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"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

segunda-feira, 22 de março de 2010

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?

Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.

Com o objetivo de chamar a atenção para a questão da escassez da água e, conseqüentemente, buscar soluções para o problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu em 1992 o Dia Mundial da Água: 22 de março.

Por conta disso, a ONU também elaborou um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água", que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.

Declaração Universal dos Direitos da Água

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, ela é seiva do nosso planeta e condição essencial da vida na terra. Confira os artigos:

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidadesde ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra

A água e nosso futuro

De acordo com a ONU, o uso da água triplicou de 1950 para cá. Para o futuro, estima-se que nos próximos 20 anos o homem vai usar 40% a mais de água do que usa agora.

Antes que esse dia chegue, imagine só como ficarão as pessoas que, no presente, já carecem de água. É o caso de cerca de 200 milhões de pessoas na África hoje e que, no futuro, podem chegar a 230 milhões sofrendo com a escassez de água.

O que pouca gente se dá conta é de que os problemas relacionados à água estão mais ligados à má administração de recursos do que propriamente da escassez natural. Isto quer dizer que o futuro pode ser um pouquinho melhor, se soubermos utilizar a água e criarmos soluções para situações críticas.

No caso das regiões semi-áridas brasileiras, por exemplo, isto fica bem claro: a região tem um índice pluviométrico (quantidade de chuva) bem alto - mais alto até do que de muitas outras regiões. O problema é a irregularidade dessas chuvas, os chamados períodos de "seca". Adaptando-se a essa realidade, é possível manejar o problema da água na região e a vida de muitas pessoas melhoraria! É possível um futuro melhor para a população.

Dicas para usar, sem desperdiçar!

Escovando os dentes: com a torneira fechada, claro! Você só precisa abrir na hora certa, quando vai enxaguar a boca. Assim, você deixa de desperdiçar até 80 litros de água.

Na hora de lavar a louça, atenção: não deixe a torneira aberta enquanto ensaboa e aproveite para enxaguar toda a louça de uma vez só! Com isso você pode deixar de desperdiçar até 100 litros de água! E, já que não custa lembrar, utilize sabão ou detergente biodegradáveis, que não poluem os rios porque se decompõem facilmente.

Quando for lavar o automóvel, use um balde! Pode não parecer, mas enquanto um banho de mangueira de meia hora consome até 560 litros, usando um balde o gasto não passaria de 40. Viu só a diferença? Os maiores desperdícios a gente nem nota...

Lavar a calçada com a mangueira também é um desperdício. Principalmente para quem aproveita para pôr as fofocas em dia enquanto molha o passeio... Por isso, na hora de lavar a calçada, também é melhor usar um balde, evitando-se um gasto que poderia chegar a 280 litros (quinze minutos de esguicho). Mas o melhor mesmo é usar uma vassoura, que dispensa água!

Banhos longos gastam de 95 a 180 litros de água. Banhos rápidos economizam água e energia. E banhos de banheira usam mais água ainda, cerca de 200 litros

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas

Ração Humana


Nova mania para emagrecer, ração humana sozinha não faz milagres
Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde

Para emagrecer, o indicado é colocar duas colheres de ração humana em sucos, vitaminas
ou sopas e substituir a mistura por uma refeição

"Pizza é sempre melhor", diz editora que testou o produto a pedido do UOL Ciência e Saúde
"Depois de uma semana de ração humana,
perdi meio quilo e aprendi uma lição"
Mistura de grãos melhora o intestino,
mas não acelera perda de peso
Calculadora de calorias é novidade no UOL
UOL Dieta e Boa Forma
A cor e o cheiro lembram o de comida para cachorro. Já sobre o sabor, só pode dizer quem já filou o almoço do seu bicho de estimação. Mesmo com esse apelo pouco convidativo, a ração humana virou o termo mais repetido entre os aflitos para perder peso, que não são poucos.

Embora tenha ficado famoso só recentemente, o suplemento alimentar foi criado em 2005, pela curitibana Lica Takagui. Comissária de bordo por 11 anos, ela passou muito tempo buscando uma saída para sua anemia e prisão de ventre constantes. Ela decidiu estudar naturologia e teve aulas com o médico e nutricionista Daniel Boarim, autor de diversos livros sobre a cura pelos alimentos. Com sua orientação, Lica começou a produzir a ração humana na cozinha de casa para vender. A escolha do nome se baseou no conceito do produto: reunir tudo o que o organismo precisa, como prometem os fabricantes de comida para bichos.

A empresária conta que sua diarista foi a primeira “garota-propaganda” da ração humana. Percebendo a saúde e a boa forma da patroa, ela decidiu experimentar o produto. Emagreceu 42 kg e começou a vender a fórmula até no ônibus, tamanho o interesse das pessoas na mudança de visual.
Dava uma sensação de saciedade nunca vista antes no meu histórico pessoal, eu passei a comer porções menores

Leia o relato completo
A diarista acabou trocando de marido e de profissão, e a empresa de Lica continuou a prosperar. Sua fórmula passou a ser copiada por empresas do Brasil inteiro, mas a marca original, a Takinutri, continua ganhando espaço. “Já estamos vendendo para o mercado japonês, que é extremamente rigoroso, e em breve devemos entrar em Portugal”, comemora.

Ressalvas
Apesar da empolgação com o sucesso, Lica é cuidadosa ao indicar sua criação. “Uma pessoa que sofra de hipertensão ou alguma outra doença deve buscar orientação de um profissional antes de usar o produto”, diz. Vale dizer que a versão integral da ração humana contém açúcar mascavo, por isso é contraindicada para diabéticos. Também não deve ser utilizada à noite, pois conta com ingredientes estimulantes, como o guaraná em pó.

Composto por proteínas, fibras e vitaminas, a ração humana pode ser só um complemento. Já quem quer perder peso deve substituir uma das refeições, como o café da manhã ou o jantar, por duas colheres da ração adicionada a sucos, frutas ou sopas. A versão mais indicada, nesse caso, é a light.


A única diferença que senti foi o melhor funcionamento do intestino. Não fiquei 'incrivelmente saciada' após comer a ração

Leia o relato completo
Mas não existe milagres, como avisa Boarim. “As pessoas acham que é só usar o produto para emagrecer, mas se as outras refeições não forem balanceadas não há resultado”, explica. Quem apenas inclui o produto no cardápio vai consumir mais fibras e nutrientes, é verdade, mas também calorias: as versões disponíveis no mercado oferecem de 79 a 120 para cada duas colheres do pó, o que equivale a uma barrinha de cereais.

Grãos
Quem está interessado em experimentar a ração humana também deve tomar cuidado com sua procedência. Os grãos, quando armazenados e transportados sem o devido cuidado, podem ser facilmente contaminados por fungos, como explica Sônia Souza, professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

A não ser que se conheça muito bem a origem do produto artesanal, é melhor dar preferência ao industrializado, para não correr o risco de ter uma diarreia após o consumo. O problema é que os processos de descontaminação, apesar de aumentarem a vida útil do pó, também o encarecem (os potes de ração humana podem variar de R$ 20 a R$ 80).

A nutricionista também lembra que, para obter o benefício das fibras, é preciso aumentar a ingestão de água: “Sem o consumo adequado de líquido, a ingestão pode até agravar a prisão de ventre”. O que provavelmente não é o objetivo de quem faz dieta.

Por último, a professora ressalta que, de um modo geral, uma alimentação equilibrada oferece tudo o que o organismo precisa, sem que seja necessário gastar dinheiro com suplementos. Para emagrecer de forma definitiva, reforça a especialista, só tem aquela fórmula que ninguém gosta de seguir: comer menos e se exercitar mais.

O que vai na humana original
QUINUA REAL Espécie nativa da região do Altiplano Boliviano, encontrada a 3.800 m, na Cordilheira do Andes. Qualificada pela Academia de Ciências dos EUA como o melhor alimento de orígem vegetal para consumo humano. Possui 20 aminiácidos, entre eles a metionina e a lisina, responsáveis pela formação da proteína completa
AGAR AGAR É uma mucilagem rica em minerais, extraída de várias espécies de algas aquáticas. Utilizado para tratamento de obesidade e prisão de ventre, devido às propriedades que ajudam a controlar o tempo certo do trânsito intestinal, para que haja a absorção correta dos nutrientes
AÇÚCAR MASCAVO Obtido somente através da evaporação do caldo da cana, sem processo de refino. Considerada ótima opção para substituir o açúcar branco, que é tratado quimicamente e, por isso, isento de sais minerais e vitaminas
AVEIA Contém uma espécie de goma, que envolve as moléculas gordurosas, dificultando sua absorção pelo organismo. Rica em vitamina B, proteínas, ferro, cálcio e carboidratos, atuando na formação dos ossos e do sangue
CACAU Contém os minerais cromo, ferro, magnésio, potássio e fósforo. Não contém açúcar, é fonte de energia e estimulante da produção de serotonina, o hormônio do bem-estar
FIBRA DE TRIGO É a película externa da parte comestível do grão de trigo, que é moído sem passar por processos de beneficiamento, mantendo assim todos os seus nutrientes e vitaminas essenciais ao funcionamento do metabolismo. Rico em proteínas, fibras e ferro
FARINHA DE ARROZ INTEGRAL Esta farinha preserva a película e o gérmen dos grãos onde está a maior parte dos nutrientes. Possui grande quantidade de fibras, vitaminas B1, B2, B5, B6 e é regenerador do sistema nervoso
FARINHA DE CASCA DE MARACUJÁ Esta farinha tem como propriedade o controle da taxa de açúcar no sangue por ser rica em pectina, uma fibra solúvel que no nosso organismo forma um gel, dificultando a absorção de carboidratos de uma maneira geral, inclusive da glicose
FARINHA DE MILHO Muito energético, o milho traz em sua composição vitaminas A e do complexo B, proteínas, gorduras, carboidratos, cálcio, ferro, fósforo e amido. As cascas dos grãos são ricas em fibras
EXTRATO DE SOJA Obtida a partir do tratamento térmico e moagem, mantendo integralmente as características nutricionais do grão. É rica em isoflavona e possui vitaminas do complexo B, proteínas e os minerais, cálcio, fósforo e magnésio
GERGELIM COM CASCA Fonte de reposição de cálcio, ajuda a restaurar a vitalidade e ameniza os efeitos de sobrecarga física
GÉRMEN DE TRIGO Oriundo da base do grão do trigo, onde há a maior concentração de seus nutrientes. Rico em sais minerais, proteínas e vitaminas do complexo E, B e K. Auxilia no desenvolvimento e no crescimento
GUARANÁ EM PÓ Contém alto teor de cafeína, que é estimulante
LEVEDO DE CERVEJA Indicado às pessoas que dispõem de intensa atividade física e mental. Repõe sais minerais e vitaminas, fortalecendo o sistema imunológico. Rico em vitaminas do complexo B, manganês, cromo e fósforo
SEMENTE DE LINHAÇA Rica em ácidos graxos, Omega 3, Omega 6, proteínas, sais minerais, vitaminas e aminoácidos essenciais. Auxilia e ameniza os distúrbios causados pela tensão pré-menstrual e menopausa

fonte-http://noticias.uol.com.br/

domingo, 21 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL


21 de Março

A Organização das Nações Unidas - ONU - instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

O que é discriminação racial?

