Blogs


Ola´! Que bom que passou por aqui, seja bem vindo! ! Espero que goste e volte sempre!!!!

"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

quinta-feira, 15 de abril de 2010

DIA DA CONSERVAÇÃO DO SOLO


15 de Abril

Introdução

Solo é o material mineral inconsolidado sobre a superfície da terra que serve como meio natural para as plantas (Soil Science Society of América, 1973). É o resultado da ação dos fatores físicos e químicos que atuam sobre a rocha matriz desintegrando-a. O produto resultante dessas ações é que vai definir o tipo de vegetação que irá ocorrer numa determinada região, e ainda indicar a composição de espécies. Como elemento fundamental dos ecossistemas, o solo é o fator do meio que influi diretamente na regeneração e estabelecimento da vegetação, especialmente das florestas, e no seu conseqüente desenvolvimento com vistas a uma produção satisfatória. Em relação às florestas e a qualquer tipo de vegetação, o solo constitui-se no fator do ecossistema de abastecimento de água e nutrientes, cuja disponibilidade está na dependência do clima geral, do relevo, dos processos físicos do solo, da matéria orgânica disponível, dos microorganismos existentes e ainda da qualidade química dos minerais do solo. No decorrer do desenvolvimento das espécies vegetais, ocorre uma estreita inter-relação entre os fatores que determinam a formação do solo e o ambiente dos ecossistemas, o que ocasiona uma mudança nas características da vegetação, resultando num processo natural de seleção de espécies. Assim, a forma das paisagens representa um retrato do momento de um processo continuo e dinâmico das formações vegetais. A atividade florestal constitui-se numa ação que tem influência direta sobre o ambiente, especialmente sobre o solo, capaz de provocar profundas modificações no ecossistema. Por isso o planejamento da utilização dos recursos florestais de forma racional e sustentável é muito importante, pois esse envolve as árvores, os animais, a água e principalmente o solo. Nesta obra discute-se as relações e as inter-relações que ocorrem entre o solo, um dos mais importantes elementos do habitat, e a floresta, o que vai permitir uma maior compreensão dos leitores no que se refere à complexidade dos ecossistemas terrestres.

Fatores de formação do solo

Solo é uma mistura de substâncias minerais resultantes da decomposição da rocha matriz pelos fatores físicos e químicos, e de matéria orgânica produzida pela decomposição dos resíduos vegetais e animais, tornando-se no elemento que melhor representa a complexidade dos ecossistemas. A formação do solo ocorre através da influência dos fatores ambientais que auxiliam na intemperização, quais sejam: o clima, os organismos vivos, o material de origem, o relevo e o tempo. Todos esses elementos atuando de forma integrada sobre o material depositado vão fragmentando-o até dimensões de grão e pó. Clima Geralmente considera-se o clima como o elemento mais importante na formação do solo, afetando diretamente o intemperismo pela ação da temperatura, umidade e pressão atmosférica, acelerando o ritmo dos processos físicos e químicos de decomposição da rocha matriz. A temperatura e a precipitação exercem profunda influência sobre os ritmos dos processos físicos e químicos que regulam a atividade de formação e desenvolvimento dos perfis do solo. As variações bruscas de temperatura que causam superaquecimento durante o dia e resfriamento à noite atuam fortemente na intemperização, desempenhando papel importante para fraturar a rocha e diminuir o tamanho de seus fragmentos. O intemperismo químico é altamente influenciado pela temperatura. Para cada 10o C de absorção térmica duplica o ritmo das reações químicas na formação do solo. Outro elemento importante no intemperismo é a água da chuva que carrega dióxido de carbono da atmosfera, afetando os carbonatos de cálcio e de magnésio, atingindo também os feldspatos e as micas que são constituídas principalmente por silicatos de alumínio, os quais contêm cations de sódio, potássio, cálcio, magnésio e de ferro. Estes minerais são hidrolizados pela solução ácida, produzindo minerais argilosos e liberando íons metálicos. O clima também exerce efeitos indiretos sobre a distribuição das plantas, microfauna e fauna associada. Organismos vivos A micro e a macrofauna existentes na camada superior da superfície terrestre, constituídas principalmente pelas bactérias, fungos, algas, insetos, minhocas e outros são os elementos vivos que iniciam a chamada fase orgânica do solo, sendo responsáveis pela deposição dos resíduos que auxiliam no surgimento das plantas (Figura 2). O acúmulo de matéria orgânica, a mesclagem dos perfis, a ciclagem dos nutrientes e a estabilidade estrutural são viabilizados pela presença de microorganismos no solo. Ainda o nitrogênio é adicionado ao solo pelos microorganismos na forma isolada ou em associação com os vegetais. Os elementos minerais presentes nas folhas, ramos e troncos dos vegetais exercem influência importante sobre os solos. Material de origem O solo formado sobre a superfície do globo terrestre provém de diferentes tipos de rochas: Rochas ígneas ou magmáticas São as rochas, cuja consolidação tem origem em material vulcânico de profundidade expressiva, rochas plutônicas, ou na superfície, rochas extrusivas como o granito, basalto, quartzo e outras. No entanto, deve-se salientar que nem sempre essas rochas são encontradas próximas a vulcões, uma vez que elas podem ser deslocadas pela erosão e transportadas para outra regiões, podendose encontrar basalto intercalado com rochas sedimentares. As rochas ígneas apresentam altos teores de minerais ferroso-magnesianos, inclusive o diabásio, responsável pela formação da terra roxa ou latossolo roxo. Essas rochas apresentam qualidades diferentes em função de sua estrutura e composição mineralógica, podendo ser ácidas ou básicas. O conteúdo de elementos nutritivos pode ser avaliado pela cor, sendo que as rochas escuras possuem maiores quantidades de nutrientes que as claras. As rochas claras tem origem no quartzo, feldspato branco, muscovitas que são ricas em óxidos de silício (SiO2) enquanto as rochas escuras são ricas em biotita, augita, hornblenda, olivina que são ricas em ferro, manganês e magnésio.
Acima, algumas das Rochas Ígneas ou Magmáticas. Da esquerda para direita: Augita, Feldspato, Basalto, Manganês, Granito. Fonte: Departamento de Geociências - UFSMRochas metamórficas

Este tipo resulta da transformação das rochas ígneas e/ou sedimentares, as quais pela ação do calor e pressão sofrem mudanças na sua constituição física como forma, estrutura, cor e composição mineralógica. Essas transformações são causadas por vários fatores, tais como: ação do calor, agentes físicos e as reações químicas que alteram a composição destes minerais. A origem dessas rochas, pela transformação que sofrem, em muitos casos, podem não ser reconhecidas, diminuindo a qualidade do solo com o aumento da metamorfose. As rochas metamórficas mais comuns são os gnaisses, quartzitos, micaxistos, filitos, anfibolitos e mármores, sendo os gnaisses os mais importantes em termos florestais, por formarem solos ácidos e com alto teor de argila grossa.
À esquerda, algumas das Rochas Metamórficas. De cima para baixo: Mármore,Quartzito e Gnaisse. Fonte: Departamento de Geociências - UFSM

Rochas sedimentares

Estas originam-se pela deposição dos sedimentos, ou seja, do material alterado de outras rochas. Os processos de formação desse tipo de rocha ocorrem através: do intemperismo físico e químico das rochas preexistentes; do transporte dos produtos intemperizados pela água, vento, geleiras ou gravidade; da deposição em bacias de sedimentação; da transformação dos sedimentos de rochas.

Os sedimentos solidificados são sempre mais pobres em nutrientes que o seu material de origem. Sua qualidade depende da granulação e da sua composição mineral ou orgânica, do grau de solidificação e do meio de ligação, os quais podem ser cálcio, magnésio, ferro ou hidróxido de ferro, alumínio ou quartzo, independente de o sedimento ser de origem aluvial ou coluvial. As rochas sedimentares podem ser constituídas pelos mais variados tipos de materiais. Desta maneira elas podem ser formadas por cimentação dos produtos alterados, não apresentando composição definida, isto porque o material carregado pela água pode estar em várias formas: solubilizado como acontece com os sais minerais ou em suspensão no caso de argila e partículas menores. No caso dos seixos, o transporte acontece por rolamento no leito das correntes de água. A deposição desse material transportado ocorre em camadas horizontais paralelas à superfície do

local onde se acumulam, de modo que as camadas mais profundas são as mais velhas. As rochas sedimentares são representadas pelos arenitos, argilitos, calcários, dolomitos e fosforitos.

Relevo

O termo relevo refere-se às formas do terreno que compõem a paisagem e a sua ação reflete diretamente na dinâmica da água, tanto no sentido vertical, infiltração, como lateral através do escoamento da água das chuvas e da drenagem do solo. O relevo pode ter influência profunda sobre o desenvolvimento do solo, superando em alguns casos o próprio clima. O relevo afeta o desenvolvimento, sobretudo através da lixiviação, da erosão e da cobertura vegetal. O relevo interfere na formação do solo e modifica o perfil através dos seguintes processos: na absorção e retenção da água da precipitação; no grau de remoção de partículas do solo pela erosão; na movimentação de materiais em suspensão ou em solução para outras áreas.

A variação do relevo origina uma seqüência de perfis geneticamente ligados entre si, mas diferenciados por características morfológicas. Os solos formados nas partes altas do terreno diferem dos de encostas e baixadas. Em função da topografia os solos podem apresentar as seguintes denominações: a) Solos Eluviais: São definidos como os que mantêm estreita correlação com o material de origem, não são influenciados pelo transporte de partículas minerais de regiões próximas e estão sujeitos a influências das características mineralógicas, físicas e químicas da rocha matriz. b) Solos Coluviais: São aqueles geralmente encontrados em locais declivosos. Estes resultam da mistura de fragmentos minerais de rochas de camada mais profundas e também são enriquecidos por partículas transportadas de locais mais elevados e que podem ter origem de material rochoso diferente. c) Solos Aluviais: Os materiais que entram na constituição desses solos originam-se da acumulação gradativa dos resíduos minerais provenientes de regiões próximas, ou seja, daquelas dentro da bacia hidrográfica.

O relevo exerce ação indireta sobre o clima através da incidência diferenciada da radiação solar; do decréscimo da temperatura com o aumento das altitudes; da distribuição da energia em função da exposição e da ação dos ventos, tendo também influência sobre os seres vivos especialmente da vegetação que se expressa de acordo com o solo. Na Figura 4, observa-se o aspecto do relevo dos três Estados do Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Tempo O período de tempo necessário para que um solo desenvolva-se e alcance seu equilíbrio com o meo depende da rocha matriz que lhe deu origem, das condições do clima, dos organismos vivos e da topografia. O tempo é o fator de formação do solo que define o quanto a ação do clima e dos organismos vivos atuam sobre a rocha matriz em um determinado tipo de relevo. Dos fatores de formação do solo, o tempo é o mais passivo, porque não adiciona, não exporta material, não gera energia que possa acelerar o intemperismo físico ou químico necessário para a formação do solo. Contudo, o sistema solo não é estático, variando, com o passar do tempo e ao longo de sua formação, suas transformações, transporte, adições e perdas.

Intemperismo

As rochas, o ponto de partida do intemperismo originário, dividem-se, de início, em fragmentos menores e eventualmente nos minerais que os compõem. O intemperismo pode ser físico ou químico, e sua velocidade varia conforme as regiões da terra.. Os fatores ligados ao intemperismo nas diferentes zonas climáticas da terra são a temperatura e a precipitação. Intemperismo físico O intemperismo físico desempenha papel importante durante as primeiras etapas de desenvolvimento do solo, atuando sobre a degradação do material de origem. Nas áreas glaciais os solos são formados lentamente, transportados e depositados principalmente pela água oriunda do degelo. Os materiais rochosos que se encontram na superfície do solo sofrem influência do clima (temperatura, gradiente de aquecimento e resfriamento) que ocasionam tensões laterais resultando na fragmentação da rocha.

A superfície do solo está sujeita à ação da erosão e sedimentação através do poder abrasivo das particulas de areia, e do poder erosivo dos sedimentos. O intemperismo do solo também é influenciado pela ação dos vegetais, principalmente através da pressões exercidas pelas raízes durante o desenvolvimento do vegetal.

Aspectos de sistemas radiculares exercendo pressões no solo.

Intemperismo químico

No processo de formação do solo as alterações químicas são de maior importância que os fatores físicos, porque são as reações químicas que fornecem as condições de nutrição para os vegetais. Os principais agentes do intemperismo químico são a água, o oxigênio e o gás carbônico, os quais atuam isolados ou simultaneamente e determinam as modificações químicas nos constituintes mineralógicos das rochas. A vegetação tem participação ativa nos processos de formação química do solo pela troca catiônica do material através do contato direto das raízes com a superfície coloidal do solo, além da participação nos estoques de nutrientes do sistema pela absorção dos cations da solução do solo. Os elementos nutritivos retirados pelas raízes retornam ao ecossistema através dos resíduos, ou são exportados pela colheita ou pela retirada do material vegetal. A temperatura influi diretamente sobre o intemperismo químico. Abaixo de 0ºC praticamente não se verifica intemperização química das rochas. A maioria dos sais minerais, que absorvem calor quando dissolvidos, são mais solúveis em temperaturas mais elevadas. Algumas partes da rocha são mais facilmente intemperizadas do que outras, devido à maior facilidade do ataque químico ou à presença de minerais mais suceptíveis à alteração. Entre esses estão os que contêm ferro ou a presença de algum mineral, como a pirita que ao se decompor origina ácido sulfúrico (H2SO4) capaz de atacar mais rapidamente outros minerais. Rochas ígneas sofrem uma ação muito lenta das intempéries principalmente nas regiões tropicais úmidas. A alteração química das rochas processa-se através da ação da água das chuvas que levam para o solo pequenas quantidades de CO2 atmosférico. Esse gás, dissolvido em água, dá origem ao (H2CO3) ácido carbônico, impossível de ser isolado, mas capaz de dar origem a vários carbonatos derivados da alteração das rochas.

Os principais processos responsáveis pelo intemperismo químico das rochas são dissolução, hidrólise, hidratação, oxidação e redução, carbonatação, quelatização e formação de complexos.

Perfil do solo
Solo é a coleção de corpos naturais que ocupam parte da superfície terrestre e constituem o meio natural para o desenvolvimento das plantas terrestres. Os solos são dotados de atributos resultantes da diversidade de efeitos da ação integrada do clima e dos organismos, agindo sobre o material de origem, em condições de relevo durante certo período de tempo. A estratificação em camadas ou horizontes ocasiona a formação de corpos naturais denominados solos em que cada um é caracterizado por determinada seqüência de horizontes. Tal seqüência é denominada Perfil do Solo.

Perfis do solo sob diferentes tipos de florestas.

Perfil do Solo

O perfil do solo consiste em uma ou mais seções paralelas à superfície do terreno. Quando essas seções são individualizadas por atributos das ações dos processos pedogenéticos, denominam-se horizontes. As seções são denominadas camadas quando são pouco ou nada influenciadas pelos processos pedogenéticos. Em nível de campo, os horizontes são identificados pela constatação de atributos morfológicos (prontamente perceptíveis) como: estrutura, textura, cor, consistência e cerosidade. Porém isso nem sempre é possível, tornando-se necessário obter informações de atributos físicos e químicos e/ou mineralógicos, mediante análises de laboratório.

