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"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

terça-feira, 31 de agosto de 2010

DIA DO NUTRICIONISTA



31 de Agosto

Num País de obesos e famintos, o nutricionista exerce papel estratégico. É ele o responsável pela promoção da alimentação saudável.

No dia 31 de agosto, data desta profissão, o Conselho Federal dos Nutricionistas (CFN) reconhece que a categoria vem ganhando destaque na sociedade brasileira pelos serviços prestados.

Para a nutricionista Christina Maia, o profissional da área “atua como orientador e educador no que diz respeito à alimentação adequada para prevenir e tratar as doenças”. Com esse objetivo, as cerca de 280 universidades de nutrição ensinam a diferenciar hábitos alimentares, a interpretar fatores culturais e sociais na formação de cardápios. Enfim, a promover a saúde alimentar da sociedade.

A profissão no Brasil está estruturada. Tem Conselho Federal dos Nutricionistas (CFN) e código de ética. Essa é uma realidade que vem sendo construída nas últimas seis décadas.

Nos anos 40, sugiram as primeiras universidades da área. A importância do nutricionista poderia ser resumida num provérbio antigo: "Nós somos o que comemos".

Hoje, a atuação do nutricionista é tão abrangente que é necessário, além dos conhecimentos acadêmicos, ter habilidades extras, como a capacidade de enfrentar situações aflitivas e conflitantes; lidar de forma positiva com as adversidades; manter a perseverança; e ainda desenvolver uma grande resistência às frustrações.O Papel da Alimentação na Prevenção e Tratamento das Doenças

Todos sabem que a alimentação equilibrada é fundamental para preservar a saúde e prevenir doenças, pois os alimentos são fontes de vitaminas e minerais indispensáveis ao bom funcionamento do organismo.

Porém a maioria das pessoas não sabe alimentar-se de forma adequada e por este motivo surgem doenças que poderiam ter sido prevenidas.

Como exemplo temos a doença diverticular causada pela deficiência de fibras na dieta; a osteoporose por deficiência de cálcio; a anemia por deficiência de ferro, e tantas outras. .

Além do papel preventivo, a alimentação adequada também é fundamental no tratamento das doenças que muitas vezes se agravam por falta de orientação adequada.

Como exemplo temos o diabético que se preocupa em não consumir açúcar e desconhece que alimentar-se nos horários certos também é importante, pois a hipoglicemia (falta de açúcar no sangue) é tão perigosa quanto a hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue);O paciente obeso, que tão preocupado em emagrecer, corta radicalmente o consumo de carboidratos (massas e pães) pois desconhece o fato de que 1g de carboidrato fornece 4 calorias e 1g de gordura fornece 9 calorias.

Será mesmo que o pão engorda ? São tantos exemplos.

O que faz o nutricionista então ?

O nutricionista atua como orientador e educador no que diz respeito a alimentação adequada para prevenir e tratar as doenças.

É o profissional indicado e o mais capacitado para esta tarefa, pois conhece à fundo os alimentos e trabalha com dietas personalizadas, respeitando as diferenças de hábitos alimentares, estrutura física e situações fisiológicas especiais, tornando o tratamento das doenças mais eficiente e mantendo a saúde das pessoas que acreditam neste provérbio: "nós somos o que comemos".

Fonte: www.fomezero.gov.brNUTRICIONISTA

O nutricionista é um profissional com formação generalista, humanista e crítica, capacitado a atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética, em todas as áreas do conhecimento em que a alimentação e nutrição se apresentem fundamentais para a promoção, manutenção e recuperação da saúde e prevenção de doenças de indivíduos ou grupos populacionais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, pautado em princípios éticos, com reflexões sobre a realidade econômica, política, social e cultural.

Exercício profissional

Pré Requisitos

Inscrição no CRN da respectiva jurisdição - Art. 17 do Decreto 84.444/80;

Carteira de Identidade Profissional expedida pelo CRN – Art. 15 da Lei 6.583/78;

Diploma expedido por Escolas de Graduação em Nutrição oficiais ou reconhecidas pelo MEC – Art. 1 da Lei 8.234/91

Exercício ilegal

Exercer a profissão antes de inscrição no CRN-2;Exercer a profissão com registro provisório vencido, em baixa ou cancelado;

O profissional de outra região atuar sem inscrição secundária ou transferência;

Atividades privativas - Lei 8234/91

Direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;

Planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição;

Planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos de dietéticos;

Ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;

Ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins;

Auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;

Assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;

Assistência e dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios, de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.Atuação por área

Veja a definição completa das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições por área com referência de parâmetros numéricos.

I - Área de Alimentação Coletiva

1) Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) - Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições em Unidades de Alimentação e Nutrição, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.

2) Alimentação Escolar – Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação Escolar, planejar, organizar, dirigir, supervisionar e avaliar os serviços de alimentação e nutrição. Realizar assistência e educação nutricional a coletividade ou indivíduos sadios ou enfermos em instituições públicas e privadas.

3) Alimentação do Trabalhador – Compete ao nutricionista, no exercício de suas atribuições na Alimentação do Trabalhador, planejar, organizar, dirigir, supervisionar, avaliar os serviços de alimentação e nutrição do PAT. Realizar e promover a educação nutricional e alimentar ao trabalhador em instituições públicas e privadas, por meio de ações, programas e eventos, visando a prevenção de doenças e promoção e manutenção de saúde.

A – Em empresas prestadoras de serviço de Alimentação Coletiva – Refeição- Convênio:

B - Em empresas fornecedoras de cestas de alimentos e similares. (Cesta Básica)

II - Área de Nutrição Clínica

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições em Nutrição Clínica, prestar assistência dietética e promover educação nutricional a indivíduos, sadios ou enfermos, em nível hospitalar, ambulatorial, domiciliar e em consultórios de nutrição e dietética, visando à promoção, manutenção e recuperação da saúde.

1) Hospitais, clínicas em geral, clínicas em hemodiálises, instituições de longa permanência para idosos e spa.

2) Ambulatórios/consultórios3) Banco de leite humano – BLH

4) Lactários/centrais de terapia nutricional

5) Atendimento domiciliar

III – Área de Saúde Coletiva

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de Saúde Coletiva, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos sadios, ou enfermos, em instituições publicas ou privadas e em consultório de nutrição e dietética, através de ações, programas, pesquisas e eventos, direta ou indiretamente relacionados à alimentação e nutrição, visando à prevenção de doenças, promoção, manutenção e recuperação da saúde.

1) Políticas e programas institucionais

2) Atenção básica em saúde

3) Vigilância em saúdeIV - Área de Docência

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área da Docência – dirigir, coordenar e supervisionar cursos de graduação em nutrição; ensinar matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição e das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins.

1) Ensino, Pesquisa e Extensão (Graduação e Pós-graduação)

2) Coordenação de cursos,

V – Área de Indústrias de Alimentos

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de indústria de alimentos, elaborar informes técnico-científicos, gerenciar projetos de desenvolvimento de produtos alimentícios, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, controlar a qualidade de gêneros e produtos alimentícios, atuar em marketing e desenvolver estudos e trabalhos experimentais em alimentação e nutrição, proceder analises relativas ao processamento de produtos alimentícios industrializados.1) Desenvolvimento de produtos


VI - Área de Nutrição em Esportes

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições na área de nutrição em esportes, prestar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições publicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética, prestar assistência e treinamento especializado em alimentação e nutrição, prescrever suplementos nutricionais necessários a complementação da dieta, solicitar exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietético.

1) Clubes esportivos, academias e similares.

VII - Marketing na Área de Alimentação e Nutrição

Compete ao Nutricionista, no exercício de suas atribuições em Marketing na Área de Alimentação e Nutrição, a educação nutricional de coletividades, sadias ou enfermas, em instituições públicas ou privadas e em consultórios de nutrição e dietética, divulgando informações e materiais técnico-científicos acerca de produtos ou técnicas reconhecidas.

Fonte: www.crn2.org.br

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CAMPANHA FICHA LIMPA


O QUE É FICHA LIMPA

O projeto Ficha Limpa é uma campanha da sociedade civil brasileira com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a vida pregressa dos candidatos com o objetivo de tornar mais rígidos os critérios de quem não pode se candidatar - critérios de inelegibilidades.

A iniciativa popular é um instrumento previsto em nossa Constituição que permite que um projeto de lei seja apresentado ao Congresso Nacional desde que, entre outras condições, apresente as assinaturas de 1% de todos os eleitores do Brasil.

O projeto Ficha Limpa circulou por todo o país, e foram coletadas mais de 1,3 milhões de assinaturas em seu favor – o que corresponde a 1% dos eleitores brasileiros. No dia 29 de setembro de 2009 foi entregue ao Congresso Nacional junto às assinaturas coletadas.

O MCCE, a ABRACCI e cidadãos de todo o país acompanharam a votação do projeto de lei na Câmara dos Deputados e no Senado e, no dia 4 de junho de 2010, foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Lei Complementar nº. 135/2010, que prevê a lei da Ficha Limpa.

A aprovação do Ficha Limpa foi possível com mobilização e a pressão popular. É, portanto, uma vitória de todos!

QUEM SOMOS

A Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (ABRACCI) é uma rede de 78 entidades com a missão de “contribuir para a construção de uma cultura de não corrupção e impunidade no Brasil por meio do estímulo e da articulação de ações de instituições e iniciativas com vistas a uma sociedade justa, democrática e solidária”.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) é composto por 46 entidades cuja atuação se estende por todo o país. Com sede em Brasília (DF), acompanha de perto a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mantém contato com os responsáveis pela adoção de medidas que favoreçam a lisura do processo eleitoral em todo o Brasil. O MCCE é uma das entidades fundadoras da ABRACCI.

LEI COMPLEMENTAR Nº 135, DE 4 DE JUNHO DE 2010

Altera a Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9o do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências, para incluir hipóteses de inelegibilidade que visam a proteger a probidade administrativa e a moralidade no exercício do mandato.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

Art. 1o Esta Lei Complementar altera a Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, que estabelece, de acordo com o § 9o do art. 14 da Constituição Federal, casos de inelegibilidade, prazos de cessação e determina outras providências.

Art. 2o A Lei Complementar no 64, de 1990, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1o ...................................................................................................................................I – ............................................................................................................................................

