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"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A ESCOLA PROFANA


Um dia lindo, calmo, céu azul, sem nuvens. Tudo tranqüilo. O mundo parece seguir seu almejado destino de paz.

De repente, a notícia, que a todos aterroriza, revolta, choca: rapazes, de classe média, entram na escola em que estudavam - armados até os dentes - e atiram, matam, ferem... sem dó nem piedade. Nos EUA ou no Brasil, em qualquer lugar, corações se afligem. Nos noticiários angustiantes, atos semelhantes começam, dia após dia, a se suceder. Subitamente todos, - pais, educadores, juristas, psicólogos, sociólogos, leigos, cidadãos comuns - se interrogam: De quem é a culpa? De onde surge tanta crueldade, tanta insanidade? E será somente crueldade? Ou insanidade? Acaloradas discussões.

Partidos se formam a favor e contra tais ou quais teses. Todos porém, perplexos, anseiam por explicações . A escola, através dos tempos, sempre foi lugar seguro para nossos filhos. O local do saber, da cultura, da educação, foi profanado. Sofremos todos. Onde, afinal, a segurança? Nos lares, não mais (tantos assaltos e crimes ocorrem no reduto dos mais bem defendidos apartamentos), nos condomínios também não (e as gangues?), nas ruas nem pensar. Seja noite, seja dia... e agora, parece que perdemos o último baluarte de segurança e paz.

Apontar culpados ou denunciar causas é tarefa complexa, talvez até pretensiosa. Algumas pistas podem ser, porém, levantadas com certa margem de segurança. É preciso, no entanto, ter consciência de que certamente não há uma causa, mas um conjunto de fatores que oportunizam a eclosão destes acontecimentos revoltantes, que aviltam a todos nós, a toda a espécie humana.

Estes fatores podem ser divididos em dois grupos - sociais e individuais.

Dentre as causas sociais, podemos destacar, sem medo de errar, o consumismo exacerbado, a competitividade, o individualismo, a má distribuição de renda, a crise ética, a impunidade e a corrupção, o fácil acesso da população a armas, o crescente desemprego, o seriíssimo problema das drogas - só para citar alguns.

Com esses ingredientes, a cada dia, nossa sociedade torna-se mais e mais violenta. Mas não são apenas os assaltos, estupros e assassinatos que acontecem diariamente e são exaustivamente divulgados pela mídia, que preocupam. Outra forma de violência, poucas vezes percebida pela maioria, é transmitida subliminarmente. Desde programas humorísticos, nos quais o riso é provocado humilhando-se o mais fraco, o negro, o homossexual, o pobre ou o portador de deficiências físicas, até desenhos animados tipo Beavis and Butthead, onde a agressão e a falta de amor ao próximo são a tônica. Estas mensagens repetidas exaustivamente, aliadas aos noticiários sensacionalistas, em que guerra, sofrimento e morte são focalizadas com detalhes terríveis, somadas ao hiper-realismo da cinematografia de hoje - tudo isso junto - pode produzir nas crianças e jovens em formação ( expectadores que são de horas e horas de violência desde os mais tenros anos) uma gradual perda da sensibilidade e da capacidade de se indignar, fundamental para o desenvolvimento da empatia e da solidariedade. É como se elas fossem "se acostumando" com a crueldade, a truculência, a miséria humana, a degradação. E esta situação é por elas percebida como se fosse incontornável, imutável.

A essa desenssibilização produzida pela exposição violência, junte-se uma sociedade que estimula o individualismo e a competição, na qual a má distribuição da renda impera e, especialmente, a grave crise ética que assistimos hoje, derivada da impunidade e da corrupção que permeia todos os níveis das instituições sociais, e poderemos começar a compreender melhor o que leva tantos jovens à marginalização, desesperança, às drogas e a atos criminosos. A criança cresce consumista, individualista, insensível, assistindo diariamente a graves denúncias - raramente punidas com o rigor necessário -, que alimentam a desesperança nas instituições sociais, e, o mais grave, acreditando que o mundo tem que ser assim mesmo. O que certamente fortalece a crise ética e a descrença nos valores humanos.

Por outro lado, os aspectos individuais entram nesse panorama da seguinte forma (evidentemente, explicando de maneira simplista): cada pessoa tem, desde o nascimento, um diferente nível de agressividade, e uma forma, também diversa, de interiorizar os fatos que ocorrem a sua volta, tendo algumas um equipamento de percepção mais positivo enquanto outras, interiorizam os eventos de maneira quase sempre negativa. Quer dizer, uma criança pode decodificar uma palavra mais severa que lhe é dirigida (a simples correção de uma atitude que a mãe ou um professor lhe dirija, por exemplo) como falta de amor; outra, na mesma situação, porém com uma percepção mais positiva, poderá interpretá-la como preocupação e afeto. Uma pessoa que, além de já ser naturalmente agressiva, possui uma percepção negativa dos fenômenos que ocorrem a sua volta e que, além do mais, cresce no seio de uma família desatenta, desestruturada e desarmônica, poderá, em determinadas circunstâncias desenvolver um comportamento socialmente patológico. São esses fatores, entre outros, que irão influenciar na constituição da auto-estima mais ou menos elevada, gerando cidadãos mais ou menos equilibrados emocionalmente.

Além disso, para nossa consternação, algumas modernos estudos dentro da Psiquiatria vem conduzindo à idéia de que existem pessoas que trazem, dentro de si - inato -, o germe da violência (pobre Rousseau...). Se, aliada a esta característica pessoal (caso ela realmente exista) juntarmos os fatores sociais e familiares, acima descritos, compreenderemos por que surgem, em dadas circunstâncias, indivíduos que, em maior ou menor grau, com maior ou menor planejamento, a partir de um evento qualquer, desencadeiam agressões ao outro.

Nesse contexto, a escola, torna-se apenas o local onde se reflete, como em qualquer outro lugar, o que a sociedade propiciou ocasionar. Uma sociedade violenta - que incentiva na sua base ideológica o preconceito, o predomínio dos bens materiais sobre os valores éticos, corrupta, e que deixa impune seus maiores transgressores -, agindo sobre um indivíduo potencialmente violento e que se sinta de alguma forma preterido ou mal-amado, tem todos os ingredientes necessários para, em um determinado momento, desencadear a barbárie.

Não se pode esperar que nenhuma instituição, seja a escola ou outra qualquer, esteja a salvo da contaminação por tudo que ocorre no contexto mais amplo, a sociedade. Procurar "culpados" dentro da escola é uma forma simplista e altamente confortável de explicar uma situação tão complexa, onde tantos interesses estão em jogo, e, desta forma, acalmar os ânimos. Culpando a escola, a metodologia de ensino, os professores mal preparados, os currículos anacrônicos - ou tudo isto -, acalma-se a consciência e a ansiedade de muitos. E tudo fica como está.

Ou mudamos os elementos básicos que alicerçam a sociedade atual e que propiciam o surgimento de uma situação deviolência latente, que a qualquer momento pode eclodir, voltando-nos para os valores que verdadeiramente dão humanidade ao homem - empatia, solidariedade, justiça, honestidade, honra, cooperação, respeito ao outro - ou continuaremos a assistir, assombrados, a atos de vandalismo, agressões e loucura cada vez maiores.

Tânia Zagury

Fonte: www.redepitagoras.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MANUAL DO VERÃO


Verão é tempo de calor, pouca roupa e, de preferência, férias. Nessa época, só se pensa em pegar as malas e viajar. Para que as lembranças sejam boas, preparamos um guia alimentar e de exercícios para usar onde quer que você vá.Cuidar da saúde deve ser uma regra em qualquer época do ano, mas, como vivemos em um país de clima tropical, é no verão que os bons hábitos precisam ser redobrados. Principalmente porque a tendência é relaxar: bebe-se mais álcool e come-se à vontade. Afinal, quem fica sem aquele chopinho gelado sob um sol escaldante ou mantém uma alimentação regrada durante uma viagem? Sem falar que, muitas vezes, os exercícios são deixados de lado.
É um consenso entre os especialistas: a hidratação é obrigatória e os exercícios também. “Não deixe de se exercitar só porque está quente. Aproveite o clima para ir a um parque, clube, piscina ou academia, enfim, mexa-se nem que seja em caminhadas de alguns minutos em ruas arborizadas”, sugere a personal Solange Frazão. Só não esqueça o filtro solar.

Seja no campo, na praia ou na cidade, é necessário se proteger do sol, pois a prática dos exercícios acaba sendo ao ar livre. A exposição excessiva e constante à radiação ultravioleta, sem os devidos cuidados, pode causar danos sérios que, a princípio, nem se percebe. Afinal, a pele fica bonita e bronzeada num primeiro momento. Mas, pode ter certeza, isso não é saudável. Os efeitos são cumulativos e os danos costumam aparecer após os 40 anos. Envelhecimento precoce, queimaduras e doenças da pele são apenas algumas dessas consequências. Mas, calma! Isso não significa que você vai deixar de aproveitar o verão. Basta seguir algumas regras dadas por especialistas.

Cidade

Alimentação

As cidades, especialmente as turísticas, oferecem um universo gastronômico vasto. O lado bom é que há várias opções naturais e saudáveis, mas, em contrapartida, há também uma enorme oferta de produtos industrializados e cheios de aditivos. O difícil é resistir às tentações. Para a nutricionista Patricia Davidson, que cuida da boa forma das atrizes Eliane Giardini e Júlia Almeida, isso não é uma tarefa fácil. Mas ela ressalta que, acima de tudo, o foco nesta época deve ser a hidratação. “É preciso ingerir muitos líquidos. Investir em água mineral, de coco e sucos naturais para garantir que seu corpo esteja bem hidratado”, diz.

Uma dica, segundo ela, é combinar os sucos de frutas com ervas, como hortelã e salsinha, para deixálos mais refrescantes e ainda diminuir a retenção de líquidos. Outra opção é combiná-los com os chás - pode ser o verde ou o branco – como uma forma de acelerar o metabolismo. “É importante não deixar a sede chegar, pois isso é sinal de que o corpo já está desidratado” alerta a nutricionista.

Portanto, tenha sempre uma garrafa de água a tiracolo. Outra boa dica é consumir açaí, que, apesar de ser uma fruta calórica, ativa a circulação sanguínea e pode melhorar a celulite. Só não dá para exagerar na quantidade e encher de granola e xarope de guaraná. Não esqueça os produtos naturais, como frutas, verduras e legumes, que são ótimas fontes de fibras alimentares, vitaminas e mineiras, além de serem refrescantes.

Exercícios
Ficar na cidade não é desculpa para se entregar ao sedentarismo. Apesar de a tentação ser grande, esqueça aquele trio de programa: comer, beber e dormir. É hora de aproveitar o tempo livre para ir a uma academia, por exemplo. O melhor de tudo é que nesta época do ano, por causa das férias, a cidade está vazia e o mesmo acontece com as academias.
Aproveite que os professores podem dar mais atenção. Faça exercícios com calma e sempre bebendo água. Para a personal Solange Frazão, as melhores atividades para esta época são as chamadas ‘funcionais’, que proporcionam um resultado mais rápido. Um exemplo disso são as aulas de localizada ou musculação, sempre acompanhadas por uma corrida na esteira.