Horizontes e camadas

A denominação de horizontes e camadas é feita por símbolos representados por letras e números. Esses símbolos convencionalmente informam a relação genética existentes entre horizontes no conjunto do perfil. Os horizontes do solo são simbolizados pelas seguintes letras maiúsculas: O, A, B, C, e R. "O" Horizonte ou camada superficial formada em condições de boa drenagem, constituída de material essencialmente vegetal, depositado na superfície do solo mineral. Resulta do acamamento de plantas e animais mortos. Ocorre via de regra, em áreas florestais e está ausente em geral nas regiões de pastagens. "A" Horizonte mineral superficial ou subjacente ao horizonte ou camada O, de maior atividade biológica e incorporação de matéria orgânica bastante mineralizada, intimamente associada à matéria mineral. É o horizonte que está na superfície do solo e o de maior interesse nos preparos para cultivo. É a porção mais viva, de maior atividade da fauna e da flora macro e microbiológica responsáveis pela produção de matéria orgânica no próprio solo. Constitui a seção de maiores variações de temperatura, umidade e composição gasosa. Sua espessura é variada. Em latossolos com A húmico, pode atingir mais de 100 cm de profundidade. Na maioria dos solos brasileiros apresentase com menos de 50 cm. "B" Horizonte mineral, subsuperficial, situado sob o horizonte A , originado por transformações relativamente acentuadas do material de origem. Neste horizonte as transformações manifestam-se por alteração e decomposição do material de origem, recebendo também argilas, óxidos de ferro e alumínio ou matéria orgânica de camadas superiores. Este horizonte encontra-se protegido das variações que ocorrem próximo à superfície, sendo menos vulnerável à ação humana. É reconhecido como o horizonte mais importante para a distinção de classes de solo da classificação em uso no Brasil, conhecido como Bt (textural). "C" Horizonte ou camada mineral de material inconsolidado sob o solum (conjunto de horizontes A e B de um perfil de solo) relativamente pouco afetado pelos processos pedogenéticos, constituído do mesmo material originário que formou o solo. Compreende-se como horizonte C a camada de detritos da alteração inicial das rochas de origem - saprólito e rocha semiconsolidadas que, quando molhadas, podem ser cortadas

Perfil hipotético ilustrando os diferentes horizontes e camadas de um solo com uma pá de corte.

"R" Camada mineral de material consolidado que, em muitos solos, constitui o material rochoso, isto é, embasamento litólico coeso que, quando úmido, não pode ser cortado com uma pá de corte. É a rocha sã.

Capacidade de uso da terra

Em algumas situações, com a permanente atividade agrícola, ocorreu um processo contínuo de desmatamento, ou seja, a derrubada da mata nativa, a queimada, a atividade agrícola intensa, o uso maciço de agroquímicos, a falta de consciência do uso racional do solo, a formação de pastagens e posterior abandono da área. Com isso o solo foi totalmente exaurido, perdendo grande parte de sua capacidade de produção e ficando muito susceptível aos diversos tipos de degradação, caracterizando o mal uso das terras.

Segundo a capacidade de uso, a terra pode ser dividida em:

Classe 1

Terras cultiváveis aparentemente sem problemas de conservação; são as áreas planas

Classe 2

Terras aptas para agricultura que exigem trabalho de conservação; são os terrenos pouco inclinados;

Classe 3

Terras cultivavéis com grandes exigências de conservação; são terrenos inclinados

Classe 4

Terras muito inclinadas cultivadas apenas ocasionalmente, exigindo grande trabalho de conservação;

São as encostas íngremes

Classe 5

Terras cultivavéis apenas em casos especiais e com culturas permanentes, as quais, uma vez estabelecidas, exigem pouco trabalho de conservação, como é o caso dos reflorestamentos ou pastagens

Classe 6

Terras de difícil cultivo devido à grande presença de pedras e ao relevo montanhoso

Classe 7

Terras onde as restrições para o cultivo anual são totais; são terras altamente susceptíveis à degradação pela erosão;

Classe 8

Terras impróprias para culturas anuais, pastagens e reflorestamento, sendo utilizadas apenas para abrigo da fauna silvestre, preservação, recreação e armazenamento de água.

A floresta e a matéria orgânica

A matéria orgânica formada na superfície da terra corresponde a todas as substâncias vegetais e animais mortas que se acumulam no solo, sendo parte rapidamente decomposta, mineralizada, entrando em circulação imediatamente. A deposição de matéria orgânica varia com as condições climáticas, aumentando das regiões frias para as regiões quentes e úmidas. Numa floresta, em média, sessenta a oitenta por cento do material depositado é constituído de folhas, e o resto compõe-se de frutos, ramos, cascas etc.

Da esquerda para direita: Serapilheiras de Pinus spp, mata de araucária e de floresta nativa.

A serapilheira é a característica mais distintiva de um solo florestal e contribui consideravelmente para as suas propriedades físicas e químicas. A camada de matéria orgânica em decomposição que se encontra sobre a superfície do solo mineral, com sua microflora característica e com sua fauna constituem a dinâmica do ambiente florestal e representa o critério mais importante na distinção entre solos ocupados com florestas ou com culturas agrícolas. Grande parte dos restos vegetais e animais juntando-se com os produtos de excreção, misturam-se gradualmente com o solo mineral e, em interação com as partes subterrâneas das plantas, formam a fração orgânica do solo. A camada de serapilheira da superfície constitui-se numa fornecedora permanente de alimentos para a microflora e fauna, através da queda constante de resíduos das árvores, sendo também uma fonte relevante de nutrientes como nitrogênio, fósforo e enxofre para as plantas superiores. A retirada da serapilheira das florestas ocasiona uma degradação do terreno e uma sensível diminuição de fertilidade do solo, além de deixar a superfície mais susceptível aos impactos das gotas de chuva, da erosão e da diminuição de infiltração.

Serapilheira como meio de infiltração de água no solo

A quantidade de serapilheira numa floresta depende do grau de decomposição e dos detritos vegetais e animais existentes. A acumulação de material orgânico na superfície dos solos florestais é função da quantidade de material que se acumula, menos a taxa de decomposição. Muitos são os fatores ambientais que afetam a taxa de decomposição, sendo essa determinada pela natureza química e física dos tecidos, pelas condições de aeração, temperatura e umidade da manta, assim como dos tipos e quantidades de microflora e fauna existente. O ritmo de decomposição da manta orgânica pode ser muito rápido, variando de um a três anos em climas temperados e frios e até alguns meses nas regiões tropicais, considerando que a queda dos resíduos é muito uniforme entre as espécies que crescem em condições de climas similares. O processo de decomposição inicia antes mesmo dos resíduos vegetais se incorporarem à serapilheira, uma vez que a exudação das folhas possibilita a invasão de patógenos mesmo antes da sua queda, a qual é seguida do ataque de fungos tão logo chegue à superfície do solo. Nas primeiras etapas de decomposição da manta florestal ocorre a presença de uma grande população microbiana, porém aparentemente inativa, não aparecendo muito a desintegração dos resíduos, porque estes microorganismos, sem uma fragmentação inicial, causam pouco efeito na decomposição. Por isso a presença de minhocas, roedores, artrópodos, ácaros e crustáceos é muito importante para a fragmentação dos resíduos, pois sem essa dificilmente ocorrerá a decomposição. Os detritos florestais podem ser classificados de acordo com a facilidade de decomposição: de fácil decomposição - folhas e raízes finas de leguminosas; de difícil decomposição - madeiras, acículas e cascas de Pínus spp. Ainda com relação à velocidade de decomposição, as folhas das diferentes espécies florestais podem ser agrupados em: rápida - folhas de Timbaúva, Angico e Acácia; boa - folhas de Canelas, Mata-olho, Açoita-cavalo, Louro, Caroba e Cabreúva; média - folhas de Araucária, Laranjeira do mato, Cedro, Mirtáceas e Eucalipto; lenta - acículas de Pinus spp.

A mistura de matéria orgânica parcialmente decomposta, células microbianas e partículas do solo com todas as características constituem o húmus e formam as camadas superiores do solo. Parte desse húmus é mineralizado, isto é, transformado em elementos nutritivos disponíveis para as plantas, enquanto parte sofre uma humificação, transformando-se em substâncias próprias do solo a partir de um estágio adiantado de decomposição, formando assim susbstâncias orgânicas de diferentes graus de solubilidade. Esses compostos são transformados rápido ou lentamente, conforme o ambiente, influenciando no próprio ambiente como conservadores ou destruidores da estrutura e qualidade do solo. O húmus na superfície do solo é muito importante, porque, além de fornecer nutrientes para a mineralização, melhora as condições físicas e químicas do solo, conserva e mobiliza os nutrientes quando a serapilheira ainda não estiver decomposta. Tipos de húmus A formação de húmus nas florestas é descrito de acordo com a ação dos organismos característicos de cada ecossistema. Nos sítios os resíduos vegetais são ingeridos e passam pelo intestino dos seres vivos, onde sofrem uma transformação completa, formando um tipo especial de húmus. Quando a transformação pelos organismos não for tão perfeita, resulta em outro tipo de húmus. De maneira geral, húmus é todo material orgânico que se deposita sobre a parte mineral da superfície e que ainda não se misturou com o solo. A camada de material orgânico que se encontra acima da superfície do solo é denominada de ecto-humus e é constituída por três camadas: A - Camada L - Composta por matéria orgânica sem sinais de decomposição; é a camada superior da manta e pode ser perfeitamente identificada a sua origem. B - Camada F - Corresponde ao material em decomposição. Ainda é possível reconhecer o material de origem, podendo-se observar, em alguns casos, a presença de micélios de fungos. C - Camada H - Representa o material decomposto; encontra-se misturado com as partículas de solo, não podendo ser reconhecida a sua origem macroscopicamente, ou a olho nu.

A matéria orgânica encontrada dentro do solo que representa o material humificado do horizonte constitui o endo-húmus e pode ser encontrado em duas formas: - Humificação do solo - as partículas da matéria orgânica são incorporadas ao solo e a humificação se processa dentro do horizonte mineral, ocorrendo uma ligação do material orgânico com as partículas de solo. - Humificação da manta - nesse tipo de humificação a matéria orgânica se decompõe sem o contato direto com as partículas do solo. O produto dessa decomposição é transportado para dentro do horizonte através da água. Nas florestas em geral encontram-se basicamente três tipos de húmus: Húmus tipo mull Este é o húmus comum dos climas quentes e úmidos especialmente nos trópicos, como é o caso da região amazônica e, subtrópicos, com grande presença de seres vivos. O horizonte A é escuro pela presença do húmus, o que constitui uma estrutura fofa e grumosa. Devido à mineralização rápida, a acumulação de húmus é pequena. Nestas condições, a destruição da matéria orgânica é feita principalmente pelos lumbricóides. Húmus tipo moder O húmus tipo moder é comum no sul do Brasil, como na região dos Campos de Cima da Serra RS, principalmente, nas partes mais altas do relevo, apresentando as camadas L, F e H bem características. A espessura da manta geralmente não passa de três centímetros. Neste tipo de húmus a destruição da matéria orgânica é feita principalmente pelos fungos e bactérias. Húmus tipo mor Neste tipo de húmus encontram-se as três camadas da manta, porém a camada H é muito fina enquanto a camada L é de grande espessura, chegando até vinte centímetros. Nos terrenos inclinados pode ocorrer escoamento superficial sobre a manta por essa encontrar-se muito compactada. Esse tipo de húmus dificilmente ocorre nas regiões tropicais e subtropicais, a não ser em casos especiais como em floresta de Pinus spp degradada.

Os organismos do solo em um ecossistema

A presença de inúmeras espécies de animais como mamíferos, répteis, batráquios, aves e insetos constitui a macrofauna dos ecossistemas florestais. Os dejetos do metabolismo de todos esses gêneros, somados aos seus cadáveres e associados aos fragmentos e destroços dos vegetais, formam a camada de detritos da superfície fonte de alimentação para os microorganismos existentes nos ecossistemas. Os organismos encontrados nos solos florestais são muito semelhantes aos encontrados em outros solos, porém em quantidades muitas vezes superiores, devido à presença de espessa camada de serapilheira, a qual estimula a proliferação da microfauna que tem a complexa função de desintegrar os resíduos, disponibilizando os nutrientes para o crescimento das árvores. Ao nível do solo e no interior da manta florestal existe uma enorme quantidade de seres como coleópteros, miriápodes, formigas, nematóides, colêmbolos, ácaros, protozoários, diversos tipos de larvas e um grande número de organismos minúsculos que não são percebidos a olho nu.

A ação dos microorganismos está diretamente relacionada com as condições ambientais e com a disponibilidade de detritos orgânicos existentes no ambiente. A fauna do solo, de acordo com o tamanho dos animais, pode ser classificada em: Microfauna - animais com menos de 0,2 mm de comprimento; Mesofauna - animais com dimensões entre 0,2 a 20 mm de comprimento; Macrofauna - animais entre 20 a 80 mm de comprimento; Megafauna - animais de dimensão acima de 80 mm. Em um metro quadrado de solo sob pastagem, até 30 cm de profundidade, vivem um grande número de animais.

O desenvolvimento e a proliferação da fauna do solo depende das características do mesmo e dos fatores ambientais como umidade, temperatura, ventilação, acidez, luminosidade e disponibilidade de nutrientes. Esses mesmos fatores determinam a distribuição dos microorganismos no solo, os quais, geralmente, encontram as condições favoráveis junto à manta e no primeiro horizonte do perfil, onde existem grandes concentrações de matéria orgânica. Por outro lado, a microfauna distribui-se ao longo do perfil do solo, onde cada tipo ocupa seu espaço determinado e exerce sua atividade característica. A ação dos microorganismos está diretamente relacionada com as condições ambientais e com a disponibilidade de detritos orgânicos existentes no ambiente. A microfauna é a principal responsável pela decomposição dos restos animais e vegetais encontrados na cobertura morta da superfície do solo, a partir da qual recomeça a mineralização dos elementos nutritivos e a ciclagem dos nutrientes. Os microorganismos do solo Nos solos florestais, dentre outros, são encontrados quatro grupos principais de microorganismos, quais sejam, as bactérias, os actinomicetos, os fungos e as algas. Bactérias As bactérias, embora de dimensões muito pequenas, são fundamentais para os ecossistemas florestais, devido ao seu grande número e por realizarem a maior parte das trocas biológicas e químicas dos ambientes. Em um ecossistema florestal pode-se classificar as bactérias em três grandes grupos: aeróbias - aquelas que vivem somente no presença de oxigênio; anaeróbias - são as formas que crescem na ausência do oxigênio; anaeróbias facultativas - são as bactérias que podem desenvolver-se tanto na ausência como na presença de oxigênio. As bactérias são importantes porque, através da simbiose que realizam com os vegetais, principalmente as leguminosas, fixam o nitrogênio do ar, disponibilizando-o para as plantas. O exemplo mais comum dessa interação ocorre entre as bactérias do gênero Rhizobium e as espécies florestais pertencentes às famílias das leguminosas, como: bracatinga, acácia negra e angico.

Actinomicetos

Os actinomicetos são organismos heterotróficos que constituem a transição morfológica entre as bactérias e os fungos. São elementos unicelulares e, depois das bactérias, os mais numerosos no solo. Geralmente são aeróbios e bastante comuns nas regiões quentes e secas, apresentando menor importância na decomposição da celulose e dos solos florestais quando comparados com as áreas de agricultura e pecuária.

