Ocorreu um erro neste gadget

Ola´! Que bom que passou por aqui, seja bem vindo! ! Espero que goste e volte sempre!!!!

"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ECOTURISMO


A HISTÓRIA DO ECOTURISMO

O turismo é uma atividade que tem crescido muito nas últimas décadas, tanto no Brasil quanto em diversas partes do mundo. A EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) e o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês) apontam que o número de estrangeiros que visitam o Brasil, anualmente, é de cerca de cinco milhões de pessoas, das quais mais de metade são provenientes de países da América do Sul, principalmente Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai; seguidos de Estados Unidos, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal.No Brasil, alguns fatos importantes demonstram o crescimento do turismo. Investimentos do setor privado, com a construção de hotéis, parques temáticos e centros de convenção; assim como a criação de inúmeros cursos voltados à formação em turismo, desde cursos rápidos e técnicos até graduações (que atualmente são mais de 500, em todo o país) e pós-graduações. Por isso, a área precisa de profissionais capacitados, comunicativos e que, em algumas situações, tenham conhecimento de um idioma estrangeiro.

O turismo, como o conhecemos hoje, é uma atividade iniciada em 1841, com a realização da primeira viagem organizada de que se tem registro. Foi uma excursão, na Inglaterra, entre as cidades de Leicester e Loughborough. Um jovem pregador batista, Thomas Cook, teve a idéia de alugar um trem a fim de levar os fiéis de sua igreja a um congresso antialcoólico.

Para saber mais sobre esses assuntos, leia o livro, Aprendiz de Lazer e Turismo e o livro, Passaporte para o Mundo. Mas vale lembrar o conceito de turismo da Organização Mundial do Turismo, que é adotado no Brasil. Nesse conceito, o turismo é “uma atividade econômica representada pelo conjunto de transações – compra e venda de serviços turísticos – efetuados entre os agentes econômicos do turismo, gerado pelo deslocamento voluntário e temporário de pessoas para fora dos limites da área ou região em que têm residência fixa, por quaisquer motivos, excetuando-se o de exercer alguma atividade remunerada no local que visita”.

O turismo, quando comparado com outras atividades, como a industrial ou agrícola, costuma causar menos problema à natureza e às pessoas. Contudo, se mal planejado, pode promover grandes descaracterizações às paisagens naturais e culturais dos destinos turísticos.

Nos anos 1970 e 1980, houve uma expansão dos locais turísticos, os quais foram saturados com infra-estrutura, equipamentos e serviços de apoio ao turismo. Tratou-se de uma fase de excessos, acentuada pela baixa qualidade das casas e infra-estrutura das localidades turísticas, onde predominou o concreto, o crescimento desordenado, a arquitetura urbana, falta de controle de efluentes. Com isso, grandes extensões de áreas acabaram transformando-se de destinações turísticas em locais de segundas residências, desabitadas fora da temporada de visitação.Vejam alguns exemplos problemáticos desse período:

Aumento e esgotamento de recursos naturais

Grande quantidade de construções, descaracterizando a paisagem original

Aumento da produção de lixo e esgoto

Alteração de ecossistemas naturais devido à introdução de espécies exóticas (de fora da localidade) de animais e plantas

Compra de lembranças produzidas a partir de elementos naturais escassos

Descaracterização cultural, com perda de valores tradicionais

Aumento do custo de vida, gerando inflação

Geração de fluxos migratórios para áreas de concentração turística; e

Adensamentos urbanos não planejados; favelização.

Mas esse modelo turístico está se esgotando e novas formas de praticar o turismo, respeitando a natureza, começam a se consolidar. Essa nova abordagem será discutida no tópico 2 e no módulo III deste livro. O ecoturismo surgiu também por causa desses problemas causados pelo turismo. Alguns turistas não estavam interessados nos padrões de consumo desse modelo indicado no parágrafo anterior. Assim, após a década de 1980, ocorreu uma renovação da atividade, com o enaltecimento da calma, das aventuras e o desejo por conhecer de forma mais aprofundada as regiões visitadas.

Foi durante as duas últimas décadas do século XX que o Ecoturismo passou a ser visto como possibilidade de proporcionar benefícios tanto para a natureza quanto para a sociedade (as pessoas que trabalham com o turismo, assim como as comunidades moradoras de locais turísticos).