Ela também destaca as caminhadas ou corridas nos parques. “É ótimo para passar um tempo ao ar livre. É muito saudável”, diz Solange. Desde que, claro, se escolha os horários em que o sol não está tão forte.

Fonte: Revista Uma/ed.108

CURA ATRAVÉS DAS ABELHAS


Foi através de uma amiga que Lúcia Costa Correia da Silva Manno, 43 anos, conheceu a apiterapia. Lúcia sofria de fibromialgia e sentia fortes dores, principalmente na região lombar. Após os tratamentos sem sucesso com remédios alopáticos e com a amiga como voluntária na terapia das abelhas, resolveu testar a apiterapia. As sessões não só melhoraram a fibromialgia como também ajudaram a diminuir as dores da artrose que tinha no joelho.
Em uma das sessões, comentou com o apiterapeuta que sofria com terríveis enxaquecas. Ela conta que tinha crises severas e semanais desde os 13 anos de idade. "Além da dor intensa, eu sofria também com tonturas, náuseas e vômitos".Para tratar das dores de cabeça, Lúcia consultou-se com um neurologista que indicou antidepressivos. E, mais uma vez, os resultados não foram satisfatórios, pois não mostravam melhora relevante às dores, e ainda padecia com os diversos efeitos colaterais.
Após 8 meses de tratamento contra a enxaqueca com a apiterapia, "as crises foram diminuindo de quantidade e de intensidade, foram ficando espaçadas, até pararem", comemora Lúcia.
Mas ela não abandonou a terapia. "Atualmente, trato de uma bursite no pé e faço aplicações do veneno nos pontos da cabeça para manter a enxaqueca sob controle, há 2 anos não sinto nada".Mesmo que ela estivesse livre de todos os problemas de saúde, não se livraria tão cedo das abelhas. Inspirado pelos bons resultados de Lúcia, seu marido, Ivo Manno Júnior, fez um curso de apiterapia ministrado pelo chileno Vicente Ferrer, em 2007, e desde então se dedica a essa técnica de cura com os insetos.
Picadas do bem
A apiterapia surgiu nos anos 1930, quando uma pessoa que sofria de artrite reumatoide foi atacada por um enxame de abelhas, sobreviveu e melhorou da doença. A partir daí, começou-se a pesquisar sobre os efeitos medicinais do veneno das abelhas.
O método consiste em injetar o veneno no corpo do paciente juntamente com o ferrão para tratar dores, inflamações e problemas no sistema imunológico. A espécie de abelha utilizada é a europa africanizada. Cada sessão dura cerca de 10 minutos e é feita semanalmente.
Na primeira sessão, o apiterapeuta faz um teste alérgico em que o veneno é aplicado duas vezes, para detectar possíveis reações. A terapia pode apresentar algum perigo apenas se a pessoa apresentar alergia ao veneno.
Impossível não associar o método com a acupuntura, terapia milenar que utiliza agulhas. Ambas são semelhantes quanto a alguns locais de aplicação. Entretanto, de acordo com Ivo, na apiterapia, "se você tem uma dor no braço, por exemplo, a aplicação vai ser naquele local."
Nos casos de esclerose múltipla, em que a pessoa não sente dor, épreciso saber onde aplicar." A terapia ainda não tem regulamentação nos órgãos de saúde brasileiros, mas em países como Chile, Rússia e Estados Unidos, é oficializada e bem conceituada.
Não tenha medo!
Até os mais medrosos podem se render aos benefícios da apiterapia. Ivo explica que o nível de dor que cada um sente depende da própria tolerância que tem, porém as áreas mais sensíveis à dor são as palmas das mãos, as plantas dos pés e o nariz. "Nos casos de maior sensibilidade, nós utilizamos uma bolsa de gelo para anestesiar o local", diz o terapeuta.

Fonte: Revista Vitta, ed. 10

AS RELIGIÕES E O NATAL


O Brasil é conhecido como o maior país católico do mundo, além de possuir milhões de cristãos que professam outras crenças que não a católica. Por esta razão, as comemorações do Natal no dia 25 de dezembro são uma tradição disseminada por grande parte de nossa sociedade. No entanto, outra marca de nosso país é a abertura a diversas expressões religiosas, sociais e culturais. Assim, há espaço para que grupos religiosos de diversas crenças aqui estejam presentes e se expressem livremente.

Para entender como se dá a relação das diversas religiões com as comemorações do Natal, o Universia Brasil ouviu religiosos, especialistas e fiéis, traçando neste especial um retrato desse envolvimento. Clique nos links da imagem a seguir para conhecer mais sobre o tema:

NATAL: O FUNDAMENTO DA FÉ CRISTÃ

Significado do nascimento do Messias é o mesmo para católicos e protestantes

Em meio às festividades do Natal, algumas religiões destacam uma atenção especial para o dia 25 de dezembro. Estas são as chamadas religiões cristãs, que têm toda sua teologia centrada no advento do nascimento de Jesus Cristo, o Messias. "O Natal é uma data fundamental da fé dos católicos e cristãos em geral, porque nesse dia é comemorado o nascimento de Jesus de Nazaré", afirma o porta-voz da arquidiocese de São Paulo, Monsenhor Dario Bevilacqua.

Essa convicção pela importância da data não diz respeito apenas aos católicos, mas também aos cristãos protestantes. "O Natal é um momento separado para se relembrar o nascimento de Jesus, o salvador do mundo. Essa é a visão geral no cristianismo protestante", conta o diretor da Faculdade Teológica Batista, Lourenço Stelio Rega.

Mais do que isso, praticamente não há distinção na maneira como as duas religiões encaram a data. "Normalmente, na prática, não se percebem diferenças entre o significado do Natal para católicos e protestantes. Muitas das igrejas católicas, inclusive, estão adotando práticas culturais protestantes", diz Rega.

As semelhanças, no entanto, se resumem à maneira como estas encaram o sentido do Natal e sua importância no pensamento cristão. Com um perfil mais afeito a rituais, os católicos contam com um número muito maior de cerimônias do que os protestantes. "As comemorações que existem, em geral, são musicais, com cantatas de Natal ou, às vezes, teatrais. Muitas delas, inclusive, não retratam apenas os acontecimentos de Jesus, mas também seus ensinamentos, e como estes se aplicam como modelo de uma vida saudável", explica Rega.

Enquanto para os evangélicos as celebrações se resumem às suas orações ou mesmo apresentações musicais, para os católicos há toda uma preparação especial. O advento começa no final do mês de novembro e se estende até meados de dezembro, como uma preparação, que é a própria expectativa para o Natal. Neste período, são lidos trechos bíblicos que falam sobre esperança, levando a comunidade a se preparar para esse sentido.

Já no dia de Natal, os católicos celebram uma missa especial, realizada tradicionalmente à meia-noite, que recebe o nome de Missa do Galo. Mas, por que esse nome? "O galo é a primeira ave a ver os raios do Sol, tanto que cantam de madrugada. O único dia do ano em que o galo não precisa cantar é a noite de Natal, porque os homens cantam em seu lugar", explica o padre e professor de Teologia da PUC-Rio, José Roberto Develar.

Cultura transformadaA manutenção dessas tradições está fundamentalmente ligada a rigidez com que a igreja católica lida com sua estrutura. Segundo Rega, as igrejas evangélicas tem um perfil mais flexível em relação às culturas, preocupando-se em manter seus pontos principais. "O protestantismo se adapta às culturas, ao contrário do que acontece no catolicismo, em que a cultura que se adapta a ele", afirma. "Ainda assim, os protestantes mantêm alguns princípios inegociáveis, como a valorização da vida, a pecaminosidade do ser humano, a bíblia como fonte de verdade e outros."

Outro exemplo disto é absorção de uma festa pagã, posteriomente transformada na comemoração do Natal. No segundo século depois de Cristo, os romanos ainda celebravam a festa do Deus Sol. Como na Bíblia diz que Jesus é o Sol nascente que veio nos visitar, os cristãos decidiram não confrontar a fé dominante, mas sim classificar Jesus de "o Novo Sol". "Esse é um processo que se chama inculturação. Ao invés de destruir-se uma crença, mostrou-se que o Sol não era a estrela de quinta grandeza do espaço solar e sim um homem chamado Jesus", remonta Develar.

Símbolos modernos

Boa parte dos símbolos atuais do Natal também encontram suas raíses nas figuras sagradas do cristianismo. Mesmo as mais populares. Durante muitos séculos, o dia de São Nicolau era festejado no dia de Natal. Foi aí que surgiu uma figura gorducha, com barba branca e roupas vermelhas que tomou o seu lugar. "A figura do Papai Noel, lançada numa propaganda de Natal por uma firma norte-americana, caiu no gosto público e então esse gosto começou a entrar em outros grupos religiosos", conta Develar.

Árvores de Natal enfeitadas, muitos presentes, bolas coloridas, pisca-piscas e presépio. Tudo isso também faz parte da tradição católica. Mas todos esses elementos têm significados especiais: a árvore representa a vida, as bolas penduradas no pinheiro natalino substituem as frutas, que simbolizavam todo gesto concreto de fraternidade que se fazia no advento do Natal, e o presépio é uma representação artística do nascimento de Jesus.

Em relação ao presépio, uma curiosidade. José e Maria foram os últimos personagens a serem incorporados à cena natalina. Os primeiros foram o boi e o burro, que significavam o povo judeu e os outros povos, respectivamente. "Aquele menino [Jesus] veio unir todos os homens, então não teria mais o boi e o burro, seria o ser humano", aponta Develar.

Além da Missa do Galo e dos elementos tradicionais do Natal, os católicos, bem como os protestantes, costumam se confraternizar através da troca de presentes. Na maior parte das famílias, antes da comemoração é lembrado o verdadeiro motivo do Natal através de orações e preces. "O que a gente espera é que o Natal, que é a comemoração de um aniversário, não seja comemorado sem o aniversariante. Natal sem a figura de Jesus está completamente vazio", finaliza Bevilacqua.

PASSADO VITORIOSO, FUTURO PRÓSPERO
Judeus comemoram a vitória contra a opressão e a liberdade em manter sua religiosidade

Nesta época do ano, lembrar as vitórias contra a opressão, discriminação e perseguição religiosa são alguns dos motivos de comemoração para os seguidores da religião judaica. Muito embora os judeus não comemorem o Natal e o Ano Novo na mesma época que a grande maioria dos povos, para eles, o mês de dezembro também é de festa.

Na noite do mesmo dia 24 de dezembro, em que os cristão celebram o nascimento de Jesus Cristo, os judeus comemoram o Hanukah, que do hebraico significa festa das luzes. Esta data marca a vitória do povo judeus sobre os gregos conquistada, há dois mil anos, em uma batalha pela liberdade de poder seguir sua religião.

Porém, mais do que uma vitória do judaísmo, na opinião do rabino, Yehuda Levinson, do Espaço K, instituição que une a comunidade jovem judaica, esta data marca a conquista da liberdade e a vitória da fé. "Esta data é para nós uma festa. Marca a vitória do povo judeu, que passou a ter liberdade para ter sua religião. É uma vitória da fé", explica.