Fungos

Entre os microorganismos do solo destacam-se os fungos como os principais agentes decompositores da matéria orgânica da serapilheira. Esses organismos são muito ativos na fase da decomposição da madeira e dos demais resíduos vegetais, participando diretamente na formação dos diferentes tipos de húmus e contribuindo eficazmente na ciclagem dos nutrientes e na estabilidade dos agregados do solo. Até o presente momento já foram identificados, na natureza, mais de 690 espécies de fungos representados por 170 gêneros. Alguns tipos de fungos são predadores da fauna do solo, como os protozoários e nematóides, contribuindo para o equilíbrio microbiológico do solo. Os fungos formam, com as raízes das árvores, associações simbióticas chamadas micorrizas que aumentam a área de absorção do sistema radicular das árvores. O desenvolvimento de raízes micotróficas incrementa consideravelmente a superfície de absorção pela presença das hifas dos fungos, aumentando o contato com o solo e com os elementos nutritivos disponíveis. Os gêneros Rhizoctonia, Pythium e Phythophtora são parasitas e produzem enfermidades, principalmente em viveiros florestais. Enquanto os gêneros Fusarium podem causar apodrecimento nas raízes das plantas de maior idade. Também as árvores mais velhas podem sofrer ataques, nas suas raízes, de fungos do gênero Fomes, Armilária, Verticillium e Phymatotrichum, os quais causam apodrecimento das raízes. Algas As algas também constituem uma grande colônia de microorganismos do solo, dividindo-se em verdes, azuis, amarelas e as diatomáceas que são em forma de bastão. Esses microorganismos são encontrados principalmente em solos férteis, ricos em fósforo e nitrogênio disponíveis, tendendo a serem raros nos solos arenosos e ácidos. Podem, no entanto, desenvolver-se em locais áridos e arenosos, principalmente as algas azuis. As algas contribuem na solubilização dos minerais do solo, auxiliando e acelerando a intemperização. As algas azuis podem assimilar o nitrogênio do ar, proporcionando um aumento do mesmo em determinados sitios. Como essas algas não dependem da matéria orgânica, como fonte de energia, são os primeiros colonizadores das regiões áridas e arenosas, preparando o ambiente para a instalação dos vegetais. Da associação simbiótica entre as algas e os fungos surgem os líquens, que são os primeiros seres vivos a instalar-se sob o solo mineral exposto, iniciando a formação de matéria orgânica para a sucessão das demais formas de vida, inclusive das florestas. Os macroorganismos do solo Enquanto os microorganismos exercem ação basicamente química, os macroorganismos atuam tanto física quanto quimicamente sobre os elementos orgânicos depositados na superfície dos solos florestais. A importância desses organismos em relação à qualidade do solo é inversamente proporcional ao seu tamanho, enquanto os efeitos negativos, provocados pelos grandes animais, são mínimos. A quantidade de animais existentes em um ecossistema depende de fatores como clima, vegetação tamanho da área coberta, alimentação disponível, umidade e luz. A macrofauna tem grande influência nos habitats florestais, porque interferem na dinâmica do solo, transportando partículas, construindo galerias, destruindo a serapilheira, triturando a celulose e, como conseqüência, melhorando a estrutura do solo. A macrofauna é constituída por animais de maior tamanho, multicelulares encontrados nos ecossistemas florestais que influenciam na fertilidade do solo através dos dejetos e das carcaças depositadas, as quais têm efeito direto na disponibilização e mineralização dos nutrientes. Dentre os principais macroorganismos do solo, encontrados nos ambientes florestais, destacamse: Artrópodes Os artrópodes agrupam o maior número de espécies dentro do reino animal, caracterizando-se por possuírem esqueleto externo rígido e as extremidades do corpo articuladas. Os representantes mais comuns e conhecidos entre os artrópodos são as formigas, as abelhas, os cupins, as aranhas, as moscas, os camões, os ácaros, as centopéias, as libélulas, os gafanhotos, os besouros, os mosquitos, as vespas, as baratas, as cigarras, as borboletas, os grilos, os carrapatos e os marimbondos.

Anelídeos

Os anelídeos constituem-se no grupo de animais que possuem maior ação na estruturação dos solos em geral. Esses ingerem uma mistura de terra e detritos orgânicos, liberando um grande número de excrementos criando um meio ideal para as atividades dos microorgansmos, acelerando a formação de materiais humicos, benéficos para a estrutura física, fertilidade e arejamento do solo. O material trabalhado por este tipo de animal forma uma mistura complexa de argila e colóides orgânicos, resultado da total digestão e transformação dos resíduos vegetais ingeridos. Devido à grande movimentação desses macroorganismos nas camadas superficiais, os dejetos misturam-se com o solo conferindo-lhe uma cor escura. Em solos com alta população de anelídeos, 30.000 indivíduos por hectare, a passagem de resíduos pelo aparelho digestivo dos mesmos chega a trinta toneladas por hectare por ano. Nos ecossistemas florestais a concentração dos anelídeos varia de acordo com os fatores climáticos e de solo, sendo mais abundante na primavera, devido à maior concentração de resíduos oriundos da queda do material da copa das árvores. As minhocas representam a grande maioria dos anelídeos encontrados nos solos florestais. Esses animais desenvolvem suas atividades metabólicas e reprodutivas em temperatura variando entre 10 e 20oC, associada a um teor de umidade variando entre 50% a 60% da capacidade de campo dos solos nos ecossistemas. Moluscos A maioria dos animais pertencentes a esse fillum encontram-se no mar. No entanto, existem espécies terrestres que têm importância na interação do solo com a floresta. Os caracóis e as lesmas são os moluscos terrestres mais comuns, encontrados em ambientes úmidos e sombreados. Os moluscos alimentam-se normalmente de folhas, podendo também suprir-se de algas e líquens encontrados na superfície das árvores e de madeiras em adiantado estado de apodrecimento. Pela ação de decomposição dos restos vegetais que passam pelo intestino dos moluscos, seus excrementos são importantes na formação dos agregados do solo, auxiliando diretamente na estruturação, porosidade, aeração e fertilidade dos solos que abrigam esta espécie de macroorganismos.

Nematelmintes

Os Nematelmintes são macroorganismos encontrados em todas as regiões da terra, no solo, na água doce e também na água salgada, encontrando-se vários milhões de indivíduos por hectare. Entre os nematelmintes, os nematóides destacam-se como os mais importantes. São animais pequenos, transparentes e filiformes. Alimentam-se de bactérias, fungos, algas, minhocas e plantas superiores, principalmente do sistema radicular dos vegetais. Como os nematóides alimentam-se de protoplasma, sua atividade afeta os demais organismos do solo já que seu alimento provém inteiramente da microflora, dos microorganismos e das plantas superiores. Esses animais participam diretamente na decomposição da matéria orgânica que procede das plantas mortas, podendo afetar significativamente as propriedades físicas e químicas do solo.

O uso e a conservação do solo em florestas

Ao longo da história, o homem teve seu desenvolvimento alicerçado no aproveitamento dos recursos naturais e, dentre esses, as florestas foram e continuam sendo a grande reserva econômica do desenvolvimento da população. Mesmo quando o homem considerou-a como entrave para seu desenvolvimento, as árvores foram fontes de abrigo, alimentação e garantia de sobrevivência. No entanto, a ação desordenada, através de um permanente processo de desenvolvimento, alterou a cobertura original das florestas, tornando-a deficiente em todas as suas regiões. No uso tradicional do solo para a agricultura, a floresta ocupa, ainda hoje, a tarefa insubstituível de reserva e regeneração. A garantia da manutenção permanente da produtividade dos solos nos ecossistemas está diretamente ligada às condições de preservação e ampliação das áreas com cobertura vegetal. A floresta vem oferecendo ao homem muitos elementos essenciais para a sua sobrevivência, entre eles, alimentos, combustíveis, material de construção e matéria prima para produtos industrializados. O rápido crescimento nas últimas décadas exigiu um maior e mais intenso uso das florestas e de seus produtos, tornando-os escassos e pouco disponíveis no mercado, principalmente no que tange à qualidade. Essa crescente demanda está forçando um uso mais intensivo do solo com o objetivo de aumentar a disponibilidade de produtos de origem florestal e outros. No entanto, tem-se que considerar que o solo não é apenas um suporte físico para o crescimento das plantas e armazenamento de umidade e nutrientes. O solo é um sistema dinâmico que abriga uma multiplicidade de organismos com características e funções diferentes, os quais proporcionam o equilíbrio ambiental indispensável para o desenvolvimento de todos os seres vivos. Dessa maneira, o grande desafio atual é recuperar estas áreas degradadas, tornando-as novamente produtivas e encontrar alternativas para evitar que este processo destrutivo ocorra em outros locais ainda cobertos por florestas, além de promover o ordenamento da produção para garantir um rendimento estável e contínuo nas propriedades, sem esquecer de preservar e ampliar as áreas com florestas.

Processo de degradação do solo

Retirando a vegetação, usando o fogo e cultivando a terra de maneira desordenada e sem muitos cuidados, criam-se condições especiais para que ocorra uma exposição total do solo à ação das chuvas e de outros fenômenos climáticos. As gotas da chuva, aceleradas pela força da gravidade, liberam sua energia cinética ao chocar-se contra a superfície do solo. Esse impacto provoca o desprendimento das partículas que são arrastadas na superfície. Esse fenômeno caracteriza o início do processo de perda do solo através da erosão, que é o arrastamento das partículas constituintes do solo pela ação da água em movimento, resultante da precipitação pluviométrica. A presença da biomassa vegetal, em particular das árvores e de seus resíduos sobre a superfície, transformam-se no principal mecanismo para evitar a perda do solo. Os principais fatores que contribuem para as perdas do solo são: - O clima - dentre os elementos do clima que afetam a erosão destacam-se a precipitação, temperatura, ventos e umidade relativa do ar.

O solo - a erosão está diretamente ligada à susceptibilidade dos solos e está relacionada com a textura, estrutura e a capacidade de infiltração de água. O relevo - esse influencia através das condições da superfície. A extensão das declividades aumenta a intensidade da erosão devido ao acúmulo de água e o aumento da velocidade do escoamento superficial.

A erosão dos solos Origem da erosão A erosão normal ou geológica é aquela causada pelos fenômenos naturais que agem permanentemente sobre a crosta terrestre, constituindo-se na ação niveladora da superfície da terra. A erosão acelerada é originada pela ação do homem, através do processo intensivo de uso do solo. Ocorre quando são eliminados os elementos naturais de equilíbrio, sendo de grande importância devido à velocidade com que se estabelece. Agentes causadores da erosão A erosão eólica caracteriza-se pelo transporte das partículas do solo através do vento. Este tipo assume grande importância em regiões onde a vegetação

Solo arenoso sob influência da ação dos ventos é deficiente não cobre totalidade da superfície.

Essa erosão é muito comum nas regiões secas, semi-áridas e litorâneas, onde a umidade relativa do ar é baixa e o solo, normalmente arenoso,

permite que a ação dos ventos transportem as partículas, formando grandes dunas. No Rio Grande do Sul encontram-se grandes áreas, na região da fronteira oeste, onde este tipo de erosão é bastante intenso devido à origem do solo (Arenito Botucatu), podendo-se observar o grande arrastamento das suas partículas pela ação do vento.

Este vale em V, por onde corre o rio Yellowstone (wyoming, EUA), constitui um perfeito exemplo da erosão por corrente fluvial. A água, durante milhares de anos, talhou as camadas de rocha vulcânica até a profundidade atual de 220 a 360 metros

A erosão hídrica e causada pela ação das águas das chuvas, transformandose num processo complexo, ocorrendo em quatro etapas sequenciais: - Impacto - as gotas da chuva, pelo choque sobre a terra, desprotegida, atuam compactando a superfície do solo, destruindo a estrutura, soltando as partículas as quais são colhidas e arrastadas pela água que escorre. - Desagregação - as partículas do solo separam-se pela ação do impacto e salpicamento das gotas da água da chuva. Os poros do solo acabam obstruído, criando uma camada densa que reduz a infiltração da água e aumenta o escoamento superficial. - Transporte - o escoamento superficial carrega as partículas do solo desagregado para as partes mais baixas do terreno. Quanto maior a declividade, mais rápido escorre a água e maior será o volume de solo transportado, ocasionando a erosão. - Deposição - Quando a água chega às partes baixas, deposita nos vales, represas, lagos, riachos e rios as partículas transportadas ocasionando o assoriamento dos mesmos.

Intensidade da erosão Laminar

Esta forma de erosão é pouco visível porque ocorre em toda a superfície do terreno, desgastando-o de maneira uniforme. É pouco perceptível, porém de muita importância porque transporta a camada superficial do solo, onde se encontra a maioria dos nutrientes disponíveis para a planta. Sulcos - é a forma adiantada da erosão, em que a perda do solo é visível a longas distâncias. Resulta na abertura de grandes sulcos no terreno, descendo em direção às partes mais baixas, carregando grande volume de partículas.

Vossorocas

Caracteriza a parte final da erosão, resultando grandes danos aos proprietários rurais. São valas profundas que se formam através da intensificação da erosão em sulcos. São de difícil recuperação quando em estágio avançado.

A floresta e a proteção do solo Atualmente a atividade florestal emprega várias medidas de proteção do solo, principalmente contra os efeitos e prejuízos causados pela erosão. Dentre essas destacam-se: Evitar as queimadas - A prática de queimadas destrói os resíduos vegetais que protegem o solo contra a erosão, elimina também os organismos do solo, além de volatizar grande parte dos nutrientes contidos nos restos vegetais que serão queimados. Preparo de solo em nível - Esta é a principal prática de conservação do solo nos plantios florestais. Após a demarcação dos talhões, o preparo deverá ser feito em nível e as linhas de plantio deverão seguir a mesma orientação com a finalidade de interceptar as enxurradas, forçando a absorção da água pelo solo. Plantio em faixas alternadas com a vegetação natural - Esta prática é de fundamental importância para a conservação do solo, da fauna e da flora. De preferência estas faixas devem ser estabelecidas em nível para aumentar a eficiência na interceptação da água. As faixas de vegetação natural que permanecem entre os plantios florestais são conhecidas também como corredores ecológicos. Essas funcionam como abrigo para os inimigos naturais das pragas que podem causar danos às florestas. Plantios mistos - Caracteriza-se pelo plantio de diferentes espécies florestais na mesma área. Na escolha das espécies para comporem a floresta é importante considerar o desenvolvimento das partes aéreas e radicular para uma ocupação mais eficiente do solo com a finalidade de evitar as suas perdas. Sistema de preparo do solo - No momento de preparar o solo para o plantio de espécies florestais, pode-se utilizar um conjunto de técnicas que, quando usado de maneira racional, contribui para a manutenção da produtividade. No entanto, a decisão pelo tipo de preparo a ser utilizado deve sempre ter a finalidade de conservar o solo e sua produtividade. Nas plantações florestais está sendo muito utilizado o preparo reduzido ou cultivo mínimo que consiste em preparar o terreno somente na linha de plantio das mudas. Enriquecimento de florestas - Constitui-se na técnica de introduzir mudas de espécies florestais de qualidade superior em áreas de florestas degradadas, capoeiras e outros tipos de vegetação, com a finalidade de proteger o solo e melhorar a estrutura da floresta.

Sistema agrosilvopastoril

Caracteriza-se pela utilização integrada de uma determinada área por culturas agrícolas, animais e/ou pastagem e espécies florestais arranjadas de forma harmônica.

A floresta pela sua estrutura exerce função importante na conservação do solo e água. Seu sistema radicular associado à serapilheira atua absorvendo a água das chuvas, conduzindo-a para as camadas inferiores do solo através da porosidade que se forma pela presença das raízes e pela dinâmica dos organismos vivos do solo, até chegar ao lençol freático, a partir do qual ocorre um reabastecimento gradual dos cursos d'água. Dessa maneira, a cobertura vegetal, especialmente as florestas, contribui de maneira decisiva na proteção dos solos, protegendo também as matas ciliares as quais são responsáveis pela manutenção da qualidade da água. A manutenção da qualidade da água em microbacias agrícolas depende da presença da mata ciliar. Esse efeito benéfico é devido à absorção de nutrientes do escoamento subsuperficial pelo ecossistema ripário.

A floresta e os nutrientes do solo

Várias são as fontes de nutrição das plantas, sendo, em princípio, originados de dois grupos:

a) os elementos oriundos da decomposição do material de origem do solo;

b) os elementos contidos na matéria orgânica, acima e abaixo da superfície do solo.