Esses benefícios foram motivados após a conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente na cidade do Rio de Janeiro em 1992 - a chamada Rio-92. Nessa conferência, consolidou-se o termo desenvolvimento sustentável. Para aprofundar sobre as premissas do desenvolvimento sustentável, veja o livro, Ética, Meio Ambiente e Cidadania para o Turismo.

Em linhas gerais, o conceito de sustentabilidade aponta diretrizes sobre o modo como os seres humanos enxergam e se relacionam com a natureza. Isso acabou por estimular o interesse global e o grande crescimento do ecoturismo como uma estratégia de desenvolvimento sustentável.Assim, começou a surgir um turista interessado em ambientes conservados e as instituições que trabalham com turismo passaram a estabelecer diretrizes políticas para um turismo sustentável.

Veja alguns encontros ao longo da década de 1980 que contribuíram, ao lado de novas aspirações dos turistas, para a estruturação de um turismo alternativo ou brando, as raízes do ecoturismo:

Em 1980, uma conferência da OMT, que é considerada um marco nas mudanças de direção do turismo

Em 1981, é estabelecido em Bancoc, na Tailândia, a Comissão Ecumênica em Turismo do Terceiro Mundo (ECTWT), que propõe apoio aos modelos de turismo alternativo desses países

Em 1989, na Polônia ocorre um encontro sobre perspectivas teóricas em formas alternativas de turismo e

Também em 1989, na Argélia, realiza-se um seminário sobre turismo alternativo da OMT, do qual surge a
proposta de turismo sustentável.

Atualmente, o ecoturismo se expande aproximadamente 20% ao ano. No Brasil, em 2001, 13,2% dos estrangeiros que visitaram o país eram ecoturistas. Esse crescimento do turismo na natureza reflete mudanças muito importantes na forma como os seres humanos observam e interagem com o ambiente natural.

Mas o turismo em ambientes naturais ainda vem sendo desenvolvido de forma bastante restrita e com ações isoladas. Dessa forma, o grande potencial natural e cultural existente ainda não é plenamente aproveitado como alternativa de desenvolvimento econômico e social para as comunidades locais e como propulsor da conservação e da proteção do ambiente natural. Por isso, faz-se necessária a ação conjunta de governantes, iniciativa privada, entidades do terceiro setor e comunidades, de forma que os recursos existentes nos ambientes naturais sejam aproveitados de maneira sustentável.CONTEXTUALIZANDO O ECOTURISMO NO MUNDO ATUAL

O termo ecoturismo foi criado no início da década de 1980. Trata-se de uma atividade turística desenvolvida em áreas naturais em que o visitante procura algum aprendizado sobre os componentes do local visitado. Safáris fotográficos, estudos do meio e observação da fauna são algumas das possibilidades que o ecoturismo oferece. É baseado, assim, em atrativos naturais variados como cachoeiras, rios, lagos, grutas, montanhas, fauna e flora. Necessita, portanto, de um ambiente pouco alterado pelo homem para suas práticas.

Esse grupo formulou as Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo, na qual a atividade foi assim definida:

Segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.

Por essa definição, podemos perceber que o ecoturismo precisa ser praticado de uma forma sustentável. As atividades planejadas não podem promover degradações na natureza; ao contrário, deve contribuir para sua conservação. Para uma prática turística ser entendida como ecoturística, ela também precisa propor ações para que o turista seja informado e sensibilizado para a conservação e importância das áreas visitada. Isso pode ser feito por meio de técnicas de interpretação ambiental. Esse assunto será tratado no tema 2 deste módulo. Finalmente, o ecoturismo deve envolver a comunidade local nas decisões de implantação de atividades e serviços do turismo, garantindo que as aspirações dessas comunidades sejam atendidas.

É nesse conjunto de procedimentos e preocupações que o ecoturismo se embasa. Não respeitar quaisquer desses preceitos não é praticar o ecoturismo.