Apesar de não ser tão famosa no Brasil, a festa de Hanukah, que, tradicionalmente, dura 8 dias, em outros países é tão "pop" como o Natal. Em Nova Iorque, por exemplo, as lojas que vendem enfeites de Natal também vendem o menorah (candelabro de 8 velas considerado o símbolo da festividade judaica). "Para cada um dos 8 dias acendemos uma vela até que o candelabro todo esteja aceso no último dia de festa", explica o rabino.

Outras festividades judaicas

Além do Hanukah, os judeus contam com diversas outras festividades ao longo do ano, sendo, a mais famosa delas, o Rosh Hashana, do hebraico, cabeça do ano, ou seja, o Ano Novo para o povo judeu. Com duração de dois dias, esta comemoração ocorre entre os meses de setembro e outubro.

Judeus Messiânicos

Você já ouviu falar dos judeus messiânicos? Trata-se de uma uma nova religião criada por judeus que acreditam e pregam a palavra de Jesus Cristo. Porém, assim como o cristianismo, essa religião nada tem a ver com as crenças do judaísmo, justamente porque seus fiéis não seguem as tradições judaicas.

Isto ocorre porque, os judeus acreditam que o Ano Novo é comemorado quando Deus criou o mundo, seguindo o velho testamento (torah) e não a partir do novo testamento, marcado pelo nascimento de Cristo. Outra diferença do judaísmo com as religiões cristãs é a seqüência do calendário. "Os judeus se baseiam no calendário lunar, e não pelo solar", afirma Levinson. O que faz com que os meses tenham em média de 29 a 30 dias, e não 30 e 31.

Após dez dias do Rosh Hashana, os judeus comemoram o Iom Kipur (dia do perdão). Nesta data, reservada para arrependimentos, os judeus costumam jejuar durante um dia, um sinal de purificação. Outra data comemorativa, que coincide com uma festa cristã é o Pessach, que ocorre na mesma época que a Páscoa. "O Pessach significa a libertação do povo judeu. Ao todo, são oito dias de festa para comemorar o fim da escravatura dos judeus no Egito", destaca Levinson.

Para o rabino, nada é por acaso. Em uma época em que a maioria dos povos comemora o ano novo e os judeus comemoram o hanukah, um acontecimento de milhares de anos, toda a humanidade é que sai ganhando. "Neste época as pessoas comemoram felizes a liberdade e um novo ano que se inicia por poderem ter suas crenças sem sofrer com a opressão", destaca. "Para nós, essa é uma época de luz, onde todos podem desejar muita luz, prosperidade e paz", encerra.

JESUS É PROFETA PARA MUÇULMANOS

Islâmicos respeitam comemoração do Natal, mas data não tem significado religioso para eles

Carlos Brazil

A religião islâmica (ou muçulmana) tem Jesus Cristo como um dos seus cinco principais profetas, ao lado de Abraão, Noé, Moisés, e Mohamad (ou Maomé), este último, a principal figura do islamismo, para quem teria sido revelado o Alcorão (ou Corão), o livro sagrado da religião. Jesus é citado 19 vezes no Alcorão. Além disso, a Virgem Maria, sua mãe, também é lembrada no livro sagrado islâmico

"Allah - Sao La Ilaha Ila Allah (não há divindade a não ser Allah - frase dita como testemunho à existência de Allah, um dos cinco pilares da religião) - descreve Jesus no seu sagrado Alcorão como um dos cinco maiores profetas, apesar de Allah - Sao La Ilaha Ila Allah - ter enviado mais de 124 mil profetas. Os cinco maiores profetas são: Abrahão, Noé, Moisés, Jesus e Mohamad. Esses são os profetas que mais se sacrificaram pela causa de Allah - Sao La Ilaha Ila Allah. Jesus, então, é reconhecido como um dos grandes profetas. Não há diferença entre um profeta e outro. E temos uma sorata especialmente em nome de Maria, que é a mãe de Jesus, a Virgem Maria", explica o xeique Aly Saleh, diretor religioso da SBM (Sociedade Beneficente Muçulmana) da Mesquita São Paulo.

Essa percepção é ratificada inclusive por um representante da Igreja Católica Romana. "Para o judeu religioso, Jesus não significa nada. Mas para os muçulmanos, Jesus é o maior dos profetas depois de Maomé, e Maria (mãe de Jesus), é muito homenageada pelos muçulmanos. Inclusive tenho dados de que nas ruínas da cidade de Éfeso, na Turquia, por exemplo, onde existe uma casa a qual, conforme a tradição, teria sido a casa onde Maria residiu com o apóstolo São João, é centro de peregrinação para cristãos e muçulmanos, também. Então, para eles há muito mais sentido religioso no Natal, além do sentido social. Enquanto para o judeu há apenas o sentido social, como mecanismo de adaptação à cultura européia-ocidental que passou também a vigorar no Brasil", afirma o antropólogo e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Bartolomeu Tito Figueirôa de Medeiros, conhecido como Frei Tito.

Apenas profeta

No entanto, ao contrário das religiões cristãs - para as quais Jesus é o Messias, o enviado de Deus -, o islamismo dá maior relevância aos ensinamentos de Mohamad, profeta posterior a Jesus (que teria vivido entre os anos 570 e 632 d.C.), pois este teria vindo ao mundo completar a mensagem de Jesus e dos demais profetas.

Em relação à celebração do Natal - tradição das religiões cristãs sempre no dia 25 de dezembro de cada ano -, os muçulmanos mantêm uma relação de respeito, apesar de a data não ser considerada sagrado para o seu credo.

"Para nós muçulmanos, logicamente que convivemos com todas as coisas lícitas com felicidade, com prazer, com participação com todas as nações, haja vista que hoje estamos no maior país católico do mundo, que é o Brasil. Respeitamos as leis, temos uma Constituição brasileira e, acima de tudo isso, temos nossos irmãos católicos sobre os quais Allah - Sao La Ilaha Ila Allah - diz: `Se você procurar entre os mais virtuosos de seus amigos, você encontrará aqueles que seguem o Evangelho´. Com certeza, confraternizamos com todas as felicidades que eles têm, todas as comemorações, mas não especialmente para nós muçulmanos. Mas, logicamente, não temos nada contra, desde que não haja nada errado, ilícito", lembra os xeique Aly.

O religioso explica que o islamismo se apega justamente à posterioridade de Mohamad para valorizar seus ensinamentos. "Jesus, para nós, com certeza teve seu tempo, sua época, suas leis no Evangelho. Logicamente teve seus discípulos e ensinou a eles exatamente como nosso profeta Mohamad - Rassul Allah (o último mensageiro de Alá enviado pela humanidade) - nos ensinou. Só que seguimos Mohamad porque nascemos na época de Mohamad. Jesus vem há 2.000 anos atrás e teve sua época. Então, a religião tem seu tempo, sua época e seu profeta, como tivemos Moisés na sua época, Jesus na sua época e Mohamad na sua época. Hoje nós somos seguidores da religião islâmica, porque a palavra Islã significa submissão às ordens do criador Allah - Sao La Ilaha Ila Allah - através das tradições de Mohamad - Rassul Allah", afirma.

"Se eu estivesse há 2.000 atrás, com certeza eu estaria seguindo as tradições e os mandamentos de Allah através das tradições de Jesus filho de Maria - que a paz esteja com eles (expressão utilizada em sinal de respeito pelos islâmicos) -, seguindo as leis verdadeiras do Evangelho e adorando Allah conforme o Evangelho manda. Como existe tempo e época, hoje sou felizardo de estar na época da nação de Mohamad. E para mim também é um grande prazer ter Jesus dentro da linhagem do Alcorão, porque nós não podemos desfazer de nenhum profeta", acrescenta o xeique Aly.

Dificuldades

Apesar de a comunidade muçulmana ter se integrado à sociedade brasileira de forma expressiva - hoje o país conta com entre 1,5 milhão e 2 milhões de muçulmanos, dos cerca de 1,3 bilhões no mundo todo -, há dificuldades a serem suplantadas, segundo avaliam religiosos, em razão da liberdade cultural de nosso país.

"Estou orgulhoso e parabenizo as brasileiras, brasileiros, o Brasil e todo o seu povo, pois é um país muito hospitaleiro. Já viajei a Europa toda e não vi tal hospitalidade, o tipo de povo, o carinho que recebemos aqui e o tratamento de um povo humilde, carinhoso, que tem todas suas qualidades boas. No entanto, para haver a educação dentro do Islã às famílias islâmicas aqui no Brasil, existem certas dificuldades, já que o país tem uma abertura e uma liberdade muito grandes, onde existem várias formas de você cometer erros, cometer o pecado. Há um acesso livre à maioria das coisas, é um país totalmente livre. Existem essas dificuldades, mas o muçulmano sempre está concreto, rígido. A partir do momento em que está com sua crença em dia, com certeza consegue se adaptar a estes momentos e ultrapassar essas dificuldades", afirma o xeique Abdel ´Áti Hussein Addel Rázik, religioso egípcio que é diretor do Centro Islâmico do Brasil.

RELIGIÕES ORIENTAIS BUSCAM EQUILÍBRIO NO FIM DO ANO

Saiba mais sobre o Xintoísmo, Hinduísmo, Budismo e Taoísmo

Renata Aquino

As religiões orientais não estão completamente ausentes das comemorações de Natal e Ano Novo. Apesar das diferenças de calendário e crenças, o sincretismo com o cristianismo e o apelo comercial de datas como o Natal já se fazem sentir no Oriente e alteraram muitas comemorações tradicionais. A virada do ano também é uma data muito importante para países como China e Japão. Com calendário diferenciado, os países acabam comemorando o Ano Novo mais de uma vez, com festas coloridas e suntuosas.Japão - Xintoísmo

O xintoísmo é uma religião de origem japonesa que tem práticas animistas, ou seja, considera como divindades elementos e seres da natureza. Muitas das artes marciais e novas religiões japonesas possuem influências do xintoísmo. Considerado como religião oficial no Japão, o xintoísmo teve várias fases, algumas influenciadas por datas políticas. De acordo com Henrique Todo, do Templo Xintoísta de São Paulo, "a fundação do Japão é uma das datas comemoradas". O professor Koichi Mori, do departamento de letras orientais da USP (Universidade de São Paulo), reconhece que em 1868, "com o imperador Meiji, o xintoísmo passou a ser a religião do estado". A fusão entre religião e estado só terminaria após a Segunda Guerra Mundial, "a influência dos Estados Unidos foi definitiva para acabar com todas as características divinas atribuídas ao soberano pelo xintoísmo", afirma Henrique Todo.

"A comemoração do Natal no Japão é feita como nos outros países, por influência ocidental", afirma ainda o representante do Templo Xintoísta de São Paulo. "No entanto, não há grande presença da tradicional simbologia católica". O xintoísmo é anterior ao budismo e tem como livros sagrados o Kojiki (712; Anais das coisas antigas), e no Nihongi (720; Crônicas do Japão). Além do Ano Novo, que é comemorado na data do calendário ocidental e do japonês, a fundação do Japão é comemorada em novembro.