....................................................................................................................................................

c) o Governador e o Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal e o Prefeito e o Vice-Prefeito que perderem seus cargos eletivos por infringência a dispositivo da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término do mandato para o qual tenham sido eleitos;

d) os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;

e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;

2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;

3. contra o meio ambiente e a saúde pública;

4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;

5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública;

6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;

7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;

8. de redução à condição análoga à de escravo;
9. contra a vida e a dignidade sexual; e

10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;

f) os que forem declarados indignos do oficialato, ou com ele incompatíveis, pelo prazo de 8 (oito) anos;

g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição;
h) os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso do poder econômico ou político, que forem condenados em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes;

..........................................................................................................................

j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição;

k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura;
l) os que forem condenados à suspensão dos direitos políticos, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, por ato doloso de improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação ou o trânsito em julgado até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena;

m) os que forem excluídos do exercício da profissão, por decisão sancionatória do órgão profissional competente, em decorrência de infração ético-profissional, pelo prazo de 8 (oito) anos, salvo se o ato houver sido anulado ou suspenso pelo Poder Judiciário;

n) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, em razão de terem desfeito ou simulado desfazer vínculo conjugal ou de união estável para evitar caracterização de inelegibilidade, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão que reconhecer a fraude;

o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário;

p) a pessoa física e os dirigentes de pessoas jurídicas responsáveis por doações eleitorais tidas por ilegais por decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, pelo prazo de 8 (oito) anos após a decisão, observando-se o procedimento previsto no art. 22;
q) os magistrados e os membros do Ministério Público que forem aposentados compulsoriamente por decisão sancionatória, que tenham perdido o cargo por sentença ou que tenham pedido exoneração ou aposentadoria voluntária na pendência de processo administrativo disciplinar, pelo prazo de 8 (oito) anos;

...........................................................................................................................................

§ 4o A inelegibilidade prevista na alínea e do inciso I deste artigo não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.

§ 5o A renúncia para atender à desincompatibilização com vistas a candidatura a cargo eletivo ou para assunção de mandato não gerará a inelegibilidade prevista na alínea k, a menos que a Justiça Eleitoral reconheça fraude ao disposto nesta Lei Complementar.” (NR)

“Art. 15. Transitada em julgado ou publicada a decisão proferida por órgão colegiado que declarar a inelegibilidade do candidato, ser-lhe-á negado registro, ou cancelado, se já tiver sido feito, ou declarado nulo o diploma, se já expedido.

Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput, independentemente da apresentação de recurso, deverá ser comunicada, de imediato, ao Ministério Público Eleitoral e ao órgão da Justiça Eleitoral competente para o registro de candidatura e expedição de diploma do réu.” (NR)

“Art. 22. ................................................................................................................................

..................................................................................................................................................

XIV – julgada procedente a representação, ainda que após a proclamação dos eleitos, o Tribunal declarará a inelegibilidade do representado e de quantos hajam contribuído para a prática do ato, cominando-lhes sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou, além da cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação, determinando a remessa dos autos ao Ministério Público Eleitoral, para instauração de processo disciplinar, se for o caso, e de ação penal, ordenando quaisquer outras providências que a espécie comportar;

XV – (revogado);

XVI – para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas apenas a gravidade das circunstâncias que o caracterizam.

............................................................................................................................................” (NR)

“Art. 26-A. Afastada pelo órgão competente a inelegibilidade prevista nesta Lei Complementar, aplicar-se-á, quanto ao registro de candidatura, o disposto na lei que estabelece normas para as eleições.”

“Art. 26-B. O Ministério Público e a Justiça Eleitoral darão prioridade, sobre quaisquer outros, aos processos de desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade até que sejam julgados, ressalvados os de habeas corpus e mandado de segurança.
§ 1o É defeso às autoridades mencionadas neste artigo deixar de cumprir qualquer prazo previsto nesta Lei Complementar sob alegação de acúmulo de serviço no exercício das funções regulares.

§ 2o Além das polícias judiciárias, os órgãos da receita federal, estadual e municipal, os tribunais e órgãos de contas, o Banco Central do Brasil e o Conselho de Controle de Atividade Financeira auxiliarão a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral na apuração dos delitos eleitorais, com prioridade sobre as suas atribuições regulares.

§ 3o O Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério Público e as Corregedorias Eleitorais manterão acompanhamento dos relatórios mensais de atividades fornecidos pelas unidades da Justiça Eleitoral a fim de verificar eventuais descumprimentos injustificados de prazos, promovendo, quando for o caso, a devida responsabilização.”

“Art. 26-C. O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1o poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso.

§ 1o Conferido efeito suspensivo, o julgamento do recurso terá prioridade sobre todos os demais, à exceção dos de mandado de segurança e de habeas corpus.

§ 2o Mantida a condenação de que derivou a inelegibilidade ou revogada a suspensão liminar mencionada no caput, serão desconstituídos o registro ou o diploma eventualmente concedidos ao recorrente.

§ 3o A prática de atos manifestamente protelatórios por parte da defesa, ao longo da tramitação do recurso, acarretará a revogação do efeito suspensivo.”

Art. 3o Os recursos interpostos antes da vigência desta Lei Complementar poderão ser aditados para o fim a que se refere o caput do art. 26-C da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, introduzido por esta Lei Complementar.
Art. 4o Revoga-se o inciso XV do art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990.

Art. 5o Esta Lei Complementar entra em vigor na data da sua publicação.

Brasília, 4 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Luis Inácio Lucena Adams

Fonte: www.planalto.gov.br

VOTO BRANCO E NULO PARA QUE SERVEM


Há uma grande confusão pairando no ar, principalmente na internet sobre a questão da importância dos votos brancos e nulos. Por isso, vamos elucidar de uma vez por todas todo o mal-entendido por trás desta questão para que nós eleitores possamos tomar decisões mais concretas na hora de votar e para que saibamos quais as ferramentas realmente temos nas mãos em frente à uma urna eletrônica de votação.

AS INVERDADES

Há muito tempo atrás, na era em que rabiscávamos papéis para votar em nulo, escrevíamos piadas ou coisas sem sentido, colocávamos nomes fictícios ou de pessoas que não são candidatos, ou ainda, deixávamos em branco por praticidade, já havia uma grande bagunça sobre esse assunto e votos brancos eram considerados como “Tanto faz o candidato A, B ou C” e os votos Nulos costumavam ser confundidos com a não aceitação da opção do candidato A, B ou c…

A CONFUSÃO

Isso ficou bagunçado e confuso, sem ninguém saber o que é verdade e o que é mentira por que não é interessante de um ponto de vista político focar em algo que não seja os partidos e candidatos como opção. Não existe o candidato Nulo e Branco, nem o partido que os represente para que este possa ser representado por um programa eleitoral gratuito na TV, Rádio e mídia em geral. Por isso, quando se fala em política, só se ouve Partidos e candidatos e ficamos sem saber de fato quais são todas as opções que temos para escolher na hora de votar. A indução política é muito forte no que interessa aos partidos.

Jamais nos permitiriam saber as verdades e inverdades sobre votos brancos e nulos, que poderiam ter a justiça eleitoral como representante, mas nem isso, nem no site deles isso é claro.

BOATOS DA INTERNET

Hoje, na era da internet e do poder da informação, ainda há muita confusão sobre o assunto. Desde muito tempo já circula entre os internautas emails sem fundamento algum que dizem que as pessoas devem votar em branco se desejarem que qualquer um dos candidatos vença, e que devem votar em nulo no intuito de que este tipo de voto atinja mais de 50% do total. Isso por que supostamente ocorrendo isso, haveria uma nova eleição onde os mesmos candidatos não poderiam se apresentar como opção. OU seja, Haveria uma nova eleição com novos candidatos. Mas de onde tiraram isso? Provavelmente de uma má interpretação do código eleitoral, além do interêsse em criar correntes por email.

PARA QUE REALMENTE SERVEM OS VOTOS BRANCOS E NULOS

VOTOS EM BRANCO

Na verdade, o voto em branco não serve como indiferença ao candidato A ou B, nem tampouco serve como acréscimo de votos para o candidato que tiver mais votos.

O voto branco aparece como opção na urna eletrônica e serve meramente para fins estatísticos, não tendo efeito algum sobre a eleição em sí (lei Nº 9.504).

VOTO NULO

“Voto Nulo” era usado para representar os votos de pessoas que não votaram num candidato real na época dos votos de papel. Na verdade, não servem para mostrar indignação e revolucionar, mas sim com o novo sistema, votos nulo e branco não têm distinção entre sí. Tanto faz você digitar um número que não representa nenhum candidato, como “00? por exemplo, ou clicar em “Branco” e confirmar. Vai tudo pra mesma contabilidade.

A verdade é que em um artigo na lei nº 4.737/65 confundiu muita gente por causa da palavra “nulidade”. A confusão está plantada aí:

“… se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”

“Nulidade” no caso, se refere a votos que tenham sido submetidos a algum tipo de fraude, isso sim se aplicaria a lei acima.

Em geral, seja branco, ou nulo, o voto não é contabilizado para ninguém e serve meramente para impressões estatísticas.

VOTO NA URNA VOTO BRANCO E NULO | PARA QUE SERVEM?

Não tem jeito de interferirmos mais na podridão política, pois e você votar em branco ou no “00?, vai estar apenas deixando que o candidato que tiver mais votos ganhe a eleição e este pode ser aquele que você mais teme.

Infelizmente só temos a opção votar ou votar neste país democrático onde o voto é obrigatório. Difícil escolher no cenário atual, mas é o que nos resta. É interessante como a propaganda política rasteja pela mídia e vai tentando se infiltrar em nossa mente subconsciente de maneirra sorrateira.

Ressalto a importância de você, eleitor ficar ligado no que acontece no senado, no planalto, na câmara e em toda a podridão política, bem como nos feitos merecidamente reconhecidos de poucos que ainda conseguem ser sérios perante tanta decadência.

Lembre-se que para os políticos, as eleições servem apenas para que seus partidos e ideais continuem e aumente de força, pios quanto mais gente de um mesmo partido ou aliado é eleito, mas força tem um partido para votar em leis, regras ou imposições, como queira chamá-las. Para você e eu, pobres eleitores que não sabemos o que fazer com tanto poder destrutivo nas mãos, resta-nos acertar, pois escolha lógica não é possível num país onde eleição não é levada à sério e onde o cenário político é o que conhecemos e vivemos. E o pior é que sabemos que os mesmos que estão no cenário atual são os que serão candidatos ao cenário posterior, pode-se esperar muita coisa? Pense bem, pois de nada adianta ficarmos indignados, assistirmos CPIs e mais CPIs, pizza e mais pizza. Não adianta movimentos e passeatas, se o que faz isso continuar ou mudar é o seu voto.

Fonte: www.semmundo.com

domingo, 29 de agosto de 2010

COMBINANDO CORES


CORES DA MODA COMBINAÇÃO PERFEITA

A moda traz uma diversidade de cores e tons para criar um visual bonito e adequado no dia-a-dia.

Mas, para não errar na hora de montar o seu look procure seguir algumas orientações de alguns professores de moda, antes de sair de casa.

