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Ola´! Que bom que passou por aqui, seja bem vindo! ! Espero que goste e volte sempre!!!!

"O Segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender,imaginar,esperar e fazer mais um pouco."
( Chico Xavier - ditado por André Luiz )

terça-feira, 6 de abril de 2010

PERMANECE CONFIANTE



Onde te encontras, com o que tens, através do que sabes, dispões dos valores essenciais para o teu crescimento espiritual.
A divina sabedoria coloca o aprendiz no lugar mais rico de experiências para a sua realização.
Quando estás em condições, podes ler os mais belos textos de sabedoria no livro aberto da Vida.
Se não logras adaptar-te na situação em que estagias, mui dificilmente galgarás o próximo degrau de discernimento espiritual.
*
Não fujas das injunções evolutivas que se apresentam com roupagens de dificuldade, limite ou dor.
Para onde te transfiras, seguirá o teu destino, aquele que programaste através das reencarnações
passadas.
O que aqui não consigas, adiante, passado o entusiasmo da novidade, não possuirás.
Deus te ama em todo e qualquer lugar e sabe o que é de melhor para ti.
*
Nem aceitação estática daquilo que denominas infortúnio, nem exaltação do que chamas conquista.
A vida possui uma dinâmica natural, um ritmo que deves aplicar nas tuas aspirações, acontecimentos e programas.
Age, pois, sempre, da forma que te brinde maior quota de paz e de experiências possíveis.
*
“Pedra que rola não cria limo”, afirma o brocardo popular. Da mesma forma, a instabilidade íntima, que te leva a constantes mudanças, não te permitirá fixação em coisa alguma, nem tampouco realização profunda.
Concede-te o tempo de semear, germinar, crescer, enflorescer e dar frutos.
Não tenhas pressa injustificável.
O trabalho de burilamento é íntimo.
A aquisição de conhecimento é tranqüila.
A plenitude do amor é lenta.
*
As alternativas do mundo são todas transitórias.
As concessões do Cristo são permanentes.
Transitando, sofregamente, poderás reunir o que deixarás com a morte do corpo. Harmonizando-te e perseverando, porém, conseguirás ser o que nada te poderá usurpar.
Do livro: Momentos de Meditação-Psicografado por Divaldo Pereira Franco-Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Para refletir:
Experimente suportar sempre com paciência e carinho algum familiar de trato áspero. André Luiz

Continuação...Estudo do Livro dos Espíritos:
AS CAUSAS PRIMÁRIAS - Capítulo I - DEUS - II – PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
8. Que pensar da opinião que atribui a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou.seja, ao acaso?
– Outro absurdo! Que homem de bom senso pode considerar o acaso como um ser inteligente? E, além disso, o que é o acaso? Nada.
A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir,a formação primária ao acaso seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso.
9. Onde se pode ver, na causa primária, uma inteligência suprema, superior a todas as outras?
Tendes um provérbio que diz o seguinte: Pela obra se conhece o autor. Pois bem: vede a obra e procurai o autor! É o orgulho que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si, e é por isso que se considera um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!
Julga-se o poder de uma inteligência pelas suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a Natureza produz, a causa primária há de estar numa inteligência superior à Humanidade.Sejam quais forem os prodígios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. R a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe.

Conheça o site: www.mensageirosdapaz.org.br

GEMPAZ - Grupo Espírita Mensageiros da Paz - Apucarana Pr

Haja fôlego !!!!!


Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso???)

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.

Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E depois uriná-los, o que consome o dobro do tempo...
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).

Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para...
não lembro bem para o que?, mas faz bem!
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.........

Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. UFA !!!

E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. CAGANDO NÉ !!!

Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. TÁ DIFICILLLLL...

As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma)!

E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar das minhas amizades quando eu estiver viajando.

Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.

Ah! E o sexo!!!!
Todos os dias, um dia sim, o outro também, tomando o cuidado de não se cair na rotina.

Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.

Dizer EU TE AMO,
toda hora, ''ainda pego quem inventou essa neura...que saco!!!''

isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.

Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação... se tiver, tem que brincar com ele, pelo menos meia hora todo dia, para ele não ficar deprimido....

Na minha conta são 29 horas por dia.

A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!

Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes ao mesmo tempo.

Chame os amigos e seus pais, seu amor, o sogro, a sogra, os cunhados...
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Não esqueça do EU TE AMO, (Vou achar logo quem inventou isso, me aguarde).

Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.

Agora voce tá ferrado mesmo é se tiver criança pequena, ai lascou de vez, porque o tempo que ia sobrar para voce...meu..., já era!!! criança ocupa um tempo danado.

Agora tenho que ir.

É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro e correndo.

E já que vou, levo um jornal...

Tchau....

Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.

Luís Fernando Veríssimo

O que é o Brasil para o Mundo?


