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( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Síndrome de Diógenes : Você conhece?


Pode parecer pitoresco ver uma pessoa bem vestida revirando lixeiras em busca de objetos. Mas a ânsia de não descartar nada e ainda guardar o lixo alheio não tem nada de engraçado e é uma doença, a síndrome de Diógenes.

O distúrbio se caracteriza pelo acúmulo de objetos em grandes proporções e pelo isolamento social. Ao contrário do demente, que zanza pelas ruas sem nenhuma ligação com a realidade, essas pessoas são lúcidas e não têm qualquer alteração fisiológica no cérebro.

A vítima mais famosa da doença é a cantora Whitney Houston. Depois de construir uma carreira sólida, a cantora agora vive fechada em sua mansão e só sai de casa para recolher lixo.

Geralmente, os primeiros a perceberem o distúrbio são os vizinhos.

Foram eles que deram o alerta para a família de dona Violeta, 78, moradora de um bairro nobre em São Paulo, de que seu comportamento não era normal. Depois de muitas tentativas de solucionar o mau cheiro vindo da casa de dona Violeta de forma amigável, os vizinhos chamaram a polícia e a senhora teve que se desfazer de mais de 200 kg de lixo que, segundo ela, eram coisas "boas". "São coisas que eu guardava. Não tinha negócio de lixo. Eram coisas minhas, coisas que a gente não pode jogar fora", alegou a velhinha.
A médica psiquiatra Bárbara Perdigão já atendeu vários pacientes com esse mesmo discurso. "Todos falam que as pessoas jogam fora coisas boas, que aquilo não é lixo. Já tive uma paciente que o quarto era intransitável, não dava para passar uma vassoura", conta a psiquiatra. Segundo ela, o diagnóstico da síndrome de Diógenes é feito por exclusão, após exames psicológicos e clínicos que descartem a demência.

Mas como diferenciar a mania de guardar coisas antigas - comportamento comum entre os idosos - de um distúrbio psiquiátrico? "Basta analisar a proporção de objetos acumulados. Pessoas mais velhas têm mania de guardar coisas, mas não saem catando lixo. Outro aspecto é o descaso consigo mesmo", explica Bárbara Perdigão.
Como a doença é incurável e não possui tratamento, a família deve aprender a lidar com o paciente. A psiquiatra diz que o mais importante é os parentes se conscientizarem de que estão diante de uma pessoa doente. "Não existe outra via se não a do afeto, do carinho. Essa alteração do comportamento não tem cura, mas é possível negociar algumas coisas, como fazer uma faxina semanal. Também é importante criar uma rede de ajuda com os vizinhos e tentar inserir a pessoa em alguma atividade da comunidade".
Curiosidade

Pesquisa inglesa realizada junto a 72 pacientes com a síndrome de Diógenes mostrou que:

• 53% foram diagnosticados como psicóticos.
• 61% como portadores de psicose senil.
• 75% tinham inteligência normal e 25%, QI acima da média.
• A maioria apresentou personalidade pré-morbida: eram independentes, dominadores, teimosos, obstinados, agressivos, desconfiados, discretos e questionadores.



Síndrome de Diógenes

Diógenes foi um filósofo grego que vivia em um barril de. Quando Alexandre o Grande perguntou “O que você mais quer no mundo?” ele respondeu - “Que você saia da minha sombra”.
A síndrome de Diógenes, é quando uma pessoa vive reclusa por se negar a existir.