Aprofundando um pouco mais essas informações, leia o trecho da página seguinte, escrito por um pesquisador do tema e discuta com seu professor e colegas:

Na perspectiva de oferecer mais uma solução possível à questão da preservação ambiental, adquiriu grande expansão um conjunto de novas práticas turísticas sob essa denominação. Como alternativa ao mercado, tende a privilegiar áreas de natureza praticamente intocada, adotando o discurso preservacionista e da sustentabilidade, conforme pronunciam entidades de referência internacional como a Ecotourism Society (www.ecotourism.org) (...). O ecoturismo delimita, a princípio, uma ruptura com as formas tradicionais de visitar a natureza, ao pautar-se pela busca prioritária da preservação dos ecossistemas e pela sustentabilidade da atividade, tomada inclusive como forma de viabilizar economicamente a própria preservação ecológica.

No final do século XX, o amplo debate em torno de temas como a poluição urbana, o estresse cotidiano, a valorização da biodiversidade e a preservação ambiental, possibilitaram o advento de novas práticas e discursos no âmbito do turismo direcionado à natureza. Intensifica-se progressivamente a busca de áreas naturais, para muito além das zonas costeiras tropicais (o tradicional binômio praia-sol) (...).

Dessa forma, o ecoturismo constitui-se num conjunto de princípios de respeito à natureza e à cultura local. Para ser seu praticante, também é preciso compreender e respeitar essas dimensões. Uma delas é o perfil do ecoturista. Quem é ele? Quais são suas necessidades e aspirações?

Os ecoturistas, geralmente, apresentam elevado grau de instrução: muitos concluíram um curso superior e preferem locais que respeitam as culturas tradicionais e a natureza. Eles querem aprender e buscam informações e esclarecimentos nas destinações visitadas.Os esclarecimentos requisitados pelos ecoturistas dizem respeito, principalmente, às características da natureza, ou seja, são pessoas que se apresentam motivadas para aprender sobre rios, montanhas, oceanos, florestas, árvores, flores e fauna silvestres.

No entanto, não se preocupam apenas em observar uma paisagem ou elemento da natureza, mas também em sentir e perceber algo mais de seu valor, por exemplo: a importância da natureza para a sociedade, seu valor histórico, produção de recursos (alimentos e matéria-prima), oportunidades de reflexão, contemplação, controle de processos (controle de erosões e inundações, fotossíntese e produção de biomassa), entre outros. Procuram, além do rico contato com a natureza, vivenciar novos estilos de vida e esperam ver o dinheiro que gastam em suas viagens, contribuindo para a conservação e para o benefício da economia local.

O ecoturista aceita um guia mais descritivo e espera o fornecimento de um nível apropriado de explicação sobre a natureza e a cultura das localizações visitadas. Sendo assim, as pessoas que trabalham com o ecoturismo devem ser capazes de explicar conceitos, significados da natureza, de entender a estrutura e a dinâmica básica dos ecossistemas e das paisagens naturais, e ser capazes de explanar sobre as conseqüências das mudanças promovidas pelo ser humano, considerando os princípios básicos da conservação da natureza.

É bom lembrar que os conhecimentos necessários adquiridos por meio de livros e cursos devem estar associados e não substituir a familiaridade com o meio, que é uma ferramenta poderosa para os guias de ecoturismo. Os conhecimentos já existentes na comunidade local devem ser reconhecidos, valorizados e utilizados na explicação sobre a natureza.

Modalidades ou segmentos associados ao ecoturismo

Com base nas informações sobre ecoturismo apontados no tema anterior, é possível ainda verificar algumas especializações ou atividades a ele associadas.

Ressalta-se que há inúmeros conceitos e abordagens a respeito das modalidades de turismo na natureza. Assim sendo, apresentamos algumas possibilidades de turismo na natureza, que são variadas, indo do ecoturismo ao turismo rural, ao de aventura e outros, como o turismo cultural e o turismo de pesca, por exemplo.

ECOTURISMO: UM MERCADO EM EXPANSÃO NO BRASIL E NO MUNDOEstima-se que 50 milhões de pessoas no mundo e meio milhão no Brasil praticam o ecoturismo. O crescimento anual estimado é de 20% no mundo e 10% no Brasil. As viagens voltadas à natureza representam 10% das viagens de americanos e europeus; a primeira intenção de viagem para os turistas que vão à Costa Rica e ao Quênia. De 4 a 6 milhões de moradores dos Estados Unidos fazem, por ano, turismo na natureza fora de seu país; no Brasil, existem cerca de 250 operadores e agentes especializados e mais de 2000 meios de hospedagem, sendo aproximadamente 220 eco-hotéis.