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública" Art. 1.

Exemplos de luta que ficaram na História

Trazemos para você um pouco da história de três "feras" que dedicaram suas vidas à luta pelos direitos civis e pelo fim da discriminação racial.

Martin Luther King Jr.


Martin Luther King Jr.

Foi um grande líder negro americano que lutou pelos direitos civis dos cidadãos, principalmente contra a discriminação racial. Martin Luther King era pastor e sonhava com um mundo onde houvesse liberdade e justiça para todos. Ele foi assassinado em 4 de abril de 1968. Sua figura ficou marcada na História da Humanidade como símbolo da luta contra o racismo.

Na véspera de sua morte, 3 de abril de 1968, Martin Luther King fez um discurso à comunidade negra, no Tennessee, Estados Unidos, um país dominado pelo racismo. Em seu discurso ele disse: "Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor".

Ele parecia estar prevendo o que ia acontecer. No dia seguinte, foi assassinado por um homem branco. Durante 14 anos, Martin Luther King lutou para acabar com a discriminação racial em seu país e nesse tempo ganhou o prêmio Nobel da Paz. Sempre procurou lembrar a todos e fazer valer o princípio fundamental da Declaração da Independência Americana que diz que "Todos os homens são iguais" e conseguiu convencer a maioria dos negros que era possível haver igualdade social. Alguns dias após a morte de Martin Luther King, o presidente Lyndon Johnson assinou uma lei acabando com a discriminação social, dando esperanças ao surgimento de uma sociedade mais justa de milhões de negros americanos.

Martin Luther King é lembrado em diversas comemorações públicas nos Estados Unidos e a terceira segunda-feira de janeiro é um feriado nacional em sua homenagem.

Malcolm X


Malcolm X

"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos. Lutamos por direitos humanos."

Malcolm X, ou El-Hajj Malik El-Shabazz, foi outra personalidade que se sobressaiu na luta contra a discriminação racial. Ele não era tão pacífico como Luther King, que era adepto da não-violência, entretanto foram contemporâneos e seus ideais eram bem parecidos buscando a dignidade humana, acima de tudo.

Há quem diga que Malcolm X foi muito mais que um homem, foi na realidade uma idéia. Desde cedo ele enfrentou a discriminação e marginalização dos negros americanos, que viviam em bairros periféricos, excluídos e sem condições dignas de habitação, saúde e educação.

Foi nesse cenário que Malcolm X se tornou um dos grandes líderes do nosso tempo, dedicando-se à construção e organização do Movimento Islâmico nos Estados Unidos (Black Muslim), defendendo os negros e a religião do islamismo. Em março de 1964, afastou-se do movimento e organizou a Muslim Mosque Inc, e mais tarde a Afro-Americana Unity, organização não religiosa.

Malcolm X foi um dos principais críticos do sistema americano. E por isso mesmo era visto pela classe dominante como uma ameaça a esse sistema. No dia 21 de fevereiro de 1965, na cidade de Nova Iorque, foi assassinado por três homens, que dispararam 16 tiros contra ele. Muitas de suas frases ficaram famosas. Veja alguns de seus pensamentos:

Sobre seu nome:

"Neste país o negro é tratado como animal e os animais não têm sobrenome".

Sobre os americanos:

"Não é o fato de sentar à sua mesa e assistir você jantar que fará de mim uma pessoa que também esteja jantando. Nascer aqui na América não faz de você um americano".

Sobre a liberdade:

"Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade".

Nelson Mandela


Nelson Mandela

"A luta é minha vida". A frase de Nelson Mandela, nascido em 1918, na África do Sul, resume sua existência. Desde jovem, influenciado pelos exemplos de seu pai e outras pessoas marcantes na sua infância e juventude, Mandela dedicou sua vida à luta contra a discriminação racial e as injustiças contra a população negra.

Mandela foi o fundador da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano, em 1944, e traçou uma estratégia que foi adotada anos mais tarde pelo Congresso na luta contra o apartheid. A partir daí ele foi o líder do movimento de resistência a opressão da minoria branca sobre a maioria negra na África do Sul.

Hoje, ele ainda é símbolo de resistência pelo vigor com que enfrentou os governos racistas em seu país e o apartheid, sem perder a força e a crença nos seus ideais, inclusive nos 28 anos em que esteve preso (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo. Nem mesmo as propostas de redução da pena e de liberdade que recebeu de presidentes sul-africanos ele aceitou, pois o governo queria um acordo onde o movimento negro teria que ceder. Ele preferiu resistir e em 1990 foi solto. Sua liberdade foi um dos primeiros passos para uma sociedade mais democrática na África do Sul, culminando com a eleição de Nelson Mandela como presidente do país em 1994. Um fato histórico onde os negros puderam votar pela primeira vez em seu país.

Ontem e hoje, o negro no Brasil
O Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Entre 1550 e 1850, data oficial do fim do tráfico de negros, cerca de 3.600.000 africanos chegaram ao Brasil. A força de trabalho desses homens produziu a riqueza do País durante 300 anos.
Apesar de a maior parte dos escravos não saber ler nem escrever, isso não significava que não tivessem cultura. Eles trouxeram para o Brasil seus hábitos, suas crenças, suas formas de expressão religiosa e artística, além de terem conhecimentos próprios sobre técnicas de plantio e de produção. Entretanto, a violência e a rigidez do regime de escravidão não permitiam que os negros tivessem acesso à educação.

Oprimido e explorado, o negro encontrava nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer.

Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes a população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social de brancos, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

Segundo dados da publicação Síntese de Indicadores Sociais - 2000 - que reúne dados de pesquisas do IBGE, em 1999, a população brasileira era composta por 54% de pessoas que se declararam brancas, 5,4% de pretas, 39,9% de pardas e 0,6% de amarelas e indígenas.

Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a preta no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e indígena também no Norte (1%).

As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para pretos e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para pretos.

Apesar dos avanços nas últimas décadas na área da educação, com declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, há muito que se fazer para alcançar níveis de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatíveis com as necessidades atuais e futuras de empregabilidade e de exercício da cidadania para a população jovem.

As diferenças são expressivas também no trabalho, onde 6% de brancos com 10 anos de idade ou mais aparecem nas estatísticas da categoria de trabalhador doméstico, enquanto os pardos chegam a 8,4% e os pretos a 14,6%. Por outro lado, na categoria empregadores encontram-se 5,7% dos brancos, 2,1% dos pardos e apenas 1,1% dos pretos.

A distribuição das famílias por classes de rendimento médio mensal familiar per capita indica que, em 1999, 20% das famílias cujo chefe é de cor ou raça branca tinham rendimento de até 1 salário mínimo contra 28,6% das famílias pretas e 27,7% das pardas.

Ainda em 1999, a população branca que trabalhava tinha rendimento médio de cinco salários mínimos. Pretos e pardos alcançavam menos que a metade disso: dois salários. Essas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, pretos e pardos na sociedade brasileira.

Valorização do negro no Brasil

Vale a pena você conhecer a atuação do Grupo de Trabalho para a Valorização da População Negra, ligado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça.

Este grupo é resultado de um longo período de amadurecimento de setores dos movimentos sociais negros que consideram importante e urgente lutar pela construção de uma verdadeira cidadania do negro brasileiro.

Composto por representantes de ministérios e secretarias e representantes da sociedade civil, o grupo é organizado em áreas temáticas como: informação, trabalho e emprego; comunicação; educação; relações internacionais; terra; políticas de ação afirmativa; mulher negra; racismo e violência; saúde; religião; cultura negra; esportes; legislação; estudos e pesquisas e assuntos estratégicos.

Discriminação racial no trabalho e na profissão

Atento às estatísticas que sempre apresentam uma realidade desfavorável para negros na colocação no mercado de trabalho, o governo federal vem desenvolvendo um trabalho de conscientização da população para o problema da discriminação racial no emprego e na profissão. Uma das ações foi a criação do Programa de Combate à Discriminação no Trabalho e na Profissão, desenvolvido pelo Ministério do Trabalho em 1995. No ano seguinte, contou com a parceria da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça.


Combate à Discriminação no
Trabalho e na Profissão

Contando com o apoio de empresas privadas, o programa procura divulgar os conceitos e princípios da Convenção nº 111, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que trata da discriminação no emprego, buscando promover a igualdade de oportunidades de trabalho a todas as raças. Além de atuar nos estados brasileiros, instalando núcleos regionais de combate à desigualdades de oportunidades no trabalho. Já foram instalados núcleos em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Outras desigualdades da nossa sociedade

As sociedades sempre utilizaram as diferenças de raça e de cor (e também de sexo, de idade, de classe social e de religião) para se criar distâncias e desigualdades entre as pessoas.