O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL

LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO

Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Alguns fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil, ainda mais os cariocas, podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura...
Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar nossas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México , são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!

Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude, talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se
orgulhar de ser BRASILEIRO!! !

A MORTE DE CADA DIA


Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte:

"Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.
Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio!
A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
É a fronteira entre o passado e o futuro. "
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.
Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.
E, qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.
Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos "infantilizados".
Precisamos manter as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como:
brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc.
Então, o que você precisa matar em si ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser ?
Pense nisso e morra!
Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!


"Somos apenas uma gota d'água no oceano, mas sem nós o oceano ficaria menor".
(Madre Tereza de Calcutá)

Sobre a Vírgula


Sobre a Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos do ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa... Ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.



Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.


* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

MATA CILIAR


Não são apenas os animais que precisam ser preservados. É muito importante que todos cuidem também da flora, como as florestas nativas e as matas ciliares. Por isso, é fundamental que o modelo agropecuário atual seja revisto para garantir a sustentabilidade econômica e social do produtor rural, mas sem agressão ao meio ambiente.

Pensando nisso, o WWF-Brasil organizou uma série de perguntas e respostas, que visam esclarecer as principais questões a respeito do tema:

O que são as matas ciliares e as reservas legais?

São florestas, ou outros tipos de cobertura vegetal nativa, que ficam às margens de rios, igarapés, lagos, olhos d´água e represas. O nome “mata ciliar” vem do fato de serem tão importantes para a proteção de rios e lagos como são os cílios para nossos olhos.

Já as reservas legais são as áreas de propriedade rural particular onde não é permitido o desmatamento (corte raso), pois visam manter condições de vida para diferentes espécies de plantas e animais nativos da região, auxiliando a manutenção do equilíbrio ecológico. Contudo, as florestas situadas nas reservas legais podem ser manejadas e exploradas com fins econômicos.

Quais as causas da degradação das matas ciliares e reservas legais?

As pastagens são a principal razão da destruição das matas ciliares. A maior umidade das várzeas e beira de rios permite melhor desenvolvimento de pastagens na estação da seca e, por essa razão, os fazendeiros recorrem a essa opção mais simples.

O desmatamento é outra causa. A Amazônia sofre, ainda hoje, um processo de diminuição contínua devido às políticas de incentivos à pecuária e culturas de exportação (café, cacau etc). O aumento das populações rurais e a prática de sistemas de produção que não são adaptados às condições locais de clima e solo têm sido fatores responsáveis pela destruição de vastas extensões de florestas nativas na região.

Alguns produtores também desmatam para que os igarapés aumentem a produção de água no período de estiagem. Esta realidade deve-se ao fato de as árvores deixarem de “bombear” água usada na transpiração das plantas. Contudo, pesquisas mostram que esta prática, com o tempo, tem efeito contrário, pois com a ausência da mata ciliar ocorre um rebaixamento do nível do lençol freático (de água).

Também as queimadas, utilizadas como prática agropecuária para renovação de pastagens ou limpeza da terra, aparecem como causas de degradação. O efeito das queimadas leva ao empobrecimento progressivo do solo.

Por fim, não é dada às matas ciliares e às reservas legais a devida importância. As atividades de pesquisa e extensão na Amazônia e na maioria das escolas agro-florestais no Brasil, por exemplo, privilegiam a destruição das florestas, dando importância secundária à agricultura familiar. Há uma grande falta de informações sobre muitas atividades potenciais e ecologicamente adequadas à região.

Qual a importância ambiental das reservas legais e matas ciliares?

As reservas legais e especialmente as matas ciliares cumprem a importante função de corredores para a fauna, pois permitem que animais silvestres possam deslocar-se de uma região para outra, tanto em busca de alimentos como para fins de acasalamento.

Em locais de grande diversidade de espécies de plantas e animais, como em Rondônia, devem ser encontradas plantas e animais raros que somente ocorrem em sua região. Tal fato aumenta a importância das reservas legais. Dizer, por exemplo, que a floresta de uma região é compensada em outra distante, não é verdadeiro. Todo agricultor sabe que nas terras boas ocorrem muitas plantas e animais próprios de terras boas e uma terra fraca não compensa a perda das espécies da terra boa, e vice-versa.

Além disso, as matas ciliares e outras áreas de preservação permanente permitem ao proprietário diminuir os problemas de erosão do solo e manter a qualidade das águas dos rios e lagos da propriedade. Por fim, as matas nas propriedades particulares da Amazônia produzem muitos alimentos de grande importância para a fauna e para o homem. O equilíbrio ecológico só é possível, de fato, com o manejo adequado das florestas e matas e preservação do meio ambiente.