Observe e componha a sua aparência:

Use uma peça de cor vibrante com outra de tom neutro como cinza, jeans, branco, preto, areia, e cáqui, pois sempre estão em alta.

As peças de cores cítricas combinam com estampas e acessórios.

Os macaquinhos e vestidos nestas cores caem bem com sapato neutro e para incrementar mais use esmalte e maquiagens neste tom (cítrico), pois completa o visual.

As cores podem ser misturadas, porém cuidado com os tons.

Ao vestir as roupas olhe bem no espelho, se lhe parecer estranha mude uma das peças, mas se estiver em harmonia siga em frente.

As cores que sempre combinam são: Pink com amarelo, azul ou laranja, e o roxo com o verde, não há como errar.

Se estiver insegura quanto as cores, use peças neutras com as vibrantes.

O preto, o branco, o cru, o gelo e o cinza bem clarinho são cores bem adequadas.

Com essas dicas, você irá arrasar e ficar super na moda!

Fonte: www.mundodastribos.com

sábado, 28 de agosto de 2010

Quando se afastar significa ficar em contato


Por Dorene Internicola

NOVA YORK, 27 de agosto (Reuters Life!) - As pessoas costumavam sair de férias para se desligarem do mundo. Agora, elas exigem se manter conectadas.

A ideia de férias em uma ilha isolada e deserta pode em breve ficar tão distante quanto os slides que turistas costumavam usar para narrar suas aventuras, agora que eles usam e-mail, Facebook e Twitter para se manterem conectados mesmo quando estão longe de tudo.

"Para muitos viajantes, descobrir como se manter conectado é parte tão integral da viagem quanto fazer as malas sem esquecer do traje de banho e protetor solar", diz Amelie Hurst, do site de viagens TripAdvisor.

"No passado isso simplesmente não era opção. Viajar significava estar desconectado", diz ela.

Amelie afirma que seus clientes, ao planejarem viagens, geralmente levam em conta a melhor maneira de se manterem antenados.

"Os viajantes perguntam sobre a qualidade do serviço de telefonia móvel, sobre planos internacionais de dados. Manter-se online pode ser confortante para quem viaja."

Uma recente pesquisa da American Express com 2 mil turistas constatou que 77 por cento dos norte-americanos pretendem se manter conectados durante as férias, por meio de telefone, e-mail, redes sociais e outros canais.

As motivações são sociais, e não de negócios. Apenas 14 por cento das pessoas disseram que se manteriam conectadas em viagens de trabalho.

"Oitenta e nove por cento das pessoas querem conversar com a família e os amigos, manter contato em tempo real", disse Audrey Hendley, da American Express Travel. "Mesmo há cinco anos esse não era o caso."

Conectividade quer dizer mais que simplesmente verificar e-mails.

"Compartilhar informações, publicar fotos, é uma mudança de estilo de vida, são as pessoas querendo contar às outras o que estão faze

ndo."

A pesquisa revelou que 20 por cento dos entrevistados atualizavam seus perfis em redes sociais durante as viagens.

"Hoje os turistas querem checar seus e-mails mesmo em cruzeiros marítimos", explica ela, e não importa a distância ou o tempo de suas jornadas.

Fonte:http://viagem.uol.com.br/

Nota Pessoal: Eu particularmente sempre fico conectada com meus filhos durante as viagens que faço. A gente parece estar junto mesmo longe, quando se pode ver e ouvir o outro e até mesmo controlar as atividades a distância. Acho imprescindível ter internet nos hotéis que fico, para manter contato com os filhos sempre...

DIA NACIONAL DO VOLUNTARIADO


28 de Agosto

Em 2000, a ONU – Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu 8 Objetivos do Milênio – ODM, que no Brasil são chamados de 8 Jeitos de Mudar o Mundo.

Juntos nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, a nossa cidade, o nosso país.

A REDE BRASIL VOLUNTÁRIO, que congrega centros de voluntariado de todo o Brasil, consciente da importância desse projeto, criou este site para estimular debates e propiciar o conhecimento e o engajamento de todos os interessados em participar de ações, campanhas e projetos de voluntariado que colaborem com os ODM.

Aqui você encontra exemplos de como muitos já estão contribuindo para que o Brasil alcance esses objetivos. Para mais informações sobre os 8 Jeitos de Mudar o Mundo, entre em contato com o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento pelos sites www.pnud.org.br ou www.odmbrasil.org.br.

Seja Voluntário: Legislação

A Lei nº 9.608/98 caracteriza como trabalho voluntário a atividade não remunerada prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive de mutualidade.

Esta lei estabelece que o trabalho voluntário esteja previsto em contrato escrito - o Termo de Adesão que destaca a não existência de vínculo trabalhista no serviço voluntário.

LEI Nº 7.352, de 28 de agosto de 1985.

Institui o Dia Nacional do Voluntariado.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituído o "Dia Nacional do Voluntariado", a ser comemorado, anualmente, a 28 de agosto.

Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, em 28 de agosto de 1985; 164º da Independência e 97º da República.

JOSÉ SARNEY
Waldir Pires

Seja Voluntário: O que é ser Voluntário

Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário e com isso melhorar a qualidade de vida da comunidade.

Existem diversas formas e oportunidades de participação, presencialmente ou à distância:

Realizando ações individuais - Por exemplo: profissionais liberais (médicos, advogados etc.) que atendem a uma organização social ou pessoas carentes, ou outras iniciativas como estimular matrículas de crianças em escolas, alfabetizar adultos, doar sangue, dar aulas de artesanato, incentivar a coleta seletiva de lixo.

Participando de campanhas - Por exemplo: as campanhas de doação de sangue, de coleta de livros, de brinquedos, de alimentos, de reciclagem de lixo, do trote cidadão, pela paz, pelo voto consciente, entre outras.

Juntando-se a grupos comunitários - Apoiar a escola pública local, a associação de moradores ou atuando em alguma necessidade específica da comunidade como urbanização, saneamento e saúde, etc.

Trabalhando em Organizações Sociais - que atuam em diferentes causas e oferecem inúmeras oportunidades nas áreas da saúde, assistência social, educação, cidadania, cultura, meio ambiente.

Participando de Projetos Públicos - Trabalhando junto às diversas secretarias municipais e estaduais que visam à melhoria da cidade e das condições de vida da comunidade.

Sendo Voluntário em Escolas - Procurar alguma escola pública ou particular. Participar da Associação de Pais e Mestres da escola de seus filhos ou de outros projetos ligados ao voluntariado, por exemplo, Escola da Família que funciona nos finais de semana em todo o Município de Juazeiro do Norte - Ceará.

Voluntariado Empresarial: Responsabilidade Social

É a nova postura das empresas na gestão dos negócios, comprometida com a ética e desenvolvimento sustentável e que traz impactos positivos para todos os seus públicos. A responsabilidade social empresarial é um diferencial competitivo, traz a fidelização de funcionários e clientes e a melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Segundo o Instituto Ethos de Responsabilidade Social, “a empresa socialmente responsável é aquela que possui a capacidade de ouvir os interesses das diferentes partes (acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio-ambiente) e consegue incorporá-los no planejamento de suas atividades, buscando atender às demandas de todos e não apenas dos acionistas ou proprietários”.

Fonte: www.juazeiro.ce.gov.br

Lei Nº 7.352, 28/08/1985

A satisfação de fazer algum tipo de trabalho voluntário é realmente gratificante. Hoje, uma verdadeira "onda" de pessoas estão descobrindo o caminho "do fazer o bem sem olhar a quem". O valioso trabalho do voluntariado já está infiltrado em vários setores. Isto mostra como é importante ser solidário com o próximo; pois pessoas não só no Brasil, como também no mundo inteiro estão sendo ajudadas pôr voluntários que tiram parte de seu tempo para trabalhar sem ganhar nada em troca.

A Organização das Nações Unidas (ONU), elegeu o dia 5 de dezembro como o DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTÁRIO. No Brasil, o Presidente José Sarney assinou a LEI Nº 7.352, de 28 de Agosto de 1985, que institui o Dia Nacional do Voluntariado; o qual é comemorado no mesmo dia e mês de sua publicação.

A idéia de que só os padres, irmãs de caridade e médicos faziam trabalho voluntário já acabou. Pessoas estão ajudando uma as outras com competência em todas as partes do globo. Hoje em dia, famílias inteiras estão envolvidas em trabalhos voluntários. Pais que foram voluntários no passado já desenvolveram o "espírito solidário" nos filhos, dando continuidade ao movimento e tornando-o cada vez mais forte e atuante.

Caso você tenha a oportunidade de fazer algum trabalho voluntário para alguém ou alguma entidade que precise de sua ajuda, não deixe de aproveitar essa chance. Depois de um dia de trabalho voluntário, quando você for dormir, até o sono é mais gostoso. Aproveite!

Fonte: Sociedade de Assistência aos Cegos

CONSTRUINDO UM PROJETO DE VOLUNTARIADO

CONVOCAÇÃO

A primeira etapa é a “convocação”. Para a realização de um projeto, é necessário obtermos apoio tanto dentro da escola (coordenadores, professores, alunos e funcionários) como fora dela (vizinhança, ONGs, comércio e imprensa locais, associação do bairro, etc.).

Convocar é convidar, chamar, informar, conquistar o interesse e o apoio, integrar e comprometer escola e comunidade em um só objetivo.

Podemos convocar de diferentes formas:

Convidando pais, educadores, alunos e vizinhança para fazerem parte da elaboração do projeto;

Distribuindo cartazes e folhetos pelo bairro e pela escola para que o projeto ganhe visibilidade;

Realizando seminários e palestras para esclarecer e divulgar o projeto;

Pedindo que a mídia local faça a divulgação;

Indo de sala em sala, enviando e-mails ou até mesmo divulgando boca-a-boca para que todos possam tomar conhecimento e participar das ações que serão desenvolvidas.

DIAGNÓSTICO

Diagnosticar é identificar quais são as reais necessidades daquela pessoa, grupo ou organização social que receberá a ação voluntária.

É nesta etapa também que (re)conhecemos o perfil dos participantes, identificando qual será o tempo, trabalho e talento que os voluntários poderão dispor ao projeto, para que possamos considerá-lo posteriormente no plano de ação.

A partir desta primeira análise será possível identificar quais serão as ações, os recursos necessários, o tempo previsto, as ferramentas e os meios para a implantação do projeto.

Existem muitas maneiras de diagnosticar:

entrevistando pessoas da comunidade, das instituições locais que possam ajudar a traçar o perfil das necessidades locais;

fazendo e distribuindo questionários, com perguntas abertas ou fechadas para para mapear as condições atuais;

conversando com moradores antigos, com a imprensa, políticos e lideranças locais, para pesquisar o histórico da comunidade.

ELABORACAO DO PROJETO

Uma vez definido que iniciaremos um projeto de voluntariado em nossa escola, quem irá participar e quais são as necessidades da escola e comunidade, podemos planejar nossa ação. Existem muitas formas possíveis de se realizar um projeto e o grupo deve discutir e decidir como irá fazê-lo.

Para tanto, é fundamental refletirmos sobre algumas questões norteadoras.

Justificativa: por que fazer? O que move o grupo a tomar esta iniciativa?Objetivo: O que fazer? Quais são os objetivos e metas a serem alcançados?

Grupo de trabalho: quem está disposto a fazer parte?

Público alvo: a quem se destina este projeto de voluntariado?

Plano de ação: como fazer? Quais são as ações e fases necessárias?

Cronograma: quando? Qual o tempo necessário e que será previamente reservado para cada fase?

Recursos: Quanto é necessário para a realização do projeto – em recursos materiais, humanos e financeiros? Quais serão os parceiros envolvidos?

Antes de passarmos para a etapa seguinte, esperamos que o grupo possa decidir em que área irá atuar: meio ambiente, educação, cultura, saúde, assistência social, lazer, defesa de direitos, cidadania. Também pode ter considerado diferentes públicos como crianças, jovens, idosos e comunidade

Bernardo Toro ressalta aprendizagens de convivência social, que devem ser contempladas quando desenvolvemos projetos de voluntariado educativo:

aprender a conviver com a diferença;

aprender a comunicar;aprender a interagir;

aprender a decidir em grupo;

aprender a zelar pela saúde;

aprender a cuidar do ambiente;

aprender a valorizar o saber social.

AçãoExistem muitas ações que podem ser desenvolvidas por projetos de voluntariado educativo, considerando os diferentes públicos e áreas de atuação.

O trabalho com projetos, além dos benefícios que traz a comunidade, promove a cultura do voluntariado, envolvendo alunos e educadores em discussões político-sociais, de cidadania, saúde, habitação, artes, lazer, etc.

A partir da análise, diagnóstico e planejamento das ações, os alunos envolvidos tornam-se parte de um projeto que beneficiará toda uma comunidade, em pequenas ou grandes ações, com responsabilidade, criticidade, autonomia, favorecendo diretamente o desenvolvimento das inteligências interpessoais e intrapessoais, essenciais na formação de cidadãos conscientes.Reflexão

Refletir é uma ação essencial que deve permear todas as etapas do projeto. Sempre que necessário o grupo deve trocar impressões, idéias, para ver se o resultado da ação corresponde ao esperado.

É fundamental que o projeto seja constantemente avaliado por meio de uma reflexão conjunta sobre os seus resultados.

Existem inúmeras formas de refletir em grupo, mas é importante considerar o diálogo como fundamental no processo educacional.

Dialogar envolve dizer, ouvir e refletir sobre o que foi dito e feito para reconstruir e ressignificar; estes movimentos de troca de impressões, avaliações constantes e reflexão mútua possibilitam a criação de uma nova visão.

Registro

A experiência pode ser divulgada, ampliada, analisada, revisada e reeditada se houver o registro das ações realizadas. A partir dele será formada uma base de dados comum de conhecimento, disponível para todos que necessitarem conhecer as etapas, os impactos, os resultados, as dificuldades e conquistas do projeto.

O registro pode se dar de diferentes maneiras:

fazendo memórias das reuniões, relatórios, pautas;

arquivando banco de dados e pesquisas que serão feitas ao longo do projeto;

fotografando a comunidade atendida em atividade, buscando registrar o antes e o de pois das ações, além de eventos, campanhas, os envolvidos, reuniões, etc.

filmando entrevistas, palestras e apresentações promovidas com o público atendido.

gravando reuniões, entrevistas ou depoimentos para que não seja perdida nenhuma informação, o que posteriormente pode até ser transcrito e arquivado.

Reconhecimento e Comemoração

Reconhecer e comemorar são procedimentos que nem sempre são lembrados e são fundamentais em projetos sociais.

Valorizar, estimular e reconhecer ações de voluntariado são gestos que promovem o comprometimento. Existem muitas maneiras de reconhecer e apoiar a participação em projetos sociais educativos:

certificado. A escola pode registrar no histórico escolar ou emitir certificados que atestam a participação dos envolvidos, contendo o nome do aluno, nome da escola bem como o do projeto, a carga horária, o período e o tipo de atividade realizada, entre outras informações.

homenagem. Realizar celebrações simples de conclusão de etapas que culminem em homenagem aos participantes pode ser simples e extremamente gratificante, além de ser um procedimento que reconhece e convoca a todos para dar continuidade as etapas seguintes, ou a nova edição do projeto.

publicação em jornais locais. Além da visibilidade e envolvimento da comunidade com o desenvolvimento do projeto, reconhece e estimula voluntários a continuarem suas atividades.

Enfim, cada escola saberá a melhor forma de reconhecer e comemorar o trabalho voluntário de seus jovens.

Considerações Finais

O projeto de voluntariado educativo se insere no contexto das Diretrizes Curriculares Nacionais, na medida em que promove a interdisciplinaridade, possibilitando relacionar conteúdos a atividades, projetos de estudo, pesquisa e ação, poderá ser uma prática pedagógica e didática adequada aos objetivos do ensino médio e também aplicável no ensino fundamental.

A interdisciplinaridade supõe um eixo integrado que pode ser o objetivo do conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. O projeto de voluntariado educativo difere-se de outros projetos curriculares porque tem a intenção de envolver uma prática social que deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos para intervir e promover a transformação da realidade local.

O que é?

Voluntariado

O voluntariado, entendido aqui como a ação transformadora realizada por um indivíduo ou grupo, é a doação de tempo, trabalho e talento por uma causa social.

Realizado pela sociedade e para a sociedade, o trabalho voluntário pode atuar nas mais variadas áreas: defesa do ambiente, saúde, educação, esporte e lazer, cultura e arte, defesa de direitos. Por ter uma característica de transição aberta, dinâmica e permanente, melhora a relação entre o público e o privado e, assim, serve de articulação entre a sociedade civil e as entidades públicas.

Os beneficiários diretos pelo trabalho de algum voluntário certamente ganham, mas o maior ganho é daquele que faz a ação. O voluntário vê seu trabalho melhorar a vida da comunidade e aprende a conviver com o outro, enfrentando dificuldades reais, resolvendo problemas reais.

Ao desenvolver atividades por meio de competências adequadas às tarefas que se pretende fazer, o voluntário transforma indignação em ação, criando espaços efetivos de trabalho e transformação social, e é reconhecido pelo seu papel na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, colaborando para a realização do bem comum.

O voluntário aprende sempre: aprende a enxergar o outro, a ver sua real necessidade e o que pode fazer para melhorar; aprende a lidar com as diferenças, a ser solidário e a lutar pela transformação social.Voluntariado educativo

“Ajudar a alcançar os objetivos de aprendizagem traçados segundo as normas legais e estabelecidos no projeto pedagógico da escola deve ser o norte principal do voluntariado dentro da instituição escolar.”

Guiomar Namo de Mello

Cidadania, solidariedade, dignidade e respeito às diferenças são valores fundamentais para a formação pessoal e social de um indivíduo inserido em uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. Tais valores fazem parte do currículo da escola de educação básica brasileira e precisam ser resgatados também pela sociedade, pela família. Esses mesmos valores são vivenciados no dia-a-dia do voluntário, não importa a atividade em que ele esteja engajado. Sendo assim, por que não pensar no voluntariado como uma experiência formativa?

Diante desse potencial, Milanesi e De Nicolò , educadores italianos, propõem que o trabalho voluntário realizado por jovens seja praticado não como uma repetição do voluntariado adulto, mas sim em caráter educativo, o voluntariado educativo.

Em idade escolar, os jovens precisam de motivação para aprender a relacionar-se, aprender a aprender, aprender a desenvolver autonomia, autocrítica e autoconhecimento, aprender a valorizar o voluntariado como uma maneira de participar socialmente, de transformar uma realidade social com a qual ele não concorda.

Em outras palavras, o voluntariado educativo é uma experiência formativa, de características próprias, com conteúdos e metodologias voltados para a formação pessoal e social do jovem.

O voluntariado educativo está de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, na medida em que promove a compreensão da cidadania como participação social, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade e cooperação, respeito ao outro e a si próprio.

Sendo assim, podemos compreender o voluntariado educativo como:

Uma estratégia de aula que permite integrar saberes escolares, competências e habilidades às práticas sociais;

Uma metodologia educativa que une teoria e prática;

Um estímulo à participação responsável do jovem, a partir de uma formação politizada e crítica.

As experiências socioeducativas podem ser planejadas de modo integrado aos conteúdos curriculares e serem destinadas não só a atender necessidades de uma comunidade mas também a desenvolver novas aprendizagens nos educandos, quando estes são os protagonistas da ação.

O voluntariado educativo é uma proposta educativa que pode ser bastante eficaz para dar significado aos conteúdos curriculares e à vivência de valores por meio de atividades sociais planejadas, sem deslocar a escola de sua principal função – a de promover a aprendizagem, de preparar o aluno para a vida e para o trabalho.

O voluntariado educativo propicia o exercício da convivência democrática e, se articulado à proposta pedagógica da escola, complementa o trabalho do professor em sala de aula, trazendo elementos enriquecedores para o tratamento de temas transversais e para o uso da metodologia de projetos, como se verá no capítulo 5.

Há registros de experiências afins com o voluntariado educativo no Brasil e no mundo desde meados do século XX. Na América Latina, é crescente, sobretudo desde a redemocratização, na década de 1980, o interesse das escolas em desenvolver projetos solidários articulados ao currículo.

O voluntariado educativo é, assim, uma ação solidária planejada de modo integrado ao currículo escolar, com o objetivo de melhorar a qualidade da aprendizagem ao mesmo tempo que melhora a qualidade de vida da comunidade onde a escola está inserida.

Falamos de voluntariado educativo quando, em um projeto ou ação planejada, se dá a intersecção entre a intenção pedagógica e a intenção solidária.A promoção da escola como centro de cidadania na comunidade traz benefícios tanto sociais como educativos. As experiências pessoais e sociais vividas na idade escolar são fundamentais para a definição – ou a indefinição – de um projeto de vida, de opções políticas e ideológicas, de rumos profissionais e acadêmicos.

Pessoas que desenvolvem ações voluntárias tendem a manter, ao longo da vida, níveis de compromisso social e participação política superiores às que não tiveram essas experiências.

Aprendizagem-serviço

Uma forma de pensar a participação da juventude em projetos socioeducativos, que tem sido praticada em vários países e tem muita sinergia com o voluntariado educativo, é a aprendizagem- serviço (aprendizaje-servicio em espanhol, service learning em inglês). Em muitos momentos, voluntariado educativo e aprendizagem-serviço se aproximam. Mas, apesar de tanta semelhança, não são sinônimos.