Os elementos, uma vez liberados da fração mineral do solo, estão sujeitos à ação de lixiviação. É importante que todos os elementos disponíveis no habitat sejam incorporados à vegetação, a fim de diminuir a possibilidade de perdas. A lixiviação é responsável pela diminuição do potencial nutritivo de solos velhos e intemperizados. Isso significa que, nas florestas tropicais e subtropicais com solos velhos como os da Amazônia, onde a decomposição dos minerais primários é mais ou menos completa, a nutrição das florestas depende quase que exclusivamente da circulação de nutrientes através das substâncias orgânicas. Nos ecossistemas formados por florestas naturais há um equilíbrio entre a decomposição de matéria orgânica e a retirada de nutrientes, já que não há extração por colheita nem maiores perdas por lixiviação ou erosão. Fatores importantes, como aeração, economia de água (que por sua vez estão inter-relacionados com a nutrição), são os processos de reincorporação de nutrientes no ciclo que influem sobre a produção. Nas florestas naturais, o ciclo ocorre imperturbado, sendo uma circulação rápida de substâncias nutritivas, com um alargamento do ciclo, que possibilita também o crescimento de espécies com exigências maiores. Mediante a colheita florestal (e a conseqüente retirada de nutrientes) logicamente alteram-se estas condições, e a produtividade no futuro, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais, dependerá do grau de modificação da circulação de nutrientes.

Da quantidade de nutrientes retirados (N) anualmente do solo, uma parte volta ao chão em forma de detritos (ND), uma menor parte volta ao chão pela lixiviação (NL) e certa parte permanece incorporada na própria árvore (Ni) onde estão a curto prazo as frações ND e NL sujeitas à recirculação. A longo prazo, toda ou parte da fração NI também entra no círculo, conforme o estado atual da floresta, intacta ou parcialmente explorada. A parte que entra na circulação (percentagem do total retirado pela árvore) varia com o elemento, a espécie e a sua idade. Então, quanto mais rápida a decomposição, melhor o efeito para o crescimento. Mineralização vagarosa priva a árvore de nutrientes (acumulação), diminuindo a quantidade de nutrientes disponíveis. Quando florestas são exploradas em idade muito jovens, (mini-rotações - 3 a 5 anos), ocorre uma perda relativamente maior de nutrientes, dependendo logicamente da intensidade da colheita, por exemplo: somente madeira do tronco, ou "colheita da árvore inteira".

Aspecto da camada de serapilheira não decomposta no interior de uma floresta de Pinus

Os nutrientes que retornam ao solo são novamente fonte de nutrição. A sua transformação/decomposição ou acumulação influi muito na continuidade de abastecimento. Camadas de manta espessa (por exemplo, Pinus no Brasil) são sinal de interrupção do ciclo nutritivo pois causa imobilização de nutrientes; conforme o tipo de solo isso até a médio prazo resulta em redução do crescimento.

A serapilheira compreende um reservatório apreciável de nutrientes. A devolução de nutrientes, através da queda do litter, representa a via mais importante do ciclo biogeoquímico, isto em solos desgastados e intemperizados, onde os vegetais são a principal fonte de nutrientes. Dependendo das características do solo e da espécie, as quantidades de nutrientes devolvidas via deposição do litter serão variadas. Como regra geral, pode-se afirmar que a rapidez da decomposição (desconsiderando as influências do ambiente) da serapilheira aumenta, quanto maior for o teor em nitrogênio, fósforo, cálcio e magnésio. Partes jovens decompõem-se mais rapidamente do que partes velhas. O período de decomposição de acículas da maioria das coníferas é maior do que de folhas. As folhas da mesma espécie, procedentes de um ambiente com abastecimento bom de água e nutrientes, decompõem-se mais rapidamente do que as folhas de um ambiente com abastecimento deficiente.

A queima controlada da serapilheira que se encontra sobre o solo muitas vezes é recomendada e praticada em países de clima frio por vários motivos: *como a facilidade de regeneração natural; *para diminuir o perigo de incêndio florestal que há pela acumulação de grandes quantidades de mateiral combustível, em forma de acículas, folhas, galhos e outros; *muitas vezes se pratica a queima em regiões onde há um período de seca durante o qual aumenta o perigo de incêndio, consideravelmente. Certos fogos controlados também visam facilitar a integração de animais domésticos num sistema agro-florestal, a fim de fornecer uma brotação nova e, conseqüentemente, mais tenra. ex.: a tradicional queima de campos no RS. Sem considerar as finalidades ou os eventuais benefícios que a queimada (diminuição do perigo de incêndio) possa trazer para os ecossistemas florestais, deve-se destacar os seguintes fatos:

As raízes finas das árvores, em habitat com espessa camada de serapilheira, encontram-se na superfície, em contato direto com as substâncias em decomposição. A influência do calor prejudica severamente estas raízes finas. As substâncias orgânicas são queimadas, não transformadas e incorporadas biologicamente, faltando, então, o efeito benéfico secundário sobre a estrutura do solo. Plantas que podem melhorar o habitat e que são importantes para o solo e a nutrição do povoamento são mais sensíveis e serão eliminadas. O calor do fogo atinge os microorganismos do solo (agentes que transformam a matéria orgânica). As cinzas restantes da queima estão sujeitas à erosão eólica e hidríca bem como a lixiviação (sendo este item o mais importante) e o povoamento perde nutrientes. Há perda de nitrogênio por volatilização. A falta de camada de serapilheira pode facilitar a erosão, por deixar o solo desprotegido.

A exploração da Bracatinga é feita pelo corte total da área, retirada da lenha e posterior queima dos resíduos.

Empobrecimento pela colheita A absorção anual de nutrientes pelas árvores é da mesma ordem da apresentada pelas culturas agrícolas, mas, como a maior parte dos nutrientes absorvidos são devolvidos para o piso florestal,

mediante a queda da serapilheira, quantidades relativamente pequenas são retiradas no acréscimo anual da biomassa arbórea. Quando se realiza a colheita da biomassa florestal, quantidades menores de nutrientes são removidas para fora do sítio, em comparação com as culturas agrícolas. Esses menores valores apresentados pelas espécies arbóreas se devem ao fato de que durante o período de desenvolvimento uma grande parte dos nutrientes é devolvida ao solo através da queda da serapilheira (ciclo biogeoquímico). As quantidades de nutrientes exportados podem ser diminuídas ainda mais se forem adotadas práticas racionais de utilização da biomassa florestal. Dentre essas práticas, podem ser apontadas: utilização apenas da madeira do tronco até um diâmetro comercialmente aproveitável; descascamento da madeira no campo e permanência das folhas, ramos vivos e mortos, bem como das ponteiras sobre o solo, e eliminação da prática da queima. Mediante a colheita da biomassa é que ocorrem as maiores perdas de nutrientes para fora dos ecossistemas florestais. A quantidade de nutrientes, exportados para fora do sítio, depende principalmente do componente da árvore a ser explorada, idade do corte do povoamento, das condições edáficas e da eficiência dos processos de ciclagem de nutrientes de cada uma das espécies. Durante a colheita florestal, a quantidade de nutrientes removidos para fora do sítio não é proporcional à quantia de biomassa, porque os diferentes componentes da árvore contêm diferentes concentrações de nutrientes.

A remoção de nutrientes para fora do sítio mediante a colheita da madeira sem casca está fortemente relacionada com a idade das árvores. Em povoamentos jovens a razão de alburno/cerne é maior que em povoamentos velhos. O alburno, constituído de tecidos mais jovens, geralmente possuem maior concentração de nutrientes que o cerne. Logo, através da colheita de florestas em idades jovens (minirrotações - 3 a 5 anos), ocorre uma grande exportação de nutrientes, principalmente o fósforo. As perdas pela colheita da madeira podem ser repostas pelas adições de poeiras, precipitação, fixação biológica e inclusive a intemperização da rocha matriz. No entanto, a extração de grandes quantidades de madeira com casca resulta em perdas de nutrientes que devem ser repostas pela adubação química em quantidades suficientes, para que possa ser assegurada uma produção sustentada. As possibilidades da ocupação das florestas, como é o caso da Amazônica, com fins de uma exploração agropecuária deveriam ser encaradas também do ponto de vista do seu potencial de fertilidade. Pesquisas dos ecossistemas florestais amazônicos, feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, de Manaus, demonstraram o problema da baixa fertilidade nitidamente.

Os trabalhos realizados resultaram em dados alarmantes, pois a maior parte dos nutrientes estão contidos na biomassa (bioacumulação). Tais solos logicamente não terão possibilidade de recuperação se a biomassa e a serapilheira forem queimadas e ficarem sujeitas à erosão e à lixiviação. A recuperação a médio e longo prazos somente poderia ocorrer a partir da inclusão na circulação de nutrientes oriundos da fração trocável do solo (que praticamente não existe), ou a partir da intemperização da rocha matriz. Esta, porém, não possui importância, pois, devido à profundidade dos solos, ela se encontra fora do alcance das raízes da vegetação.

Conclusão

Para garantir a sustentabilidade de qualquer sistema de produção é necessário observar três elementos fundamentais: a produtividade dos fatores primários de produção, medida em quantidade e qualidade dos produtos; a preservação dos recursos naturais afetados direta ou indiretamente pelo sistema de produção; a minimização dos impactos ambientais, considerando que todas as atividades de produção causam desvios no equilíbrio natural e ecológico. Diante dessa realidade, o solo ocupa um lugar de destaque como principal fator de produção, uma vez que desempenha função primordial no atendimento das necessidades alimentares de todos os seres vivos, principalmente do homem. Dessa maneira, o solo significa para o produtor muito mais que um meio ambiental para produzir alimentos; transforma-se em apoio para todas as suas atividades, assumindo fundamental importância no âmbito social. Por isso, a conservação e a utilização inteligente do solo hoje será a garantia de boas colheitas futuras, quando a fertilidade ainda será indispensável para a continuidade da produção. Neste contexto, a floresta participa de maneira decisiva na formação, melhoria e manutenção do solo. Isso acontece no grande mundo dos ecossistemas, onde as raízes das árvores, através da evolução dos processos fisiológicos, retiram do solo e da atmosfera os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, promovem a circulação através dos tecidos, devolvendo-os pela deposição de suas folhas, frutos, cascas e ramos que, pela ação dos microorganismos, são decompostos, mineralizados e incorporados novamente no ecossistema, completando o ciclo. Por essas razões, deve-se considerar que uma floresta nativa, ou mesmo plantada em um determinado sítio, representa o resultado de muitos anos de evolução. Os benefícios diretos ou materiais que estas florestas podem oferecer são de vital importância, pois estão representados pela madeira e por seus subprodutos, elementos que interessam de imediato para um grande número de atividades de origem madeireira e que pode trazer grandes lucros para os envolvidos. No entanto, o cidadão sensato não deve esquecer que os benefícios indiretos, imateriais ou sociais que estas florestas oferecem à população também têm grande valor que, embora difícil de ser dimensionado, representa importantes garantias de qualidade de vida para a população em geral. Esses benefícios sociais estão representados pelos efeitos positivos que as florestas exercem no regime das águas (balanço hídrico, regularização e forma de escoamento, qualidade da água), sobre os ventos, na filtragem e purificação do ar, no conteúdo de 02 e C02 na atmosfera na saúde humana e no solo. Dessa maneira, a remoção da cobertura florestal de uma determinada área, com certeza, produzirá um determinado volume de madeira, porém pode causar transtornos e prejuízos para toda a comunidade, além de descaracterizar a propriedade, pelos efeitos negativos que provoca.

Assim, com o avanço da ciência florestal, tem-se conseguido uma maior consciência da população em relação a importância das florestas, à sua influência na vida silvestre, na proteção das bacias hidrográficas, na manutenção da fertilidade do solo e do meio ambiente em geral, despertando nos técnicos a consciência da necessidade do uso múltiplo das florestas, na busca da sustentabilidade da produção florestal. No entanto, ainda é necessário compreender, com maior profundidade, as propriedades dos solos florestais e seu relacionamento com os sistemas de manejo utilizados para atuar corretamente nas propriedades, procurando manter o perfeito equilíbrio entre a atividade agrícola e o meio ambiente.

Bibliografia consultada

ANDRAE, F. H. Ecologia florestal. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 1978 230 p. ANDRAE, F.; KRAPFENBAUER, A. Pesquisas Austríaco - Brasileiras. Santa Maria - Viena: Universidade Federal de Santa Maria - Universitaet fuer Bodenkultur, 1982 112 p. ANTONIOLLI, Z. I. Iniciação à minhocultura. Santa Maria: Ed. Santa Maria, 1966 96 p. ARMSON, K. A. Forest soils. Toronto: University of Toronto Press, 1927 187 p. BARROS, N. F. & NOVAIS, R. F. Relação solo-eucalipto. Viçosa: Ed. Folha de Viçosa, 1990 330 p.

BIGARELLA, J. J.; BECKER, R. D.; SANTOS, G. F. Estrutura e origens das paisagens tropicais e subtropicais. Ed. UFSC. 1994 425p. BRADY, N. C. Natureza e propriedades do solo 7. ed., Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1989 878 p. CARPANEZZI, A. A. Deposição de material orgânico e nutrientes em uma floresta natural e em uma plantação de eucaliptos no interior de São Paulo, Piracicaba. 1980 107p. (Tese-MestradoESALQ) CASSOL, C. A. Relações entre características do solo,crescimento e produtividade em povoamento implantado de Araucaria angustifolia (Bert.) O. Ktze., Passo Fundo - RS. (Tese de Mestrado). Santa Maria, 1982 84 p. COLLINS, W. K. & HAWKS JR., S. N. Principles of flue-cured tobacco producction: North Carolina 3 ed. CUNHA, G. C.; GRENDENE, L. A.; DURLO, M. A.; BRESSAN, D. A. A dinâmica nutricional em floresta estacional decidual com ênfase aos minerais provenientes da deposição de serapilheira. Ciência Florestal: Santa Maria. v. 3, n. 1, p. 35-64, 1993 CUNHA, N. T. S. Silvicultura. In: Manual Técnico Florestal; Apostilas do Colégio Florestal de Irati. Campo Largo: S. A., 1986. v.4 484 p. DUVIGNEAUD, P. A síntese ecológica: populações: comunidades: ecossistemas. Lisboa: Socicultur, 1974. 165 p. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Levantamento de reconhecimento dos solos do Estado do Rio Grande do Sul. Recife:1973. (Boletim Técnico, 30) FELDENS, L. P. A dimensão ecológica da pequena propriedade no Rio Grande do Sul. Governo do Estado do Rio Grande do Sul - Secretaria da Agricultura e Abastecimento - Departamento de Recursos Renováveis, 1989 154 p. FINGER, C. A. G., O desafio da floresta; In: A magia das árvores. Porto Alegre: Riocell, 1995 143 p. GIRACCA, E. M. N.; ANTONIOLLI, Z. I. Biologia do solo. Caderno Didático: UFSM. 98 p. GURGES, A.; RAW, F. Biologia del suelo. Barcelona: Ediciones Omega, S. A., 1971 596 p. HAWLEY, R. C.; SMITH, D. M. Silvicultura prática. Barcelona: Ediciones Omega, S. A., 1972 544 p. JORGE, A. J. Solo: manejo e adubação. Compêndio de Edafologia - 3.ed., São Paulo: Nobel, 1983 307 p. KIMMINS, J. P. Forest ecology. New York - London: The University of British Columbia, 1987 531 p. KLINGE, H. & RODRIGUES, W. A. Litter Production in Area of Amazonian Terra Firme Forest: Litterfall, Organic Carbon and Total Nitrogen Content of Litter. Amazoniana, 1(4): 287-302 KRAMER, P. J.; KOLZLOWSKI, T. T. Fisiologia das árvores. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1960 745 p. KRASIL'NIKOV, N. A. Soil microorganisms and higher plants. Moscow: Academy of Sciences of the USSR, Institute of Microbiology, 1958 474 p. LAMPRECHT, H. Silvicultura nos trópicos. Rossdorf: TZ-Verl.-Ges., 1990 343 p. LIMA, W. P. O reflorestamento com eucalipto e seus impactos ambientais. São Paulo: ARTPRESS, 1987 114 p. LIMA, W. P. Impacto ambiental do Eucalipto - 2. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996 301 p.

