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( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cisto Pilonidal

O que é?

O cisto pilonidal é uma inflamação que ocorre na região interglútea, na pele em cima do cóccix e sacro. Esta é uma doença que afeta mais comumente os adolescentes e adultos jovens, com o pico de incidência na terceira década de vida. O sexo masculino está acometido em 80% dos casos.

Como ocorre?

O termo pilonidal vem do latin pilus, que significa pêlo, e nidus (cisto), que significa ninho. Desta forma, é assim que o cisto pilonidal se desenvolve. O pêlo da região superficial ao cóccix e o sacro cresce para dentro da pele, funcionando como um corpo estranho, que causa um processo inflamatório e infecção subseqüente. Este corpo estranho se aproveitaria da vulnerabilidade da pele destes pacientes, e se aprofundaria nesta região, formando então, o cisto pilonidal.
O cisto pilonidal foi descrito pela primeira vez por um médico chamado Mayo, em 1883. Naquele período, se acreditava que o cisto fosse decorrente de um problema congênito da região. Atualmente a teoria mais aceita é de que o cisto pilonidal é realmente uma doença adquirida. A tendência que o cisto tem em recidivar é consistente com uma doença adquirida, já que caso contrário, a retirada do tecido mal formado resultaria na cura completa da doença.

Sintomas

Alguns pacientes são assintomáticos, mas apresentam uma pequena abertura na pele (orifício) da região sacro-coccígea, uns 5 cm acima do ânus. Os pacientes sintomáticos apresentam dor na região, edema (inchaço), vermelhidão, e saída de líquido purulento pelo orifício na pele. Em alguns casos, devido a intensidade do processo inflamatório e da infecção (abscesso), novos orifícios surgem na região, facilitando a saída espontânea do pus. Estes orifícios se comunicam por debaixo da pele, formando trajetos fistulosos, como se fossem “túneis”. Em alguns casos, devido a dor na região final da coluna (cóccix e sacro), algumas vezes o primeiro especialista a ser procurado é o ortopedista, que prontamente encaminhará o paciente ao proctologista.
Mais comumente, os pacientes apresentam saída crônica de líquido purulento pelos orifícios do cisto pilonidal, com períodos de melhora dos sintomas. Ao exame, os orifícios são observados, e algumas vezes é possível notar a projeção do pêlo através destes orifícios. Com a pressão manual sobre os trajetos fistulosos, é possível visualizar a saída de um líquido seroso e purulento.

Tratamento

O tratamento nos casos que se apresentam inicialmente como um abscesso da região deve ser a drenagem cirúrgica do abscesso, com a conseqüente retirada da secreção purulenta. Esta drenagem pode ser realizada com anestesia local, raquimedular ou geral, dependendo da intensidade do caso. Em alguns pacientes, este é o tratamento definitivo, principalmente naqueles acima dos 30 anos de idade. Deve-se salientar de que este tipo de evolução ocorre em menos de 40% dos casos submetidos a drenagem do abscesso. Os antibióticos têm pouco efeito nestes casos, e só devem ser utilizados em infecções graves ou em pacientes com comprometimento da imunidade.
No entanto, nos pacientes que apresentam a persistência do cisto, mesmo após a drenagem do mesmo, o tratamento cirúrgico está indicado. O procedimento cirúrgico ideal para estes casos é o que requer menor hospitalização, maior simplicidade técnica, e que tenha um baixo índice de recorrência da doença.
Nestes casos, indico em meus pacientes a abertura do cisto, a curetagem (raspagem) da parede interna do cisto, a retirada dos pêlos e a cauterização da região. Ou seja, o cisto é convertido em uma ferida aberta, que cicatrizará com o passar dos dias. Os trajetos fistulosos são identificados através de uma pinça que entra em um dos orifícios na pele e sai em outro. Em seguida, o trajeto é aberto. Um aspecto importante durante a preparação para cirurgia é a retirada completa dos pêlos da região. O mesmo procedimento também deverá ser mantido no período pós-operatório, mantendo-se uma área de 3 a 4cm sem pêlos a partir da ferida. A maior vantagem deste método é a sua facilidade técnica, e a maior desvantagem, o tempo de cicatrização (4 a 6 semanas).
Em geral, o paciente recebe alta hospitalar no dia seguinte ao da cirurgia, com orientação a respeito do curativo e sobre os analgésicos utilizados para o controle da dor. O curativo é realizado diariamente, com a lavagem da ferida com soro fisiológico, e colocação delicada de gazes. Desta forma haverá a cicatrização uniforme da ferida, até que em determinada fase desta cicatrização, a ferida estará quase fechada e não haverá a necessidade de colocação da gaze. É importante que o cirurgião ensine à pessoa que realizará o curativo o modo correto de realização do mesmo, evitando-se assim, dor desnecessária no momento da troca e melhores resultados.
Nos casos recidivados e já submetidos a este tipo de cirurgia, outras técnicas mais complexas podem ser utilizadas, como o fechamento da ferida no momento da cirurgia. No entanto, isto implica em um maior tempo de internação hospitalar e maior dificuldade cirúrgica, devendo-se assim, reservar este tipo de tratamento para casos selecionados.