Dentre os vários grupos discriminados no Brasil, podemos citar as populações indígenas. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), existem hoje, no país, cerca de 345 mil índios, distribuídos em 562 terras indígenas. Estão divididos em 215 sociedades, sendo 70% destas concentradas nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. A FUNAI ainda considera a existência de 53 grupos não contatados e ainda outros grupos não reconhecidos como indígenas, mas lutando por este reconhecimento. Como só são considerados aqueles indígenas que vivem em aldeias, cabe registrar que há ainda entre 100 e 190 mil deles vivendo fora delas.

Um longo processo de extermínio reduziu os índios a esse número. Pode-se citar o exemplo das línguas indígenas, que eram 1.300, há 500 anos, e hoje não são muito mais de 180.

Mas os índios e quem os representa permanecem lutando pelos seus direitos às terras. Um exemplo desta luta são as ações da Agenda 21 que é o documento mais completo assinado pelos países presentes à Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente - a Rio 92.

O documento sugere posturas que as sociedades deveriam assumir para que o planeta conseguisse equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade no século 21. Além disso, o documento evidencia a forte ligação entre o respeito e a proteção aos costumes dos povos nativos e a sobrevivência no planeta. Esse respeito foi abordado como fundamental, e as sugestões a seguir, feitas naquele documento, são completamente pertinentes para mostrar a importante contribuição que os povos nativos deram e ainda têm a dar para toda a humanidade:

Reforçando o papel dos Povos Indígenas Os povos indígenas, que representam parte significativa da população mundial, dependem dos ecossistemas e recursos renováveis para manter seu bem-estar.
Por muitas gerações, eles expandiram tradições, conhecimentos técnicos, científicos e holísticos sobre suas terras, recursos naturais e meio ambiente. A habilidade indígena de usar práticas sustentáveis em seus territórios tem sido limitada por fatores econômicos, históricos e sociais.

Governos precisam reconhecer que os territórios indígenas necessitam ser protegidos de atividades ambientalmente doentias e de atividades que sejam consideradas cultural e socialmente inapropriadas. É necessário que se considerem as preocupações com os assentamentos de terras e o uso de seus recursos.

Alguns grupos indígenas poderão requerer grande controle sobre suas terras e gerenciamento próprio de seus recursos. Eles deverão também participar nas decisões desenvolvimentistas que os afetem e na criação de áreas protegidas, assim como de parques naturais.

Governos devem incorporar direitos e responsabilidades dos povos indígenas às legislações nacionais. Países devem também adotar leis e políticas de preservação das práticas indígenas costumeiras, proteger a propriedade indígena, incluindo suas idéias e conhecimento.

Os povos indígenas devem ter a permissão de participar ativamente da construção de leis e de políticas de manejo dos recursos e desenvolvimento que os afete.

Governos e organizações internacionais devem reconhecer os valores do conhecimento tradicional e das práticas de manejo de recursos que os povos indígenas usam para o meio ambiente e aplicá-los onde o desenvolvimento esteja em curso. Devem também prover os povos indígenas com tecnologias adequadas para o aumento da eficiência do manejo dos recursos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

sábado, 20 de março de 2010

MUSICOTERAPIA


A MÚSICA TAMBÉM CURA

É a utilização da música, ou de seus elementos (melodia, som, ritmo e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, com o objetivo de promover mudanças positivas físicas, mentais, sociais e cognitivas em uma pessoa, ou grupo de pessoas, com problemas de saúde ou de comportamento.

O musicoterapeuta avalia o estado emocional, físico, comportamental, comunicativo e habilidade cognitiva através de respostas dadas pela música. As seções, que podem ser individuais, ou em grupo, dependendo das necessidades do paciente, abrangem improvisação musical, audição, composição de músicas, discussão, imaginação, performance e aprendizado através da música. O paciente não precisa ter nenhuma habilidade musical para se beneficiar do tratamento e não existe um estilo particular de música que é mais terapêutico que os outros.

O campo de atuação da musicoterapia é muito grande, podendo beneficiar desde crianças à idosos. Existem trabalhos clínicos sendo realizados em várias áreas, como: Deficiência Mental (retardo, síndromes genéticas), Deficiência Física (Paralisia, Cerebral, Amputações, Distrofia Muscular Progressiva), Deficiência Sensorial (surdez, cegueira); nas doenças mentais (área psiquiátrica, autismo infantil, problemas neurológicos); nas áreas social (com crianças e adolescentes carentes ou de rua); em geriatria; em distúrbios infantis de aprendizagem e comportamento e com gestantes, na estimulação precoce.

A musicoterapia só pode ser aplicada por um musicoterapeuta, que desenvolve um processo musicoterápico específico para cada paciente ou grupo de pacientes. Se trata da interação paciente x terapeuta. Pessoas saudáveis podem se beneficiar da música para buscar o prazer, estímulo, redução do stress, relaxamento, ou também, para usar em ambientes profissionais e festas, mas isso não se trata de musicoterapia.

Fonte: www.planetanatural.com.br

Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmo, melodia e harmonia, por um
musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação,
relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento.

Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mental, paralisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos.

O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.

O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.

A sistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.

O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente.

Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos.

Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta.

A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente.

Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão.

Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação.

Os objetivos da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento.

O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano (ou outros instrumentos com teclado) e instrumentos de percussão.

O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta.

A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de saúde (medicina ou psicologia).

Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.

A formação do musicoterapeuta inclui teoria musical, canto, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão.

Também faz parte da formação do musicoterapeuta o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologia, filosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical como o Método Orff ou o Método Kodály.

O dia do musicoterapeuta é comemorado no Brasil em 15 de setembro.

A musicoterapia é uma forma de tratamento que utiliza a música para ajudar no tratamento de problemas, tanto de ordem física quanto de ordem emocional ou mental.

A musicoterapia como disciplina teve início no século 20, após as duas guerras mundiais, quando músicos amadores e profissionais passaram a tocar nos hospitais de vários paises da Europa e Estados Unidos, para os soldados veteranos. Logo os médicos e enfermeiros puderam notar melhoras no bem-estar dos pacientes.

Fonte: www.boasnovas.tv

O uso da música para combater enfermidades é quase tão antigo quanto a música em si. Temos conhecimento desde papiros médicos egípcios que datam de 1500 a.C. e que se referem ao encantamento pela música, influenciando favoravelmente a fertilidade da mulher até citações bíblicas, como em Samuel, 16:23: " Quando o mau espírito de Deus se apodera de Saul, David tomava a harpa, tocava-a, e Saul acalmava-se e sentia-se melhor, e o espírito mau afastava-se dele...".

Nas fontes medievais, tanto árabes quanto judias, narra-se com freqüência como se chamavam os músicos para aliviar as dores dos enfermos no hospital.

No século XVIII, Lorry atribui à música um efeito tríplice: excitante, calmante e harmonizante.

Encontramos diversos relatos históricos do uso da música como terapia para estados melancólicos. No ano de 1500, o pintor Hugo Van der Goes "acreditava estar perdido e condenado às penas do inferno, e queria suicidar-se", tendo sido então levado a Bruxelas, onde se chamou o padre superior que, depois de examiná-lo, comprovou que o paciente sofria do mesmo mal que Saul e, recordando do relato bíblico, mandou que se fossem tocados vários instrumentos diante do enfermo, com o intuito de promover sua melhora.

Desenvolvimento e Evolução

Devemos começar por distingüir quais são os limites entre educação musical e Musicoterapia. Para isso, recorremos a Jacques Emile Dalcroze (1865-1950), que foi um dos precursores da Musicoterapia. Apesar de não a ter exercido, foi um extraordinário educador, o criador da rítmica. Dalcroze dizia que "a música deve desempenhar um papel importante na educação em geral, pois responde aos desejos mais diversos do homem; o estudo da música é o estudo de si mesmo". O organismo humano é susceptível de ser educado eficazmente, conforme a ordem e o impulso da música, porque o ritmo musical e o corporal são o resultado de movimentos sucessivos, ordenados, modificados e estilizados, que formam uma verdadeira identidade.

Nos Estados Unidos, desde a Primeira Guerra Mundial, os hospitais de veteranos contratavam músicos profissionais como "ajuda musical"; preparavam, assim, o caminho para a Musicoterapia. Os resultados positivos de algumas dessas experiências atraíram o interesse médico e compreendeu-se, cada vez mais, a necessidade de um treinamento específico para fazer do músico um terapeuta. Assim, em 1950, um grupo de profissionais fundou a National Assocition for Music Therapy, que dita um curso de musicoterapeutas com duração de quatro anos e outorga o diploma de R. M. T. (Registers Music Therapy) de nível universitário.

Suscessivamente, foram sendo fundados vários centros para o estudo da Musicoterapia na Europa (British Society for Music Therapy, na Inglaterra; Association de Recherches et d'applications des techniques psychomusicales, na França; Associcion Española de Musicoterapia, na Espanha; Associazione Italiana dei Studi di Musicoterapia, em Bolonha, Itália), até atingir a América Latina.

No Brasil, contamos com a Associação Sul-Brasileira de Musicoterapia de Porto Alegre, a Associação Brasileira de Musicoterapia no Rio de Janeiro, a Associação de Musicoterapia do Paraná e a Associação Paulista de Musicoterapia.

Aplicações Clínicas

Na aplicação clínica da Musicoterapia, a metodologia consta de duas partes essenciais, sendo a primeira de caráter diagnóstico e a segunda de caráter terapêutico. Na primeira é realizada a ficha musicoterapêutica, que consiste em um interrogatório a respeito da história sonoro-musical do paciente. Além desta ficha, o paciente é defrontado com uma série de instrumentos de percussão simples e alguns pouco melódicos com a finalidade de se observar como o paciente consegue se comunicar por meio deles, é a chamada testificação do equadre não verbal. Neste teste, pode-se identificar o instrumento que servirá de objeto intermediário. A segunda parte é constituída pelas sessões de musicoterapia, onde o paciente e o musicoterapeuta trabalham ativamente.