MARTINO, D. L.; BENNARDJI, Z.; FOSSATI, A.; PAGLIANO, D.; VAN HOFF, E. La forestacion com Eucaliptos en Uruguai: su impacto sobre los recursos naturales y el ambiente. Série Técnica n.88. Montevideo: Unidad de Difusión e Información del INIA, 1997 24 p. MOLCHANOV, A. A. Hidrologia florestal. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1963 419 p. MOURA, V. Natureza violentada: flora e fauna agredidas. Porto Alegre: Agropecuária, 1979 239 p. OLIVEIRA, J. B.; JACOMINE. P. K. T.; CAMARGO, M. N. Classes gerais de solos do Brasil: Guia auxiliar para seu reconhecimento. Jaboticabal: FUNEP, 1992 201 p. PETROBRAS. Projeto preservação do solo. 1986 POGGIANI, F. Ciclagem de nutrientes em ecossistemas de plantações florestais de Eucalyptus e Pinus. Implicações silviculturais, Piracicaba, ESALQ. 1985 211p. (Tese de Livre-Docente) PRADO, H. Manual de classsificação dos solos do Brasil. Jaboticabal: FUNEP, 1993 218 p. PRIMAVESI, A. Manejo ecológico do solo: a agricultura em regiões tropicais. São Paulo: Nobel, 1979 549 p. PRITCHETT, W. L. Suelos forestales: propriedades, conservación y mejoramiento. México: Limus S. A. 1990 634 p. RIO GRANDE DO SUL. Manual de conservação do solo. Porto Alegre: Secretaria de Agricultura, 1985 287 p. ROCHA, J. S. M. Manual de projetos ambientais. Santa Maria: Imprensa Universitária, 1997 423 p. SCHEFFER, F. & SCHACHTSCHABEL, P. Lehrbuch der Bodenkunde. 12 ed. Germany. Ferdinand Enke Verlag. 1992. 491p SCHUMACHER, M. V.; HOPPE, J. M. A complexidade dos ecossistemas. Porto Alegre: Pallotti, 1997 50 p. SCHUMACHER, M. V.; HOPPE, J. M. A floresta e a água. Porto Alegre: Pallotti, 1998 70 p. SCHUMACHER, M. V. Nährstoffkreislauf in verschiedenen Beständen Von Eucalyptus saligna (Smith), Eucalyptus dunnii (Maiden) und Eucalyptus globulus (Labillardière) in Rio Grande do Sul, Brasilien. Viena, Austria, 1995 167p. (Tese de Doutorado) SOUTO, J. J. P. Deserto, uma ameaça? Estudo dos núcleos de desertificação na fronteira sudoeste do RS. Porto Alegre: DRNR Diretoria Geral, Secretaria da Agricultura, 1984 172 p. TAYLOR, C. J. Introdução à silvicultura tropical. São Paulo: Editora Edgar Blucher LTDA, 1969 200 p. TOPP, W. Biologie der bodenorganismen. Heidelberg: Quelle und Meyer, 1981 224 p. TURNER, J. & LAMBERT, M. J. Nutrient cycling within a 27-year-old Eucalyptus grandis plantation in New South Wales. Forest Ecol. and Manag. 6: 155-168p. 1983. VIEIRA, L. S. Manual da ciência do solo. São Paulo: Ed. Agronômica Ceres, 1975 464 p.

Fonte: www.scrib.com

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ


14 de Abril

Café é coisa brasileira. Determinou grandes momentos da nossa história, ditou políticas e comportamentos, é da nossa cultura. Nós não temos o hábito do chá das cinco, como os ingleses, mas é só chegar uma visita em casa, que corremos para fazer um café fresquinho, "passado na hora".

Durante muito tempo o nosso simpático cafezinho ficou sem prestígio. Sua imagem foi associada a idéias negativas, como estresse e distúrbios do sono.

Alguns estudos, aliados a programas de controle de qualidade do café consumido no Brasil, conseguiram mudar este quadro. O produto reconquistou o respeito da população. Revigorado, com novo marketing, ganhou novas versões para atingir consumidores mais exigentes: agora, você pode escolher se seu café é descafeinado, ou orgânico, ou liofilizado; granulado, solúvel, torrado e moído, torrado em grão; café

História do café

A história do café é marcada por interessantes acasos e coincidências.

Sua origem é estimada em cerca de mil anos e está associada aos árabes, que primeiro cultivaram a fruta. A região de Kafa, no Oriente Médio, parece ser o berço do café, tendo inclusive emprestado seu nome à bebida.

Mas interessante mesmo são os primeiros registros acerca do café, nos quais podemos perceber como a observação dos animais inspira nosso cotidiano.

Tudo começou na Etiópia, quando um pastor percebeu que suas cabritas gostavam de comer certo fruto pequenino, vermelho e arredondado. Estas mesmas cabritas se mostravam mais espertas e resistentes depois de comê-lo.

Quando o pastor resolveu experimentar as frutas (esmagou-as com manteiga e fez uma pasta), conheceu os efeitos estimulantes do café. A versão bebida, porém, vem dos árabes.

Isto foi no século XV. Com o passar do tempo, o café seria não só saboreado, como estudado em seus efeitos estimulantes e revigorantes.

Através do comércio dos árabes com os europeus, o consumo do café foi se ampliando e, com as grandes navegações, chegou às Américas Central e do Sul.

Do cafezal à nossa mesa

O futuro do café é ser reduzido a pó. Nada mau para uma bebida tão apreciada! Desde seus tempos de frutinha vermelha, com aspecto de cereja, até ser torrado, moído e bebido, o café passa por várias peripécias.

Para ser um bom café, primeiro é necessário um bom clima: temperado. O relevo, se for montanhoso, é mais propício. Depois de plantado, esperam-se dois ou três anos para que o pé de café dê os frutos, que são colhidos geralmente nos meses de abril a junho.
A maneira de colher varia: há a colheita mecânica, também chamada colheita forçada, ou a manual, que pode ser do tipo derriça, com pano (catado), ou por varrição.

Então, os grãos são secos. Se a produção é pequena, isto pode ser feito em terreiro. Para grandes quantidades, utiliza-se um secador.

A próxima etapa é a retirada de cascas e impurezas. Depois, o café cru é classificado de acordo com o tipo de peneiras por onde passa. Depois desta classificação, o café é comercializado em sacas de 60 quilos.

O café que compramos costuma ser uma mistura de grãos, chamada de blend, que resulta no sabor que cada produto oferece. Feito o blend, ele é torrado a mais de 250oC. De acordo com a intensidade da torra, os grãos ganham aparência clara, média ou escura; perdem 20% do peso e dobram de tamanho.

A próxima etapa é a moagem, para então o café ser empacotado e levado ao consumidor.

O que é que o café tem

A composição química do café inclui, além da famosa cafeína, outras substâncias cujos efeitos foram temas de inúmeras pesquisas.

Você já ouviu falar das lactonas? Pois é, todo mundo fala do efeito estimulante da cafeína, mas, na composição do café, as lactonas possuem um efeito estimulante sobre o sistema nervoso central que é tão ou mais significativo do que o da cafeína.

Outros componentes são a celulose, que estimula os intestinos; os minerais, importantes para o metabolismo; os açúcares e o tanino, que contribuem para o sabor; e os lipídeos, que dão aquele aroma especial.

Bom para a cabeça

Segundo o professor Darcy Roberto de Lima, que escreveu vários estudos sobe o café, quatro xícaras da bebida por dia, regularmente, podem aumentar a capacidade de atenção, concentração e de formação de memória em adultos e crianças. Além disso, tomar café diminui a incidência de apatia, desânimo e depressão.

Já o uso sem regularidade aumentaria a atenção apenas por um determinado período. Por isto, o professor recomenda um uso diário e moderado - bem mais eficiente do que uma eventual superdose, típica das vésperas de prova!

Para desfrutar dos efeitos benéficos para o aprendizado, recomenda-se beber o café pela manhã, na primeira hora após acordar. Com leite, os efeitos são os mesmos; o valor nutritivo é que aumenta. Por isto, café com leite é uma boa opção para crianças e adolescentes.

Ainda de acordo com o professor, o café atuaria sobre as áreas do cérebro que induzem ao desejo de superação, fazendo com que o humor fique mais bem equilibrado e evitando os sentimentos de depressão e de necessidade de consumir estimulantes. Por isso, ele assegura que jovens com o perfil de potenciais consumidores de drogas (problemáticos e agressivos) podem se beneficiar dos efeitos preventivos do café em relação aos tóxicos.

Na dose certaTudo bem, você achou ótimos os efeitos do café e tudo mais que você pode fazer com ele (já descobriu as receitas?). Mas não abuse: veja as doses máximas diárias recomendadas para cada idade.

De 6 a 10 anos: 3 xícaras por dia.
De 10 a 20 anos: 6 xícaras por dia.
De 20 a 60 anos: 9 xícaras por dia.
Acima de 60 anos: 6 xícaras por dia.

Dicas e curiosidade

Para preparar seu cafezinho, não se esqueça destas dicas quentes:

Evite a água da torneira para o preparo do café. O excesso de cloro na água pode alterar o sabor, por isto prefira água filtrada ou mineral;

O pó não deve ser reaproveitado.

Não recircule a bebida, isto a deixa amarga.

Quando for utilizar pela primeira vez um coador de pano, ferva-o em água misturada com café, para tirar o cheiro do tecido.

Consuma o café logo que for feito, pois ele começa a perder suas características 15 minutos depois de pronto. Se não vai beber muito, faça um pouquinho de cada vez.

Antes de servir o café, agite-o levemente para uniformizar a mistura.

O café já ficou pronto? Agora veja para que mais serve o pó e a borra de café!

Para clarear e limpar a pia e o chão de cozinha, utilize a borra do café.

O pó de café, colocado num copinho dentro da geladeira, ajuda a eliminar os maus cheiros;

Um bom adubo: borra do café em vasos de flores e plantas;

Lendas do café

Café forteDizem que o café foi criado pelo arcanjo Gabriel, que quis oferecer ao profeta Maomé uma bebida que o revigorasse. Parece que o efeito foi bom mesmo: Maomé bebeu o café e tornou-se capaz de derrubar quarenta cavaleiros e conquistar quarenta mulheres. A lenda só não diz quanto o profeta teve que beber para conseguir a façanha!

Café santo

Quando o café chegou à Itália, no século XVII, foi boicotado por alguns cristãos fanáticos, que achavam que o produto era uma "invenção de Satanás". Só que, quando o Papa experimentou, gostou tanto que resolveu abençoar o café para vencer Satanás - e tornar o café a bebida cristã.

Café com música

Na Alemanha, o café era servido com música. O casamento das duas paixões alemãs é a "Cantata ao Café", composta por Johann Sebastian Bach para ser tocada nos estabelecimentos onde a bebida era servida - as Kaffehaus.

Café misterioso

Os turcos conheciam bem o café e foram um dos povos a levá-lo à Europa. Ocuparam Viena, mas tiveram que abandonar a cidade quando chegaram as tropas libertadoras. Foi o maior alvoroço e, na pressa, deixaram várias sacas de um produto misterioso. O que seria? Um homem que já havia vivido no Oriente reconheceu ali o café e aproveitou para vendê-lo, com açúcar e chantilly. Este é o famoso café vienense.

Café brasileiro

O café chegou ao Brasil no século XVIII, envolto em lendas e romance. A fruta, que já era plantada na Guiana Francesa, estava proibida aos portugueses. O sargento-mór Francisco de Melo Palheta foi designado para trazê-la e, conta-se, só teria conseguido porque a esposa do governador da Guiana, apaixonada por Palheta, o teria presenteado com sementes do "ouro negro". Não se pode ter certeza sobre a paixão da primeira-dama, mas seu papel foi fundamental no contrabando das sementes proibidas.

Café brasileiro II

O café foi o produto que veio a substituir a exploração do ouro e da cana-de-açúcar na era pós colonial, acompanhando assim o desenrolar da economia da época. Espalhou-se pela Região Sudeste, em que o clima era bastante propício, e por conta disto surgiram e se desenvolveram importantes cidades. Junto com o desenvolvimento, porém, trouxe o desmatamento. Nossa Mata Atlântica foi dizimada. A Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, é a maior floresta urbana do mundo, mas não sobraria muita coisa para contar a história se não fosse pelo processo de reflorestamento, que recuperou a mata devastada pelas plantações.

Receitas selecionadas

Café com suco de laranjaIngredientes

500 ml de suco de laranja

10 cubos de gelo de café (pequenos)

3 colheres de sopa de creme de leite

3 colheres de sopa de açúcar

enfeites

Modo de preparo

Bata no liquidificador, decore com enfeites e sirva na hora.

Creme de caféIngredientes

4 colheres (de sopa) de manteiga

1 xícara de açúcar fino

1 xícara de café forte

1 colher (de café) de baunilha

Modo de preparo

Derreta em uma panela a manteiga e junte, aos poucos, o açúcar. Em seguida, adicione o café até ficar cremoso. Coloque a baunilha e mexa bem.

Você pode usar esse creme para rechear ou cobrir um bolo.

Frapê de café

Ingredientes2 xícaras de café forte frio

2 xícaras de sorvete de creme

Modo de preparo

Coloque os copos para o frapê na geladeira antes de começar a prepará-lo.

Bata o sorvete com o café no liquidificador, em alta velocidade, até que fique espumoso. Se desejar, adicione açúcar a gosto. Sirva nos copinhos geladinhos.

Café vienense

Ingredientes

4 pedacinhos de chocolate meio amargo

Açúcar a gosto

4 colheres (sopa) de creme de leite

4 xícaras de café bem forte

Chantilly, canela, cacau ou raspa de laranja a gosto

Modo de preparo

Derreta o chocolate, o açúcar e o creme em fogo brando. Junte o café e leve ao fogo sem deixar ferver. Coloque em xícaras grandes. Guarneça com chantilly e, sobre ele, coloque a canela, o cacau em pó ou a raspa de laranja, em pequena quantidade.

Salada de Frango com Café

Ingredientes

1 1/4 kg de peito de frango

30ml de café preparado forte

150ml de creme de leite fresco

30g de açúcar mascavo

100ml de maionese

175g de nozes descascadas

6 talos de aipo cortados em cubos de 2,5cm

sal e pimenta moída a gosto

Modo de preparo

Corte os pedaços do frango em pequenos cubos e disponha-os em uma única camada, em um prato refratário. Numa tigela, misture o creme de leite, o café e o açúcar mascavo. Derrame tudo sobre o frango e leve ao forno a 180º C, por 25 a 30 minutos. Retire do forno e espere esfriar. Transfira para um outro prato e incorpore maionese, o aipo, as nozes, o sal e pimenta. Misture bem e leve à geladeira, por 4 horas. Na hora de servir, verifique o sal e a pimenta.

Rende aproximadamente 5 porções.

Batatas gratinadas com café

Ingredientes

1 kg de batatas cozidas
100g de mussarela cortada em cubinhos
100g de presunto cortado em cubinhos
1 cebola picada
1 tomate picado
1 peito de frango cozido e cortado em cubinhos ou desfiado
1 lata de creme de leite
1/3 xícara de café preparado forte
150g de queijo ralado, sal, orégano, cheiro-verde a gosto
1/2 lata de milho verde

Modo de preparo

Coloque em um refratário uma camada de batata e em outro misture o queijo, o presunto, o frango, a cebola, o tomate e os temperos. Em uma vasilha misture o café, o queijo e o creme de leite. Faça camadas alternadas com a batata, o queijo e por último o creme de leite. Leve ao fogo para gratinar.

Rende aproximadamente 20 porções.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

terça-feira, 13 de abril de 2010

DIA DO BEIJO


13 de Abril

Dia 13 de abril é o Dia do Beijo e para comemorar a data nada melhor do que distribuir beijos para as pessoas que você gosta ou encher uma pessoa especial de beijinhos.

Há beijos fingidos ou frios, ardentes, por obrigação ou superdesejados. Existem os aderentes, provocantes, sonoros, secos e molhados. Existem, enfim, milhares de formas de beijar e neste assunto sempre haverá o que aprender.