Dr. Fernando Valério

Nota Pessoal: Hoje dia 25 de abril meu filho opera um cisto destes. Estou muito confiante e espero que tudo corra bem.

Dia 26 de abril- Graças a DEUS deu tudo certo. Me filho já está em casa, como levou alguns pontos, espero que a recuperação seja mais rápida...

3 comentários:

  1. Cisto pilonidal, um cisto no Cox que no meu caso se deu por infecção capilar se agravando com uma queda que afetou o local, provocando inchaço e muita dor. Cuidado pois esse cisto pode parecer simples de tratá-lo, mas pode se tornar muito complicado e longo seu tratamento. Tenho 24 anos, sou homem e tive esse problema por aproximadamente 1 ano.
    No início procurei um ortopedista pois achei que fosse luxação, o primeiro médico me receitou antiflamatório e raio x, como o médico não diagnosticou o problema e a dor continuou, fui em outro ortopedista que me indicou um cirurgião geral, pois se tratava de cisto pilonidal. Fiquei internado no local e no dia seguinte o mesmo médico de plantão, retirou o pus do local, como se tivesse espremendo uma espinha gigante, que provocou muita dor, no dia seguinte já estava na sala de cirurgia, onde o procedimento foi feito retirando a capsula do cisto e depois fechando com o local com pontos, que não indico, pois a cirurgia com pontos é mais fácil ocorrer um novo cisto. Fiquei um mês sem sentar e deitado com a “bunda” para cima, cheguei a fazer tratamento com câmera hiperbárica (entra-se numa camâra, que parece um cilindro e coloca máscara de oxigênio e aumenta a pressão, como um mergulhador, dizem que acelera a cicatrização, mas no meu caso não adiantou muito e me deixou mais impaciente) e o médico me pediu para fazer curativo no hospital e me consultava a cada 20 dias aproximadamente. Resultado cada dia uma enfermeira com demora, com um curativo diferente me atendia, mas geralmente era um curativo que se chamava acquagel que era colocado dentro do ferimento, e o médico quase não me consultava e não me orientava, ocorreu que fui na praia, entrei no mar, na piscina, fiz atividades físicas normalmente e 3 meses depois o médico me deu a notícia que precisava, fazer outra cirurgia , porque tinha surgido um novo cisto.
    4 meses depois fiz uma nova cirurgia com o mesmo médico, mas dessa vez a cirurgia foi sem pontos, isto é a ferida ficou aberta e foi cauterizada, mas como tinha cometido um erro de não escolher um médico que conhecia e experiente, resolvi procurar outro médico que me atendia semanalmente e me orientava. Me instruiu para não fazer atividades físicas no inicio, apenas caminhada e durante todo tratamento não ir na sauna, piscina e mar, pois pode infectar facilmente, para fazer curativo na minha mãe fazer o curativo, que foi muito mais tranqüilo e mudou o curativo passou a ser no início o nebacetim e depois a fibrase, que era feito da seguinte forma, limpa o curativo com soro, coloca a fibrase na gase esterelizada e põe dentro do ferimento , após coloca uma gase por cima e fecha o curativo com micropório.Muitos questionaram este curativo, pois falaram que o acquagel e o dersani são mais eficientes, mas a justificativa do médico foi que a fibrase e o nebacetim contém antibiótico que é fundamental para essa região que é facilmente infectável.
    O ferimento se estendeu por mais 5 meses e no 3 mês fiz todos exames possíveis, e no exame de cultura foi detectado uma bactéria no local chamada enterobacter, tomei antibiótico e o que parecia ser impossível de cicatrizar em 2 meses cicatrizou.
    Este é um depoimento de uma pessoa que mudou todo seu planejamento de vida por causa desse cisto, e que deseja com este depoimento ajudar alguém que tem esse problema que não é tão raro assim e também não é tão simples assim. Não sou muito de dar conselhos, mas indico que procurem um médico experiente, que consulte você semanalmente. E no mais siga sua vida.