Essencialmente, a prática do voluntariado educativo não é obrigatória, e o próprio nome quer reforçar a idéia de que é voluntário. Na aprendizagem-serviço, o serviço tende a ser obrigatório – pode ser uma atividade curricular ou um serviço social prestado para minimizar uma situação de necessidade.

Diferenças à parte, o que se quer ressaltar é justamente a sinergia entre eles, para melhor compreender a força de um projeto socioeducativo no processo de ensino e de aprendizagem.

Para Andrew Furco, diretor do Service Learning Research and Development Center, da Universidade da Califórnia em Berkeley, o service learning é uma metodologia de ensino pela qual os estudantes compreendem melhor o conteúdo acadêmico, aplicando competências e conhecimentos específicos para o benefício da sociedade.

Já a educadora norte-americana Alice Halsted afirma que, pelo service learning, os jovens desenvolvem tarefas importantes e de responsabilidade em suas comunidades e escolas. A juventude assume tarefas significativas e desafiadoras numa variedade de lugares, como creches, museus, atividades extra-escolares, projetos ecológicos, bibliotecas e asilos. As atividades nesses lugares podem incluir leitura para crianças, supervisão de crianças, ajuda em tarefas escolares, visitas guiadas a museus, limpeza e embelezamento da vizinhança ou gravação de histórias orais com idosos, entre outras.

O Congresso dos Estados Unidos publicou em 1990 o National and Community Service Act, em que o service learning é definido como um método pelo qual os alunos aprendem e se desenvolvem ao participar ativamente de uma ação organizada que:

É dirigida e atende as necessidades de uma comunidade;

Se articula com uma escola primária ou secundária, com uma instituição de ensino superior, com um programa de serviço comunitário ou com a comunidade;

Contribui para o desenvolvimento da responsabilidade cívica;

Valoriza o currículo acadêmico dos estudantes e se integra a ele ou aos componentes educativos dos serviços comunitários em que os participantes estão envolvidos;

Proporciona tempo para que os estudantes ou participantes reflitam sobre as experiências voluntárias.Voluntariado educativo como tecnologia social e ferramenta pedagógica

Enquanto a tecnologia melhora técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos visando a produção e o mercado, a tecnologia social tem como meta o desenvolvimento humano. O conceito ainda está em construção, mas já é possível perceber algumas características definidas: é uma tecnologia simples, barata, integrada, fácil de ser reproduzida e continuada. As técnicas e procedimentos estão sempre associados a formas de organização coletiva que trazem resultados positivos para a qualidade de vida.

Por definição, tecnologias sociais não podem exigir muito investimento financeiro e devem possibilitar novas aplicações de acordo com a realidade local.

Pelas características citadas neste tópico e anteriormente, o voluntariado educativo pode ser compreendido como tecnologia social, pela educação participativa, e como ferramenta pedagógica, na medida em que está fundamentado nas premissas abaixo.

1 - Melhorar a educação requer a participação de toda a comunidade. Empresas, organizações comunitárias, instituições religiosas, centros recreativos, instituições de educação superior – todos podem ajudar, cada um à sua maneira, a partir de um projeto estruturado pela escola e compartilhado por todos.

2 - Melhorar a educação também significa envolver os pais na escola. O voluntariado educativo faz com que professores e familiares assumam responsabilidades educativas complementares, ajudando os alunos a estabelecer pontes entre as competências acadêmicas e as exigências da vida cotidiana.3 - Os alunos podem melhorar o rendimento escolar enquanto aprendem a participar socialmente, melhorando a qualidade de vida da comunidade onde a escola está inserida, se são oferecidos a eles objetivos desafiadores e se lhes são dadas oportunidades para alcançá-los.

4 - Ao resolver problemas reais, os estudantes se vêem desafiados a exercer cidadania com responsabilidade. A esse propósito, Paulo Freire (1997 já dizia que cidadania é algo que se aprende e, portanto, se ensina. Não é possível adquirir por herança, ou esperar que apareça de repente, aos 18 anos.

5 - Melhorar a qualidade da educação oferecida pela escola requer reflexão sobre a prática e formação docente permanente. Projetos exitosos de voluntariado educativo invariavelmente encontram formas inovadoras para avançar no objetivo duplo de formação de professores e desenvolvimento de um currículo inovador, de forma simples, integrada e continuada.

6 - O voluntariado educativo é essencial para ajudar os jovens a se relacionarem melhor, a se respeitarem mais, a respeitarem as diferenças e a viverem a diversidade.A proposta pedagógica do voluntariado educativo parte da premissa de que a solidariedade está ligada à educação. As atividades solidárias desenvolvidas pelos alunos podem ser uma nova forma de aprender, se planejadas adequadamente. Portanto elas podem contribuir para uma ressignificação da prática pedagógica.

Nesse caso, trata-se de sustentar simultaneamente a intenção pedagógica e a intenção solidária, oferecendo uma resposta participativa a uma necessidade social.

Um bom projeto de voluntariado educativo permite aos jovens aprender conteúdos acadêmicos e, ao mesmo tempo, realizar tarefas importantes de responsabilidade em sua comunidade ou na própria escola.

Na atualidade, vive-se um momento privilegiado, em que há escolas, organizações da sociedade civil e vontades políticas que convergem seus interesses na promoção da solidariedade como uma pedagogia eficaz para melhorar a educação e a qualidade de vida nas comunidades.De acordo com a LDB

Art. 1º - A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 2º - A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.

Art. 5º - O acesso ao ensino fundamental é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída, e, ainda, o Ministério Público, acionar o Poder Público para exigi-lo.

A Constituição brasileira de 1988 reconheceu o direito de todos à educação e o dever do Estado e da família nesse assunto. Já a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1996 pôs o ensino fundamental na categoria de direito público subjetivo, isto é, um direito do indivíduo e um bem comum de interesse da coletividade. Por conseqüência, não apenas o Estado mas também a família tem direitos e deveres para com a educação escolar das crianças e dos adolescentes, e a sociedade também é convocada para promover e incentivar a educação, tendo como metas o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

A LDB determina que a escola deverá se vincular às práticas sociais. Com isso, espera-se que a educação escolar prepare o estudante para a vida e se inspire em princípios de liberdade e em ideais de solidariedade. Tais princípios e valores são universais e devem orientar toda a ação educativa da escola. Valores como o multiculturalismo, a solidariedade, a construção da paz e o respeito à diversidade – cultural, étnica, social, religiosa e qualquer outra – são essenciais para toda proposta educacional que se pretenda democrática.

Dentro da escola, o voluntariado pode acontecer de duas maneiras: da escola para a comunidade e da comunidade para a escola. Quando os alunos são voluntários, eles participam de projetos socioeducativos, com a orientação do professor orientador. Por meio de projetos de intervenção social, o professor pode articular os conteúdos curriculares aos problemas reais, propiciando a vivência de cidadania e solidariedade.

Mas, quando os voluntários vêm da comunidade, a idéia central é a de que eles possam contribuir para melhorar a qualidade da educação – e não substituir um funcionário ou fazer um papel que seria do Estado. É uma participação que deve ser discutida com a comunidade escolar e deve estar de acordo com o projeto político-pedagógico da escola. Nesse sentido, são inúmeras as possibilidades de implementação de projetos.

Há, ainda, ações da escola para a escola, que derivam das duas anteriores e se caracterizam por ter a comunidade escolar como protagonista e destinatária da ação. Falaremos sobre essas possibilidades no capítulo 4.

Em sintonia com os PCNDe acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998), a contribuição da escola em uma sociedade democrática é a de desenvolver um projeto de educação comprometido com a formação de alunos capazes de intervir na realidade para transformá-la.

Um projeto pedagógico com esse objetivo poderá ter três grandes diretrizes:

Posicionar-se em relação às questões sociais e interpretar a tarefa educativa como uma intervenção na realidade no momento presente;

Não tratar valores apenas como conceitos ideais, e sim criar possibilidades de vivência e experiência;

Incluir essa perspectiva no ensino dos conteúdos escolares.

O desenvolvimento de projetos de voluntariado educativo auxilia a escola a realizar sua principal função: a formação integral do aluno. Nesse sentido, ele favorece a compreensão da realidade e a participação social do aluno, possibilitando o desenvolvimento da capacidade de posicionar-se diante das questões que interferem na vida coletiva, superando a indiferença e intervindo na comunidade de forma responsável.

Fonte: www.voluntariado.org.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DIA DO PSICÓLOGO


O profissional de psicologia é, como o próprio nome da teoria sugere, um conhecedor da mente humana. A palavra deriva do grego e significa psyche (mente ou alma) e logos (conhecimento), ou seja, "ciência da alma": sua definição mais antiga. Tudo começou com os filósofos, os primeiros a fazer especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo. Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos.

Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".

O objeto de estudo do psicólogo é o comportamento humano e o seu principal objetivo é compreender o homem.

Apesar desse intuito de compreensão não ser uma característica somente do profissional de psicologia - temos também o antropólogo, o sociólogo e o economista procurando o mesmo -, fica visível que estes dão ênfase, sobretudo, aos grupos e sociedades, enquanto aquele se fixa no indivíduo.

Isto também não significa que o psicólogo só veja o indivíduo em separado, fora do coletivo, mas sim que enxerga o homem como a unidade do grupo.

Veja algumas das divisões desse estudo:

Psicologia da personalidade

Ocupa-se dos diagnósticos e desenvolvimento das personalidades.

Psicologia social

Estuda o comportamento dos indivíduos dentro do grupo.

Psicologia comparativa

Compara o comportamento animal com o do homem.

Psicologia do desenvolvimento

Avalia as mudanças que acontecem com o indivíduo.

Psicologia experimental

Analisa os fenômenos psicológicos com fenômenos naturais, em condições monitoradas em laboratório.

Psicologia clínica

Tratamento das neuroses e demais problemas psíquicos.

Quem anda pensando em seguir essa profissão, alguns conhecimentos podem ajudar a se definir na escolha. Uma delas é saber sobre o seu futuro campo de atuação, ou seja, onde e como poderá trabalhar.

O psicólogo pode atuar não apenas em consultórios, mas ainda em escolas, dando orientação vocacional; em empresas, participando de processos de seleção de funcionários; em hospitais, atendendo a pacientes e seus familiares; e mesmo na área de pesquisa, avaliando perfil do consumidor.
Também pode trabalhar como psicólogo esportivo, preparando os atletas emocionalmente, ou como psicólogo educacional, auxiliando pais e professores a solucionar problemas de aprendizagem.