A participação do Brasil no mercado do ecoturismo ainda é muito pequena, considerando que o país tem potencial para desenvolver vários segmentos do turismo na natureza.

Os principais destinos de ecoturismo da atualidade são:

Região Norte: Lodges (hotéis de selva) localizados próximos a Manaus; rios da região; Parque Nacional do Pico da Neblina (AM); Serra do Navio e Fortaleza de São José (AP); Ilha de Marajó (PA); Monte Roraima (RR); Vale do Guaporé (RO); Xapuri (AC); Ilha do Bananal (TO)

Região Centro-Oeste: Pantanal; Bonito (MS); Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO); Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (MT)

Região Nordeste: Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE); Delta do Parnaíba (PI) e Ilha do Caju (MA); Parque Nacional de Sete Cidades (PI); Parque Nacional da Chapada Diamantina; Parque Nacional Marinho de Abrolhos e Praia do Forte (BA)

Região Sudeste: Parque Nacional de Itatiaia (RJ/MG); Floresta da Tijuca, Ilha Grande, Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ); Parque Nacional da Serra do Cipó, Parque Nacional de Ibitipoca (MG); Parque Estadual da Pedra Azul (ES); Parque Estadual Intervales, Parque Estadual do PETAR, Parque Estadual da Juréia, Parque Estadual de Campos do Jordão, Parque Estadual da Serra do Mar, Parque Estadual Ilha do Cardoso, Parque Estadual Serra da Bocaina e Lagamar (SP);

Região Sul: Parque Nacional dos Aparados da Serra; Parque Nacional da Lagoa do Peixe; Serras Gaúchas (RS); Ilha de Santa Catarina, Rio Itajaí-Açu (SC); Parque Nacional de Foz do Iguaçu, Parque Nacional do Superagüi, Parque Estadual de Viva Velha, Parque Estadual do Marumbi (PR).

Quanto às principais destinações ecoturísticas internacionais, no continente asiático, a Malásia e as Filipinas são os principais destinos; no continente africano, desponta a África do Sul; na América do Sul, a Amazônia peruana, o Equador, a Venezuela e, somente depois, o Brasil; na América Central, a Costa Rica; e, na América do Norte, os principais destinos estão no bem estruturado sistema de Parques Nacionais Norte Americanos, como Yelowstone e Iosemite.

Detalhes que fazem a diferença

A atividade turística em ambientes naturais requer uma série de cuidados para seu sucesso. É importante contar com um bom guia, dar atenção aos preparativos, à alimentação, aos equipamentos e materiais adequados e ao preparo do condutor para a resolução de imprevistos nas atividades de ecoturismo. Podemos pensar em qualquer atividade ecoturística, mas neste tópico se aborda, principalmente, uma das atividades mais comuns em ambientes naturais: a caminhada, ou trilha. Vamos lá?

Um bom guia localÉ aquele que presta atenção aos detalhes e que se preocupa com o bem-estar dos visitantes. Ele deve ter curso preparatório, compromisso com o projeto e com práticas de mínimo impacto; capacitação em técnicas de condução e interpretação; simpatia, personalidade e noções de relações pessoais, habilidade para se comunicar; conhecimentos sobre o atrativo e a região; conhecimentos de primeiros socorros e de como agir em vários tipos de emergências.

Antes de começar a atividade em ambiente natural

É importante: conhecer o local por onde passará o grupo; obter permissão, quando necessário (propriedade particular, UC, área indígena, área de extração); saber que tipos de animais e plantas existem na área (além de ser útil para explicar aos turistas, é importante para evitar e tratar acidentes); traçar o roteiro, com previsão de tempo de percurso, paradas e horário de retorno (deixar pessoas avisadas sobre essa programação); traçar um perfil dos visitantes - saber se alguém tem algum problema de saúde, se toma medicação e conhecer o preparo físico dos membros do grupo.

Alimentação

É importante darmos ao visitante a possibilidade de experimentar a culinária típica do local, algo de que os turistas gostam muito.