    Abraçoos

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  2. Bem, meu cisto estourou quando eu tinha 13 anos, eu estava sentindo dores a algumas semanas sempre que sentava e sempre que ia ao banheiro evacuar e passava o papel saia sangue no papel, foi então que falei com minha mãe e pedi pra ela ver, foi então que ela viu um enorme corte no meio das nádegas, o corte tinha a carne escura e saia sangue e pus e tinha um péssimo cheiro, logo no dia seguinte ela me levou ao pediatra que ainda cuidava de mim, ele viu o ferimento e me mandou pra um cirurgião geral com uma carta, fui no cirurgião e ele disse que era o cisto pilonidal e que tinha que operar logo pq tinha estourado e tava bem ruim, em 1 semana fiz os exames e dps fui fazer a cirurgia. Depois que acordei da cirurgia vi o cisto no frasco de soro pra levar pra biopsia e meu Deus ele era gigante, do tamanho de um abacate médio e teve de ser cortado ao meio pra por no vidro do soro. Levei pontos pois era muito grande o buraco, pude fazer os curativos em casa, usava açúcar e pomada. Passou 3 meses e eu sentia muita dor e começou a sair pus, antes de cicatrizar a cirurgia ainda ela meio aberta voltei pro centro cirúrgico novamente pra fazer uma drenagem, porém, chegando la tinha outro cisto, dai teve que cortar o pouco que tinha cicatrizado e dessa vez deixou a cirurgia aberta. Fiquei 5 meses indo todos os dias ao hospital fazer curativos, cabia a mão de um homem dentro do buraco, e cortou do cofrinho até 2 cm do ânus, pois é cortou tudo mesmo. Levou 2 anos e 8 meses pra cicatrizar por completo, nesse tempo fiz hiperbarica também , 8 sessões, ajudou mas nao ao ponto de fechar tudo. Fui encaminhada pra um cirurgião plástico pois iria fazer um enxerto pois o buraco nao fechava, tava a 2 meses sem nenhum progresso de cicatrização, o médico plástico decidiu esperar mais 1 mês antes de realmente fazer o enxerto, e graças a Deus voltou a fechar. Esses 2 anos e 8 meses fora m horríveis, operei a primeira vez em dezembro de 2008 e a segunda vez em março de 2009. Vai fazer agora 4 anos que fechou e quando foi junho de 2013 o cisto voltou, tomei remédios desinflamou, mas agora em Maio de 2014 voltou com tudo e 30 de junho de 2014 operei novamente. Agora tenho 19 anos e tive que parar minha vida de novo, em 2009 eu nao estudei pq nao podia ficar sentada. Agora 2014 tb to sem fazer meu curso técnico pq nao posso sentar. .. o cisto tava grande de novo, menor que o primeiro mas esse de agora tava mais fundo, mas graças a Deus ele é menor. Mas estou sentindo muuuuita dor, mas ta mto bem a cirurgia, dói demais meus curativos, mas o início é assim mesmo, pois a carne ta sensível. Bem, quem tem isso por favor opere rápido, pois ele cresce e fica maior e maior e maior, e pior será a cirurgia.

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