ocê lava as mãos seguidamente? Verifica várias vezes se as portas ou as janelas estão trancadas antes de se deitar? Tem nojo do corrimão do ônibus ou da maçaneta da porta do banheiro público? Evita toalha de mão coletiva? Ou sua mania é de guardar entulho em casa? Se você respondeu “sim” a alguma dessas perguntas, o caminho já está meio andado: você pode ter sintomas do chamado transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), demência que atinge 2% da população de todas as classes sociais.
O TOC que está na moda provocou uma corrida a consultórios. Chama-se síndrome de Diógenes e foi diagnosticada na espanhola Violeta Martinez Rodriguez, 80 anos. Ela conseguiu acumular toneladas de lixo durante 18 anos num sobrado no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo.
A psiquiatra Ana Hounie, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), avisa que uma pessoa não precisa guardar tanto bagulho em casa, como Violeta, para ter a síndrome de Diógenes. “Geralmente, o portador dessa síndrome tem muita dificuldade de jogar as coisas fora. Quando recebe um presente, abre com cuidado o embrulho porque acha que o papel será útil algum dia, mesmo que já tenha um monte guardado”, descreve a médica.
Antes de mais nada, é preciso saber que a síndrome de Diógenes, assim como outras manias, toques e tiques, não é uma doença. Dependendo de uma avaliação médica, pode ser apenas um sintoma do TOC. “É fácil de entender. A febre, por exemplo, não é uma doença. Ela pode ser um sintoma de várias enfermidades. Assim acontece com as manias e toques. Eles podem ser sintomas de um TOC”, explica Ana. Já o TOC é um transtorno mental.
Para os médicos, a síndrome de Diógenes ainda é um mistério. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o sintoma como colecionismo, que é a falta de capacidade que as pessoas têm em se desfazer de objetos pessoais velhos ou de lixo. “A pessoa sempre acha que aquele objeto fará falta. Seja uma sacola velha, uma garrafa de refrigerante ou uma caixa de papelão. Mas, para diagnosticar a síndrome de Diógenes, a casa da pessoa tem que estar entulhada ou com mau cheiro. Tem gente que deixa de dormir no quarto por causa da quantidade de coisas guardadas nele”, diz Ana. “Quando chega a esse ponto, o ideal é procurar um psiquiatra”, sugere a médica.
O grande problema é que o portador de toques e manias nunca procura um médico por vontade própria. “O que poucas pessoas sabem é que, por trás de uma mania simples, pode se esconder uma demência grave, principalmente se o paciente for idoso”, avisa o psiquiatra Paulo Salomão Mendes, da Universidade de Campinas (Unicamp). Nenhum exame médico diagnostica o TOC. Para comprovar a doença, os médicos entrevistam os pacientes. O tratamento consiste em medicamentos e as consultas podem ser feitas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive com sessões terapêuticas.
Vem sendo cada vez mais comum entre os portadores de transtorno obsessivo-compulsivo a chamada dismorfofobia ou transtorno dismórfico corporal. É uma preocupação com um defeito na aparência que existe só na imaginação. “Geralmente os portadores desse transtorno procuram cirurgiões plásticos para corrigir o nariz ou outra parte do corpo. Só que eles nunca estão satisfeitos com a aparência nem depois da operação”, explica a psiquiatra Ana Hounie, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Para a insatisfação com a aparência ser atribuída a um transtorno mental, no entanto, é preciso que o paciente esteja preocupado excessivamente com o suposto defeito. Essa preocupação deverá causar-lhe sofrimento. “As queixas geralmente envolvem falhas imaginadas na face ou na cabeça, tais como perda de cabelos, acne, rugas, cicatrizes”, explica o psiquiatra Romeu Alencar, da Universidade do Rio de Janeiro. Tem gente que deixa de dormir no quarto por causa da quantidade de coisas guardadas nele
Ana Hounie, psiquiatra.
Veículo: Correio Braziliense

2 comentários:

  1. Confesso que tenho esse distubio mental, acumlo objetos, antes guardavá para dar a outros, estou botando objetos fora, me falta muito, percebo que por morar só, meu apto fica sempre desarrumado, e vou compartilhar com outros,porque nao quero estar mais vivendo em caus. Sujeira eu detesto,mais a desordem e´ o que mais há em meu apto. Vou pedir consulta com o neurologista e fazer exercicíos, e procurar minha cura...

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  2. Oi Cida passei por aqui e gostei da matéria!

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