Quando se vai fazer uma trilha, no entanto, é importante prestar atenção ao cardápio, que deve incluir alimentos de fácil digestão, leves e que forneçam bastante energia para a atividade. Deve-se lembrar sempre a importância da higiene no preparo dos alimentos, além da boa apresentação dos pratos.

Todos que vão participar de uma atividade física devem levar água e um lanche, como: sanduíches reforçados, preferencialmente com pão integral; queijos de consistência dura; uva passa ou outras frutas secas; castanhas; barra de cereais; biscoitos; frutas frescas (banana, laranja, goiaba, maçã).
ABREVIATURAS E SIGLAS

CBTS: Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável

CNUMAD: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

EMBRATUR: Instituto Brasileiro de Turismo

FUNBIO: Fundo Brasileiro para Biodiversidade

IBAMA: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente

IEB: Instituto de Ecoturismo do Brasil

IH: Instituto de Hospitalidade

IUCN: International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources

OMT: Organização Mundial de Turismo

PROECOTUR: Programa de Desenvolvimento do Ecoturismo na Amazônia Legal

RPPN: Reserva Particular do Patrimônio Natural

UC: Unidade de Conservação

UNESCO: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

WCED: World Comission on Environment and Development

WWF: World Wildlife Fund (Fundo Mundial da Vida Selvagem)

WTTC: World Travel & Tourism Council

O QUE É ECOTURISMO?

Segundo a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), o Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações envolvidas.



Para o Instituto de Ecoturismo do Brasil, ecoturismo “é a prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável dos patrimônios natural e cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas.

Das diferenças existentes entre o turismo comum (clássico) e o ecoturismo (turismo ecológico) ressalta-se que enquanto no turismo clássico as pessoas apenas contemplam estatisticamente o que elas conseguem ver sem muita participação ativa, no ecoturismo existe movimento, ação e as pessoas, na busca de experiências únicas e exclusivas, caminham, carregam mochilas, suam, tomam chuva e sol, tendo um contato muito mais próximo com a natureza.

O ecoturismo ainda se diferencia por passar informações e curiosidades relacionados com a natureza, os costumes e a história local o que acaba possibilitando uma integração mais educativa e envolvente com a região.

Considerando que o Ecoturismo é uma tendência em termos de turismo mundial que aponta para o uso sustentável de atrativos no meio ambiente e nas manifestações culturais, devemos ter em conta que somente teremos condições de sustentabilidade caso haja harmonia e equilíbrio no "diálogo" entre os seguintes fatores: resultado econômico, mínimos impactos ambientais e culturais, satisfação do ecoturista (visitante, cliente, usuário) e da comunidade (visitada).

O nome “ecoturismo” é novíssimo, surgiu oficialmente em 1985, mas somente em 1987 foi criada a Comissão Técnica Nacional constituída pelo Ibama e a Embratur, ordenando as atividades neste campo.

Nos últimos anos, o Ecoturismo vem crescendo rapidamente, aumentando a procura por este tipo de turismo, o número de publicações, de programas de TV, de órgãos ligados ao assunto, etc. Segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o turismo cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo cresce mais de 20%.

Para que uma atividade se classifique como ecoturismo, são necessárias quatro condições básicas: respeito às comunidades locais; envolvimento econômico efetivo das comunidades locais; respeito às condições naturais e conservação do meio ambiente e interação educacional - garantia de que o turista incorpore para a sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e dos patrimônios histórico, cultural e étnico.

Brasil: opção para todos!

Você pensa que o Brasil é o país das praias? Sim, mas possui também outros cenários que irão encantar os ecoturistas mais exigentes.

Seu cliente quer montanha? O Brasil tem. Tem montanhas, campos, rios, cachoeiras e cataratas. Quer dunas? Tem também. O Brasil tem dunas, pântanos, cavernas, florestas selvagens e trilhas em matas.

O interesse é por fauna e flora? A do Brasil é colorida e diversificada. Tamanha generosidade natural oferece múltiplas opções para seus clientes: caminhadas, cavalgadas, mergulhos, passeios de barco ou uma simples observação da natureza.

Não importa o produto, não importa o segmento. O Brasil tem opções para todos os gostos.

Fonte: www.embratur.gov.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário