarem-se populares, principalmente no sul da França. Enquanto as canções eram levadas pelos trovadores, as danças eram mais comuns em festas e feiras e contavam com mais músicos e cantores. Geralmente eram tocadas com dois instrumentos, que podiam ser a viela (prima distante do violino), vários tipos de flautas doces, o alaúde, o trompete reto medieval, triângulos e tambores, entre outros.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DIA NACIONAL DA IMIGRAÇÃO JAPONESA


18 de Junho

Dia 26 de julho, a Lei n.º 11.142, que cria o Dia Nacional da Imigração Japonesa, a ser celebrado no dia 18 de junho, data da chegada do vapor japonês Kasato-Maru, que trouxe oficialmente os primeiros imigrantes nipônicos para o Brasil.

O ato foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Cultura interino, João Luiz Silva Ferreira.
O navio que aportou em 1908 nas Docas de Santos, em São Paulo, trazia 781 japoneses reunidos em aproximadamente 158 famílias. Essa foi a primeira leva de imigrantes nipônicos, dos cerca de 260 mil que vieram a dar entrada no país no início do Século XX.

Atualmente, já existe a quinta geração de descendentes, os gosseis, e a comunidade japonesa ultrapassa 1 milhão de habitantes. A maioria está concentrada no estado de São Paulo (70%). O Paraná abriga mais 12%, o Mato Grosso 2,5% e o Pará mais de 1%.

A história da imigração japonesa no Brasil foi retratada no cinema pela diretora Tizuka Yamasaki nos filmes Gaijin, Caminhos da Liberdade (Brasil, 1980) e Gaijin 2, Ama-me como Sou (Brasil, 2003), que levaram às telas a saga dos descendentes dos imigrantes japoneses no Brasil.

Um pouco da história dos japoneses

Com o final do Período Feudal no Japão, muitos ficaram sem trabalho. O governo decide incentivar a saída do país de seus cidadãos e cria a Companhia Imperial de Imigração. As relações diplomáticas entre o Brasil e Japão foram estabelecidas em 1895, data em que foi firmado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países.

O Kasato-Maru chegou em 18 de maio de 1908 trazendo os primeiros japoneses para o Brasil, dando início a uma aventura em um país distante.
Os imigrantes trazidos pela Companhia Imperial de Imigração foram para as fazendas de café no interior do estado de São Paulo.

Vencidos os contratos de trabalho, grande parte dos trabalhadores mudou-se para o interior paulista ou para a região litorânea ao longo da estrada de ferro Santos-Juquiá. Outros se estabeleceram na periferia da capital.
Entre 1910 e 1914, chegaram do Japão cerca de 14.200 imigrantes e foram criadas dezenas de comunidades japonesas. O pico do fluxo de imigrantes acontece entre 1925 e 1935, quando mais de 140 mil vieram buscar uma nova vida por aqui.

A imigração foi interrompida por dez anos, com o advento da 2ª Guerra Mundial. Em 1959, os japoneses voltaram a se instalar no Brasil, mas em escala reduzida. Com a recuperação econômica do Japão, a imigração praticamente deixou de existir.

Fonte: www2.cultura.gov.br