Qualquer pessoa é susceptível de ser tratada com musicoterapia. As mais indicadas são aquelas pessoas virgens de conhecimentos musicais, em que há maior facilidade para se introduzir no contexto não-verbal. Particularmente são indicados no autismo e na esquizofrenia, onde a musicoterapia pode ser a primeira técnica de aproximação. O paciente com conhecimentos musicais prévios pode entrar em confronto com o musicoterapeuta, e é difícil romper com as defesas musicais ao pretender trabalhar com seus aspectos mais regressivos.

A musicoterapia é aplicável ainda em outras situações clínicas com certas adaptações, pois atua fundamentalmente como técnica psicológica, ou seja, reside na modificação dos problemas emocionais, atitudes, energia dinâmica psíquica, que será o esforço para modificar qualquer patologia física ou psíquica. Pode ser também coadjuvante de outras técnicas terapêuticas, abrindo canais de comunicação para que estas possam atuar eficazmente.

1)A MUSICOTERAPIA NO DEFICIENTE MENTAL

Ao contrário do que se poderia imaginar, a musicoterapia permite, de maneira bem fácil, a introdução de mensagens que pareciam difíceis ou complicadas para o deficiente mental. Para estabelecer contato, primeiro o deficiente mental é tratado individualmente, e após, grupalmente, para integração com os demais. É importante o uso do corpo como instrumento de movimento e percussão: soltar a voz, bater palmas, bater a mesa, marchar, bater o rosto do musicoterapeuta, ou o próprio rosto controlando a força - meio de contato humano, de descarga, de autoagressividade. É necessário encontrar um meio para que a criança se expresse: num ritmo, ruído, som ou melodia. Os deficientes mentais têm facilidade para viver a intensidade e aprendem a duração do ritmo, podendo passar para as aulas de música após a terapia.

2)A MUSICOTERAPIA EM PERTURBADOS MOTORES

O objetivo é produzir novas vias no cérebro lesado, tanto em crianças como em adultos. A música dá a emoção do movimento, porque se move no tempo e no espaço, e a meta da musicoterapia é provocar a sensação da possibilidade de realizar o movimento. Também nestes pacientes é necessário trabalhar individualmente no início, pois os espásticos e os atetósicos apresentam reações diversas frente à música. O musicoterapeuta deve procurar o melhor meio de expressão do paciente. Deve-se ainda buscar a integração com outras áreas como a psicoterapia.

3)A MUSICOTERAPIA NOS DEFICIENTES AUDITIVOS

A atividade para o som é completamente distinta em pacientes com experiência auditiva prévia, em pacientes com surdez parcial, e nos surdos de nascimento. De qualquer maneira, interessa-lhe mais o ritmo e menos a melodia. Utilizam-se de outros sistemas capazes de perceber o som: sistemas de percepção interna, táctil e o visual. As sessões podem ser individuais ou em grupos, pois são pessoas normais com suficiente capacidade para integrar-se ao movimento de dança. É importante o piso de madeira na sala de musicoterapia para sentir as vibrações, os audiofonos, os grandes instrumentos, e as vibrações no ar. Sentir as vibrações do musicoterapeuta quando este canta e compará-las com as de seus companheiros é uma das experiências mais ricas de comunicação que existe.

4) A MUSICOTERAPIA NO AUTISMO INFANTIL

É a primeira técnica de aproximação para com este paciente. pode-se considerar que o autista é uma espécie de feto que se defende contra os medos de um mundo externo deconhecido e contra as sensações das deficiências de seu mundo interior. Portanto, é importante trabalhar em etapas com elementos de regressão, ou seja, musicoterapia passiva ou receptiva (o paciente é submetido ao som sem instruções prévias); de comunicação e de integração.

A água pode ser fundamental para a terapia, pois é elemento com o qual a criança convive diariamente produzindo efeitos diversos, assim como sons primitivos como batimentos cardíacos, inspiração e expiração.

A Musicoterapia também se adapta perfeitamente nas famílias de crianças autistas, psicóticas, ou mesmo em qualquer grupo familiar enfermo, quando realizada paralelamente à terapia da criança. O objetivo é evitar a criação de um sistema de comunicação incorreto: hiperestimulação ou comunicação estereotipada, como expressões verbais repetitivas e rígidas ("isto é feio!", "caca!"). Visa também fazer com que a família compreenda o tempo de seu filho na comunicação, de romper o uso incorreto da comunicação e de reconstruir a comunicação com a criança.

Uso inadequado e Contra-indicações

Como foi discutido, o som e o fenômeno acústico têm uma grande potência e, portanto, deve-se ter muita cautela no uso dos mesmos. Se profanado pelo uso indiscriminado e sem conhecimento, trará com certeza efeitos negativos, como a piora dos sintomas do autismo, pois os sons utilizados de forma passiva (ficar horas ouvindo música sozinho) contribuem para o maior isolamento dos pacientes perante o mundo.

1) CRÍTICAS À MÚSICA FUNCIONAL

Na música funcional, são geralmente utilizadas em ambientes de trabalho, oficinas, indústrias, consultórios, hospitais etc. peças musicais de ritmo variado, volume uniforme, de escala fixa, orquestrada, como o fox-trot, valsa, samba, nunca se impondo à percepção consciente. Têm o objetivo de aumentar a eficiência do trabalhador, elevar o estado moral, diminuir tensões, aborrecimentos, monotonia, acidentes de trabalho, ruídos de fábricas etc.

Entretanto, pode-se criar a ilusão de um grupo de apoio, diminuindo a ansiedade da solidão. Pode ser um elemento invasor para algumas pessoas, pois estas necessitam de um determinado tipo de música em um determinado momento de sua vida. Além disso, a música pode trazer fortes associações mnêmicas e emocionais com algumas situações, como momentos traumáticos da vida de um paciente.

2) CONTRA-INDICAÇÕES

Na epilepsia musicogênica, a música é fator-estímulo desencadeante dos ataques dessa rara doença, portanto a musicoterapia está contra-indicada para esses pacientes.

A música eletrônica pode ser considerada também uma contra-indicação, pois apresenta sons com propriedades alucinógenas muito similares às das drogas, além de ainda se encontrar numa etapa de experimentação. O som eletrônico tem características próprias que provocam fenômenos distintos, incluindo o poder de provocar manifestações muito regressivas.

Fonte: www.virtual.epm.br

A música na interação docente-aluno

A música é rítmico, harmonia e melodia que mobiliza com exclusividade todo ser humano, e assim, contribui ativamente para a formação ou restauração da ordem mental do homem. No processo de comunicação o som faz com que as pessoas se relacionem, trabalhem e vivam em sociedade interagindo. O som da voz do professor dirigida ao aluno pode ser um elemento facilitador ou não da interação entre ambos.

A exposição ao som desperta os processos sensório-perceptível do cérebro, e que a sua adequada utilização estimula a atenção, propriedade intensificada quando o som se faz sob a forma de música.

A música pode tencionar ou relaxar independentemente de nossa capacidade ou vontade. A música desperta a atenção e estimula a confiança do indivíduo em si mesmo; ela pode dar vigor, levantar ânimo, ou deprimir, dependendo do estilo musical.

A interação docente-aluno nem sempre é fácil, o que pode prejudicar o processo ensino-aprendizagem. Esta relação pode ser facilitada com o uso da música, pois a música desperta os processos sensório-perceptível do cérebro. Célia S. A. Ramin e colaboradoras, enfermeiras da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, estudaram a influência da música na interação docente-aluno, e o papel da música enquanto elemento facilitador na concentração do aluno em sala de aula, foi desenvolvido durante as aulas teóricas da disciplina de Enfermagem Cirúrgica, no decorrer de 5 dias, quando os alunos tiveram a oportunidade de ouvirem a música “Fuga” de Bach em dois momentos e nestes dias, a sala ficava na penumbra, a porta seria fechada e solicitava-se a cooperação de todos durante aproximadamente 5 minutos. Depois foi solicitado aos alunos para exporem suas opiniões. Os depoimentos obtidos foram dados de forma espontânea, realizando a análise temática de Bardin.

Constatou-se que a música pode ser considerada um elemento facilitador na interação docente-aluno, além de ter demonstrado influência na capacidade de concentração do aluno. Portanto, a música foi um elemento altamente positivo no processo ensino-aprendizagem, devendo ser considerada como uma aliada na interação docente-aluno.

Musicoterapia e glaucoma

As pesquisas sobre musicoterapia revelaram que as canções aliviam a dor crônica. Os autores de vários estudos tem mostrado que a música melhora as manifestações ligadas à depressão, um dos males associados ao convívio com a dor crônica. E tanto faz o tipo de música que o paciente ouve, desde que goste. Por resultados como esse, a relação entre a música e a medicina é tema de interesse crescente. Existe um exame que se chama perimetria automatizada que é usada pelos oculista para fazer o exame de glaucoma e também uma avaliação mais precisa da progressão da doença. Esse exame a pessoa precisa estar relaxada pois a contração pode dificultar o exame, que é feito por uma aparelhagem complexa.

Carmo Fiorelli e colaboradores, incluindo a médica musicista Vanessa Macedo, oftalmologistas da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, fizeram um estudo que envolveram 60 pacientes que deveriam se submeter a esse exame, que nunca tinham feito antes, porque havia a suspeita de glaucoma progressivo. No grupo A; com 30 pacientes esse exame foi precedido pelo fato que ouviram durante dez minutos da sonata para dois pianos de Wolfgang Amadeus Mozart, e no grupo B; outros 30 pacientes foram submetidos a esse exame sem ouvirem a música, servindo de grupo controle. Os autores, verificaram que o grupo A; tinha uma perda menor de fixação durante o exame e os resultados foram mais precisos, pois tinham menos falsos positivos e falsos negativos comparados ao grupo B. Esses dados foram significativos sob o ponto de vista estatístico (p < 0,05). Falso positivo significa que o exame pelo estado de tensão do paciente pode dar que tem glaucoma e na realidade não tem. O mesmo raciocínio vale em relação ao exame negativo. A exatidão do exame de perimetria nos pacientes com a suspeita de glaucoma inicial, ou aqueles que já estavam fazendo o tratamento com um acompanhamento mais adequado por esse exame. Neste caso, os benefícios advêm do relaxamento, que facilita os reflexos. Porém os pesquisadores acreditam que há outros processos que colaboram para a melhora da performance, pois a música interfere no sistema que regula as emoções.