Os beijos são a primeira estratégia de sedução. Depois de muitos olhares e palavras, o beijo é o primeiro passo para o contato físico. Por isso é superimportante que você saiba dar beijos adequados para cada momento e, também, saiba bem como beijar.
O beijo

É a forma mais simples de demonstrar de carinho, afeto, amor, amizade.

Movimenta 29 músculos, sendo que 17 músculos são da língua.

Queima o excesso de calorias.

Libera um hormônio chamado serotonina, que eleva o humor e produz uma sensação de bem-estar e felicidade.

Em uma época que é prática comum entre os beijoqueiros de carteirinha beijar primeiro e conhecer o dono da boca depois ou mesmo competir com amigos para ver quem beija mais em uma balada, quem tem o privilégio de ver o mundo desaparecer durante alguns segundos, sabe valorizar um bom beijo.

Um beijo nunca é igual ao outro. Nem mesmo beijando a mesma pessoa. O beijo bom vem da prática e da intimidade. Não há regras e mesmo que elas existissem, ninguém se lembraria na hora H.

Tipos de Beijos

O doce
O derretedor
O apaixonado
fingidos ou frios
ardentes
por obrigação
superdesejados
aderentes
provocantes
sonoros
secos
molhados
De língua,
Selinho
No rosto
Roubado
De amor
De irmão
De amigo
De pai
De mãe

Vale qualquer tipo de beijo para comemorar: de língua, selinho, no rosto, roubado, de amor. Beijo de irmão, de amigo, de pai e de mãe. História do beijo

Não se sabe quem instituiu o Dia do Beijo e nem ao certo quando o beijo surgiu. Há quem diga que foi no ano 500 antes de Cristo, na Índia. Já Charles Darwin acreditava que o beijo era uma evolução das mordidas que os macacos davam no parceiro nos ritos pré-sexuais.

Há também quem diga que o beijo surgiu das lambidas que os homens das cavernas davam em seus companheiros em busca de sal. Ou ainda uma variante de um gesto de carinho das mulheres das cavernas que mastigavam o alimento e o colocavam na boca de seus filhos pequenos.

Existem, enfim, milhares de formas de beijar e neste assunto sempre haverá o que aprender.

Os beijos são a primeira estratégia de sedução. Depois de muitos olhares e palavras, o beijo é o primeiro passo para o contato físico. Por isso é superimportante que você saiba dar beijos adequados para cada momento e, também, saiba bem como beijar.

15 coisas para FAZER ao beijar
1. Suavidade, sempre: mova seus lábios suavemente. É a melhor forma de quebrar o gelo

2. Suavidade, de novo: trate de seguir o ritmo da outra pessoa se é suave, ou impor o seu, se não está confortável, mas evite afobação

3. Não à mesmice: mude os movimentos da boca e da língua para descobrir sensações novas.

4. Boca limpa: escove sempre muito bem os dentes. Nada pior do que dentes sujos ou com tártaro.

5. O ambiente também importa: se você estiver planejando o primeiro beijo com aquela pessoa especial, escolha um momento romântico e um lugar legal. Os beijos sempre ficam melhores quando o resto ajuda.

6. Mantenha a expectativa: se beijar é bom, manter o interesse da outra pessoa é ainda melhor. Não fique beijando o tempo inteiro... saiba a hora de parar um pouco, conversar e dar um tempinho antes de começar de novo.

7. Diminua o ritmo na hora certa: antes de parar o beijo, dê uma esfriada nele. Não é muito legal deixar a outra pessoa na vontade...

8. Perfume, sim: um cheirinho agradável no pescoço sempre é legal. Mas cuidado para não exagerar...

9. Abrace e acaricie: ao beijar alguém, você não tem que parar de fazer tudo. Use as mãos para fazer carícias e abraçar a outra pessoa. Cafunés são fundamentais...

10 Relaxe!: a melhor forma de dar um bom beijo é disfrutá-lo e o sentir. Ou seja, não adianta ficar tremendo na hora H.

11. Escolha bem a pessoa: beijar por beijar nem sempre é legal. Escolha bem a pessoa, a ocasião... escolhas erradas sempre dão resultados ruins.

12. Use os dentes: umas mordidinhas nos lábios são bastante excitantes para a maioria das pessoas. Vá com calma, mas não deixe de experimentar.

13. Feche os olhos: assim você poderá se concentrar no que está fazendo. Fora que é muito desagradável beijar alguém que está sempre de olhos abertos... parece que está procurando outra pessoa mais interessante para beijar, não?

14. Sorria depois: mostre à outra pessoa que você gostou do beijo. Se você ficar com uma atitude séria, vai parecer que o beijo foi horrível.

15. Dê um selinho ao parar: quase todo mundo gosta. Depois de dar aquele beijo de parar o trânsito, ao terminar, volte e dê só um selinho. Isso deixa a outra pessoa com vontade de beijar mais...

Fonte: www.ufg.gov.br

Há beijos fingidos ou frios, ardentes, por obrigação ou superdesejados. Existem os aderentes, provocantes, sonoros, secos e molhados. Existem, enfim, milhares de formas de beijar e neste assunto sempre haverá o que aprender.

Os beijos são a primeira estratégia de sedução. Depois de muitos olhares e palavras, o beijo é o primeiro passo para o contato físico. Por isso é superimportante que você saiba dar beijos adequados para cada momento e, também, saiba bem como beijar.

Confira todas as dicas e os tipos de beijo e se prepare para sair beijando por aí. Mas, claro, só pessoas que valham a pena, né?

16 tipos de beijo ... escolha o seu



Beijo comprido esquerdo

Usual na Índia. Segue carinhosamente o canto da boca. É um bom beijo de entrada para quase todos os beijos.

Beijo Rodin

É o mais perfeito de todos. Nele existe pureza, ternura, sensualidade, proteção e ambos os amantes desejavam o beijo.

Frontal com ponta

A ponta da língua faz movimentos para cima e para baixo lentamente, podendo tocar as gengivas.

Inferior com mordida superior que desliza

Vem da Índia. Uma boca beija o lábio superior, enquanto a outra morde levemente o inferior. Uma das modalidades do beijo que os homens japoneses davam nas gueixas. Além de sensual, estimula o fluxo sangüíneo e relaxa. É a seqüência do mesmo beijo, ao estilo japonês, que começa na nuca, segue para o canto da boca até o encontro dos lábios.

Beijo anestesia

Pressionar fortemente a língua na gengiva da outra pessoa. Peça para ela respirar profundamente. O céu da boca ficará anestesiado.

Beijo vampiro

Ela gosta de deixar marcas de suas investidas e, em geral, utiliza os dentes nos lábios e nas regiões em torno da boca.

Selo seco esquerdo

Um selo estalado no canto esquerdo da boca. Pode variar para o selo molhado com ponta, com a introdução da língua.

Beijo direto

Quando os lábios dos dois amantes entram em contato direto. Não expressa paixão intensa, mas afeição num estágio inicial do desejo.

Inclinado xis

Os parceiros inclinam as cabeças para o lado , formando um X. Permite o máximo contato labial e a penetração profunda da língua.

Beijo mamadeira

Um dos parceiros coloca os lábios ao redor da boca e começa a sugá-los para dentro da boca, como um bebê tomando mamadeira.

Branca de Neve

Beijo doce e clássico, que pode e deve ser dado a qualquer momento.

Beijo inferior invertido

Beijo dado de cabeça para baixo, pressionando os lábios no lábio inferior da boca.

Beijo no queixo

Comum na Índia. Pode vir acompanhado de uma mordida leve, considerada extremamente sensual.

Invertido com língua profunda

Aqui a diferente textura da língua, já que ambas estarão se tocando com a parte superior dela, proporciona a novidade.
O Beijo

Pra aprender a beijar bem
É preciso paciência
Boca linda e gostosa
Isso (só) pouca gente tem.
Já beijei o feio e o torto
Família, gente postiça
Diletos e (até) afilhados -
Não consigo é beijar morto.
Pra vocês pela internet
No dia de beijação
Beijocas e mais bicotas
Virtuais, mas não/sem esquete.

Fonte: www.velhosamigos.com.br

Confira oito dicas para melhorar o seu jeito de beijar

Suave, apaixonado, selvagem ou tateante, aproveite que o Brasil tem um dia especial para esse carinho e vá atrás do seu

Considerado o mais completo livro sobre posições sexuais de todos os tempos, o Kama Sutra tem um capítulo inteiro dedicado ao beijo. O indiano Vatsyayana, que escreveu esse manual do sexo no século 4, descreveu diversas formas de inovar na hora de colar boca na boca.

O beijo pode ser do tipo moderado, contraído, pressionado, nominal, emotivo, tateante, suave, direto, inclinado, voltado ou apertado. Tem também um tal de “beijo colante”, que só pode ser dado em homem sem bigode!

Um beijo pode alterar de maneira dramática o resultado do sábado à noite. Uma pesquisa com 1 041 estudantes universitários feita pelo Instituto Gallup na UENY em Albany mostrou que 59% dos homens e 66% das mulheres relataram pelo menos uma vez terem achado alguém atraente e depois do primeiro beijo terem descoberto que não estavam mais interessados.


Relaxe e aproveite, não encane se a outra pessoa está curtindo

“O beijo implica, ao mesmo tempo, acesso ao corpo do outro e uma entrega talvez maior do que a da transa”, avalia o psicanalista e escritor Contardo Calligaris. “Nele, o amor está quase sempre misturado.” Tanto que, quando o desgaste contamina um relacionamento, o contato labial vai ficando cada vez mais diplomático, até chegar a um selinho, no máximo.

“A partir do momento em que não há mais vontade de dar beijo de língua, a relação sexual também fica comprometida”, afirma Carmita Abdo. “O beijo não mexe só com o corpo da pessoa, mas também interfere no seu estado psicológico.”

A regra básica é: se está gostoso é porque deve estar certo.

Mas algumas dicas não fazem mal a ninguém, então:

1. Devagar

Para começar, nada de atacar os lábios alheios apressadamente. O primeiro passo pede calma e suavidade. Depois de colar os lábios com cuidado, o beijo segue e encontra seu ritmo.

2. Sintonia

Fique de olho no ritmo do gato. Não é legal você querer mandar no beijo o tempo todo. Deixe-se levar por ele um pouco e depois “proponha” desacelerar ou acelerar conforme for sua vontade.

3. Inove

Que tal dar um movimento ao beijo? Nada de pescoço duro o tempo todo. Procure inovar com outras posições que também sejam confortáveis para vocês. Experimente dar vários beijinhos rápidos e mordidinhas leves. Para deixar o beijo inesquecível, invista em carinhos nos cabelos, na nuca e nos braços do gato. Ou ainda agarre-o pelos ombros.

4. Pare aos poucos

Beijar é bom demais, mas uma hora você vai ter que parar. Antes de dar o stop, diminua o ritmo. Assim, ele vai entender que você está dando uma pausa e não vai deixá-lo na vontade.

5. Feche os olhos

Beijar de olhos abertos faz parecer que você está prestando atenção em outra coisa. Ou, pior, em outra pessoa. Que chato! Feche os olhos e dê uma bela viajada enquanto beija.

6. Provoque um bis

Depois de dar aquele beijo de parar o trânsito, dê só um selinho. Essa tática é ótima para deixar o gato com gostinho de quero mais.

7. Sorria

Mostrar que você gostou do beijo dele melhora tudo. Então, sorria! Isso vai dar a entender que você curtiu e quer mais. Se ficar com a cara amarrada, ele vai achar que é melhor cair fora.

8. Boca limpa

Depois de todas essas dicas, você só tem uma coisa a fazer. Manter sua boca limpa e com bom hálito. Escove bem os dentes, sempre. Isso faz uma diferença!

Fonte: www.abril.com.br
Beijos apaixonados, beijos demorados, beijos molhados, beijo de língua... Nada mais saboroso do que um beijo. E hoje, Dia do beijo, há mais um motivo para se beijar. Não se sabe, contudo, quem instituiu a data, mais do que bem-vinda. Há quem identifique a sua origem há 500 anos antes de Cristo na Índia.

Seja como for, o ato de beijar movimenta 29 músculos, sendo que 17 são da língua.

A junção de lábios pode resultar na queima de 3 a 12 calorias, pois as pulsações cardíacas variam entre 70 a 140 por minuto. Em alguns casos, chegam a 150. Tudo vai depender de quanto você estiver apaixonado.
Como se não bastasse, o beijo estimula ainda a produção de um hormônio, a serotonina, que melhora o humor e produz uma sensação indescritível de bem-estar e contentamento. Muitos são os tipos de beijo, mas, para comemorar a data, vale qualquer um. O beijo de amigo, de irmão, o do pai , do filho e o da mãe.

O naturalista Charles Darwin elaborou a teoria de que o beijo da evolução das mordidas que os macacos davam no parceiro nos ritos pré-sexuais. Uma outra vertentede pesquisadores acredita que o o homem pré-histórico tinha da lamber seus companheiros à procura do sal.

O primeiro beijo de um casal pode determinar o sucesso da relação no futuro, segundo indica uma pesquisa sobre o ato de beijar realizada por pesquisadores da Universidade de Nova York.

No estudo, que analisou reações e percepções de 1.041 pessoas sobre o beijo, 59% dos homens e 66% das mulheres disseram já ter descoberto, após o primeiro beijo , não estarem mais interessados em alguém por quem se sentiam atraídos anteriormente.

Mais nem sempre tudo é perfeito, o beijo é uma forma "perfeita" para partilhar bactérias e vírus. Por exemplo, o vírus da hepatite , que pode levar a morte, pode ser passado através do beijo ou escova de dente usadas, diz um estudo publicado nos EUA.

Fonte: vlj.spaceblog.com.br
Hoje é dia do beijo. Mais uma daquelas datas que existem no calendário sem ser feriado e que deveriam ser lembradas pelas pessoas, pra que todos possam usar como pretexto pra sair por aí beijando as pessoas.

Afinal, tem coisa melhor que o beijo?

Um beijo pode fazer o dia de uma pessoa muito melhor.
Tem gente que passa uma semana inteira só por causa de um beijo.
E um beijo pode acabar ou começar uma guerra, fácil, fácil.

E neste momento, um desafio.
Beije a primeira pessoa que está ao seu lado.

Fora isso, algumas curiosidades inúteis sobre o beijo.

Pra quem ainda não percebeu o beijo combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato.
O Kama Sutra registra trinta tipos de beijos, sendo um deles o beijo com dois dedos, quando um dos parceiros fecha dois dedos e faz uma pressão sobre a boca da(o) parceira(o).

Machado de Assis disse:"A melhor definição do amor não vale um beijo".

Já Carlos Drummond de Andrade disse:

"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar".
Carlos Drummond de Andrade
A cada beijo o casal troca, em média, 9 mg de água, 0,7 g de albumina, 0,18 g de substâncias orgânicas, 0,711 mg de gorduras e 0,45 mg de sais. Além dos resíduos da boca da(o) parceira(o) ficarem na boca por três dias e 250 vírus e bactérias poderem ser compartilhados entre ambos.

Pra quem tem preguiça de academia saiba que o beijo pode emagrecer, um beijo intenso de um minuto pode gastar 26 calorias. Em dez minutos queima-se o equivalente a 500 ml de cerveja (bom pra evitar barriga de chope)

Nada menos do que 29 músculos faciais fazem hora extra por causa de um simples beijinho.

De acordo com uma pesquisa feita por médicos e psicólogos alemães, que este que vos bloga encontrou em qualquer lugar na internet(ou seja, pode ser um dado inventado por alguém), as pessoas que beijam faltam menos ao trabalho por motivo de doenças. Além de ganhar maiores salários e viver mais que os que não beijam.

Outra estatística suspeita, essa americana, aponta que uma mulher beije em média 80 homens antes de casar.

Enquanto beijam o ser humano produz em média substâncias 200 vezes mais poderosas que a morfina.