Índia - Hinduísmo

O hinduísmo é a religião mais praticada na Índia. Com adeptos no mundo inteiro, o hinduísmo é representado por alguns templos no Brasil como o Ramakrishna Vedanta Ashrama, de São Paulo. O hinduísmo é norteado pelas escrituras nos Vedas, livros sagrados da religião. Os livros foram escritos em sânscrito, língua original da Índia.Swami Sunirmalananda, um dos diretores do templo, contou que "entre as mais importantes celebrações do hinduísmo estão Durga Puja, Dasara, Ganesh Puja, Rama Navami, Krishna Janmashtami, Diwali, Holi, Baishakhi e outras". O mais importante sobre a religião, de acordo com o mestre indiano, é saber que "o hinduísmo é um tipo de vida, mais do que uma religião como as outras". Uma das mais velhas religiões no mundo, a religião que também é chamada de Sanatana Dharma diz que "cada momento é uma celebração", diz ainda o mestre.

"O Durga Puja é predominantemente celebrando em Bengala, mas também por outros povos. É a celebração da energia divina. O festival de Ganesh é celebrado nos estados do sul da Índia. As duas festas são grandes como o Natal para os brasileiros. Em todas as ruas se vê comemorações, danças alegres, cantos etc. Diwali é o festival das luzes. Cada casa, cada templo, em todo lugar se encontram lâmpadas, milhares e milhares, queimando a noite toda. Há muita alegria, fogos, muitas guloseimas.O significado das festas é que adorando a Energia Divina, adoramos Deus como Mãe e procuramos suas graças e nosso bem-estar espiritual. Em adorar Ganesha, procuramos sua bênção para o sucesso. No Diwali, destruímos a ignorância e encorajamos o conhecimento em nós mesmos", explica o Swami.

"Há também as festas parecidas com o Natal que são Rama Navami e Krishna Janmashtami. O Natal na Índia dá importância ao Papai Noel e à arvore de natal. Rama Navami é a celebração do nascimento de Rama. Krishna Janmashtami é o aniversário de Krishna", conta o Swami.

China - Budismo

O budismo é a religião mais popular na China. Com grande influência também em vários países da Ásia e da Oceania, o budismo é uma das religiões orientais que mais cresce no mundo ocidental e atrai, inclusive, fiéis de certo destaque social ou econômico. De acordo com a professora de chinês Liang Yan, do Centro de Língua e Cultura Chinesa, "apesar dos budistas não comemorarem o Natal, na China há um pouco da decoração com muitas lâmpadas e músicas natalinas".

O budismo é baseado no "dharma", os ensinamentos de Buda. Em São Paulo, um dos maiores templos do budismo pode ser encontrado na cidade de Cotia, o templo Zu Lai. "O objetivo do praticante do budismo é atingir a iluminação ou nirvana e livrar-se das amarras do mundo material", explica o professor de dharma do templo Zu Lai Moacir Mazzariol.

A data mais comemorada na China é, no entanto, o Ano Novo Chinês. O calendário, diferente do ocidental, prevê a próxima virada de Ano Novo Chinês para o dia 7 de fevereiro. "Essa é a grande festa na China, quando se faz a maior comemoração e se soltam fogos de artifício", conta a professora Yan.

China - TaoísmoO taoísmo é uma das religiões orientais mais valorizadas no Ocidente e que tem sua filosofia regularmente revitalizada. No Brasil, o maior representante é a Sociedade Taoísta, organização com templos maiores em São Paulo e Rio de Janeiro. "Só em São Paulo, temos um movimento de mais de 350 pessoas por mês", conta Wagner Canalonga, monge taoísta. No templo, é possível ter aulas de meditação, filosofia, rituais, arte, i-ching e feng shui.

O taoísmo não tem qualquer celebração no Natal. No entanto, "a religião tem inúmeras datas onde se comemora o nascimento de grandes mestres ou sua ascensão", explica o monge. O Ano Novo Chinês, assim como no budismo, é a data mais comemorada para os taoístas. "Nesse dia se celebra o Senhor do Princípio Inicial, já em 22 de dezembro faremos um ritual em homenagem ao Senhor da Salvação, a divindade de compaixão, que ajuda aos que estão sofrendo".

Os rituais taoístas incluem invocações, cantos e mantras. "Pedimos por toda a humanidade e os rituais são abertos, qualquer um pode participar", conta o monge taoísta Wagner Canalonga. "O livro Tao Te Ching, ou livro do Caminho e da Virtude, contém os ensinamentos e para participar do ritual de iniciação ao taoísmo, basta demonstrar interesse".

SEM RELIGIÃO, MAS COM MUITA FESTA

Ateus e gnósticos não comemoram o Natal no sentido cristão, mas não perdem a troca de presentes e a comida boa

Renata Costa

Crer em Deus é uma questão de fé, mas também pode ser de política. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que o diga. Ele se declarou ateu em um debate que antecedeu as eleições para a prefeitura de São Paulo em 1985 e perdeu para outro ex-presidente, Jânio Quadros. Anos depois, em seu período como presidente, evitava falar de sua (falta de) fé e chegou a negar ter sido ateu um dia, afirmando ser católico apostólico romano.

Apesar de serem 12.492.403 milhões de brasileiros, segundo Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2000, os "sem religião" ainda têm uma aparição tímida, especialmente quando pessoas públicas, pois a fé ou a falta dela pode ser usada como um ponto negativo em um país de crenças múltiplas.

O grupo dos "sem religião", no entanto, inclui diferentes declarações. Estão aí os ateus (que não acreditam em Deus em nenhuma forma), os agnósticos (crêem que não há evidências nem da existência e nem da inexistência de Deus, portanto esperam provas), gnósticos (místicos) e outros que podem até acreditar em Deus, mas que não se sentem à vontade em nenhuma definição de religião.Ao contrário deste último grupo que mantém a fé em um ser superior, mas não quer estar em nenhuma igreja ou grupo, o médico e professor do Departamento de Genética da UFRGS, Renato Zamora Flores (foto ao lado), conheceu algumas religiões, participou de grupos de jovens e, quando percebeu que aquilo não era o que queria, virou ateu radical, e afirma que religião faz mal. "Faz mal, porque ilude. As pessoas ficam esperando ajuda de alguma coisa ao invés de agirem por elas mesmas", afirma.

Filho de um dono de centro espírita e de uma médium, Renato conta que em casa o pai nunca tentou conduzir os filhos a uma religião, para que cada um deles pudesse escolher seu próprio caminho. "Eu fui conhecer umas três ou quatro religiões e fiquei muito decepcionado com a qualidade das respostas. Nesse meio tempo comecei a estagiar no departamento de genética e lá recebi um conjunto muito eficiente de explicações sobre a natureza das coisas. Como por exemplo, as teorias darwinianas", conta.

Agora, quando o assunto é Natal, Renato se empolga. "Eu comemoro com minha mulher, meus gatos e meus cachorros. Só porque eu sou ateu vou perder a festa?", brinca o professor. Embora a celebração tenha significado religioso, ele afirma que acha a data uma ótima oportunidade para as pessoas reunirem a família e celebrarem juntas. "Acho bonito todos se abraçarem e comemorarem. O fato das pessoas serem boas e de bom coração não tem nada a ver com religião. Por isso acho o Natal uma festinha legal", diz.

Também sem se prender ao significado cristão da data, o gnóstico Leonardo Dias, jornalista e pesquisador sobre Gnose, comemora o Natal com a família de origem católica. Foi ainda na adolescência que surgiu o interesse de Leonardo em conhecer mais sobre as diferentes crenças e a questionar alguns pontos que aprendia na aula de Religião na escola. "Havia um salto muito grande em anos na Bíblia sobre a vida de Jesus. Isto me intrigava e crescia meu interesse em estudar mais sobre o que estava oculto", diz.

Foi desta maneira que Leonardo começou a estudar e hoje se define como gnóstico. "Gnóstico é uma pessoa que estuda as religiões, que gosta de ler sobre o assunto. A palavra gnose vem da mesma raiz grega que originou o verbo ´conhecer` em inglês, ou seja, é um termo que define algo muito amplo", explica Leonardo. Segundo ele, entre os gnósticos há pessoas oriundas de várias religiões.

Um dos grupos que estuda a gnose é a ordem RosaCruz, da qual Leonardo faz parte. "Temos a idéia de um deus único, uma consciência cósmica. Definimos como o ´deus do seu coração` ", explica. Além dos estudos dos mitos, ele diz que os membros da ordem participam de rituais em busca do auto-conhecimento, de melhorar a memória e a intuição e também meditar.

Mesmo não crendo em Jesus como o Salvador da humanidade - "a história de Jesus é variável de acordo com a versão de cada livro das diferentes religiões", segundo ele - Leonardo tem ainda mais um motivo para comemorar o Natal. "Para mim a festa faz muito sentido, porque minha mãe nasceu no dia 25 de dezembro. Então comemoramos como qualquer família católica brasileira e com um motivo a mais", diz.

Fonte: unicamp.br

EDUCAÇÃO INFANTIL


Diz o ditado que durante a vida o homem deve plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Mas um desses objetivos jamais pode ser alcançado sozinho: O FILHO.

Ele nunca é um projeto pessoal, vai ser sempre uma produção do casal. A criança não nasce pronta, dentro dela vai se formando um casal de pais que são espelhados pelos pais reais que cuidam dela. Já na gravidez sem que percebêssemos criamos um lugar para aquele bebê que chegará, este lugar vai determinar qual o papel que esta criança terá nesta família.
Podemos citar: o filho que veio porque foi desejado, o filho que veio para salvar o casamento, o filho que não foi desejado, o filho que veio para separar, etc.

Sendo pai ou mãe nos possibilita entendermos melhor nossos próprios pais, ou não, e quando isto acontece realmente não conseguimos nem parar para refletir o que estamos fazendo conosco e o que dirá com nossos filhos.

É lamentável quando isto acontece, e quantas vezes resolvemos nem pensar sobre o assunto que incomoda? Então o caminho mais fácil é sentirmos indiferentes a tudo, as nossas dificuldades, as nossas decepções, aos nossos ressentimentos que acreditamos não ter perdão, aos nossos sentimentos de culpa e assim por diante.

Mas o que não sabemos é que esta indiferença que criamos para nos defender da dor, é a mesma que nos paralisa em vida.

A idéia de “o que vier é lucro” não passa de uma boa desculpa para disfarçarmos que sentimos pena de nós mesmos, por não conseguirmos ir para frente e olhar para a vida de forma diferente.

Esta idéia também é boa para tirar de nossos ombros a responsabilidade do dia-a-dia e de como estamos educando nossos filhos.

Outro jeito que costumamos usar é atribuir as desgraças e infelicidades da vida a alguém ou a algum fato, por exemplo: Deus quis assim, só acontece comigo porque não tem jeito , foi por causa do fulano que estou assim, se eu tivesse dinheiro às coisas seriam bem diferente, me falta saúde para enfrentar tudo isto, etc.

Realmente quem ouve isto parece que as coisas não têm jeito mesmo, só algo muito poderoso poderá modificar a vida desta pessoa, e é claro não será ela .

Quem não se pegou pensando assim? É assim quando estamos nos sentindo muito frágeis e impotentes frente a uma situação ou problema, deixamos de considerar as saídas ou tentar aguardar um pouco até que as coisas possam se encaixar novamente.

Portanto estou falando de esperança, sem isto morremos em vida e a vida é para ser vivida e compartilhada com alguém. Por quê isto acontece? Ora, voltamos no começo, e nossos pais? Digo os pais que moram dentro de nós, estão cuidando bem da gente? !
Chegou a hora de refletirmos sobre isto então.

Hoje os pais mudaram, temos vivido principalmente a partir do meio do século, profundas, contínuas e velozes transformações sociais, políticas e culturais.

Em especial atenção para a tecnologia.

Entretanto, por mais que essas mudanças tenham sido promovidas e desejadas por nós para propiciar uma vida mais confortável, estamos vivendo resultados indesejáveis.

DESTACO TRÊS ASPECTOS DESSAS MUDANÇAS:

Em primeiro lugar, a necessidade de atualização e adaptação a esse “novo mundo” globalizado, por conseqüência o aumento do índice de analfabetos tecnológicos e funcionais, sejam porque não acompanham o ritmo dos avanços tecnológicos ou porque não estão conseguindo perceber o que acontece; outro dado é o alto índice de desemprego em todo mundo pela substituição tecnológica mais eficiente e barata, sendo que estes fatores de uma forma ou de outra atingem todos nós.

Em segundo lugar, o desejo de termos uma vida mais livre, prazerosa, quase perfeita, alimenta a idéia de que o ser humano pode dominar e alterar a natureza humana, física e psíquica, citamos o projeto Genoma, clonagem, fertilizações em vitro, etc.

Por outro lado, com todo o progresso científico, continuamos lutando contra a fome e a miséria, as pessoas continuam adoecendo física e mentalmente apesar de todos os confortos e “remédios de última geração”.

Em terceiro lugar, o questionamento de todas as formas de autoridade, seja no âmbito político, empresarial, médico, educacional, familiar , etc.
É muito difícil nos guiarmos pelas próprias pernas, assumirmos as conseqüências do caminho escolhido, modificarmos nossa atitude reconhecendo muitas vezes que erramos,quer seja em casa, no trabalho, com os amigos, no nosso voto.

Portanto depois disto tudo, os adultos estão se sentindo muito confusos, desorientados e atarefados com tantas mudanças e conflitos para resolverem.

Se nós adultos estamos assim, o que dizer das crianças e adolescentes ? Afinal, não somos o que eles irão ser amanhã ?

O que você vai ser quando crescer? Uma pergunta muito comum antigamente, mas hoje caiu em desuso, porque as crianças e adolescentes não estão querendo crescer.

Crescer para quê? Para virar um adulto aflito, sem tempo, que só trabalha (quando tem trabalho senão é um bico aqui ou ali), anda nervoso, de mau humor, adulto é alguém desencantado da vida, é um chato, quando não é alguém,que não se deve confiar porque é perigoso.

Infelizmente é assim que muitas crianças e adolescentes estão vendo os adultos.

Apesar de todas as transformações deste século, o homem continua nascendo como um animal mais frágil e vulnerável do planeta.
Não pode contar unicamente com seus instintos para viver, ele continua sendo dependente de outro ser humano que cuide dele, que dê afeto, proteção, segurança, o eduque para a vida, transformando-o em um ser humano digno deste nome.

E como as crianças e os adolescentes estão sendo cuidados?

As crianças e os adolescentes estão sendo gerados e criados por adultos que estão com dificuldades de serem bons modelos de espelhos.

Não estão conseguindo transmitir a idéia de que a vida vale a pena a ser vivida, que vale a pena investir no trabalho honesto, digno, nos nossos sentimentos e sonhos, ter esperança no amanhã.

Em função disso, há uma crise generalizada de auto-estima nos adultos, que são expressas das mais diversas formas.

Há aqueles que se entorpecem com álcool, com o trabalho, com o futebol, com a maconha, com a fofoca da vizinhança, com a saúde que nunca vai bem, com o bingo, com a violência.

A lista pode ser enorme, porque de alguma forma estão tentando escapar da realidade a ser enfrentada.

Enquanto isto, as crianças e as adolescentes vão à escola e os professores verificam o tamanho da catástrofe.

Além, obviamente de estarem passando pelo mesmo processo.

As crianças estão chegando à escola, infelizmente, sem a estruturação necessária básica, que deveriam ter.
Os adolescentes então se rebelam enfrentando e agredindo qualquer forma de autoridade, desrespeitam regras e leis, sem falar da agressão ao ambiente escolar.

Porém para dar afeto, atenção, cuidados, proteção, delicada firmeza, modelo de autoridade que uma criança ou adolescente precisa, é necessário que o adulto tenha razoável estoque destes conteúdos dentro de si, ou seja amor próprio suficiente, segurança emocional , confiança nos seus valores, compreensão suficiente do mundo ao redor para dividir com os filhos.

Não são exatamente estes conflitos que a escola está vivendo? Estes conteúdos emocionais que os pais não estão conseguindo passar para os filhos são atribuídos para a escola, ou melhor para o professor .
São atribuídas as falhas das figuras parentais, e não só a este profissional de educação mas a profissionais de saúde, da igreja, etc.

, papéis que são deles, mas sentem-se incapazes de exercê-lo.

E o que fazer com isto?
Uma primeira idéia é que todos nós estamos no mesmo barco, e se não nos unirmos não chegaremos à praia, afundaremos no mar.

Portanto o medo , a insegurança, o cansaço, a falta de afeto está em todos nós.

Quantos de vocês já tinham parado para pensar sobre estas mudanças do mundo e que estivessem atingindo a todos?

E sobre os nossos medos, as nossas carências, sobre nossa brutalidade e violência com nossos filhos, pois é mais fácil bater, castigar uma criança, do que refletir que estamos com raiva do chefe que chamou nossa atenção ou que estou revoltado porque ganho pouco e queria comprar uma porção de coisas e não pode ser agora!.

Em nome da minha frustração, impaciência etc, uso e abuso da minha autoridade ou da minha irresponsabilidade de pai ou mãe deixando de cuidar dignamente dos meus filhos, já que são meus faço o que quero.

Também não é mais bem assim, temos leis e órgãos públicos que protegem as crianças e adolescentes e exigem dos pais isto.

Podemos citar o Estatuto da Criança e Adolescente, os Conselhos Tutelares, a Promotoria da Infância e da Juventude, etc.

Nós enquanto pais precisamos sentir orgulho pelos nossos filhos, por nossa capacidade de trabalhar honestamente, por dar pequenos confortos com dignidade, por não saber muitas vezes uma porção de coisas e poder perguntar ou dizer que não sabemos ou que vai procurar saber com alguém ou que o próprio filho pode ensinar. Também costumamos dizer que não temos tempo, que estamos cansados, que não temos jeito para dar abraço e beijo.
Porém quem disse que é só assim que se demonstra carinho, cuidado e atenção ? Podemos pedir para os nossos filhos brincarem por perto, podemos ver suas lições, podemos admirar seus progressos, seu crescimento.

Outro fato que acontece muito é aquela frase: eu não sei conversar com meus filhos.

Os pais podem contar a história da família, mostrar fotos dos parentes.

Isto é muito útil para as crianças e adolescentes, para nós adultos também, temos a possibilidade de rever muitas coisas boas da nossa infância e dar novo significado as coisas amargas da vida.

Os pais que se orgulham e sentem carinho por sua infância são muito valorizados pelas crianças, além de estarem conhecendo sua origem, seus antepassados, tendo um contato com os pais.

Falar sobre a tradição da família, dos parentes o que faziam, o que gostavam, que comida comiam, seus costumes é um dos referenciais mais poderosos do ser humano.

Estes dados ajudam a família a se fortalecer, sentir-se unida, perceber as gerações de antepassados e fazer comparações, também estimula os sentimentos de continuidade, crescimento e desafio para vislumbrar o futuro.

O que os pais precisam saber é que todos nós temos nosso valor, por mais insignificante que isto possa parecer, porque estou falando de nossa auto-estima e nosso autoconceito que anda muito desvalorizado pela rapidez dos acontecimentos. Notamos esta onda de violência em todas as camadas sociais, a imoralidade, a falta de ética, os programas de TV usando abusivamente de cenas de sexo, sensacionalismo, notícias tendenciosas para beneficiar alguns, comerciais que induzem ao consumo de determinados produtos, etc.
Isto leva todos nos a um sentimento de enfraquecimento e impotência frente aos acontecimentos.

Sempre nos ensinaram que temos que acertar, o que não contaram é que para acertar precisamos aprender com o erro e não ter medo de errar.
Parece fácil? Pois então vamos pensar um pouco sobre essas questões:

Quantos de nós pedimos desculpas quando cometemos um erro? Quem de nós reconhece que ofendeu, xingou ou falou demais na hora que estava muito bravo, irritado, perdeu a cabeça e fez bobagem? Quem de nós acha que se nosso filho apanhou do amigo na escola ou na rua deve resolver o problema dando outro tapa? E se alguém de nós achasse uma carteira com dinheiro, um objeto devolveria ? Procuraria achar o dono? Quem de nós acha que sempre é bom dar um jeitinho de levar vantagem em tudo? Qual seria o nosso preço para realizar algo ilícito? Qual é o nosso limite de tolerância com nossos filhos ? Quantas vezes nós escolhemos atender uma necessidade nossa negligenciando a dos nossos filhos? Quantas vezes atendemos as necessidades dos nossos filhos e quase nunca a nossa? Quantas vezes nós assistimos a um programa de TV , por exemplo “Ratinho” perto dos nossos filhos e eles , quando são mais corajosos, fazem perguntas e nós deixamos nossos filhos sem resposta porque também não sabemos a resposta? Quantos de nós nos queixamos dos nossos filhos que não nos respeitam, que se vestem de um jeito impróprio, que não nos ouvem? E nós não estamos fazendo isto com eles? Quantos de nós ficamos preocupados com nossos filhos de se contaminarem com a AIDS? E a gravidez precoce? Temos conversado sobre estes assuntos com nossos filhos, ou irão aprender na rua, se tiver sorte na escola? E sobre drogas, nós estamos conversamos sobre isto? Hoje temos vários tipos de substâncias que viciam, desde xaropes infantis, como bebidas energéticas, que são compradas facilmente!

Seguiriam outras questões , mas vamos parar por aqui , porque acredito que foi suficiente para refletirmos vários valores e posturas que temos constantemente.

Pois bem, a saída é começarmos a questionar tudo isto, um exemplo disto é o que estamos fazendo agora, pensando sobre estes assuntos.
Todos notaram que não é nada fácil parar para pensar sobre estas perguntas que provocam em nós muita angústia e ainda exige de nós respostas apropriadas a cada situação.

O que podemos concluir e aprender com isto?

Precisamos nos unir com alguém para discutirmos tanta coisa.

E é aí que entra o papel da escola .

Precisamos transformá-la em nossa aliada e não num depósito dos nossos problemas.

Por exemplo, podemos solicitar que a escola crie cursos, oficinas, palestras com profissionais,que as reuniões de pais sirvam também para discutirmos temas polêmicos ou novidades da ciência , e não só o desempenho dos nossos filhos, ouvir reclamações, pedir a colaboração para APM, etc., não desqualifico estes avisos, mas acredito que podemos conviver com as duas propostas e com certeza a carga de problemas e conflitos escolares diminuirá.

O que mais ouvimos hoje em dia é a falta de limites dos pais com os filhos e por conseqüência a agressividade, a violência, o que está acontecendo? Se considerarmos que os pais sentem-se muito culpados por estarem fora de casa por muitas horas e que a vida que levam não é uma maravilha, já é um bom começo.
Normalmente agimos por compensação de nossos sentimentos, precisamos reconhecer que o mínimo que ficamos com os filhos deverá ser para cuidar e educar mesmo que isto pareça firmeza demais, pois só parece porque é necessário.

A violência está sendo gerada por vários fatores sociais, econômicos, culturais e emocionais sem dúvida, mas se perdermos a noção do que é ser tratado bem, com respeito, com diálogo, com humor, com amor, com ética, realmente só nos resta agir pela impulsividade, pela crueldade, pela vantagem, pela vingança .A ordem neste momento é o diálogo, é permitir que nossos filhos brinquem de bandido-moçinho, polícia-ladrão, que possam elaborar regras e leis, quem é do bem e do mal, através das brincadeiras tudo isto é possível sem machucar ninguém .

O ser humano é o único animal que precisa aprender a canalizar sua agressividade de forma adequada e criativa.

Os adolescentes questionam isto o tempo todo, porque estão carentes por seus pais reconhecerem , que vale a pena ser honesto, digno, ter respeito,etc.

No momento a sociedade oferece poucos modelos identificatórios bons, poderia citar Sandy e Jr.

O que sabemos em Psicologia é que o ser humano guarda sempre dentro de si a emoção mais forte, portanto temos que ter cuidado ao repreendermos nossos filhos com castigos, gritos, ameaças, chantagens, surras, comparações, humilhações, etc.

Se isto estiver acontecendo conosco, indica que algo vai mal na educação de nossos filhos.

A grossura deseduca porque fica a dor.

Temos sempre que começarmos por nós mesmos questionando porque estamos agindo assim, porque estamos perdendo a autoridade, porque estou cedendo tanto, geralmente encontramos as respostas em nós mesmos, às vezes temos filhos difíceis, porém “é o maior que cuida do menor”.

Qualquer um sempre tem algo para dividir, ensinar, compartilhar, precisamos aprender a conviver com a diversidade de valores, crenças, raças, e estamos aprendendo isto agora, esta é uma das vantagens do progresso, à necessidade de nos unirmos, de nos conscientizar que somos agentes de mudança e não mero espectador dos acontecimentos.

A felicidade dos nossos filhos geralmente inclui também a alegria dos pais.

Portanto a melhor saída é caminhar próximo dos filhos, pois só assim todos vão chegar ao mesmo objetivo.

SUGESTÕES PARA LEITURA

“Educar Sem Culpa” Tânia Zagury - Ed.Record.

“Sem padecer no Paraíso” Tânia Zagury – Ed.Record.

“A Auto –Estima do Seu Filho” Dorothy C.Briggs – Ed.Martins Fontes.

“Seja Feliz Meu filho” Içami Tiba – Ed.Gente.

Fonte: yaperoya.com

domingo, 5 de dezembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTÁRIO


5 DE DEZEMBRO

Quando pensamos na ação voluntária, associamos imediatamente à idéia de alguém numa situação superior que vai de encontro ao inferior, ao carente, ao necessitado de ajuda. E é normal que pensemos assim.

No episódio das torres gêmeas, em Nova Iorque, por exemplo, assistimos muitas pessoas auxiliando os bombeiros a tentar achar sobreviventes entre os destroços e mesmo a limpar a área atingida.

Uma imagem que nos faz pensar no que foi dito acima: pessoas que estão livre do problema em questão ajudando os que se encontram em situação difícil.

Mas acontece que o ato do voluntariado é algo bem mais profundo e sensível.

Estendermos as mãos ao próximo, ao semelhante, é um ato que exige primeiro coragem, ou seja, disposição em se comprometer, em doar seu tempo ou seu talento, segundo generosidade, que também pode ser entendida como real solidariedade, aquela que não espera nada em troca, e terceiro que enfrentemos nossa própria fraqueza.

E estar diante da própria fraqueza é admitir que, ao ajudar, queremos nos sentir melhores, curar nossas próprias feridas, superar nossas próprias limitações.

O ato voluntário, por isso, é antes de tudo - ou deve ser antes de tudo - um ato impensado, mas não impensado no sentido de não refletir (ao contrário! Exige de nós muita reflexão e equilíbrio interior), mas impensado no sentido de se lançar.

De se jogar de peito aberto.

Como quem diante de uma grande onda, ao invés de recuar, mergulha.

Fonte: www.ibge.gov.br

A importância do trabalho de cada voluntário

Nos bairros e comunidades, nos grupos de auto-ajuda e nos clubes, nas igrejas, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas, um número imenso de pessoas ajudam umas às outras e ajudam a quem está em situação mais difícil.

Ao doarem sua energia e sua generosidade, os voluntários estão respondendo a um impulso humano básico: o desejo de ajudar, de colaborar, de compartilhar alegrias, de aliviar sofrimentos, de melhorar a qualidade da vida em comum. Compaixão e solidariedade, altruísmo e responsabilidade são sentimentos profundamente humanos e são também virtudes cívicas.

Ao nos preocuparmos com a sorte dos outros, ao nos mobilizarmos por causas de interesse social e comunitário, estabelecemos laços de solidariedade e confiança mútua que nos protegem em tempos de crise, que tornam a sociedade mais unida e fazem de cada um de nós um ser humano melhor.

Pelos benefícios que traz para o próprio voluntário, para as pessoas com quem o voluntário se relaciona, para a comunidade e a sociedade como um todo, é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido.

Fonte: arquivo.portaldovoluntario.org.br

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DIA NACIONAL DO SAMBA


2 DE DEZEMBRO

Você sabia que o dia 2 de dezembro é o Dia Nacional do Samba?

Mas por que justo no dia 2 de dezembro? O motivo é curioso: Ary Barroso , um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos compôs o samba Na Baixa do Sapateiro, que tinha uma letra que exaltava a Bahia, sem nunca ter visitado nenhuma cidade baiana.
Mas na primeira vez que ele pisou em Salvador, num dia 2 de dezembro, o vereador baiano Luís Monteiro da Costa aprovou uma lei que declarava que aquele dia seria o Dia Nacional do Samba, numa forma de homenagear o compositor.

A partir desse acontecimento a data tornou-se um dia para se comemorar toda a riqueza do samba, um dos principais patrimônios culturais brasileiros.

Atualmente somente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba: Salvador e Rio de Janeiro. Em Salvador sempre tem grandes shows lá no Pelourinho, com artistas e cantores famosos e com os sambistas locais.

Alguns como Nelson Rufino, Walter Queiroz, recebendo convidados como Paulinho da Viola, Elza Soares, Dona Ivone Lara. No Rio de Janeiro a festa fica por conta do animadíssimo Pagode do Trem.

No Dia do Samba o pessoal se reúne lá na Central do Brasil, lota um trem inteirinho e vai tocando e cantando até o bairro de Oswaldo Cruz, onde lá formam-se várias rodas de Samba.

Os vagões vão sempre lotados e em cada vagão vai um grupo que agita as rodas de Samba do Rio de Janeiro, incluindo grupos com sambistas famosos e locais.

Alguns vagões levam os repórteres e outros da mídia que aparecem por lá para registrarem o fato. A Beth Carvalho costuma aparecer por lá para dar aquela força.

Fonte: CEDI Câmara dos Deputados

Se perguntarmos aos gringos o que surge em suas mentes quando pensam na palavra "Brasil", imediatamente eles responderão: "Carnaval, Ronaldinho, Caipirinha e... Samba".

O Samba é um gênero musical rapidamente associado ao nosso país. A animação presente nas rodas retrata a alma do brasileiro. E o dia 02 de dezembro é marcado por ser o Dia Nacional do Samba.

Reza a lenda que a escolha do dia 02 de dezembro para comemorar o Dia Nacional do Samba é inspirado na primeira vez em que o compositor mineiro Ary Barroso pisou em território baiano e foi homenageado pelo vereador Luis Monteiro da Costa com a instauração da data.

A homenagem do vereador baiano ao mestre da música Ary Barroso é baseada no samba "Na Baixa do Sapateiro", de 1938, em que Barroso reverencia a capital baiana.

Fonte: www.obaoba.com.br

O dia do Samba, foi instituído pela Câmara de Vereadores da cidade de Salvador em 1940, como parte das homenagens ao compositor Ary Barroso, que um ano antes lançara “Aquarela do Brasil”, com certeza a música mais conhecida, executada e regravada fora do Brasil. Esta foi a data que ele (Ary Barroso) visitou Salvador pela primeira vez.

A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional e em 1963 foi instituído o Dia Nacional do Samba. Atualmente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba: Salvador e Rio de Janeiro.

Fonte: visaocarioca.com.br

O samba é o gênero musical mais representativo do povo brasileiro. Sua cadência tem origem africana.

Para alguns estudiosos, a palavra “samba” vem do umbundo (semba = “dança em que os bailarinos se encontram e se separam”), língua banta falada pelos ovibundos, que habitavam a região Sul e Central de Angola. Para outros, vem do quimbundo (samba = “umbigada”), língua banta falada pelos ambundos, em Angola.

Há outros que afirmam vir do quioco (samba = “brincar, cabriolar”), língua banta, falada pelos lunda-quiocos), ou vir do quicongo (samba = “dança em que os bailarinos se embatem à altura do peito”), língua banta falada pelos quicongos.

Como dança de roda, o samba surgiu em meados do século XIX. No início do século XX, surgiram variações que continuam a evoluir e a agradar a todos os gostos: samba batido, samba corrido, samba de balanço (ou sambalanço), samba de breque, samba-choro, samba de enredo (ou samba-enredo), samba de morro, samba de partido-alto (ou partido-alto), samba de quadra (ou de terreiro), samba de roda, samba no pé, samba raiado, samba-cancão.

O primeiro samba a ser gravado em disco foi “Pelo telefone”, de Ernesto dos Santos, o Donga, e João Mauro de Almeida, em 1917.
A partir de então, o samba tem sido gravado em todas as suas variantes, tornando-se sucesso comercial até hoje.

Sabe por que o Dia Nacional do Samba cai em dois de dezembro? Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. Também não é quando gravaram “Pelo Telefone”.

Muito menos quando Ismael Silva e os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar.

O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso “Na Baixa do Sapateiro”, mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. Engraçado, não? A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.

Fonte: www..brasilcultura.com.br

A idéia de se estabelecer um dia para homenagear o samba surgiu no encerramento do I Congresso Nacional, realizado entre os dias 28 de novembro e 2 dezembro de 1962, onde se consagrou o Dia do Samba.

Criada por decreto-lei a data é o reconhecimento aos artistas e a todos aqueles que ao longo de muitos anos fizeram do Carnaval a maior expressão da cultura popular brasileira.

O IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional aprovou, em 9 de outubro de 2007, em votação de seu conselho consultivo, o samba carioca como patrimônio cultural imaterial do Brasil, nas suas três principais formas de expressão: o partido alto, o samba de terreiro e o samba-enredo.

TREM DO SAMBA
O “Trem do Samba” mantém a tradição nas comemorações do Dia Nacional do Samba. Rodas de Samba e grupos tradicionais cariocas ocupam os vagões de trens numa festa super animada, da Central do Brasil a Oswaldo Cruz.

Fonte: www.visaocarioca.com.br

O Dia Nacional do Samba é comemorado no dia dois de dezembro. Essa data não está relacionada com o nascimento de Pixinguinha, nem de Martinho da Vila. Também não é quando gravaram o primeiro samba, "Pelo Telefone".

O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Essa foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. E a festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.

Antigamente, apenas duas cidades costumavam comemorar o Dia do Samba: Salvador e Rio de Janeiro. Sob a batuta do músico Edil Pacheco, Salvador sempre tem promovido grandes shows no Pelourinho com os ótimos e injustamente desconhecidos sambistas locais.
Gente como Riachão, Ederaldo Gentil, Nelson Rufino, Roque Ferreira, Walter Queiroz, recebem convidados mais famosos, como Paulinho da Viola, Elza Soares, Beth Carvalho e Dona Ivone Lara.

No Rio a divertidíssima festa fica por conta do Pagode do Trem, uma alusão à época em que o samba era perseguido pela polícia, e os sambistas promoviam suas rodas animadas dentro dos vagões do trem. Hoje o Pagode do Trem faz parte do calendário oficial da cidade e tem estado cada ano mais cheio.

O Samba na Teoria:
O Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil. O nome "samba" é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado.
O Samba nas suas mais adoradas variações

O samba comum é caracterizado por uma seção de ritmo contendo a marcação, geralmente surdo ou tantan, o 'coração do samba'; e seu núcleo mais importante é geralmente reconhecido como cavaco e pandeiro.

O cavaquinho é a conexão entre a seção de harmonia e a seção de ritmo, e costuma ser reconhecido como um dos instrumentos harmônicos mais percussivos existentes; sua presença, via de regra, diferencia o verdadeiro samba de variações mais suaves como a Bossa Nova (embora haja algumas gravações de samba que não usem o cavaco, e.g. de Chico Buarque).

O pandeiro é o instrumento percussivo mais presente, aquele cuja batida é a mais completa.

Um violão está sempre presente, e a maneira de tocar violão no samba popularizou o violão de 7 cordas, por causa das sofisticadas linhas de contraponto utilizadas no gênero nas cordas mais graves.

As letras falam basicamente de qualquer coisa, já que o samba é o ritmo nacional brasileiro. Esse subgênero engloba todos os outros.

O samba de partido alto é utilizado para denominar um tipo de samba que é caracterizado por uma batida de pandeiro altamente percussiva, com uso da palma da mão no centro do instrumento para estalos.

A harmonia do partido alto é sempre em tom Maior. Geralmente tocado por um conjunto de instrumentos de percussão (normalmente surdo, pandeiro e tamborim) e acompanhado por um cavaquinho e/ou por um violão, o partido alto costuma ser dividido em duas partes, o refrão e os versos.

Partideiros costumam improvisar nos versos, com disputas comuns, e improvisadores talentosos fizeram sua fama e carreira no samba, como Zeca Pagodinho, que é não só um grande sambista de propósito geral como um dos melhores improvisadores.

O pagode é a forma de samba que se difunde entre as periferias dos centros urbanos do Brasil, surgida nos anos 80 com a introdução de três novos instrumentos, o banjo, o tantan e o repique de mão.

Usualmente é cantado por uma pessoa acompanhada por cavaquinho, violão e pelo menos por um pandeiro.

As letras são descontraídas, falam normalmente de amor ou qualquer situação engraçada. Quase sempre as letras não tem grande expressão, sendo maior preocupação a aliteração do que o conteúdo.

O neo-pagode é uma nova modalidade de Pagode surgida nos anos 1990 que se mistura com Axé Music. Este derivado do samba portanto, apresenta elementos do Axé como tamborins baianos, agogô e às vezes berimbal metalizado, apesar de manter os instrumentos do Pagode.

Alguns grupos, como Gera Samba, continuaram a tocar Pagode tradicional, já outros apresentam o Neo-pagode tipificado como Olodum & Samba.

O samba de breque hoje é um gênero morto, as músicas do samba de breque eram intercaladas com partes faladas, ou diálogos. Os cantores, necessariamente, tinham um excelente dom vocal e habilidade de fazer vozes diferentes. As letras contavam histórias e eram jocosas.

O samba-canção foi muito executado nas rádios, com grande influências do estilo e da melodia do bolero e ballad americano. As canções deste gênero são românticas e de ritmo mais lento. Os temas variam do puramente lírico ao trágico.

O samba-exaltação é caracterizado por composições "meta-regionais", o ufanismo observado nas composições exalta por assim dizer a cultura do país e não um folclore específico, constituindo o primeiro momento de exportação da música popular sem precedentes na história, apresentando as cores, a aquarela do país ao resto do mundo.

Aquarela do brasil, de Ary Barroso, é a composição que inaugura esse estilo de samba. Carmen Miranda destaca-se como uma das grandes expoentes.

O samba enredo é o estilo cantado pelas escolas de samba durante os desfiles de carnaval. A letra do samba-enredo, normalmente, conta uma história que servirá de enredo para o desenvolvimento da apresentação da escola de samba.

Em geral, a música é cantada por um homem, acompanhado sempre por um cavaquinho e pela bateria da escola de samba, produzindo uma textura sonora complexa e densa, conhecida como batucada.

A bossa nova é um estilo originalíssimo de samba brasileiro que surgiu na década de 1960. Este estilo é uma fusão dos estilos do jazz com o samba. Durante muitos anos foi o samba das praias e bares do Rio de Janeiro.

A Bossa Nova foi bem original no seu estilo criativo, pois introduziu o repique de mão e a viola eletrônica, imitando a guitarra nos tons mais finos, fazendo uma melodia com forte influência das melodias americanas mescladas com batidas abrasileiradas.As interpretações são marcadas por um tom suave, intimista ou sussurrado. Gravado em 1958 o LP Canção do Amor Demais, é considerado axial para a inauguração deste movimento, surgido em 1957.

O antológico LP trazia ainda, também da autoria de Vinícius de Moraes e Tom Jobim, Chega de saudade, Luciana, Estrada branca, Outra vez. A melodia ao fundo foi composta com a participação de um jovem baiano que tocava seu violão de maneira original, inédita: o jovem João Gilberto.

O samba reggae é um estilo de samba que teve origem na Bahia no ano 1998. Na década de 1980 havia manifestações culturais de batidas latinas misturadas com axé music e melodias parecidas com reggae, porém isso não foi suficiente para definir o estilo.

Por volta de 1999 as famosas cantoras Daniela Mercury e Margaret Menezes, junto com os grupos Olodum e Timbalada, resgataram estas manifestações.

Neste momento surgiu o Samba-reggae que, por sua vez, evoluiu introduzindo instrumentos comuns em músicas de origem latina e instrumentos de samba como pandeiro e tambor, além de guitarra ou viola eletrônica no lugar do cavaquinho.

O Samba-reggae é um samba essencialmente praiano, que narra as situações da vida dos seus autores (geralmente negros) como personagens de praia.

Fonte: www.palmares.gov.br

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

DIA DO NUMISMATA



O QUE É NUMISMÁTICA?

A numismática é uma ciência relacionada com a coleção de cédulas, moedas e medalhas, identificando, analisando a composição, catalogando pela cronologia, geografia, história, etc.

Por "moeda" entende-se o dinheiro que circula num país, e que pode ser feito de papel, plástico, tecido ou metal. As moedas de metal, por seu lado, podem ser de ouro, prata, cobre, bronze, alumínio, etc.
Há uma série de curiosidades que os numismatas cultivam. Por exemplo, a serrilha das moedas surgiu porque era freqüente antes disso raspar o bordo das moedas de ouro para juntar ouro em pó, diminuindo o diâmetro da moeda e o seu valor no peso (mas não o valor facial).

Outro exemplo, embora não de interesse direto para a numismática, é a quantidade de objectos que já serviram de moeda em diferentes culturas: das conchas e seixos até animais como elefantes ou o couro de outros. Ainda hoje, em vários países do Oriente, as moedas são perfuradas para nelas serem enfiados cordões.

Brevíssima história da moeda.

As moedas metálicas surgiram por volta de 2.000 a.C. mas, como não existia um padrão e nem eram certificadas, era necessário pesá-las antes das transações e verificar a sua autenticidade.

Só por volta do século VII a.C. é que se procedeu à cunhagem das moedas. Foi a partir do dracma de Atenas que se difundiu por todo o mundo a moeda metálica.

Nos tempos antigos as peças de ouro ou prata eram empregadas como unidade de troca para adquirir outros produtos. Seu valor estava determinado pelo seu peso e o pureza do metal eram examinados minuciosamente cada vez que a peça mudava de mãos.

Em torno do ano 550 a.C. a cunhagem de moedas era uma prática comum em todas as cidades comerciais do mundo.Exceto no Oriente, a maioria das moedas do mundo se cunhava à mão, até aproximadamente o ano 1.500.

Os italianos inventaram então umas prensas capazes de produzir discos de metal perfeitamente redondos, nos quais se gravava posteriormente o desenho.

O descobrimento da América, com sua riqueza de metais preciosos, permitiu aumentar consideravelmente a produção de moedas. Nessa época, cada reino, ducado, principado ou cidade livre do mundo ocidental emitia suas próprias moedas.


A cunhagem de moedas no Novo Mundo começou em 1.535, na Cidade do México, após a conquista espanhola. Produziu-se então o "real de a ocho", que circulava pela Europa e o Novo Mundo, dominando o comércio mundial.

História da Numismática.

O primeiro colecionador de moedas foi o poeta italiano Francesco Petrarca, no século XIV. Ele se aproximou da numismática com espírito crítico, antes mesmo de o assunto tornar-se uma disciplina respeitável.

Todo numismata, ao começar uma coleção, deve ter um objetivo traçado. Com Petrarca não foi diferente.

Seu objetivo era conhecer a história de cada povo. Petrarca demonstrou também como a numismática pode se tornar uma paixão contagiosa.

Em 1.390, coube a ele, indiretamente, a cunhagem de moedas comemorativas pela libertação da cidade de Pádua, pelo Visconde Francisco II de Carrara.

Seja pela cultura, pela observância de técnicas ou simplesmente pelo desafio de colecionar, a relação entre cultura e numismática sempre é presente.

Mesmo aqueles que colecionam moedas ou cédulas como um simples hobbie, sem se dedicar à pesquisa, adquirem uma boa bagagem de cultura geral.

É veículo de mensagens, arte e, até mesmo, magias e superstições. Para um colecionador, esta pesquisa também é um investimento não apenas cultural, mas financeiro de longo prazo.

Mesmo a coleção de moedas recentes pode se tornar em fonte de forte valorização. Há vários casos de moedas recentes valorizarem até 5.000 % comparado ao valor de face.
Numismática no Brasil.

A numismática no Brasil não é tão bem difundida como em outros paises. Ainda assim, possui vários grupos de colecionadores bem organizados, cursos e literatura sobre sua evolução no pais. No calendário oficial, o 1º de Dezembro marcado é como o "Dia do Numismata".

Coleções de moedas.

As moedas, tanto as antigas como as modernas, são colecionadas tanto pelo seu valor artístico como por simples prazer e passatempo.

O número de colecionadores em todo o mundo se eleva a milhões. Eles buscam antes de tudo a beleza, a raridade e a história que cada uma dessas peças contém.

O valor de mercado de qualquer moeda, ou seja, o preço que se paga por ela, é determinado pela lei da oferta e da procura.
Outro elemento essencial é seu estado de conservação. Os catálogos numismáticos proporcionam dados sobre os preços das moedas.

Fonte: www.geocities.ws

Apesar do nome soar estranho aos nossos ouvidos, o numismata já é uma figura um tanto conhecida. Ele é o colecionador de selos e moedas.

Além de fazer isso por hobbie, muitos numismatas auxiliam especialistas das diversas áreas de museus nos trabalhos de organização, conservação, pesquisa e difusão de documentos e objetos de caráter histórico, artístico, científico e literário.

O museu não é a única área de atuação do colecionador de selos e moedas “profissional”.

Ele pode trabalhar em entidades culturais e de ensino, mas geralmente são autônomos e costumam trabalhar sozinhos ou em equipes.

Geralmente, esse profissional aprende na prática tudo o que precisa saber sobre os selos, mas entender um pouco de museologia é importante para o aprendizado.

O numismata por hobbie ou por profissão deve saber como expor uma coleção.

Além de colaborar o planejamento logístico da exposição, ele deve supervisionar o translado do acervo, subsidiar com informações a criação de catálogos, selecionar peças do acervo para exposição e verificar textos elucidativos do acervo.

Assim como toda peça de coleção, as moedas e os selos requerem bastante cuidado, pois geralmente são peças bastante raras.

Além do mais, é importante que as informações a respeito de cada peça sejam bem elucidadas para os visitantes.

Os selos e moedas geralmente são comercializados ou trocados através de leilões e através de exposições. Com a internet, esse filão do mercado se tornou ainda maior.

Fonte: UFGNet

A Numismática é a ciência auxiliar da História que estuda as peças metálicas conhecidas como moedas e medalhas.

A etimologia da palavra que define a “ciência das moedas” é o vocábulo grego nomos- do qual derivou nomisma- que significa lei, convenção, contrato, lembrando a característica fundamentalmente contratual da moeda como instituição, bem como nummus (em latim, dinheiro amoedado).
Como menciona Aristóteles, a moeda “chama-se nomisma porque não é um produto da natureza e sim da lei”.

Enquanto as moedas metálicas são cunhadas ou fundidas para circular como meio de pagamento, as medalhas têm, via de regra, caráter comemorativo, relativo a pessoas ou eventos.

A Numismática desenvolveu-se a partir do Renascimento e consolidou-se nos séculos XVIII e XIX na Europa, na medida em que as coleções de monarcas e de museus foram sendo classificadas de forma sistemática.

O abade Joseph Eckhel (1737- 98), autor da Historia Nummorum Veterum , considerado o “pai da Numismática moderna” destacou-se na classificação da coleção imperial em Viena.

Na França, Joseph Pellerin (1684-1782), ávido colecionador que formou uma coleção de mais de 30.000 moedas, foi o curador da coleção real francesa. Na Inglaterra, foi completado em 1814 o primeiro catálogo de moedas gregas do Museu Britânico.

Em muitos casos, as técnicas de gravação e de cunhagem das moedas e medalhas são muito semelhantes e é difícil, no caso de certas emissões da Antiguidade, distinguir peças emitidas com fins monetários das peças comemorativas ou confeccionadas para donativos, às vezes cunhadas como múltiplos daquelas destinadas à circulação.

Em boa parte dos casos, no entanto, as medalhas podem ser facilmente identificadas como tal.

Algumas medalhas são únicas, enquanto as moedas são necessariamente emitidas em numerosos exemplares “repetitivos”.

Nas últimas décadas, em diversos países, foram cunhadas emissões em metais preciosos (ouro, platina, prata) com valores monetários explicitados, e em certos casos decretadas de curso legal, mas sem qualquer objetivo de servir de meios de pagamento, tendo normalmente valor intrínseco (o valor de metal puro nelas contido) superior ao seu valor de face.

Essas moedas, não destinadas à circulação, quase sempre de caráter comemorativo, mesmo quando emitidas em numerosos exemplares, são assimiladas às medalhas por muitos estudiosos, e não recebem maior atenção na presente exposição do Museu Histórico Nacional.

Como se tentará mostrar ao longo da exposição, a Numismática tem grande importância para a História Econômica e Social. No que diz respeito à História Política, a identificação de certos governantes ou dinastias de reinos do passado, sobre os quais não existem fontes literárias, somente foi possível com base nas moedas por eles cunhadas e que sobreviveram até nossos dias.

Até mesmo certos usurpadores romanos são conhecidos apenas a partir de suas moedas.

Quanto à História da Arte e da Arquitetura, vários monumentos, edifícios ou estátuas somente são hoje conhecidos através de sua ilustração em moedas da Antiguidade

Na origem, um numismata era um erudito, um estudioso das moedas e medalhas, mas na atualidade o termo passou a aplicar-se, de forma mais geral, a colecionadores de moedas, cujo número é crescente no mundo.

Apenas nos Estados Unidos, estima-se em um milhão o número de “numismatas” ou colecionadores. Para muitos jovens, colecionar moedas passou a ser uma maneira natural de ingressar no estudo da História.

Por extensão, o estudo e o “colecionismo” de papel-moeda ou cédulas, que constituem boa parte do meio circulante do mundo atual, especialmente para denominações de valor mais elevado, são, por muitos, assimilados à Numismática.

A presente exposição concentra-se na história das moedas metálicas, que dominaram a circulação monetária por mais de 2500 anos, com referências apenas ocasionais à emissão de papel-moeda, cuja importância relativa, na maioria dos países, com poucas exceções, somente foi realmente crescente após o final do séc. XVIII, ou até mesmo já no séc. XX.

Fonte: www.econ.puc-rio.br

DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO CONTRA A AIDS


01 DE DEZEMBRO

PORQUE O LAÇO VERMELHO COMO SÍMBOLO?

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.
O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.

O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda.

Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.

Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama.

O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade.

O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica.

O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente,

O azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.

Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o "V" de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.

Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.

Porque 1° de Dezembro é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids?

O Dia Mundial da Luta Contra AIDS é um dia que, cada ano, deve servir para desenvolver e reforçar o esforço mundial da luta contra a AIDS. O objetivo deste dia é estabelecer o entrelaçamento de comunicação, promover troca de informações e experiências, e de criar um espírito de tolerância social.

O Dia Mundial da Luta Contra a AIDS dá a ocasião de se falar da infecção por HIV e da AIDS, de se ocupar das pessoas infectadas pelo HIV e das doenças da AIDS, e de se saber mais sobre esta doença. Este dia internacional de ação coordenada contra a AIDS constitui já um evento anual na maior parte dos países.

Evocando as atividades de luta já em curso e encorajando novas iniciativas, o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS contribui para edificar uma ação durável contra a AIDS.

Não para a palavra "Aidético"

É sempre importante reforçar essa informação. Sendo a aids uma sigla de língua inglesa (Acquired Immune Dificiency Syndrome) não justifica a derivação em palavra de língua portuguesa. É preciso entender também que a aids não é uma doença, mas sim uma síndrome (conjunto de sinais e sintomas).Além disso, o termo adota a intenção subjetiva de estigmatizar as pessoas que vivem com HIV, o vírus da aids, tornando-as sinônimas da doença.

Dizer que alguém é aidético significa dizer que essa pessoa é a própria doença, que tem uma nova identidade relacionada ao HIV. Destitui-se o cidadão de seus direitos individuais, passando a ser visto como uma pessoa com a morte anunciada. Também é necessário diferençar as etapas da evolução da imunodeficiência.

Os portadores do vírus da aids só desenvolvem a doença quando seus organismos não conseguem mais se defender das doenças oportunistas, ocasionadas pela baixa imunidade (poucos linfócitos T4).

Os termos corretos que deverão ser utilizados, caso seja possível, são: soropositivos para o HIV ou portadores do HIV (tanto para quem tem o vírus como para quem está doente) ou doente de aids (somente para quem já está desenvolvendo doenças oportunistas relacionadas à aids).

Fonte: www.giv.org.br

O 1º. de dezembro se transformou em dia de luta contra a Aids com o apoio da Organização das Nações Unidas - ONU - e a Assembléia Mundial de Saúde.

Nesse dia, é importante reforçar a solidariedade e a compaixão com as pessoas portadoras do vírus HIV.

As campanhas também visam diminuir o preconceito em relação aos portadores do HIV, explicando as maneiras de contágio.

A Organização Mundial da Saúde passou a escolher grupos sociais atingidos pela Aids e definir estratégias para uma campanha com o objetivo de sensibilizar a opinião pública. Desde 1988, esse dia vigora no Brasil.

Uma portaria foi assinada visando alertar a população contra os avanços da doença.

O vírus HIV é o causador da Aids e foi descoberto em 1979, pelo Instituto Pasteur, na França. A sigla do vírus está em inglês e significa Vírus da Imunodeficiência Humana. A sigla Aids, em português, significa Síndrome da Imunodeficiência Humana.

O vírus da Aids atua como um parasita ao se instalar em um célula e age como um oportunista, baixando a imunidade das pessoas.

Dessa maneira, os portadores podem facilmente ficar doentes, o organismo não consegue se defender sozinho. Assim, as pessoas não morrem de aids, mas sim de uma doença que aproveita a baixa do sistema imunológico.

No entanto, existem portadores do vírus HIV que não desenvolvem a Aids e sua imunidade permanece inalterada.

A transmissão do vírus não acontece pelo ar ou pelo toque, é necessário que haja condições específicas como relações sexuais sem camisinha, transfusão de sangue contaminado, uso de seringas já utilizadas etc.

Existem várias maneiras de tratar um paciente quando se detecta o vírus precocemente. Quanto mais cedo a pessoa infectada iniciar o tratamento médico, mais possibilidades de estabilizar a doença e, conseqüentemente, manter uma boa qualidade de vida.

Fonte: UFGNet