Música e habilidades

Música pode entreter, motivar, inspirar e acalmar. Pesquisadores revelam que a música também pode melhorar o modo de pensar e raciocinar, mostrando como o cérebro funciona. Desde a descoberta do "Efeito Mozart", em que o cientista Gordon Shaw descreveu a relação entre a música ativa - desenvolvida e tocada, não apenas aquela que se ouve - e a inteligência, ficou comprovado que a educação musical melhora o desempenho de crianças e adolescentes em testes, e principalmente nos exercícios de lógica e matemática. O raciocínio espacial-temporal envolvem transformam e comparam imagens mentais em espaço e tempo, cruciais na hora de jogar xadrez, resolver equações matemáticas e operar um computador. As pesquisas científicas durante 30 anos na Universidade da Califórnia, já mostravam como esses processos são parecidos com aqueles encontrados na pessoa que toca música. Sabe-se que tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas, e que a prática musical faz com que o cérebro funcione em rede. Quando se aprende a tocar um instrumento, isso potencializa o aprendizado como um todo, principalmente no que se refere ao raciocínio lógico, memória e noção de espaço. A educação musical deveria estar disponível a todos os estudantes, como parte de um projeto educacional integrado. A melhor época para se aprender a tocar um instrumento é durante o Ensino Fundamental, já que a combinação de disciplina, concentração, socialização e criatividade é uma herança que o aluno deverá cultivar para toda a vida. Hoje, cerca de 70% dos alunos que aprendem música já são crianças maiores e mesmo adolescente. Estudos da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não-músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta - principalmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor.

E.G.Schellenberg e colaborador, psicólogos da Universidade de Toronto, Canadá submeteram com crianças de ambos os sexos com 10 a 11 anos, a dois tipos de testes: primeiro ouviram músicas pop, músicas de Mozart e palestras sobre música, e depois foram submetidas a um teste em habilidade manuais e espaciais. O grupo de crianças que saiu-se melhor nesses testes eram aquelas que ouviam com prazer a música pop.

Segundo os cientistas isso significa que ter prazer em ouvir música também estimula os neurônios.

Avaliação auditiva

A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez devem ser sempre muito bem avaliadas pelos especialistas. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois ele passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha, por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio.

A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos,sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular que é responsável pelo equilíbrio, é acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido. Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração pode desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição,e zumbido é conhecido como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo)ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). E.Aizen e colaboradores, geriatras e fisioterapeutas da Universidade de Haifa compararam asa condições auditivas de 84 pacientes idosos, que sofreram quedas com 84 que não sofreram quedas. Os pacientes estavam hospitalizados, e foram subdivididos em 3 categorias; os pacientes que estavam fazendo reabilitarão por AVC(grupo A), por cirurgia do quadril (grupo B), e outros tipos de reabilitação(grupo C). Os pacientes do grupo A e B a cadeira de rodas foi um dos maiores fatores de risco. Nos três grupos: vertigem e medicações anti-hipertensivos foram preditores de quedas. Os medicamentos antidepressivos, se tomados de forma descontinua foi um fator de risco fraco nos 3 grupos. Os autores concluem que existem diferentes fatores de risco nos grupos de idosos, que devem ser individualizados.

Audição e fibromialgia

A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez deve ser, sempre muito bem avaliada pelo especialista. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois o paciente idoso passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha e por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas. Muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio. A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos, e sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral, é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido.

Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração podem desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição e zumbido é conhecida como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo); ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). M.Yilmaz e colaboradores, otologistas de Universidade de Gazi de Ankara, na Turquia examinaram os ouvidos de 16 mulheres com a síndrome da fibromialgia, compararam com 15 mulheres sem fibromialgia, e não encontraram nenhuma diferença. O exame foi extremamente técnico com diversos aparelhos, pois várias das queixas foram consideradas como psicossomáticas e subjetivas.

A Audição na Terceira Idade

Na terceira idade em geral a principal alteração do ouvido leva somente à diminuição da audição. Na sua grande maioria os distúrbios se devem à otosclerose, mas também podem ser devidas às intoxicações por medicamentos, às otites, ao acidente vascular cerebral e aos tumores. O ouvido é o órgão da audição, pois converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O idoso tem tendência a ter dificuldade em captar sons altos. O processo de envelhecimento que atinge a audição não é considerado uma doença e sim uma perda natural de função. O processo de envelhecimento dos ossos que formam o sistema auditivo denomina-se otosclerose, que não leva à surdez e sim a uma perda de audição parcial que se mantém estável sem tendência à piora, sendo uma alteração auditiva do tipo de condução. Presbiacusia é o nome de uma perda auditiva progressiva em ambos os ouvidos. Uma alteração que apresenta clara predisposição hereditária. Esta diminuição natural de audição que ocorre na terceira idade pode ser acompanhada de zumbido ou tinitus, o que em geral ocorre nos dois ouvidos e incomoda muito. Este ruído contínuo em ambos os ouvidos piora com o estado emocional, ansiedade e nervosismo. O zumbido também pode piorar com o álcool, a cafeína, e vários tipos de medicamentos, como por exemplo, os antiinflamatórios. Quando o zumbido é de um só lado e há diminuição auditiva acentuada em geral se deve a pequenos tumores localizados na região do ouvido. A diminuição da audição também pode ocorrer pelo acúmulo de cerúmen ou cera, o que é muito comum e de fácil tratamento. Alguns remédios são tóxicos para os ouvidos, destacando-se certos antibióticos (estreptomicina, kanamicina e aminoglicosídeos), certos antiinflamatórios (aspirina) e determinados diuréticos. Em geral provocam alterações reversíveis após a suspensão da medicação. A infecção do ouvido ou otite e tumores, localizados no próprio osso do ouvido ou em sua proximidade já são causas de surdez, com lesão do tipo sensorial, ocorrendo em geral de um só lado, sendo raros. Quando o processo infeccioso atinge internamente o ouvido denomina-se otite média e em geral é provocado por bactéria. A doença do ouvido, principalmente a infecciosa, pode vir acompanhada de tonturas, sensação de rotação e vômitos, o que caracteriza a vertigem.

O acidente vascular cerebral ou AVC pode provocar uma surdez por lesão do sistema nervoso, do tipo sensorial e irreversível, sendo entretanto incomum. C.Nicolas-Puel e colaboradores, da Universidade de Montpellier, na França estudaram 123 pacientes de uma clínica especializada em zumbido ou tinitus. A grande maioria desses pacientes com zumbido tinham uma surdes, resultante em 32%, de trauma acústico, 23%, resultante de presbiacusia. Houve uma correlação estatística significativa entre a elevação dos pontos iniciais audiometria (significando que no início há uma melhora da audição, para depois piorar) e a intensidade do tinitus.

Prática da musicoterapia

Fenomenologia é um estudo descritivo através de um método idealizado pelo filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938), que procuram as causas de uma intenção, por exemplo porque estudar musicoterapia, ou porque ser um tri-atleta numa tentativa de reencontrar a essência dessa verdade (ou vontade) para essa pessoa. B. L Wheeler professor de musicoterapia da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, fez uma pesquisa fenomenológica com 8 estudantes dessa matéria durante o curso e depois de terem-se formado, para captar como interagiram com esse conhecimento. O método consistiu em entrevistas abertas, sem questionários definidos durante pelo menos 3 vezes ao ano. O autor encontrou 6 áreas de interesse que emergiram dessas entrevistas: desafios encontrados pelos estudantes como lidar com esses desafios, envolvimento com clientes, áreas de aprendizado, aspectos da supervisão dos alunos, e a prática da profissão. Essas áreas e subcategorias desses temas surgiram em várias partes da transcrição das entrevistas, com ilustrações dos conflitos.

Música e medicina

No século 14, sessões musicais já eram realizadas para o estabelecimento de diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico de cura ou de morte. As “casas de saúde” eram povoados de executantes de instrumento. Algumas peças musicais eram tidas como antídotos contra venenos e outras eram consideradas tranqüilizantes poderosos. Certas peças musicais eram tocadas como afrodisíacos, outras como aceleradores do parto. A música medieval era instrumento muito acatado de cura em numerosas enfermidades. Os médicos aprendiam a palpar competentemente a artéria radial no pulso para sentir a “música do pulso”, que continha ritmo, o equilíbrio do corpo. Além dessa obsessão pelo pulso, os médicos medievais preocupavam-se, sobretudo, com a influência dos astros sobre a saúde. Para poderem fazer suas análises horoscópicas (astrológicas), muitos deles tornavam-se especialistas no uso de astrolábios (aparelhos que possibilitam discriminar a posição de corpos celestes e as estrelas).

N. Cuellar e colaboradoras, enfermeiras, da Universidade da Pensilvania, estudaram os tipos de medicação alternativas que 186 idosos usavam para aliviar as suas queixas e dores. Ficaram surpresas que os cantos e musicas religiosas estavam incluídos entre as principais medidas, tanto entre os idosos brancos como entre os negros.

Ruído na UTI do hospital

Todo mundo sabe que hospital não é lugar de barulho. Uma das reclamações mais freqüentes dos pacientes da UTI é o barulho. O problema é que quando o paciente está lá ele geralmente não tem condições de reclamar, e acaba manifestando esse estresse nos batimentos cardíacos, dores de cabeça e outras queixas. UTIs barulhentas, são muito comuns, tanto em países em desenvolvimento, como em países subdesenvolvidos. A dissertação de mestrado da médica otorrinolaringologista Raquel Paganini Pereira, na Universidade Federal de São Paulo analisou os níveis de ruído em uma UTI na cidade de São Paulo. A tese tem o título “Exposição sonora ambiental em uma unidade de terapia intensiva geral”. Utilizando um aparelho apropriado, foram feitas medições a cada 27 segundos durante 6 mil minutos nos períodos da manhã, tarde e noite. As aferições ocorreram, sem o conhecimento dos funcionários do local.

