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( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pretinho Básico


Há quem diga que ele é o melhor amigo da mulher. Sinônimo de estilo e elegância, o "pretinho básico" tornou-se mais que uma peça-chave no guarda-roupa feminino. Um dos clássicos da moda mundial, ele surpreende por sua versatilidade há quase 80 anos.

A história do "pretinho básico" começa em 1926. Nesse ano, a revista Vogue publicaria uma ilustração do novo modelo de vestido, criado pela estilista Coco Chanel. Às vésperas da segunda grande guerra, o modelo passou despercebido. Somente em 1947, Christian Dior ressuscitaria a idéia de Chanel e, de quebra, popularizaria o que ficou conhecido como o uniforme das moçoilas dos anos 50: um vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos coloridos e uma estola de pele.

O sucesso do modelito foi tamanho que as décadas seguintes trataram de promover suas próprias releituras do clássico. Nos anos 60, o "pretinho básico" ganharia nova cara. Desta vez, pelas mãos do francês Hubert Givenchy. O modelo ficaria eternizado pela personagem da atriz Audrey Hepburn no filme Bonequinha de Luxo.

Após os coloridos e psicodélicos anos 70, o "pretinho básico" voltaria com tudo. Nos anos 80, ele encarnaria de vez o papel de salva-vidas fashion. Simples e elegante, o vestido seria o uniforme ideal para as mulheres que corriam atrás do seu espaço no mercado de trabalho - isso, é claro, sem abrir mão da feminilidade.

A partir dos anos 90, o desenvolvimento de novos tecidos deixou o "pretinho básico" ainda mais versátil. Para montar looks completamente diferentes um dos outros, basta um pouco de criatividade: aposte nos acessórios!

Fonte: moda.terra.com.br

Um Clássico do Guarda-Roupa Feminino
Um vestido preto sugere sofisticação, poder e sensualidade. Um verdadeiro curinga no armário das mulheres, ele é tão básico que combina com praticamente tudo, o que lhe permite ser usado durante o dia com tênis, mochila e acessórios coloridos, ou à noite, numa produção mais elaborada.

O surgimento do que hoje chamamos de "pretinho básico" data de 1926, ano em que a revista "Vogue" publicou uma ilustração do vestido criado por Chanel - o primeiro entre vários que a estilista iria criar ao longo de sua carreira.

Antes dos anos 20, as jovens não podiam usar preto e as senhoras o vestiam apenas no período de luto.

A década de 30 começou com a grande depressão, resultado da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, e terminou com a 2ª Grande Guerra. Além de estar fora de moda a ostentação, as mulheres estavam saindo para trabalhar fora de casa. Nesse cenário, as roupas para o dia tornaram-se mais sérias e o vestido preto se mostrou perfeito para a nova mulher que surgia.

Apenas em 1947 o vestido preto se transformou, ano em que o estilista francês Christian Dior lançou o seu New Look, um novo estilo de roupas, com cinturas apertadas e quadris avantajados, valorizando as formas femininas. O uniforme dos anos 50, que se espalhou pelo mundo, era um vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos coloridos e uma estola de pele. Acabou assim, junto com a guerra, o modo simples e econômico de se vestir.

O pretinho tornou-se realmente famoso nos anos 60 e início dos 70. Chique, usado por Jacqueline Kennedy, elegante e feminino no corpo de Audrey Hepburn, no filme "Bonequinha de Luxo", de 1961, cujo figurino foi criado pelo estilista francês Hubert Givenchy, e descontraído, feito de crochê, na pele da atriz Jane Birkin, em 1969.

Após a moda psicodélica da década de 70, a cor voltou para disputar poder com os homens, nos anos 80. Preocupadas com o sucesso profissional, as mulheres precisavam de uma roupa simples e elegante, que fosse a todos os lugares. Mais uma vez, o vestido preto se tornou a melhor opção.

Nos anos 90 ele continuou sendo uma peça básica do guarda-roupa feminino, feito com os mais diversos tecidos, do modelo mais simples ao mais sofisticado, usado em todas as ocasiões e em todos os horários. Por tudo isso o vestido preto se tornou o grande clássico do guarda-roupa feminino, aquele que garante as duas características básicas ao mesmo tempo - simplicidade e elegância.

Fonte: almanaque.folha.uol.com.br

Como explicar tamanho poder de uma peça aparentemente tão básica?

O dia, por exemplo, pede "pretinhos básicos" com carinha de "o mais discreto possível." Escolha, de preferência, os vestidos com fios naturais. Um pretinho básico de linho ou algodão, por exemplo, fica lindo com scarpins ou sapatos com formas arredondadas - sempre com saltos baixinhos. Com sapatilhas, compõe uma dupla elegante. Sem erro.

Os acessórios devem seguir a regra do quanto menos, melhor. Um brinco e um colar de pérolas fazem um look a la Audrey Hepburn. Lindo e ultrafeminino. Com jóias ou bijouterias clássicas, fica a cara da Jackeline Kennedy, ex primeira-dama dos Estados Unidos. Aposta na elegância. Para as executivas, um "pretinho básico" feito de microfibra (ou qualquer outro tecidos sintético) pode ser combinado com um sapato social. Um bom relógio no pulso e uma bolsa a tiracolo complementam look impecável: pronta para o trabalho. Para as moderninhas, um bom par de tênis e um casaquinho colorido. Simples assim.

A noite pede brilho e exuberância sempre. E aí que o "pretinho básico" ganha luz com aplicações e transparências. Os acessórios ajudam a dar um up no look. Com uma pequena bolsa com paetês pretos e uma sandália de salto alto preta, a mulher fica sexy e correta. Com broches ou flores, ela ganha romantismo e sofisticação. Em qualquer opção, porém, o segredo é ousar. E reinventar.

Fonte: moda.terra.com.br


E Chanel inventou o pretinho básico. E as mulheres lhe foram gratas para sempre. Na verdade, ao produzir a mãe de todos os pretinhos, mademoiselle embarcava em uma tendência lançada por seu contemporâneo Jean Patou. Não importa: era dela o croqui do vestido reto, simplérrimo, saia pouco abaixo do joelho, todo preto com um debrum branco e preto no punho, que a revista Vogue publicou em 1926 com uma muito acertada previsão: "Vai se tornar o uniforme de toda mulher de bom gosto".

Assim foi. O preto, praticamente de uso exclusivo em velórios e festas de gala, ganhou a manhã, a tarde e qualquer momento em que a mulher precise estar "bem". Apesar do diminutivo consagrado, pretinho básico hoje é qualquer indumentária infalivelmente certa para a ocasião em que for usada. Vale vestido, tailleur, longo, terninho. Até o macacão de Matrix, como pode ser constatado nas fotos desta reportagem, em que divas das telas e da vida real demonstram como mulheres fabulosas conseguem ficar, de pretinho, mais espetaculares ainda.

Junto com a simplicidade, o preto trouxe para o universo feminino a materialização da mais pura elegância. Preto é puro – e elegância, como mademoiselle ensinava, tem muito mais a ver com expurgar detalhes do que com acrescentá-los.

A própria Chanel, feia e baixinha, vestida de preto (com pérolas, seu par perfeito) ganhava uma distinção incomum. Wallis Simpson, a duquesa de Windsor, feia e esquálida, de preto se tornou o nome e o sobrenome do que havia de mais chique no seu tempo.

E assim foi a caminhada do vestidinho preto, de madame em madame, de beldade em beldade, de dona-de-casa em dona-de-casa, até se firmar definitivamente em seu pedestal de glória no dia em que Audrey Hepburn, adorável em seu corpo de sílfide e interminável pescoço, apareceu em Bonequinha de Luxo de luvas, piteira, franjinha e vários e inesquecíveis pretinhos desenhados por Givenchy. Nunca glamour e modernidade, às vezes tão contraditórios, combinaram com tanta perfeição.

A CRIADORA
Coco Chanel, de cigarro na boca e alfinete na mão, ajusta na modelo uma de suas criações em preto: ao publicar um croqui na Vogue, em 1926, a estilista francesa ganhou o título de inventora do pretinho básico. "Simplicidade é a chave da verdadeira elegância", proclamou mademoiselle Chanel, na linha de frente da revolução que, nos anos 20, reduziu de 20 para 7 metros a quantidade de tecido para fazer um vestido

Como se não bastasse ser simples e elegante, o pretinho também é funcional. Esconde manchas, disfarça amassados, facilita a combinação (preto vai com preto, ponto) e, vantagem sobre todas as vantagens, emagrece.