O campo é bem amplo. A psicologia jurídica é outra área desse universo de opções. Como psicólogo jurídico, você vai acompanhar processos de adoção ou de violência a menores ou, em caso de presídios, avaliar os detentos.

Seja qual for a sua escolha, o importante é saber que você vai estar lidando com pessoas em seus sentimentos, medos e desejos. E que isto requer muito cuidado.
O curso de psicologia vai dar a você, nos períodos iniciais, uma visão dos diferentes aspectos da psicologia: história, teoria e principais correntes.

Também haverá aulas enfocando matérias sobre saúde, como neurologia, por exemplo.

Mais adiante é que o aluno vai se deparar com as disciplinas profissionalizantes e optativas, como pedagogia do excepcional, problemas de aprendizagem e orientação vocacional. Nesse momento, é a hora de optar por uma área de especialização.

No caso de quem pretende clinicar, o estágio é obrigatório, mas todos, uma vez formados, deverão se registrar no Conselho Regional de Psicologia.

O curso tem duração de quatro anos, para o bacharelado, e cinco, para quem deseja ainda a formação clínica, para atendimento em consultório.

Fonte: www.velhosamigos.com.br

O profissional de psicologia é, como o próprio nome da teoria sugere, um conhecedor da mente humana. A palavra deriva do grego e significa psyche (mente ou alma) e logos (conhecimento), ou seja, "ciência da alma": sua definição mais antiga.

Tudo começou com os filósofos, os primeiros a fazer especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo.

Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos.

Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".

PARA QUEM PENSA EM SEGUIR CARREIRA

Quem anda pensando em seguir essa profissão, alguns conhecimentos podem ajudar a se definir na escolha. Uma delas é saber sobre o seu futuro campo de atuação, ou seja, onde e como poderá trabalhar.

O psicólogo pode atuar não apenas em consultórios, mas ainda em escolas, dando orientação vocacional; em empresas, participando de processos de seleção de funcionários; em hospitais, atendendo a pacientes e seus familiares; e mesmo na área de pesquisa, avaliando perfil do consumidor.

Também pode trabalhar como psicólogo esportivo, preparando os atletas emocionalmente, ou como psicólogo educacional, auxiliando pais e professores a solucionar problemas de aprendizagem.

O campo é bem amplo. A psicologia jurídica é outra área desse universo de opções. Como psicólogo jurídico, você vai acompanhar processos de adoção ou de violência a menores ou, em caso de presídios, avaliar os detentos.

Seja qual for a sua escolha, o importante é saber que você vai estar lidando com pessoas em seus sentimentos, medos e desejos. E que isto requer muito cuidado.

Fonte: www.ibge.br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

7 Benefícios da Linhaça Dourada


linhaça é a semente do linho, uma planta fibrosa de onde se extrai material para a indústria de confecções, daí a origem do tecido linho, mas seus benefícios foram além das roupas e a linhaça acabou virando a queridinhas das prateleiras das lojas de produtos naturais pelos benefícios que proporciona, e os benefícios não são poucos, veja:

Linhaça – Propriedades

A linhaça possui alta concentração de proteínas, minerais e vitaminas entre elas a vitamina E, o ômega-3 e o ômega-6, a isoflavona e o fitoesteróide, mas é importante saber que apenas a linhaça dourada possui grandes doses desses nutrientes, tornando-se a mais indicada ao consumo

Linhaça Dourada x Linhaça Marrom

A linhaça dourada, proveniente de climas frios, é muito mais rica em ômega-3, ômega-6, ômega-9 e gorduras polinsaturadas além de serem cultivadas sem agrotóxicos, já a linhaça marrom, mais fácil de encontrar e mais barata, possui pouco ômega-3 e é produzida sem muito rigor, o que a torna menos indicada.

Linhaça emagrece?

Se você quer saber se a linhaça emagrece, a resposta é sim, linhaça emagrece.
Por ser rica em fibras, a linhaça sacia a fome e estimula o intestino, ajudando a emagrecer e de quebra atua na regularização do intestino.

7 Benefícios da Linhaça Dourada

A vitamina E presente na casca da linhaça dourada combate o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas;
O ômega-3, ômega- 6, ômega-9 e as gorduras polinsaturadas presentes na linhaça dourada são poderosos aliados no combate a problemas cardiovasculares, obstrução de artérias e redução do mau colesterol (LDL);
A semente de linhaça possui grande quantidade de isoflavona, fitoesteróide e lignana que exerce o mesmo papel do estrogênio (hormônio feminino) amenizando a TPM e a menopausa;
A linhaça por ser rica em fibras, sacia a fome e estimula o intestino, servindo como forte aliada no emagrecimento e na regularização do intestino;
A semente de linhaça possui componentes anticancerígenos e antioxidantes;
Por ser rica em fibras, a semente de linha é um poderoso desintoxicante;
A linhaça dourada auxilia no combate a diabetes e a hipertensão;
Semente de linhaça x farinha de linhaça x óleo de linhaça
A linhaça pode ser encontrada e consumida de várias maneiras, mas as mais comuns são a semente de linhaça triturada, a farinha de linhaça e o óleo de linhaça. Os três possuem os mesmos benefícios e a única diferença é a maneira de consumi-los
A linhaça triturada é muito utilizada no preparo de bolos e biscoitos, pois seus pequenos pedaços deixam esses alimentos mais crocantes. A linhaça triturada também é ótimo acompanhamento aos cereais matinais.
A farinha de linhaça, muito utilizada por quem faz dieta tanto para emagrecer quanto para engordar, é a semente da linhaça moída até virar farinha e pode ser consumida misturada a bebidas como sucos e vitaminas.
O óleo de linhaça encontrado em cápsulas é uma alternativa aqueles que preferem uma solução rápida, prática e sem gosto, basta ingerir a cápsula de óleo de linhaça diariamente para obter os mesmos benefícios.

Fonte:www.riodicas.com

A linhaça é riquíssima em componentes com efeitos benéficos à saúde como fibras, ômegas 3 e 6, vitaminas, potássio, magnésio, fósforo, cálcio, ferro, cobre, zinco, manganês e, ufa, selênio.

“Com sabor que lembra a castanha, é uma opção sem glúten para fornecer esses nutrientes”, afirma a nutricionista Flávia Morais, da Mundo Verde, rede especializada em produtos naturais e orgânicos. “Este alimento funcional é capaz de ajudar o sistema imunológico, reduzir o envelhecimento celular e diminuir o risco de algumas doenças”.

Mas você sabe qual a diferença entre a linhaça dourada e a marrom (ou sabia que existem esses dois tipos)? A linhaça marrom é nativa da região mediterrânea, mas também cultivada no Brasil. Ela apresenta casca um pouco mais dura e resistente, o que pode diminuir a disponibilidade dos seus nutrientes.

A dourada cresce em climas mais frios e é geralmente importada do Canadá. Tem a casca mais fina e seu sabor é mais suave do que o da linhaça marrom. Em dúvida quanto a qual escolher? Não se preocupe. “Estudos demonstram que não existe diferença significativa na atividade antioxidante e quantidade de nutrientes nos dois tipos de linhaça”, afirma Flávia Morais. O importante mesmo é ingeri-la.

Fonte: Abril.com.br

RECEITA DE CUCA INTEGRAL DE BANANA E FRUTAS SECAS


Ingredientes:


4 bananas médias em rodelas
500 gramas farinha de trigo
500 gramas farinha trigo integral
1 colher cheia de sopa de canela em pó
200 gramas de aveia em flocos grandes
1 e 1/3 xícaras de açúcar mascavo
1/3 castanha do pará picada
4 colheres cheias de uva passa
½ colher de chá noz moscada ralada
1 sachê de fermento biológico
2 colheres de manteiga
1/3 xícaras nozes picadas
Azeite de girassol
1 colher de linhaça
1 pitada de sal
2 ovos inteiros
Água morna

Modo de Preparo:


Prepare o fermento biológico para crescer em água morna. Em uma bacia, misture as 2 farinhas ( integral e branca), 3/4 da aveia em flocos, 1 xícara de açúcar, sal e o azeite. Acrescente água morna até a mistura ficar mais encorpada que de um bolo, e mais líquida que a de um pão. Não pé necessário sovar. Misture o fermento com a água morna na mistura seca. Espere crescer por 30 minutos. Após, o crescimento, adicione os ovos, sementes da linhaça, castanhas banana, nozes, noz-moscada e a uva passa. Tampe a bacia com um pano de prato, para a massa crescer mais um pouquinho enquanto faz a farofa. Esmague com as mãos a manteiga, o restante da aveia, 1/3 de xícaras de açúcar mascavo e a canela, até formar uma farofinha. Unte a forma de preferência retangular (a receita dá para 3 forminhas da retangulares de bolo tipo seven boys). Após untar, cubra a massa com a farofa e 2 rodelinhas bem fina de banana. Coloque em forno pré-aquecido, à 180°. Dependendo do forno, a cuca fica pronta em 35 minutos, 45 ou 1 hora. Espere esfriar e corte em fatias quadradinhos. Esta cuca deve ser servida fria. Ela é ótima para quem tem problemas intestinais.

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DIA DO CATEQUISTA


26 de Agosto

Ninguém nasce catequista.

Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.

O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um serviço.

Segundo o documento Catechesi Tradendae (A Catequese Hoje) a "atividade catequética é uma tarefa verdadeiramente primordial na missão da Igreja".

O catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas.

O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética.

E com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete.
O catequista necessita das seguintes qualidades:

Ser uma pessoa com equilíbrio psicológico;

Ter capacidade de diálogo, criatividade e iniciativa, saber trabalhar em equipe;

Ser perseverante, pontual e responsável;

Ser participativo, engajado nas atividades da paróquia, da comunidade e ter espírito de serviço;

Ter vida de oração, leitura e meditação diária da Palavra de Deus;

Ter espírito crítico e discernimento diante da realidade;

Ser capaz de respeitar a individualidade de cada pessoa.

Isso não significa que exista uma pessoa que tenha todas essas qualidades, mas que devemos procurar desenvolvê-las no nosso dia-a-dia

Fonte: Catequese; Soleis

Senhor,
chamaste-me a ser Catequista
na Tua Igreja
e na minha Paróquia.
Confiaste-me a missão
de anunciar a Tua Palavra,
de denunciar o pecado,
de testemunhar,
com a minha vida,
os valores do Evangelho.
É pesada, Senhor,
a minha responsabilidade,
mas confio na Tua graça.
Faz-me Teu instrumento
para que venha o Teu Reino,
Reino de amor e de Paz,
de Fraternidade e Justiça.

Ámen.

Fonte: www.paroquias.org

terça-feira, 24 de agosto de 2010

FALECIMENTO DE GETÚLIO VARGAS


24 de Agosto

Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borja - RS, em 1882. Estudou na Escola Militar, mas foi afastado por ter participado de um motim.