Os resultados apontam um nível de ruído médio de 65,36 dB, freqüência que imita as características receptivas do ouvido humano, quando o recomendado pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), para um ambiente hospitalar ser considerado tranqüilo fica entre 35 e 45 dB. Para a física acústica, cada aumento de 10 decibéis equivale a dobrar a escala sonora. O aumento de ruído até 20 decibéis constatado é um nível realmente muito alto, a UTI se assemelha a um escritório pouco silencioso. Para os pacientes internados, que já enfrentam problemas sérios de saúde, os efeitos desse ambiente são bastante nocivos. Dados presentes na pesquisa afirmam que o ruído tem a propriedade de aumentar a sensibilidade à dor, fazendo com que esses doentes precisem de mais analgesia.

Além disso, os pacientes têm mais dificuldade de dormir, ficam estressados e acabam passando mais tempo internados, porque sua recuperação se torna lenta. Com isso, os custos de cada paciente aumentam. Em casos mais graves, os doentes perdem a noção de tempo, de espaço e têm delírios. O ruído hospitalar é um problema de saúde pública que deve ser reparado o quanto antes, sob pena de causar sérios prejuízos fisiológicos e psicológicos aos pacientes.

As conversas entre médicos, enfermeiros e familiares dos doentes são a principal causa de ruído, além dos alarmes presentes em telefones, ventiladores e outros aparelhos. Há necessidade de aperfeiçoar os aparelhos, uma centralização dos alarmes e um isolamento entre as macas. Para o médico, deve ser lembrado que as pessoas ali internadas estão em recuperação, que o silêncio e o repouso são fundamentais para que isso aconteça. Além disso, o próprio ambiente pesado do local, a visão de outros doentes, muitas vezes em estado grave ou em situações de emergência, como uma parada cardíaca, o medo de morrer e a luminosidade constante já tornam o lugar bastante estressante para os pacientes, e também para os funcionários. D.I.Shin e colaboradores, engenheiros biomédicos da Universidade de Ulsan da Coréia do Sul, tentaram diminuir os ruídos fazendo um controle, em tempo real através de soft de computador que faz o controle com menos ruídos através da Internet. Esse novo sistema, que ainda esta em teste, ainda tem a facilidade que pode ser acessado pelo médico mesmo fora do hospital. Os autores apresentaram esse soft, para gerenciar uma UTI infantil.

Musicoterapia no transplante de medula

O transplante de medula ou de células tronco está se tornando um tratamento de rotina em várias doenças hematológicas ou doenças do colágeno, como são algumas doenças reumáticas. Esse tipo de tratamento não é totalmente benigno, causando uma ameaça de morte, no período em que o organismo está sem defesas orgânicas. Os médicos têm que alertar as pessoas desse perigo, o que pode causar um distúrbio psicológico na pessoa que se submete a esse tipo de tratamento, além do fato do próprio procedimento ser dolorido, no local em que se retiram e se colocam as células do osso e dos pacientes sentirem náuseas e vômitos.

O. J. Sahler e colaboradores, hematologistas, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, estudaram o efeito da musicoterapia acompanhada de sessões de relaxamento muscular e mental (por imagens), em pacientes que fizeram transplante de medula. A técnica de relaxamento por imagens consiste em imaginar cenas bucólicas de lagos, do céu azul, do campo verde com flores que permitem combater o stress pós-cirúrgico, pois esses pacientes ficam completamente isolados para não serem contaminados. Os autores usaram essa técnica na unidade de Transplante de Medula do Hospital. As crianças acima de 4 anos de idade e os adultos foram divididos em 2 grupos: o grupo A recebeu 45 minutos de música, assistidos com um terapeuta que usou essa técnica de relaxamento 2 vezes por semana e o grupo B que não recebeu esse tipo de auxilio. Comparando os dois grupos com testes de dor e número de vômitos e dias de náuseas, os autores constataram que o grupo A teve um desempenho melhor. Os autores acreditam que essa terapia age através do sistema neuroendócrino, aliviando o stress.

Música e dor de parto

Durante o parto, 60% das primíparas e 40% das multíparas têm dores muito fortes. Num estudo realizado em 1995, cerca de 40% de 697 mulheres, em trabalho de parto, com muitas dores, não tiveram alívio com o emprego de analgésicos. Em muitas maternidades não são administradas drogas analgésicas que podem causar efeitos colaterais tanto na mãe como no feto.

S. Phumdoung e colaboradoras, enfermeiras, da Faculdade de Obstetria, Hatyai, da Tailândia dividiram, num estudo caso-controle, 55 primíparas (grupo A), em quem existiu o efeito da música suave, durante o trabalho de parto, comparando-as a 55 parturientes, do grupo B, que não ouviram música. A escolha dos grupos foi aleatória. A terapia com música foi administrada antes do início, e durante a fase ativa do parto por três horas. A avaliação da dor e ansiedade foi realizada antes, e três horas após o teste por meio de duas escalas analógicas visuais. As dores e estresse aumentaram significativamente durante as primeiras 3 horas em ambos os grupos (p <0,001), mas, o estresse no grupo A foi menor na primeira hora. O estresse foi significativamente menor do que as dores em ambos os grupos (p <0,05). As autoras sugerem que a música suave, durante o trabalho de parto, pode ser uma opção para o alívio da dor, minimizando o sofrimento das mulheres durante esta fase.

Reabilitação da artrose das mãos com instrumento musical

C. M. Zelazny, terapeuta musical, da Universidade do Kansas, E. Unidos, estudou os efeitos de tocar um teclado eletrônico musical sobre a artrose nas mãos de 4 pessoas, com mais de 65 anos de idade. Os participantes tocaram músicas do folclore popular, num teclado eletrônico de toque sensível, Yamaha PSR – 510, durante 30 minutos, em cada sessão, 4 dias por semana, por 4 semanas. A avaliação realizada, antes e depois desse treino, incluia uma medida usada na terapia ocupacional, da força e do movimento dos dedos. Os participantes avaliaram o desconforto da artrose usando uma escala visual Likert(onde numa linha reta o número 1 representa: sem dor /desconforto e o número 10 - representa muita dor / desconforto), antes e depois de cada sessão. Os resultados indicaram que a força, destreza e a amplitude de movimentos e a velocidade dos dedos aumentaram positivamente ao tocar o teclado, além do que os participantes notaram uma diminuição no desconforto da artrose após tocar. Numa escala de 1 a 5, os participantes deram nota 3 para esse tratamento. O autor afirma que os benefícios adicionais foram melhoria no tempo de lazer e aumento de sociabilização desses idosos com artrose, que têm, naturalmente, uma tendência a isolarem-se devido a própria deteriorização provocada pela doença.

Música e os reumatismos

S. Evers, que é um reumatologista e musicista alemão, numa revisão histórica do tema, afirma que as pesquisas da utilização da música, para diminuir as dores do reumatismo, são raros, havendo referências às "dores nas juntas", mais, especificamente, em relação a gota úrica (podagra).

Isso é devido ao fato do difícil diagnóstico do reumatismo. Na medicina antiga, em culturas primitivas e pré históricas, a musica era considerada como geradora de pensamentos animados. Na antiguidade, quando dominavam as explicações de que os humores (fluídos ou líquidos que circulam no corpo) que causavam as doenças, a filosofia que tentava explicar os benefícios da música para o reumatismo, encontrava pequena aceitação. Já na Idade Média, no período barroco, dominava a concepção de que a música era útil na luta contra todas as dores, tanto da alma como do corpo. No período romântico havia muita especulação da música como uma terapia efetiva, mas, mesmo assim, essa idéia sobreviveu. No século 20 a música é introduzida como uma terapia ativa no tratamento das pessoas que sofrem de reumatismo; e o seu sucesso como um remédio na reabilitação e como uma terapia auxiliar passou a ser aceito.

Fonte: ram.uol.com.br

Musicoterapia no Futuro

Ultimamente tem-se desenvolvido novas formas terapêuticas na área da musicoterapia, entre elas é a musicoterapia digital, ou por outras palavras musicoterapia com base nos instrumentos electrónicos tal como guitarras eléctricas, sintetizadores, baterias electrónicas, etc...

Fonte: pt.wikipedia.org

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia de São JoséDia do Carpinteiro e ou Dia do Artesão 19 de março


Neste dia são homenageados o carpinteiro, o marceneiro e os artesãos em geral. O carpinteiro é o profissional que atua geralmente na construção de habitações e estruturas de madeira. O marceneiro trabalha com arte, dando forma às madeiras mais nobres.

Durante muito tempo, o carpinteiro foi um dos profissionais mais requisitados, pois do seu trabalho dependiam vários ofícios. Os móveis da casa, os carros de bois ou puxados a cavalos, as ferramentas agrícolas de madeira etc. Esse ofício sobreviveu ao progresso, mas o carpinteiro teve de se adaptar aos novos tempos, recorrendo a equipamentos automáticos e alterando as suas produções. As antigas ferramentas tornaram-se, em grande parte, obsoletas, ainda que muitas delas mantenham as feições dos séculos passados. De modo geral, as antigas oficinas evoluíram para pequenas ou médias fábricas, e o artesão se transformou em operário.

O mais famoso carpinteiro foi Jesus que, na sua imensa humildade, aprendeu a arte da carpintaria com são José, homem simples e trabalhador, escolhido por Deus, em seu grandioso plano de redenção para a humanidade, para ser o pai terreno e tutor do Menino Jesus, em sua tão sublime missão. Maria era noiva de José, quando o anjo Gabriel lhe anunciou a chegada de Jesus. José, assustado, pensou em deixá-la secretamente, sem contar nada a ninguém.

Depois de sonhar com o anjo, que lhe revelou ser a criança o filho de Deus, José atendeu ao conselho e a acolheu, protegendo-a, bem como seu filho. Essa decisão marcou o fim do Antigo Testamento. José sempre esteve ao lado de Maria e de Jesus nas maiores provações; a sua proteção foi primordial para que Jesus crescesse, atingisse a idade adulta e cumprisse sua Paixão.

Pouco se sabe sobre a morte de José, mas esse valoroso homem mereceu da Bíblia um valioso título: o de homem justo. São José é, também, o padroeiro dos carpinteiros e dos artesãos.

Os artesãos, de fato, são pessoas premiadas por Deus com um dom especial. Eles são, antes de tudo, artistas operários, que participam de todo o processo do trabalho, até da comercialização, cujo resultado será para manter a si e a sua família.

O artesanato é uma atividade universal, que se diferencia no modo de fazer, no material empregado e nas formas ou padrões empregados em cada época e região. Essa rotina do manejo artesanal mantém a continuidade histórica dos processos tradicionais e das técnicas milenares, incorporados e padronizados pelos artesãos, que em geral os reinventam em cada nova peça ou forma, de acordo com suas inspirações.

A modernidade quer que o artesão seja visto como um precursor do microempresário, que trabalha com a família para o seu sustento. Mas ele não pode ser confundido com um simples vendedor de rua, cujo tabuleiro está repleto de quinquilharias, pois seu valor social é outro.

Hoje, o artesanato tem o conceito mundial de arte popular e é considerado o patrimônio cultural de uma nação. Assim sendo, é essa arte simplista que registra a trajetória de uma época, de um lugar, de um povo. Por meio dela é que se reconstrói a história das civilizações.

Fonte http://www.paulinas.org.br



"Primeiro aprenda a ser um artesão.Isso não impedirá você de ser um gênio."
Eugène Delacroix


Viva a arte!

Mais de oito milhões e quinhentos mil brasileiros vivem atualmente do artesanato, segundo o SEBRAE.
Nos últimos anos, o artesanato vem sendo agregado à moda.
Tecelagem, cerâmica, bordado, renda, pintura, crochê, tricô, entre tantas outras técnicas são misturadas e reinventadas pelos artesãos.

Esta comemoração é importante para mostrar que o artesanato deixou de ser apenas terapia, para se tornar uma profissão que gera renda e inclusão social.

Comece agora a sua arte!!!


Biscuit, madeira, palha, gesso, sabonete, argila, flores, caixas e cortinas… Cadeiras, quadros e colas… Bolsas, cintos e molas… Gliters, lantejoulas e sacolas… São inúmeros itens, diversas peças, que envolvem tempo e criatividade.
O artesão é um eterno artista, um arquiteto, um operário, um engenheiro… Alguém que transforma, que enfeita… Que recolhe, que recicla.

Não é por coincidência que neste mesmo dia se comemora o Dia do Carpinteiro – Dia de São José, o mais famoso “carpinteiro”, que soube passar com afinco e humildade a arte e o ofício ao filho: o Menino Jesus. Sendo assim, São José é o padroeiro dos carpinteiros e dos artesãos.

Essa diversidade cultural, essa criatividade que impulsiona tanto o carpinteiro, o marceneiro que trabalham apenas com a madeira, quanto o artesão, que busca nos pedaços de madeiras, ferros, plásticos, objetos em geral, uma forma de expressar arte.

Esse dia surge como uma forma de homenagear àqueles que vêm representando, ao longo do tempo, a beleza e a arte do povo brasileiro.
A arte como sustento

Por trás da beleza das peças e objetos confeccionados, está a busca pela sobrevivência, muitos artesãos, principalmente as mulheres, adquirem o sustento da casa por meio de peças de crochês, de panos de pratos, toalhas, bordados, costuras, enfim, utilidades ou enfeites que passam a ser produtos de consumo.

Em Pindamonhangaba existe um número grande de pessoas que trabalham com peças artesanais, nas praças, nas feiras, nas festas, nas ruas, nas casas, de porta em porta levam seu trabalho e trazem o sustento.
“Trabalho com artesanato há onze anos. Comecei como forma de sustento, já que estava desempregado. Hoje, mesmo desenvolvendo outras atividades continuo aqui, porque gosto do que faço, embora, acho que as pessoas não valorizam muito o trabalho artesanal: é uma questão de cultura”, explica Maurício Borges.

Quem costuma passar pela praça Monsenhor Marcondes e ver todos aqueles artesãos, muitas vezes nem percebem os rostos cansados ou sorridentes, não percebem a idade ou mesmo os objetos.
“Gosto muito do que faço e não consigo me ver em outro lugar. Aprendi fazer pulseiras na escola com alguns amigos e fui me aperfeiçoando”, salienta, Victor Almeida, 14 anos, o mais novo artesão da praça Monsenhor.

A mãe, dona Rose, se diz orgulhosa do filho: “Não tem como não se orgulhar. Eu e minhas amigas ficamos admiradas com a criatividade e disposição que o Victor tem. O dinheiro que faz com as vendas, ele compra mais material e vai circulando o dinheiro, é impressionante”, admira Rose, que garante “acompanha de perto a rotina do filho”.Porto Seguro

No “Bazar Solidário”, órgão administrado pelo Fundo Social de Solidariedade, cerca de 300 artesãos expõem suas peças: são camisetas, bolsas, panos de prato, bandejas, embalagens para presente, peças de cerâmicas, decoupagem, agendas de papel reciclado, entre outras.

Quatro projetos do Fundo Social (Projeto Vem Ser, Cerâmica, Lãs Linhas e Cia. e Brinquedo Levado a Sério), expõem peças no bazar, além de outros artesãos, que não fazem parte destes projetos, mas deixam suas peças expostas no local.Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Maria Angélica Ribeiro, a finalidade do bazar é dar aos artesãos do município além de um espaço, uma melhor visibilidade.“O bazar permite aos artesãos exporem suas peças em um local centralizado e acessível. Muitas mulheres, que participam dos projetos não têm outra fonte de renda, e tanto o projeto quanto o bazar dão a elas a oportunidade de recomeçar, de se sociabilizar, de serem independentes profissionalmente”, destaca.

Nestes projetos, essas mulheres aprendem que o artesanato é mais que uma arte, é uma missão de vida.

“O projeto completa dois anos agora em maio e começou com quatro alunas, hoje temos mais de trinta, que trabalham com alegria, que vendem, que adquirem renda, que ajudam a família. Para mim, o Lãs e Linhas é um projeto que deu certo, como todos os outros: são presentes para estas mulheres”, afirma a coordenadora do Projeto Lãs Linhas e Cia, Márcia Camargo Monteiro.

O Carpinteiro

O carpinteiro é o profissional que atua geralmente na construção de habitações e estruturas de madeira. O marceneiro trabalha com arte, dando forma às madeiras mais nobres.

Durante muito tempo, o carpinteiro foi um dos profissionais mais requisitados, pois do seu trabalho dependiam vários ofícios: os móveis da casa, os carros de bois ou puxados a cavalos, as ferramentas agrícolas de madeira, entre outros.

Os artesãos

Os artesãos são pessoas com talentos especiais, eles são artistas operários, que participam de todo o processo do trabalho, até da comercialização, cujo resultado será para manter a si e a sua família.

O artesanato é uma atividade universal, que se diferencia no modo de fazer, no material empregado e nas formas ou padrões empregados em cada época e região.

Hoje, o artesanato tem o conceito mundial de arte popular e é considerado o patrimônio cultural de uma nação. Assim sendo, é essa arte simplista que registra a trajetória de uma época, de um lugar, de um povo. Por meio dela é que se reconstrói a história das civilizações.
Fonte: http://fotolog.terra.com.br

quinta-feira, 18 de março de 2010

RESPONSABILIDADE NA EDUCAÇÃO DIGITAL


"Educação digital

Estamos presenciando uma verdadeira revolução digital, onde novas formas de comunicação surgem a cada dia. Embora nós não tenhamos sido educados por estes parâmetros, o perfil do jovem atual é muito diferente, suas habilidades já se desenvolvem integradas à este novo paradigma, o que envolve uma aprendizagem muito mais autônoma do que qualquer outra época.

Nosso papel enquanto educador vai muito além da sala de aula e conteúdos específicos, temos que contribuir para o desenvolvimento pleno do aluno, o que inclui capacidade, e habilidade de distinguir situações e tomar decisões. Não estamos mais presos à educação tradicional em métodos e nem mesmo em conteúdos. Hoje temos que focar na construção do conhecimento e no aprender a aprender contemplando nesse contexto fatores ligados à realidade. Não adianta usarmos como exemplo um disco de vinil se as crianças de hoje usam CDs. Podemos e devemos explicar o que é, como se utilizava mas para chegar a esses detalhes de conceitos e histórias, temos que partir de situações reais. Por que não utilizar um CD para explicar o que é um disco?

Não adianta querer fugir, a internet expandiu os horizontes da comunicação, trouxe uma nova realidade e com ela novas preocupações e riscos. Temos que buscar formas de utilizar e tirar proveito dos benefícios minimizando ao Maximo os riscos. Isto acontece através da “Educação Digital”.

A preocupação com a má utilização da internet não é apenas local, mas sim mundial. Os Estados Unidos, por exemplo, aprovaram em 2002 o “Children’s Internet Protection Act” , desde então as escolas e bibliotecas subsidiadas pelo governo federal são obrigadas a manter um sistema garantindo que menores não tenham acesso à conteúdos obscenos.

É necessário pensar em formas de atuação educacional para conscientizar e direcionar a utilização responsável dos meios digitais.

Os blogs, por exemplo, conhecidos como diário de bordo ou diário on-line tornou-se hoje uma ferramenta poderosa entre crianças, jovens e adultos. Até mesmo grandes empresas utilizam deste meio para obter um contato mais próximo com o consumidor. Infelizmente, da mesma forma que nos traz benefícios e ajuda no desenvolvimento e comunicação dos alunos também acaba se tornando uma forma de expor cada um. Isto pode ser bom, mas apenas se utilizado de forma responsável.