A banda carioca Moptop tem uma música chamada Beijo de Filme, com este refrão:

"Escolha bem
Aiii
Procure achar
Se é que existe
Alguém que realmente te agüente
Capaz de realmente te amar
De te amar"

O The Sun fez uma lista com os melhores beijos de todos os tempos. O primeiro lugar ficou com o casal Rachel McAdams e Ryan Gosling em “Diário de Uma Paixão”. Em segundo lugar Tobey Maguire e Kirsten Dunst, em “Homem-Aranha” e em terceiro não aconteceu no cinema, mas entrou na lista, e foi entre David Schwimmer e Jennifer Aniston no seriado “Friends”.

Os franceses dizem que dar um beijo no Reveillón significa felicidade para todo o ano.

O primeiro beijo da TV brasileira aconteceu entre Walter Forster e Vida Alves, na novela Sua Vida Me Pertence, exibida em 1951.

Já em 1983 passava uma novela chamada Pão, Pão, Beijo, Beijo.

De acordo com os astrólogos cada signo beija de um jeito. Assim as pessoas de libra conduzem a pessoa amada para um lindo cenário, com carícias e tals, ou seja, algo bem romântico. Enquanto os do signo de escorpião fazem do beijo uma extensão do sexo, com um beijo erótico, que faz as pessoas pensarem nas cenas mais loucas e ardentes.

Fonte: mtv.uol.com.br

Quem disse que "um beijo é só um beijo" certamente não foi beijado com um daqueles de tirar o fôlego. Um beijo pode ser sexy, doce, lento, rápido, suave, simples, quente. O vocabulário é pouco para dizer tudo o que os lábios podem transmitir.

O beijo por si só é uma arte e o Kama Sutra reconhece seu poder para expressar sentimentos, emoções e paixões. Por isso, no livro há descrição com detalhes dos beijos e ocasiões em que cada um dos tipos de beijo devem ser usados.

O ato de beijar combina três sentidos: o paladar, o tato e o olfato. Se cada sentido, separadamente, é capaz de produzir uma forte reação emocional, os três juntos podem transportar a pessoa para o "sétimo céu".

Os beijos podem ir desde um contato fugaz, como um atrito inesperado, até uma fusão de dois corpos por meio dos lábios. Nos dois extremos, existem numerosas variações, ainda que muitas pessoas descuidem desta habilidade que, como todas, está sujeita às leis de aprendizagem: constância, criatividade e paciência.
Segundo o Kama Sutra, os 30 tipos de beijos são:

1. Beijo de lado

Quando as cabeças das duas pessoas se inclinam em direções opostas e o beijo é produzido nessa postura.

Essa é uma das formas mais comuns de se beijar e a preferida dos filmes. As cabeças inclinadas permitem um melhor contato dos lábios e uma penetração profunda da língua. É um modo excelente de começar um encontro amoroso apaixonado e também um modo de estimular a paixão entre o casal.

2. Beijo inclinado

Quando um dos dois coloca a cabeça para trás e a outra pessoa, que a segura pelo queixo, a beija. A doçura e o afeto são as emoções principais que são transmitidas com esse beijo. Um beijo desse tipo é apropriado para as preliminares, quando se prefere fazer sexo com lentidão e de frente.

3. Beijo direto

Quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam como se fossem uma fruta madura. É um tipo de beijo em que o importante é que além de serem chupados, os lábios sejam mordiscados e levemente acariciados com a língua. É um beijo tranqüilo e demorado, que pode expressar uma forte paixão e que excita muitas pessoas mais do que o beijo de língua.

4. Beijo pressão

Os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. É um beijo para iniciar a relação ou para terminá-la, não convém mantê-lo por muito tempo. Os dentes se cravam na parte interior dos lábios e pode sair sangue.

5. Beijo superior

Quando um dos dois pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o "carinho" beijando-lhe o lábio inferior. Na descrição deste beijo fala-se que uma pessoa do casal deve tomar a iniciativa e o outro se limita a correspondê-la. Uma possível razão para isso é que o Kama Sutra foi escrito para homens ativos e mulheres passivas. Mas, nos casais atuais, cada um deve ser o mais criativo possível e deixar que a imaginação se expresse como ela é, e não se limite a responder a iniciativa do outro.

6. Beijo broche
Quando um dos dois se prende aos lábios de seu amante, isso é chamado de beijo broche. E se o que realiza o beijo toca seus dentes, a gengiva ou o céu da boca com a língua, esse beijo chama-se "luta de língua".

7. Beijo palpitante

Quando um dos dois deposita sobre os lábios milhares de beijos bem pequenos percorrendo toda a boca e as comissuras (junção dos lábios).

8. Beijo contato

Quando se toca ligeiramente com a língua a boca do outro e faz apenas contato com os lábios.

9. Beijo para acender a chama

É o beijo na comissura (junção) dos lábios que costuma ser dado no meio da noite para incendiar a paixão.

10. Beijo para distrair

O beijo ideal para quando vocês estiverem assistindo a algo na televisão e a pessoa quer chamar a atenção do parceiro com seus beijos. Para começar, lembre-se de que nem todos os beijos precisam ser na boca. Segundo o Kama Sutra, outros lugares recomendados para iniciar a "batalha" são: a testa, os olhos, as bochechas, o peito, os seios, a zona abaixo da boca, a cabeça, a nuca e o pescoço junto com a clavícula.

11. Beijo nominal

Quando um dos dois se limita a tocar a boca do outro, depois de beijá-la, com os dedos.

12. Beijo com os cílios

Quando se percorre os lábios ou o rosto do outro e se acariciam os cílios com beijos.

13. Beijo com um dedo

Quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo.

14. Beijo com dois dedos

Quando o amante fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios da amada e faz uma pressão sobre sua boca.

15. Beijo que desperta

O beijo que se dá nas têmporas, próximo da raiz do cabelo, quando o outro está dormindo, para despertá-lo com suavidade.

16. Beijo que demonstra
Costumam ser dados à noite e em lugares públicos. Um dos dois se aproxima do outro e o beija suavemente na mão ou no pescoço.

17. Beijo da lembrança

É dado quando os amantes estão descansando após a satisfação sexual e um dos dois coloca a cabeça sobre a coxa do outro e deixa-a cair, como se estivesse com sono, beijando-lhe na coxa ou nos dedos do pé.

18. Beijo transferido

Esse beijo ocorre quando o amante, na presença da amada, beija alguém que esteja próximo dele no rosto, ou mesmo alguma foto ou qualquer outra coisa, olhando para ela como se o beijo fosse para a parceira.

19. Beijo choroso

É produzido quando um dos dois sente tanta falta do outro, que na ausência do outro beija seu retrato.

20. Beijo viajante

Ainda que pareça que os beijos sempre costumam se centralizar na boca, colocar os lábios em outras partes do corpo é uma forma de excitação garantida.

21. Beijo no peito

Os beijos mais efetivos nos seios são os que se aplicam primeiro com os lábios, suavemente e com um pouco de saliva. Depois, intensifica-se a pressão e, se a parceira o deseja e gosta desse tipo de beijo, pode-se pegar os seios com os dentes e pressionar ligeiramente. Algumas pessoas preferem sentir um pouco de dor nos seios quando estão prestes a ter um orgasmo.

22. Beijo sem pressa

A chave é prestar total atenção no corpo do outro. Quanto mais controle você tiver e mais se concentrar em acariciar e beijar cada canto do corpo, mais intensa será a sensação de prazer para ambos.

Onde há amor, há dor

Segundo a tradição erótica da Índia, a mordida é um elemento muito importante e o Kama Sutra dá uma boa lista de mordidas com toda riqueza de detalhes.

As mordidas costumam ser dadas em quase todas as partes do corpo e vão desde a mordida brincalhona, mais provocadora que erótica, até o forte apertão com os dentes que costuma ser dado no calor da paixão e faz com que os orgasmos sejam mais duradouros. No entanto, muitos costumam evitar este último tipo de mordida, porque é difícil de controlar e costuma deixar marcas muito evidentes. Também porque durante o orgasmo as mandíbulas podem sofrer um espasmo e fechar com força, o que pode ocasionar feridas.

As mordidas recomendadas pelo Kama Sutra são:

23. Mordida de Javali

O rastro que deixa na pele são como filas indianas, muito próximas umas das outras e com intervalos vermelhos como as pegadas que costumam ser deixadas pelos javalis no barro. É uma mordida que costuma ser feita no ombro.

24. A nuvem quebrada

Consiste em levantamentos desiguais da pele em círculo, produzidos pelos espaços que há entre os dentes. O Kama Sutra especifica que este tipo de mordida deve ser feita no peito.

25. Mordida escondida

É a mordida que só deixa uma intensa marca vermelha e que deve ser dada no lábio inferior.

26. Mordida clássica

Quando se pega com os dentes uma grande quantidade de pele.

27. O ponto

Quando se pega com os dentes uma pequena quantidade de pele de tal maneira que só fique uma marca como um ponto vermelho.

28. A linha dos pontos

Quando essa pequena porção de pele é mordida com todos os dentes e todos eles deixam sua marca. Deve ser dada na testa ou na coxa.

29. O coral e a jóia

É a mordida que resulta da junção dos dentes e dos lábios. Os lábios são o coral e os dentes são a jóia.

30. A linha de jóias

Quando se dá uma mordida com todos os dentes.

Fonte: mulher.terra.com.br
Tipos de Beijos

O que é o beijo?

Uma definição seria algo como uma contração da boca, provocada por uma dilatação do coração. Mas também é uma uma demonstração de afeto, de carinho amor.

E é baseado nisso que surgiu a lista de tipos de beijos:

Beijo Experimental

A mulher deve tapar os olhos do homem e colar a boca em seu lábio superior, realizando com a língua, movimentos rotatórios.

Beijo Francês

Ah, esse todo mundo conhece!!! É o famoso beijo de língua!!! Só que antigamente, só os homens podiam colocar a língua na boca da mulher. Hoje é mais liberado, os dois podem revesar a tarefa.

Beijo de Esquimó

O casal deve permanecer um de frente para o outro, aí esfregam seus narizes, simultameamente da esquerda para a direita.

Beijo de amigos

É o famoso "selinho", é só fazer biquinho e SMACK!!!

Beijo Sangria

De origem hindu, ativa a circulação do sangue e disperta certos pontos sensíveis. É uma delicada chupada nos lábios do parceiro.

Beijo Oceânico

Comum em tribos da África e Oceânia, um cobre o nariz do outro com os lábios ou abocanha literalmente!!!

Beijo Balinês

Neste beijo a mulher encosta os lábios no rosto do homem, sentindo assim sua temperatura. E o homem retribui, encostando seu rosto no dela sentindo assim seu odor.

Beijo Chinês

É o chamado beijo estalado. O homem encosta os lábios e o nariz na bochecha da mulher, aspira seu perfume e estala seus lábios. É um beijo com sonoridade!!!

Beijo Musical

Ou beijinho Hippie, onde os lábios não se tocam, o homem sopra na boca da mulher com cuidado, e ela controla o som abrindo e fechando a boca.

Beijo Giratório

É o beijo que combate a falta de ar que o Beijo Italiano provoca, inclinando a cabeça da direita para a esquerda, dando tempo para respirar, aplica-se o beijo mais ardente que vier na cabeça!!!

Beijo de Beber

Os amantes dão de beber um ao outro usando a boca. É um costume romano e fica mais gostoso se for champanhe ou vinho!!!

Beijo Francês

Se cola os lábios na bochecha do parceiro, e depois faz movimentos giratórios com a língua.

Beijo de Tia ou Beijo de Comadre

As bochechas se tocam e a boca beija o ar.

Beijinho de Borboleta

Encostam - se o olho e a bochecha, e acaricia - se o rosto do parceiro com os cílios.

Beijo de Largatixa

É só dar uma lambida nos olhos de alguém.

Beijo Assoprado

Beije sua mão e assopre para a pessoa em questão.

Beijo de Donzela

Seja educado e romântico beijando a mão de sua amada. As meninas também podem beijar a mão de seu amado.

Fonte: www.belasmensagens.com.br

Um beijo é um momento de alta comunicação e erotismo,beijo de língua ou no queixo não importa qual o tipo de beijo ,desde que seja um bom beijo, alguns casais tem observado que apenas beijos podem levá-los ao orgasmo.

Confira aqui os melhores tipos de beijo e dicas para você arrasar na paquera

Tradicionalmente, conhece-se pelo nome de "beijo francês" ,o chamado beijo de língua. Mas existem outros formatos segundo a ocasião e o jeito praticado.
O beijo inclinado

Quando os parceiros inclinam suas cabeças para se beijar.

O beijo dirigido

Quando uma das pessoas segura a cabeça e queixo da outra pessoa e depois a beija.

O beijo reto

Aquele no qual as cabeças aproximam-se em linha reta ou só um pouco inclinadas.

O beijo do lábio superior

O homem beija o lábio superior da boca da mulher e ela beija o seu lábio inferior.

O beijo de grampo

Quando um dos namorados aperta os lábios do outro com os seus

O beijo que acende o amor

Aquele dado ao outro quando dorme ou acorda, irá levá-lo a paixão

O beijo que distrai

Segundo o Kama Sutra, o beijo que é dado quando o outro está ocupado serve para distrair a mente e para dirigir o amado a pensamento eróticos.

O beijo olfatório

Coloca-se o nariz sobre a superfície do órgão genital do parceiro e inala, supõe-se que seja freqüente no Egito, onde o termo beijar é utilizado para as ações de beijar e cheirar.

Fonte: www.artigonal.com

DIA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO


13 de Abril
A história do Hino Nacional reflete alguns dos momentos mais importantes de nossa História. O hino surgiu no momento em que o Brasil atravessava um período difícil, pois D. Pedro I em razão de seus desmandos autoritários fazia a independência do país oscilar. Assim, ao calor das manifestações civis que comemoravam a abdicação do Rei, forçada pelo clamor dos patriotas, Manuel da Silva refez o hino que criara em 1822 para saudar a emancipação política do País. O hino então se transformou num grito de rebeldia da Pátria livre contra a tutela portuguesa.

O hino nacional foi tocado pela primeira vez em 1831, ele foi tocado por quase um século sem ter oficialmente uma letra. Foram muitas as tentativas de acrescentar um texto à música que não deram certo, pois em sua maioria não possuíam versos bons: alguns eram carregados de ressentimentos e insultavam os portugueses; outros eram cheios de bajulações ao soberano reinante.

Assim, só em 1909 a composição de Francisco Manuel da Silva ganhou a letra de Joaquim Osório Duque Estrada. No ano de 1922, Epitácio Pessoa oficializou a letra como Hino Nacional Brasileiro. Por ter sido originalmente criada para execução em orquestra, a música sofreu adaptações para ser cantada.

Segundo Luís Heitor de Azevedo Correia, o Hino Nacional Brasileiro foi cantado pela primeira vez no cais do Largo do Paço (atual Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro), quando D. Pedro I partiu em 13 de abril de 1831. Ele foi executado em meio a foguetes e muitos vivas entusiasmados da população.

O Hino Nacional Brasileiro é considerado por muitos como um dos mais belos do mundo e causa uma forte comoção nacional quando é executado em grandes ocasiões. Os nossos grandes atletas nos enaltecem e elevam o nome do nosso país quando sobem ao pódio elevando a bandeira brasileira ao coro do nosso hino. O hino brasileiro ajuda a construir uma identidade nacional com a afirmação de nossa nacionalidade e independência.

Fonte: www.ufg.gov.br

Ao se tornar uma República, o Brasil precisava adotar os símbolos da Pátria. O Marechal Deodoro da Fonseca oficializou, então mediante o decreto nº 171, de 20/1/1890, uma música, já existente, composta pelo maestro Francisco Manoel da Silva, como o "Hino nacional brasileiro". No início, era chamado de "Marcha triunfal", mas logo passou a chamar-se "Hino nacional" e a ser executado pelas bandas militares em todas as solenidades ou eventos históricos. Mais tarde, foram-lhe acresentados alguns versos de Ovídio Saraiva de Carvalho, seis dias após a abdicação de D. Pedro I. O povo, porém, não adotou a letra e cantava o hino com versos próprios. Havia diversas versões, todas relacionadas à monarquia.