Num pretinho bem-talhado, as gordinhas podem se sentir belas, esbeltas, poderosas, praticamente uma Rita Hayworth na sensualíssima pele de Gilda, ou uma Jacqueline Kennedy – a mulher mais elegante do século XX, que usava poucos, mas inesquecíveis, modelos pretos e deixou gravada na história uma imagem de tragédia grega reencenada, vestida de tailleur preto, véu de viúva sobre o rosto, levando pela mão os dois filhos pequenos, no enterro do marido John, em 1963.

Desde sua invenção, nos anos 20, o pretinho básico só perdeu força na década de 70, quando o guarda-roupa feminino (e masculino também) foi ocupado pelo psicodélico princípio do quanto mais colorido, estampado, florido e descombinado, melhor – por sinal, o período mais visualmente prejudicado da moda desde a abolição das anquinhas.

Na década seguinte, no entanto, ele voltou com renovado furor, impondo-se nos anos seguintes como o uniforme diurno e noturno do agressivo figurino yuppie. A tal ponto se instalou no dia-a-dia das mulheres que deu lugar ao inimaginável, em se tratando de algo tão perfeito: o exagero.

"Do Rio de Janeiro para cima, o pretinho mantém a função de roupa elegante. Mas, em São Paulo, as mulheres extrapolam", provoca a consultora de moda Gloria Kalil. "Em uma manhã de sol, ver uma mulher toda de preto, como acontece em São Paulo, é overdose."

Sendo assim, num dia quente e ensolarado de verão, busque no closet algo colorido, ou branco, ou claro, que combine com a estação e quebre a negra hegemonia. Bastará o termômetro cair 1, 2 ou 3 graus e pronto: está liberada a volta, ansiosa, saudosa, deliciosa, dos adorados pretinhos.

Fonte: veja.abril.com.br

Pense no maior curinga do guarda-roupa, quase imbatível nas festas. Pense na dupla mais chic da estação. Pense no tecido da hora - artesanal - e no tecido do futuro - fluido, sexy. Pense na jóia favorita das boas moças. Se as respostas foram, nesta ordem, pretinho básico, tailleur, tweed, jérsei e pérolas, você está duplamente em dia com a moda. Está por dentro do que está em alta hoje e, ao mesmo tempo, do que foi consagrado oito décadas atrás como indispensável para a mulher moderna. Essas peças são assinadas por Gabrielle Chanel, cujo sobrenome se tornou uma das grifes mais luxuosas do nosso tempo. Inclusive no que diz respeito ao perfume: Chanel n¼ 5 é um best-seller. "Ela estabeleceu um novo código de roupas para um novo tipo de mulher", explica François Baudot, autor de Chanel (Cosac & Naify).

A prova de que as criações de Coco - seu apelido - são eternas é que, entra estação, sai estação, as roupas continuam insubstituíveis. Neste inverno, não existe vitrine que não tenha um casaqueto com a camélia - um dos símbolos de Chanel - à venda. Usado com muitas voltas de pérolas, ele está nas ruas, nos salões e até no teatro, em Mademoiselle Chanel, uma espécie de desfile de moda biográfico, com figurinos de Karl Lagerfeld, que mantém a alma e as peças-chave da grife há duas décadas, e Marília Pêra no papel-título.

Mulheres livres
Tudo o que Chanel fez e propôs - muitas vezes para uso pessoal - virou um estilo. No fim da década de 10, ela cortou o cabelo curto. Voilà: nascia o corte Chanel, de fios retos e na altura do queixo. O calcanhar exposto no modelo do bicolor inspirou variações muito distantes do original, mas todas com o mesmo nome: modelo Chanel. Cansada de carregar a bolsinha feito uma lady, Gabrielle teve a idéia de amarrar uma tira de couro de cada lado e pendurá-la no ombro. Criou assim nada menos do que a bolsa a tiracolo. Um vestido velho foi cortado na frente, ganhou golas, botões, uma fita na cintura e outra na barra. A forma era a de uma longa camisa, o que lhe valeu o nome de chemisier.

Parecem coisas mínimas, mas, se comparadas ao figurino de então, são idéias inovadoras. Quando Chanel começou - a primeira loja é de 1910, na rue Cambon, em Paris -, o que se via nas ruas eram mulheres de vestidos longos e cheios de frufrus e chapéus enormes e enfeitados. Com o vestido preto de jérsei - tecido nada nobre para a época -, Chanel deu às mulheres da década de 20 mais do que a liberdade de movimento que elas esperavam. "Ela gostava de afirmar que era uma estilista de sucesso, fundadora do primeiro império da moda, porque foi a primeira a viver a vida do século 20", escreve Janet Wallach na biografia Chanel - Seu Estilo, Sua Vida (Mandarim). Ela oferece uma roupa simples, fácil de vestir, com um efeito visual de luxo - e uma cara moderna. O primeiro pretinho básico da história, de 1926, ganhou o apelido de Ford, numa comparação com a marca, e a cor, do carro mais popular nos anos 20. Ao lado da camiseta e do jeans, o pretinho está entre as peças mais influentes do século.

Universo masculino
A peça de estréia da grife foi criada quase por acaso durante uma temporada em Deauville, na França. Para se proteger do frio, ela emprestou um suéter de Arthur "Boy" Chapel, seu amante e único amor. Em vez de vesti-lo pela cabeça, Chanel cortou a frente com uma tesoura, fez um acabamento com fita e acrescentou uma gola e um laço. Virou hit. "Minha fortuna começou com aquele velho suéter, só porque senti frio", disse. Essa peça e o dinheiro de Chapel (que reconheceu a originalidade de Gabrielle e a incentivou a seguir o caminho da moda) foram a base da maison.

A moda masculina era uma das obsessões de Chanel. Dos homens, ela soube roubar, com charme, as calças, os paletós, o casaco 7/8, o cardigã. Usava o alfaiate de Chapel para renovar o guarda-roupa. Não só as roupas masculinas da alta sociedade serviam como uma luva no seu corpo quase sem curvas. Uniformes de marinheiros - camiseta listrada, calça larga, quepe, alpargatas - inspiravam suas criações. Chanel abriu caminho, assim, para um dos temas recorrentes da moda moderna: o look masculino. Depois disso, nosso guarda-roupa nunca mais foi o mesmo. "Admiro Chanel por ter mudado a moda feminina para sempre", declarou Giorgio Armani. Como que numa costura do trabalho iniciado pela francesa, o estilista italiano explorou a androginia para as mulheres nos anos 80, tornando mais leves as linhas do smoking proposto por Yves Saint Laurent na década de 60.

Eternamente chic
A moda de Chanel se confunde com sua personalidade, reflete sua vida. "Ela foi o que vestiu", afirma Janet Wallach. Antes de ser uma grife, ela já preferia camisas, gravatas, paletós e culotes emprestados de amigos aos vestidões. "Ela precisava do mínimo para deixá-la livre para ser quem era", completa. Foi a primeira figura no universo das tesouras a não tirar medidas, cortar, alinhavar apenas, mas a ditar um estilo que refletia uma visão de mundo. Não era costureira, era estilista. Fez questão de fazer parte do mundo para o qual criava. Seu círculo de amigos tinha artistas como o pintor Pablo Picasso, seus destinos incluíam a Riviera, sua cama era dividida com amantes, como o duque de Westminster.

A combinação de roupas limpas, feitas de tecidos nada requintados, com muitos enfeites - pérolas falsas e jóias fantasia -, deu origem ao chic pobre, algo que nem de longe ofendia uma criadora que, em bus-ca de idéias, costumava prestar atenção em como a classe baixa se vestia. Chanel, aliás, nasceu numa família miserável, em 1883, passou a infância em um orfanato e encontrou, aos 15 anos, um protetor e um jeito de entrar para o grand monde: tornar-se uma cortesã. Depois disso, estava determinada a não de-pender nunca mais de um homem e se orgulhava de dizer que havia pago cada centavo do empréstimo de Boy Chapel para abrir sua maison. "Ela foi subversiva", afirma François Bardot sobre a estilista, que morreu em 1971. Estava acima de qualquer manual rígido de bons costumes e, desrespeitando todas as regras da elegância da época, ela acabou por criar a noção de chic que vale até hoje.

Fonte: elle.abril.com.br

Para qualquer ocasião, um "pretinho básico" vai bem. A peça é coringa, porém existem algumas regrinhas que devem ser seguidas na hora de montar o seu look.

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