Vejam bem, não estou falando apenas dos jovens, mas sim dos usuários numa forma geral. A situação muitas vezes se agrava pelo fato do usuário pensar que está escondido atrás de um monitor, mas a verdade é que temos uma identidade digital e ela pode ser rastreada. Problemas como ameaça, calúnia, injuria e difamação estão sendo cada vez mais constantes nas comunidades e nos blogs, sem falar no entendimento errôneo que a população em geral tem sobre o direito que nos garante a Constituição de Liberdade de Expressão. Na verdade existe sim a Liberdade, mas com responsabilidade de expressão. Não podemos invadir nem violar outros direitos como o de privacidade, honra e imagem, em nome deste. Mesmo porque, o Código Civil em seu art. 187, caracteriza como ato ilícito o uso abusivo de um direito. Assim, enquadra-se nesse artigo quem abusa do direito de liberdade de expressão à medida que viola o direito do outro.

A verdade é que se nem mesmo a maioria da população tem conhecimento desses fatos, ou melhor, de nossa legislação e as conseqüências de sua violação, quanto mais os jovens, não é mesmo? Então é necessário levar até eles estas informações para que entendam a necessidade de agir corretamente evitando problemas para si e para seus pais também.

A questão de direitos autorais, também vem sendo discutida, pois muitos internautas entendem que se a obra está publicada na internet está disponível para tudo. Ledo engano. A lei de direitos autorais ( Lei no. 9.610/98) protege toda criação do intelecto, estando toda obra sob sua proteção. É necessário, portanto que o autor expresse sua vontade e quais as disponibilidades que permite para sua obra. Assim, ao colocar uma obra na internet para que outro usuário possa copiá-la e utilizá-la, é necessário que haja uma autorização expressa do autor. Se não houver na página acessada, é necessário entrar em contato com o mesmo ou o detentor dos direitos autorais quando for o caso.

O ideal é que a escola crie uma Política de Segurança da Informação levando ao conhecimento de seus funcionários e alunos as normas estabelecidas para a utilização dos meios digitais. Além disso, seria conveniente criar um código de conduta para os alunos, que explicasse a correta utilização, fundamentando as ações ali elencadas junto à nossa legislação quando for o caso. Não esquecendo, no entanto de mencionar também que estará sujeito a penalidades quando da infração de tais condutas estabelecidas à critério da instituição educacional.

Os problemas não param por aqui, citei apenas algumas questões a fim de alertar os educadores para que busquem ajuda e incluam em seu projeto educacional a questão da Educação Digital para o uso responsável dos meios hoje disponibilizados.

Algumas questões que podem acarretar responsabilidade legal:

* Falar em uma sala de bate-papot que alguém cometeu algum crime - (por exemplo, "ele é um ladrão etc.") - Calúnia - Art.138 do Código Penal

* Encaminhar um e-mail para várias pessoas de um boato - Difamação - Art.139 do C.P

* Enviar um e-mail para alguém descrevendo-a com adjetivos sobre características físicas ou comportamentais (gorda, feia, "galinha" etc.) - Injúria - Art.140 do C.P.

* Enviar um e-mail frases como "vou pegar você" - Ameaça - Art.147 do C.P.

* Copiar um conteúdo e não mencionar a fonte ou baixar MP3 - Violação ao direito autoral - Art.184 do C.P.

* Criar uma comunidade online que caracterize de modo pejorativo pessoas e religiões - Escárnio por motivo de religião - Art.208 do C.P.

* Participar de cassino online - Jogo de azar - Art.50 da L.C.P.

* Falar em sala de bate-papo que alguém é isso ou aquilo por sua cor - Preconceito ou Discriminação Raça-Cor-Etnia Art.20 da Lei 7.716/89 "

Cristina Moraes Sleiman

Advogada, pedagoga, mestranda (Sist. Elet. - Poli/USP), membro da Comissão de Apoio ao Advogado Professor (OAB/SP), atua em Internet, Política e Normas de Segurança da Informação e Educação Digital no Senac/SP.

Fonte: br.buscaeducacao.yahoo.com

quarta-feira, 17 de março de 2010

DIA DO CARPINTEIRO E DO MARCENEIRO-17 de Março


Diz-se que há uma grande diferença entre Carpinteiro e Marceneiro, sendo este último o profissional que trabalha a madeira com mais arte, com cuidados mais refinados, produzindo objetos que exigem maior aformoseamento. O Carpinteiro é um profissional indispensável na construção civil, sendo ele o responsável pela construção de fôrmas de madeira para enchimento de concreto, ou trabalhos de estrutura de telhados, ou esquadrias de portas e janelas, quando de madeira. A palavra carpintaria é originária do latim carpentarius, que seria o construtor de carros, daí significando o trabalho de madeira mais bruto, ou mais pesado.

Já o Marceneiro, em geral, não trabalha nas obras de construção civil, cuidando mais dos complementos em móveis, tais como a construção de armários, estantes, mesas, camas etc

Segundo o Ministério do Trabalho, o marceneiro entra em contato freqüentemente com produtos tóxicos e ruídos intenso, o que pode ser prejudicial à sua saúde.

Mas não são somente o ruído e os produtos que podem prejudicar a saúde deste profissional. Como trabalham sob encomenda, muitas vezes, a pressão de entregar o produto na data marcada faz com que o carpinteiro trabalhe em situação de estresse.

Além disso, a alta temperatura a que é submetido durante o processo de modelação da madeira também pode lhe fazer mal.

Para se proteger dos riscos a que está exposto, o carpinteiro e o marceneiro deve utilizar equipamento de proteção individual, que no seu caso seriam luvas, tampão de orelhas e, em alguns casos, óculos para se proteger de luz intensa.

Na luta para melhorar as condições de vida em seu meio ambiente, o homem adotou diversas espécies de habilitação, valendo-se dos materiais disponíveis e de acordo com as condições de sua região, cada grupo social, formou seu tipo de moradia. Sua única função é dar proteção contra o sol, chuva, frio, calor ou ataque de animais. Os carpinteiros criaram habitações mais ou menos padronizada

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Marcenaria é o trabalho de transformar madeira em um objeto útil ou decorativo.

A marcenaria evoluiu da carpintaria, na atualidade sofreu algumas mudanças, pois o profissional nesta área trabalha principalmente com laminados industrializados (madeira), como compensado, aglomerado, MDF, fórmica, folhas de madeira, etc.

O marceneiro deve possuir o dom da criatividade e saber desenhar em perspectiva, além de ter um vasto conhecimento do uso das ferramentas e materiais dessa área.

No uso de máquinas (serra circular ou de fita, tupia, formão, desempenadeira, etc) a cautela é primordial, pois qualquer acidente pode ser irreversível.

A marcenaria abrange o fabrico de móveis, mas está mais ligada ao trabalho artesanal do que ao trabalho industrial.

Apesar de o marceneiro moderno fazer uso de máquinas, para grande parte de seu trabalho, ele ainda é um artesão.

Um profissional que produz exclusivamente móveis, principalmente de chapas industrializadas como o MDF e o aglomerado, designa-se antes como moveleiro.

Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br
A ética do Marceneiro é a mesma do Webdesigner

Em uma pesquisa, realizada através de e-mail, aos webmasters e webdesigners, foi perguntado: O que é preciso para ser considerado um webdesigner profissional?

A visão entre os pesquisados do que é ser profissional vale para qualquer profissão. Como diria o jornalista Cláudio Abrahmo, a ética é a mesma para todas as profissões.

Aproveitamos a pergunta: O que é preciso para ser um marceneiro profissional?

A maioria das respostas diziam o quanto é importante ser criativo, responsável e dinâmico. Outras diziam que é uma profissão que se deve estudar constantemente, conhecer sua ferramenta de trabalho, ter paciência, saber ouvir um cliente e ter visão geral do projeto e da finalidade do produto que está desenvolvendo. Tente colocar estas qualidades em qualquer outra profissão e vai perceber que cada um destes requisitos se aplica a qualquer outra profissão.

Um médico, um advogado, um webdesigner, um programador ou um marceneiro, todos precisam destas qualidades citadas nas respostas. A internet trouxe velocidade nas mudanças, mas preservou nas profissões da área a essência do trabalho – perseverança e análise constante de sua tarefa.

Saber fazer não faz o bom profissional, não faz um bom marceneiro, nem faz um bom webdesigner. É preciso paixão pela profissão. É preciso estudar o que se faz e sempre aperfeiçoar para vencer a competição no mercado e se destacar.

Há dois profissionais que se confundem na identificação pelos leigos: Carpinteiro e Marceneiro.

O Carpinteiro é um profissional indispensável na construção civil, sendo ele o responsável pela construção de fôrmas de madeira para enchimento de concreto, ou trabalhos de estrutura de telhados, ou esquadrias de portas e janelas, quando de madeira. A palavra carpintaria é originária do latim carpentarius, que seria o construtor de carros, daí significando o trabalho de madeira mais bruto, ou mais pesado.

Já o Marceneiro, em geral, não trabalha nas obras de construção civil, cuidando mais dos complementos em móveis, tais como a construção de armários, estantes, mesas, camas etc. Ele trabalha a madeira com mais arte, com cuidados mais refinados, produzindo objetos que exigem maior aformoseamento.

Enquanto o marceneiro entra em contato freqüentemente com produtos tóxicos, ruídos intensos e a alta temperatura a que é submetido durante o processo de modelação da madeira, o que pode ser prejudicial à sua saúde, o carpinteiro que também trabalha sob encomenda, muitas vezes, sofre a pressão de entregar o produto na data marcada, em situação de estresse. Isso, de acordo com o Ministério do Trabalho, prejudica a saúde destes profissionais.

Para se proteger dos riscos a que estão expostos, o carpinteiro e o marceneiro devem utilizar equipamento de proteção individual, que no caso seriam luvas, tampão de orelhas e, em alguns casos, óculos para se proteger de luz intensa.

Quer ser um bom marceneiro? Estude, dedique-se e atualize constantemente o conhecimento das ferramentas de trabalho, e as tendências do design. O comportamento diante de clientes, empresas e outros profissionais você aplica de acordo com a ética que qualquer profissional deve ter em seu dia-a-dia.

Fonte: www.abraweb.com.br