Logo após a proclamação da República, o governo fez um concurso público para a escolha da letra definitiva do "Hino nacional brasileiro". O vencedor foi o poeta Joaquim Osório Duque Estrada integrante da Academia Brasileira de Letras. Seu poema correspondia ao ritmo da música e continha ideais próprios do novo período republicano.

O "Hino nacional brasileiro" oficializado, então, com letras e músicas, pelo decreto no 15.671, de 6/9/1922.

A lei nº 5.700, de 1º/9/1971, estabeleceu o andamento do hino, a tonalidade para a execução instrumental (si Bemol) e o canto em uníssono, entre outros regulamentos (artigos 24 e 25).

Fonte: www.paulinas.org.br

Hino: substantivo masculino. Entre os Antigos, canto ou poema à glória dos deuses ou dos heróis. Muitas vezes associado a um ritual religioso. Hino nacional, canto patriótico associado a cerimónias públicas.

Se a Bandeira Nacional é um símbolo visível, o Hino Nacional constitui a exteriorização musical que proclama e simboliza de uma Nação. Só a partir do século XIX os povos da Europa criaram o uso de cantar os hinos, quando um movimento de opinião levou a que cada estado estabelecesse uma composição, com letra e música que fosse representativa e oficial. Até então os povos e os exércitos conheciam apenas os cantos e os toques guerreiros próprios de cada corpo e as canções relativas aos acontecimentos dignos de memória.

A letra do Hino Nacional do Brasil foi escrita por Joaquim Osório Duque Estrada (1870 - 1927) e a música é de Francisco Manuel da Silva (1795-1865). Tornou-se oficial no dia 1 de Setembro de 1971, através da lei nº 5700.

Existe uma série de regras que devem ser seguidas no momento da execução do hino. Deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. É executado em determinadas situações, entre elas: cerimónias religiosas de cunho patriótico, sessões cívicas e eventos desportivos internacionais.

Hino do Brasil

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante,

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte !

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve !

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce.
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela Própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza,

Terra adorada.
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada !

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil.

Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Iluminado ao sol do Novo Mundo !

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida, no teu seio, mais amores.

Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve !

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte

Terra adorada.
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada !

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil.

Vocabulário (Glossário) do Hino do Brasil

Plácidas: calmas, tranquilas
Ipiranga: Rio onde às margens D. Pedro I proclamou a Independência do Brasil em 7 de Setembro de 1822
Brado: Grito
Retumbante: som que se espalha com barulho
Fúlgido: que brilha, cintilante
Penhor: garantia
Idolatrada: Cultuada, amada
Vívido: intenso
Formoso: lindo, belo
Límpido: puro, que não está poluído
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Resplandece: que brilha, iluminada
Impávido: corajoso
Colosso: grande
Espelha: reflecte
Gentil: Generoso, acolhedor
Fulguras: Brilhas, desponta com importância
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores
Idolatrada: Cultivada, amada acima de tudo
Lábaro: bandeira
Ostentas: Mostras com orgulho
Flâmula: Bandeira
Clava: arma primitiva de guerra, tacape

Hino do Brasil

Hino executado em continência à Bandeira Nacional e ao presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal, assim como em outros casos determinados pelos regulamentos de continência ou cortesia internacional. Sua execução é permitida ainda na abertura de sessões cívicas, nas cerimónias religiosas de carácter patriótico e antes de eventos desportivos internacionais. A música do hino é de Francisco Manuel da Silva e foi inicialmente composta para banda. Em 1831, tornou-se popular com versos que comemoravam a abdicação de D. Pedro I. Posteriormente, à época da coroação de D. Pedro II, sua letra foi trocada e a composição, devido a sua popularidade, passou a ser considerada como o hino nacional brasileiro, embora não tenha sido oficializada como tal. Após a Proclamação da República os governantes abriram um concurso para a oficialização de um novo hino, ganho por Leopoldo Miguez. Entretanto, com as manifestações populares contrárias à adopção do novo hino, o presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva, estabelecendo que a composição de Leopoldo Miguez seria o Hino da Proclamação da República. Durante o centenário da Proclamação da Independência, em 1922, finalmente a letra escrita pelo poeta e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada tornou-se oficial. A orquestração do hino é de António Assis Republicano e sua instrumentação para banda é do tenente António Pinto Júnior. A adaptação vocal foi feita por Alberto Nepomuceno e é proibida a execução de quaisquer outros arranjos vocais ou artistico-instrumentais do hino.

A música do Hino Nacional do Brasil foi composta em 1822, por Francisco Manuel da Silva, para comemorar a Independência do país. Essa música tornou-se bastante popular durante os anos seguintes, e recebeu duas letras. A primeira letra foi produzida quando Dom Pedro I abdicou do trono, e a segunda na época da coroação de Dom Pedro II. Ambas versões, entretanto, caíram no esquecimento.

Após a Proclamação da República em 1889, um concurso foi realizado para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca. Esta composição ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") seria oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil, e a música original, de Francisco Manuel da Silva, continuou como hino oficial. Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909, que foi oficializado por Decreto do Presidente Epitácio Pessoa em 1922 e permanece até hoje.

Respeito ao Hino e legislação

De acordo com o Capítulo V da Lei 5.700 (01/09/1971), que trata dos símbolos nacionais, durante a execução do Hino Nacional, todos devem tomar atitude de respeito, de pé e em silêncio. Civis do sexo masculino com a cabeça descoberta e os militares em continência, segundo os regulamentos das respectivas corporações. Além disso, é vedada qualquer outra forma de saudação (gestual ou vocal como, por exemplo, aplausos, gritos de ordem ou manifestações ostensivas do género, sendo estas desrespeitosas ou não).

Segundo a Secção II da mesma lei, execuções simplesmente instrumentais devem ser tocadas sem repetição e execuções vocais devem sempre apresentar as duas partes do poema cantadas em uníssono. Portanto, em caso de execução instrumental prevista no cerimonial, não se deve acompanhar a execução cantando, deve-se manter, conforme descrito acima, em silêncio.

Em caso de cerimónia em que se tenha que executar um hino nacional estrangeiro, este deve, por cortesia, preceder o Hino Nacional Brasileiro.

A parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da sua versão oficial do hino.

Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880 e apresenta os seguintes versos (lado esquerdo):

Espera o Brasil
Que todos cumprais
Com o vosso dever.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Gravai com buril
Nos pátrios anais
Do vosso poder.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Servi o Brasil
Sem esmorecer,
Com ânimo audaz
Cumpri o dever,Na guerra e na paz,
À sombra da lei,
À brisa gentil
O lábaro erguei
Do belo Brasil.
Eia sus, oh sus!

Versão em Tupi

Embeyba Ypiranga sui, pitúua,
Ocendu kirimbáua sacemossú
Cuaracy picirungára, cendyua,
Retama yuakaupé, berabussú.

Cepy quá iauessáua sui ramé,
Itayiuá irumo, iraporepy,
Mumutara sáua, ne pyá upé,
I manossáua oiko iané cepy.

Iassalssú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê !

Brasil ker pi upé, cuaracyáua,
Caissú í saarússáua sui ouié,
Marecê, ne yuakaupé, poranga.
Ocenipuca Curussa iepé !

Turussú reikô, ara rupí, teen,
Ndê poranga, i santáua, ticikyié
Ndê cury quá mbaé-ussú omeen.

Yby moetéua,
Ndê remundú,
Reikô Brasil,
Ndê, iyaissú !

Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú, Brasil!

Ienotyua catú pupé reicô,
Memê, paráteapú, quá ara upé,
Ndê recendy, potyr America sui.
I Cuaracy omucendy iané !

Inti orecó purangáua pyré
Ndê nhu soryssára omeen potyra pyré,
ìCicué pyré orecó iané caaussúî.
Iané cicué, ìndê pyá upé, saissú pyréî.

Iassalsú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê !

Brasil, ndê pana iacy-tatá-uára
Toicô rangáua quá caissú retê,
I quá-pana iakyra-tauá tonhee
Cuire catuana, ieorobiára kuecê.

Supí tacape repuama remé
Ne mira apgáua omaramunhã,
Iamoetê ndê, inti iacekyé.

Yby moetéua,
Ndê remundú,
Reicô Brasil,
Ndê, iyaissú !

Mira quá yuy sui sy catú,
Ndê, ixaissú,
Brasil!

Carlos Leite Ribeiro

Fonte: www.caestamosnos.org

A história do hino nacional brasileiro remonta ao fim do Primeiro Reinado. Em 7 de abril de 1831, o imperador D. Pedro I abdicou do cargo. Sua partida para Portugal deu-se seis dias depois, quando a música foi executada pela primeira vez.

O maestro Francisco Manuel da Silva havia refeito o hino que criara em 1822, transformando-o em um grito de rebeldia contra a tutela portuguesa. A execução ocorreu no cais do Largo do Paço (atual Praça 15 de Novembro), no Rio de Janeiro, seguida de foguetes e vivas entusiasmados.



Houve várias tentativas de texto para acompanhar a música até que o poeta, professor e jornalista Joaquim Osório Duque Estrada escreveu, em 1909, os versos que cantamos hoje. A letra, no entanto, foi oficializada apenas na comemoração do primeiro centenário da Independência.

A Lei 5.700, de 1971, reconhece o hino como um dos símbolos nacionais, ao lado da Bandeira, das Armas e do Selo. Sua execução é obrigatória em continência à Bandeira, ao Presidente da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

O hino também pode ser tocado na abertura de sessões cívicas, em cerimônias religiosas de sentido patriótico, no início ou no encerramento das transmissões diárias das emissoras de rádio e televisão, assim como para expressar contentamento público em ocasiões festivas.

Ainda segundo a lei, a marcha batida, de autoria do mestre de música Antão Fernandes, deve integrar as instrumentações de orquestra e banda, sendo adotada a adaptação vocal, em fá maior, do maestro Alberto Nepomuceno.

Fonte: www.ftd.com.br

segunda-feira, 12 de abril de 2010

DIA DO MÉDICO OBSTETRA


12 de AbrilA obstetrícia é a especialidade médica que acompanha as mulheres grávidas durante a gestação, parto e pós-parto.

O médico obstetra é considerado o médico da Mulher, pois ele é responsável pelas orientações relacionadas à sua saúde.

Esse médico dá conselhos pré-gestacionais e acompanha a saúde do feto, o que permite identificar anormalidades precocemente e possibilita intervenções terapêuticas ainda no útero.

O trabalho de prevenção é realizado durante o pré-natal e tem auxiliado a diminuir as taxas de mortalidade infantil e materna. O objetivo da Assistência pré-natal é orientar a mãe quanto às modificações no organismo, modificações de hábitos alimentares e físicos, impedir que a paciente fique anêmica, orientar a mãe para um parto mais humanizado e uma gravidez saudável.

O obstetra deve alertar sempre as futuras mães quanto a doenças que possam afetar a ela e ao bebê, principalmente doenças como a rubéola e a toxoplasmose que podem causar problemas de visão, distúrbios de desenvolvimento, má formação e até mesmo o aborto.

É muito importante que o obstetra e a gestante tenham uma boa relação e confiança mútua para facilitar os exames e os encaminhamentos de uma gravidez. Entre os principais exames utilizados podemos citar: ultra-sonografia, dopplefluxometria, cardiotocografia e exames laboratoriais maternos, os mais importantes são as sorologias que visam identificar a presença de agentes infecciosos como vírus, bactérias ou protozoários. São esses exames que ajudam a diagnosticar e tratar as patologias mais comuns durante uma gravidez.

Fonte: Gineco , Só Leis

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PÊLOS ENCRAVADOS


Foliculite ( Pêlos encravados)

Também conhecido como pêlo encravado, a foliculite é um problema que pode atacar tanto homens quanto mulheres, em geral, afligem mais as peles morenas, negras e amarelas, mas isso não impede que qualquer outra pessoa também tenha. Nas mulheres o problema é maior na virilha e pernas e nos homens, na barba.

Para acabar definitivamente com o problema é aconselhável a depilação à dermofonica ou laser que elimina os pêlos por vários anos (não é definitiva, pois alguns pelinhos podem voltar). Depilação demofotonica ou laser possuem a mesma eficiência. porem dermofonica é mais barata e mais segura que a laser. A epilação demofonica é feita com um aparelho chamado DEFE system sem risco de dor e queimadura pode ser feita em qualquer época do ano.

Se você tem muitos pêlos e eles inflamam frequentemente, é aconselhável procurar um profissional para tratar do problema no. Esses tratamentos com podem envolver ácidos, peelings de diamante e de cristal por isso é aconselhável fazê-lo no inverno, pois não é permitido tomar sol.

Pode- se fazer esfoliações em casa com produtos indicados por um profissional. É aconselhável fazer essas sessões de esfoliações em dias alternados na semana antes da depilação ou até diminuir o problema, quando então a esfoliação deverá ser apenas semanalmente. É importante manter a pele hidratada após as esfoliações e não tomar sol.

Outros cuidados importantes:

Alterne as depilações com cera e lâmina, porque o problema existe quando o pêlo que está crescendo fica "preso" sob a pele e não consegue crescer naturalmente, inflamando-a, quando se depila, o pêlo terá maior dificuldade em sair, o que não acontece quando se usa a lâmina, pois essa só corta o fio pela base.

Cremes depilatórios também podem ser uma boa solução.

Evite passar hidratante logo depois da depilação, deixe a pele respirar no dia em que depilar. É bom só usar gels ou cremes pós-depilatórios, que são específicos para isso e acalmam a pele.

Evite usar roupas de tecidos grossos como jeans ou muito justas no corpo, porque o atrito também interfere no crescimento dos pêlos, provocando os indesejáveis pêlinhos encravados.

Fonte: www.esteticalapelle.com.br

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER


8 de Abril
O Câncer é um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, e podem se espalhar para outras regiões do corpo. Estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que é o acúmulo de células cancerosas. Já o tumor benigno é apenas uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente representa um risco de morte.

Existem diferentes tipos de câncer devido aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma, se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma.Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes.

A maioria dos casos de câncer (80%) está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os "hábitos" e o "estilo de vida" adotados pelas pessoas, podem determinar diferentes tipos de câncer. Como exemplo temos o tabagismo, o alcoolismo, os hábitos alimentares, hábitos sexuais, medicamentos, fatores ocupacionais entre outros. São raros os casos de cânceres que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos, apesar de o fator genético exercer um importante papel na oncogênese. Determinados grupos étnicos parecem estar protegidos de certos tipos de câncer: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros.

Os tipos de câncer mais comuns no país são os de pele, pulmão, mama, estômago, colo uterino e próstata. O câncer de pele é o tipo que possui maior incidência.O tratamento de câncer pode ser feito através de cirurgia, da radioterapia, da quimioterapia e do transplante de medula óssea, em muitos casos essas modalidades devem ser combinadas. Esse dia foi criado para ampliar o conhecimento popular sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.

Nas duas últimas décadas, aumentou o risco de uma pessoa adquirir câncer. Esta taxa de risco em 1979 era de 40 a cada 100 mil mulheres e de 60 a cada 100 mil homens e em 1999 alcançou o patamar de 60 a cada 100 mil mulheres e 80 a cada 100 mil homens como foi identificado pelo Instituto Nacional de Câncer. E para prevenir o Câncer o Inca aconselha a população a parar de fumar, possuir uma dieta alimentar saudável, limitar a ingestão de bebidas alcoólicas, evitar a exposição prolongada ao sol e usar filtro protetor solar fator 15 ou superior, as mulheres devem sempre realizar o exame das mamas mensal, a mulher deve submeter-se anualmente a um exame preventivo do colo de útero (Papanicolau), os homens com mais de 50 anos devem procurar o médico regularmente para ter seu risco para o câncer da Próstata avaliado e receber as devidas orientações.

Fonte: Informações de Saúde pelo Governo