Logo depois pediu baixa do Exército e ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, formando-se em 1907 e ocupando a segunda promotoria na mesma cidade.

A vida política de Getúlio Vargas começou com a eleição para deputado estadual pelo Partido Republicano Rio-Grandense em 1909, sendo reeleito em 1917 e 1921.

Em 1923, foi eleito deputado federal. Em 1926, Getúlio Vargas abandonou a Câmara dos Deputados para assumir o cargo de ministro da Fazenda do governo Washington Luís, ficando até o ano seguinte, quando concorreu e venceu a eleição para a presidência do Rio Grande do Sul.

Em 1930, como integrante da Aliança Liberal, concorreu à presidência da República e foi derrotado pela chapa situacionista apoiada por Washington Luís. Em outubro do mesmo ano deu um golpe de Estado impedindo a posse dos eleitos, Júlio Prestes e Vital Soares, que ficou conhecido como Revolução de 30.

Assumiu a chefia do governo provisório. Enfrentou, em 1932, a Revolução Constitucionalista de São Paulo. Em 1934, foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional.

Antes de terminar o seu mandato, deu um novo golpe, inaugurando o Estado Novo. Durante esse governo atuou aumentando a centralização do poder, instituiu uma política de intervenção estatal na economia e adotou medidas trabalhistas com a intenção de controlar as organizações operárias.

Em 1945, mesmo tentando permanecer no poder, foi deposto por um golpe militar. Com a redemocratização do país e a elaboração de uma nova constituição, Getúlio ajudou na criação do Partido Social Democrático (PSD) e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo eleito senador e deputado por vários estados.

A partir daí, iniciou uma campanha de ataques ao seu antigo aliado e presidente da República, Eurico Dutra.

Usando de um discurso nacionalista e populista concorreu à presidência em 1950 e foi eleito, assumindo a presidência no ano seguinte. Implantando sua política nacionalista, Getúlio criou o monopólio do petróleo e da eletricidade e chegou a dar 100% de aumento para o salário dos trabalhadores.

Sofrendo oposição das camadas conservadores da sociedade, Getúlio se viu pressionado a abandonar o cargo. Com o atentado ao jornalista Carlos Lacerda promovido pelo chefe de sua guarda pessoal, Getúlio ficou numa situação insustentável e suicidou-se com um tiro no peito na madrugada de 24 de agosto de 1954.

Fonte: Net História

"Sobre a Nação desce a sombra de uma tragédia. O gesto do Presidente Vargas pondo fim ao seu governo e aos seus dias, estendeu um crepe à consciência dos brasileiros, aos que o assistiram com compreensão, como aos que o combateram até o último momento.

É a primeira vez que a história republicana descreve páginas tão trágicas, pois o homem forte e acostumado às lutas políticas não pôde suportar a agressividade da circunstância e sucumbiu ao peso do desalento.

Todo o drama que o Presidente viveu nesta derradeira fase do governo quebrou sua tempera e, no silêncio de seu gabinete, recordando a fisionomia cheia de interrogações que ele considerava uma injustiça ao homem como ao chefe que encarnava a soberania nacional, o desespero se apoderou do seu coração. (...)

Depois de todas as reuniões realizadas em Palácio, na calada da noite, depois de mirar face a face os seus amigos e auxiliares, vendo neles transparecer o desalento e a desesperança, observando que ja não havia ouvidos que o escutassem, sentiu-se desamparado e sem defesa para afastar o fantasma da suspeita.

Sentindo todo o peso da incompreensão, o chefe do governo teve necessidade de ir buscar fora de léxico o argumento capaz de abrir os ouvidos e aclarar as consciências.

Selou com o sacrifício de sua própria vida o drama com que vinha lutando nos últimos dias, deixando, conforme acreditava, "o legado de sua morte", para que se pudesse fazer ao morto uma parte da justiça que o povo reclamou. (...)

Todos clamavam por justiça, mas o clima propício à justiça cada vez se tornava mais conturbado. Tragedia atrai tragedia e, nesta hora melancólica que soa para o seu destino, o povo, sem forças para opinar, subjugado pela surpresa do último lance, desfila diante do Chefe morto e, sem se recuperar do espanto, curva-se frente à mágoa que o atingiu nos últimos dias e que fez estalar o seu coração no sacrifício supremo. (...)" Jornal do Brasil, 25 de agosto de 1954.

"De nenhum setor, civil ou militar, pode vir garantia ou segurança para o Governo - afirmou ontem o Vice Presidente Café Filho, dando conta ao Senado da demarche que realizou junto ao Sr. Getúlio Vargas para propor ao Presidente a renúncia de ambos para salvar a unidade nacional e impedir que o país se precipite no caos.

O Sr. Café Filho se decidiu a promover a renúncia do Presidente da República e a dele própria depois de uma segura sondagem junto aos líderes civis e militares, notadamente o líder da maioria na Câmara e os Ministros da Marinha e da Guerra." - Diário Carioca, 24 de agosto de 1954.

"Com a cabeça voltada para o quadro que representa o juramento da Constituição de 1891 e os pés para o quadro "Pátria", à cuja frente se acha um crucifixo, o corpo do presidente Getúlio Vargas recebe, desde às 17,30 horas de ontem, no salão do Gabinete da Casa Militar da Presidência da República, no Palácio do Catete, as despedidas de milhares de populares que lhe vão fazer a última visita.

O embarque do corpo do Sr. Getúlio Vargas para São Borja, onde será enterrado, está marcado para as 9 horas de hoje, por via aérea.

Tudo faz crer, entretanto, que será adiado, diante do grande número de populares que desfila ininterruptamente ante o caixão que contém os despojos de S. Exa.

Imediatamente após a comunicação do falecimento do presidente, populares acorreram às proximidades do Catete, no afã de saber de saber pormenores da trágica ocorrência.

Soldados do Exército e da Polícia Militar, no entanto, isolavam o Palácio, desde a Rua Pedro Américo até a Correia Dutra, permitindo o acesso apenas aos jornalistas e altas autoridades.

Antes das 13 horas, só estas podiam entrar no Palácio, ficando os representantes da imprensa defronte à entrada do Catete.

Enquanto isso, registravam-se alguns casos de exaltação no meio da multidão, sendo frequente o encontro de homens e mulheres em lágrimas.

Às 13 horas a entrada do Palácio foi franqueada à imprensa e, logo em seguida, ao público, que entrava lentamente e em fila.

O suicídio do presidente Getúlio Vargas, precisamente às 8,30 da manhã, foi precedido de momentos em que se mostrava ele absolutamente tranquilo.

Nada fazia crer fosse o Presidente se matar - disseram-nos o general Caiado de Castro e Jango Goulart, com os quais ele conversara minutos antes de se recolher.O Sr. Getúlio Vargas se recolheu ao quarto, sem mais uma palavra. passados uns minutos - o tempo normal para a troca de roupa, ouvia-se um disparo.

Acudiu, incontinenti, o Sr. N. Sarmanho, que se encontrava na janela da sala contígua (a do elevador privativo do presidente). Já o Sr. Getúlio Vargas agonizava.

Da janela, o Sr. Sarmanho fez um sinal para um oficial, pedindo fosse o general Caiado avisado de que o sr. Getúlio Vargas se havia matado.

Logo em seguida, o general Caiado chegava ao quarto, onde, não resistindo ao impacto da tragédia, foi acometido de forte crise de nervos, sofrendo uma síncope.

A seguir, correndo escada acima, o Sr. Benjamin Vargas gritava:

Getúlio se matou!

O palácio ficou em pânico, a família do presidente acorreu, entre gritos e lágrimas. Também o Sr. Osvaldo Aranha logo chegou. Chegou junto à cama e, chorando, exclamou:

Abusaram demais da bondade desse homem!" Diário Carioca, 25 de agosto de 1954.

"Neste nefasto Dia de São Bartolomeu, precisamente às 8, 35 horas, praticou o suicídio o Presidente Getúlio Vargas, com um tiro de revólver no coração, quando se encontrava em seu quarto particular, no 3o andar do Palácio do Catete.

O general Caiado de Castro, Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, correu para os aposentos presidenciais, ao ouvir o disparo, e ainda encontrou o Presidente Vargas agonizante.

Chamou às pressas a assistência pública, que dentro de cinco minutos já se encontrava no Palácio do Catete. Mas o grande Presidente Vargas já estava morto.

Não pode ser descrito o ambiente no Palácio Presidencial. Tudo é consternação. Membros da família do Presidente, serviçais, militares que guarnecem o Palácio choram a morte do insine brasileiro.

O povo em massa acorre para o Palácio do Catete, estando repletas as ruas que dão acesso à casa em que se matou, vítima da ignomínia e das campanhas infamantes de adversários rasteiros, o maior estadista que o Brasil teve, neste século.

Cenas de profunda dor estão sendo assistidas na rua. Lê-se o pesar no rosto do povo.

O povo brasileiro chora a perda do seu Presidente, por ele escolhido, por ele eleito e que - na crise gerada por seus inimigos - só saiu do Catete morto." Última Hora, 24 de agosto de 1954.

"Com a morte trágica de Getúlio Vargas perde o Brasil, sem dúvida nenhuma, um de seus maiores vultos políticos de todos os tempos. Nesta hora em que os acontecimentos se sucedem vertiginosamente, quando a situação caminhava para um desfecho constitucional previsto e que teria de afastar do poder o presidente, o seu desaparecimento pela forma por que se verificou enche de tristeza a Nação, suspensa os espíritos diante do irremediável.

Cobre-se de luto a alma brasileira diante do esquife que guarda o corpo de alguém que a história não esquecerá, sejam quais forem os ângulos em que se coloque o observador sereno da vida do país em quase meio século, tanto foi o período em que atuou com a sua presença o estadista de múltiplas facetas, empenhado, realmente, em realizar algo de útil e permanente para o bem da sua terra.

Inteligência formada na escola que deu ao Rio Grande uma personalidade da estatura de Julio de Castilhos no alvorecer da República, Getúlio Vargas pertence à geração nova que abriu os olhos para as atividades fecundas do regime depois dos primeiros embates que sucederam à queda do Império, e tomou a si as tarefas construtoras do sistema que deu ao Brasil o máximo de seu progresso.Deputado Estadual em mil novecentos e nove, com projeção na Assembléia dos Representantes do Rio Grande durante vários anos, a sua carreira se assinalou brilhantemente até ao movimento de renovação de valores operado no Estado em mil novecentos e vinte e três, época em que o elegeram para a Câmara Federal, cujos Anais guardam páginas vigorosas de seu mandato, na liderança de uma bancada.

Nesse posto o encontrou o Governo de Washington Luis a que serviu na pasta da Fazenda, e daí ainda o chamaram os seus coestadoanos para a suprema magistratura estadual de onde ascendeu à Presidência da República em mil novecentos e trinta.

A sua projeção no cenário nacional, de então para cá, é tamanha e tão pontilhada de incidentes impressionantes, que não cabe senão em esboço nas linhas de um perfil traçado em momento dramático como o que atravessamos.

Mas a consideração que lhe devem os brasileiros impõe, mesmo que se recordem no tumulto dos fatos destes dias, aspectos inapagáveis de iniciativas que traziam em si as sementes das suas altas e nobres preocupações do bem público, principalmente no terreno econômico e no campo social, cujos problemas ele sentiu e compreendeu com sinceridade e com sinceridade procurou resolver.

A História não recusará a Getúlio Vargas o reconhecimento devido aos seus méritos indiscutíveis, que ele os teve em proporção acima acima da média dos nossos condutores.

Ele encheu com a sua situação enérgica e os seus propósitos de dar-se inteiro a determinadas empresas de finalidade patriótica, uma longa fase da existência do Brasil contemporâneo, e manda a Justiça, que adversários lhe devem, se não esconda de um registro rápido como este, em que a emoção produzida pelo epílogo de um drama, não é obstáculo a que a verdade ilumine a nossa imensa tristeza.

Esse que encerrou de forma inesperada o seu trânsito pelo mundo, era um autêntico estadista, dotado de espírito público invulgar, com a cultura política necessária ao exercício da sua missão.

A seu modo, e enfrentando embaraços que as circunstâncias opõem constantemente aos que nos países novos tentam forjar uma obra original que conduza os seus compatriotas a um destino menos atribulado e os liberte de preconceitos, Getúlio Vargas fez o máximo que as contingências permitiriam a um homem do seu temperamento e da sua formação.

Desaparecido subitamente, nem por isso, e nem por ter preferido a morte a uma luta funesta, o seu nome será esquecido. O futuro dirá melhor da sua obra. O presente lastima a sua perda. Reverenciemos o seu túmulo." O Dia, 25 de agosto de 1954."Quando o rádio anunciou o suicídio do Sr. Getúlio Vargas, populares começaram a acorrer às imediações do Catete. Forças do Exército, em rigoroso policiamento, mantinham-se em cordão de isolamento, em torno da sede da Presidência da República, procurando conter o povo.

Muitas pessoas pretendiam penetrar no palácio, no que eram impedidos. Os grupos foram-se avolumando, com a chegada de gente de todos os lados.

Às primeiras horas da manhã, em diversos pontos do centro da cidade, formaram-se grupos de populares. Muitos empunhavam retratos de Vargas e realizavam manifestações de protesto contra os adversários políticos do presidente.

A carta deixada por vargas e redigida momentos antes de varar o coraçào com uma bala, denunciava, em termos bem claros, os responsáveis pelo golpe, os imperialistas norte-americanos e seus seguidores do entreguismo.

Pela manhã, grupos de populares atacaram bancas de jornais e destruiram exemplares de jornais propagandistas do golpe. As sedes do O Globo e da Rádio Globo foram atacadas.

Dois caminhões dessa empresa foram incendiados. Das 11 ao meio-dia foram feitas várias investidas populares contra a Tribuna da Imprensa, contidas por elementos da Polícia Especial, guardas-civis e investigadores. Vários jornais cúmplices da propaganda golpista foram mantidos sob guarda de policiais." Imprensa Popular, 25 de agosto de 1954.

" (...) Às oito horas e quarenta minutos, o rádio anunciou o inesperado, o chocante, o brutal: o Sr. Getúlio Vargas suicidara-se com um tiro no coração. Nào se descreve o abalo causado por esse acontecimento.

A cidade inteira vivera no curso de uma noite uma tragédia Shakesperiana. Uma tragédia que transcorria com toda a intensidade do real, do pungente, sacudindo os nervos, minuto a minuto, em que mentalmente os espectadores viam os quadros, os personagens, o desenrolar dos diálogos e o explodir das crises, e que, finalmente, terminava exatamente como nas cenas últimas do dramaturgo inglês, com a morte da personalidade em torno da qual se entreteciam os acontecimentos e as palavras. (...)

O corpo do Sr. Getúlio Vargas foi transportado por via aérea para sua terra natal, São Borja. Seguiram-no quatro aviões, com pessoas de sua família e amigos mais íntimos. A família do Presidente dispensou as honras militares. (...)A preocupação do Sr. Café Filho é restaurar a ordem nacional e realizar um Governo de concentração, solicitando o apoio de todos os Partidos nesta hora gravíssima do País." - A Marcha, 27 de agosto de 1954.

"Pouco antes das 9 horas a reportagem de A Noite junto ao Palácio do Catete transmitia-nos uma informação extremamente dramática: o Sr. Getúlio Vargas acabava de suicidar-se. Com um tiro no coração, executara a decisào extrema. Foi chamada com urgência uma ambulância. Getúlio Vargas exalara já o último suspiro.

A primeira pessoa a informar sobre o suicídio de Getúlio Vargas foi o seu sobrinho, capitão Dorneles. Ouvira um tiro. Acorrera aos aposentos presidenciais. E de lá saía logo com a notícia impressionante: matara-se Getúlio Vargas.

A ambulância do Pronto Socorro que foi ao Palácio era chefiada pelo Dr. Rodolfo Perricê. Esse médico informou, ao regressar, que já encontrara o presidente morto, na cama, em seus aposentos particulares, cercado de membros da família. Vestia pijama e apresentava uma perfuração no coração. Estava com as vestes empapadas de sangue. (...)

Durante toda a noite se desenrolaram os episódios que viriam a culminar com o suicídio de Getúlio Vargas. Às três horas o Palácio do Catete era cenário de uma reunião que marcará um dos episódios mais dramáticos da história do Brasil atual. Convidado a renunciar, Getúlio Vargas recusou-se a atender ao apelo.

A crise se prolongou. e se acentuava. Veio finalmente a sugestão que foi redigida sem demora e com a qual parecia ter se conformado o ex-presidente: a licença, ao invés da renúncia. Mas a verdade é que Getúlio Vargas ia cumprir a promessa que fizera de só morto deixar o Catete. (...)

Após os primeiros instantes de estupefação, dentro do Palácio do Catete, o general Caiado de Castro conseguiu entrar no aposento em que se encontrava o Presidente Getúlio Vargas caído com uma marca de sangue à altura do coração. No mesmo momento, dona Darcy Vargas que seguia atras do general Caiado, atirava-se para frente e segurando as pernas do extinto, puxava-as exclamando:

Getúlio, por que fizeste isso??

Logo depois entrava no quarto o Sr. Lutero Vargas e sentava-se ao lado do corpo, em prantos.

Às 9 horas surgia a notícia emocionante. Estavam terminados os dias do ex-chefe da Nação." A Noite, 24 de agosto de 1954.

"A nação inteira foi abalada na manhã de ontem com a notícia da morte do Sr. Getúlio Vargas, ocorrida em circunstâncias patéticas. Cerca de três horas após a histórica reunião da madrugada de ontem, encerrada com a decisão de licença, o presidente da República se suicida, com um tiro no coração.Pouco depois das oito horas, o Sr. Getúlio Vargas encontrava-se no seu quarto de dormir, no terceiro andar do Palácio. De pijama, fisionomia tranquila, ali foi surpreendido pelo seu velho camareiro Barbosa, que entrava no aposento presidencial, conforme fazia todas as manhãs, para o serviço de arrumação. Disse-lhe, então, o Sr. Getúlio Vargas, em voz serene:

Sai Barbosa, eu quero descansar ainda um pouco.

Foram estas as suas últimas palavras. Instantes depois, deitando-se no leito, o Sr. Getúlio Vargas comprimia, com a mão direita uma pistola contra o peito, exatamente sobre o coração, e com a outra acionava o gatilho. desferido o tiro, não teve mais que uns poucos minutos de vida.

A cidade viveu ontem horas de profunda tensão nervosa, em consequência do suicídio do presidente Getúlio Vargas. Às 8,45 quando maior era o movimento de automóveis nos bairros para o centro da cidade foi a informação do falecimento divulgado pelo rádio.

Na praia do Flamengo carros particulares, táxis e coletivos paravam em plena Avenida e seus passageiros estupefatos dirigiam-se aos passageiros dos outros carros, procurando pormenores informações como se não quisessem dar crédito ao que ouviram nas rádios dos automóveis. (...) Uma verdadeira multidão acorreu ao Palácio do Catete, onde permaneceu de pé à espera do momento que lhe permitissem ver o corpo do sr. Getúlio Vargas. E muitos choravam." Correio da Manhã, 24 de agosto de 1954.AS MANCHETES

Vargas Ao Marechal Mascarenha De Moraes: Não Renunciarei!
- Fui Eleito Pelo Povo, Por Cinco Anos, E Cumprirei Meu Mandato Até O Fim. Não Me Deixarei Desmoralizar (A Noite)

Desfecho Tremendamente Dramático: Matou-se Vargas! Um Tiro No Coração!
A Resolução Extrema Executado Pelo Presidente Que Caia (A Noite)

O Inesperado Desfecho Da Crise Militar (A Marcha)

Protesta O Povo Nas Ruas Contra O Golpe E Pelas Liberdades
União De Todos Os Brasileiros Para A Defesa Da Constituição
Apoiado Pelos Ianques Café Sucede Vargas (Imprensa Popular)

Pus E Lama Escorrem Sobre A Nação Estarrecida Gregório Explorava A Contravenção, Arrancando Dinheiro Dos "Bicheiros" (O Dia)

Afasta-se Vargas Do Governo - Às 4 Horas E 55 Minutos O Momento Decisivo - O Sr. Vargas Ainda Tentou Resistir, Recusando-se A Aceitar as Razões Apresentadas Pelos Seus Ministros - A Reunião Ministerial Durou Cerca De Quatro Horas (O Dia)

Lamenta O País A Morte Do Presidente Vargas - Enorme Massa Popular, Numa Fila Interminável, Na Visitação Do Corpo Do Presidente Da República, Exposto, Em Câmara Ardente, No Palácio Do Catete (O Dia)

A Multidão Desfilou A Chorar Ante Vargas - O Presidente Morreu
Impressionantes Os Aspectos Do Velório No Catete (Diário Carioca)

Dramático Desfecho (Jornal do Brasil)

Vargas Não Cederá Nem À Violência, Nem Às Provocações, Nem Ao Golpe
"Só Morto Sairei Do Catete" (Última Hora)Última Hora Havia adiantado, Ontem, O Trágico Propósito - Matou-se Vargas
O Presidente Cumpriu A Palavra! "Só Morto Sairei Do Catete!"

Fonte: www1.uol.com.br