Fonte: www.wwf.org.br

PÁSCOA



PÁSCOA,
do latim paschalis,
deriva da palavra hebraica Pessah, passagem.
A páscoa, maior festa do cristianismo, comemora a ressurreição de
Cristo.

A palavra Páscoa é de origem hebraica- "pesach" e significa passagem.
No calendário cristão, a celebração pascoal- que foi fixada pelo
Concílio de Nicéia no ano 32, acontece após o período da Quaresma
e é considerada "festa da libertação".

A história da celebração da Páscoa cristã é narrada na bíblia.
O evangelho escrito pelo apóstolo Mateus (capítulo 26, versículo 17),
descreve a celebração da Última Ceia, em que Jesus de Nazaré
participou com seus discípulos.
O texto narra a instituição da páscoa por Jesus, que, naquela ocasião,
oferece sua vida, sua carne, simbolicamente representada pelo pão,
e seu sangue (representado pelo vinho), que seria derramado no
calvário para remissão dos pecados.

A Páscoa no mundo

Os festejos da Páscoa em todo o mundo possuem variações em suas
origens e significados:

Na China

O "Ching-Ming" é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa,
onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas,
em forma de refeições e doces, para deixá-los satisfeitos com os
seus descendentes.

Na Europa

As origens da Páscoa remontam a bem longe, aos antigos rituais pagãos
do início da primavera (que no Hemisfério Norte inicia em março).
Nestes lugares, as tradições de Páscoa incluem a decoração de ovos
cozidos e as brincadeiras com os ovos de Páscoa como, por exemplo,
rolá-los ladeira abaixo, onde será vencedor aquele ovo que rolar
mais longe sem quebrar.

Europa Oriental, como Ucrânia, Estônia, Lituânia e Rússia

A tradição mais forte é a decoração de ovos com os quais serão
presenteados amigos e parentes. A tradição diz que, se as crianças
forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa e
deixarem um boné de tecido num lugar escondido, o coelho deixará
doces e ovos coloridos nesses "ninhos".

Nos Estados Unidos

A brincadeira mais tradicional ainda é a "caça ao ovo", onde ovos
de chocolate são escondidos pelo quintal ou pela casa para serem
descobertos pelas crianças na manhã de Páscoa. Em algumas cidades
a "caça ao ovo" é um evento da comunidade e é usada uma praça pública
para esconder os ovinhos.

No Brasil e América Latina

O mais comum é as crianças montarem seus próprios ninhos de Páscoa,
sejam de vime, madeira ou papelão, e enchê-los de palha ou papel
picado.

Os ninhos são deixados para o coelhinho colocar doces e ovinhos
na madrugada de Páscoa. A "caça ao ovo" ou "caça ao cestinho" também
é utilizada.





PÁSCOA É...



Páscoa é ser capaz de mudar,
é partilhar a vida na esperança,
é lutar para vencer toda sorte de sofrimento.

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
é investir na fraternidade,
é lutar por um mundo melhor,
é vivenciar a solidariedade.

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
é viver em constante libertação,
é crer na vida que vencer à morte.

Páscoa é renascimento, é recomeço,
é uma nova chance pra gente melhorar
as coisas que não gostamos em nós.

Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho e vermos
que hoje somos melhores do que fomos ontem.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DIA DA MENTIRA


1º de Abril

O hábito de brincar com essa data é universal e vem sendo difundido há séculos. A origem das brincadeiras com esse dia é desconhecida, mas existe uma versão de que começou no século 16, com a mudança para o calendário gregoriano, que trocou a comemoração do Ano Novo para 1º de janeiro (antes comemorado entre 25 de março e 1º de abril, o primeiro dia da primavera na Europa). Consta que a troca custou a ser assimilada e quem continuava comemorando na antiga data era chamado de "bobo de abril". Essas pessoas eram vítimas de "trotes" e para elas, em 1º de abril, se contavam as maiores mentiras.

Na Inglaterra, quem "cai em 1º de abril" é chamado de noodle (pateta). Na França, de poisson d'avril (peixe de abril); na Escócia, de april gowk (tolo de abril); nos Estados Unidos, de april fool (bobo de abril). Bem, o "Dia da Mentira" certamente é uma história que não começou na nossa cultura, mas nós herdamos...

A Internet tem propiciado que as brincadeiras com a data se perpetuem e existem sites só com o assunto. Com uma simples busca se encontra toda a sorte de cartões próprios para a ocasião.

Curiosidade: o peixe de primeiro de abril!

Você conhece o "peixe de abril"?
Na França, quem 'cai' nas brincadeiras do primeiro de abril é chamado de "peixe de abril". As explicações para o apelido são muitas e uma delas é a respeito dos peixinhos que aparecem em grande quantidade nos meses de abril, quando é início da primavera na França. São tantos peixes que fica fácil pegá-los com anzol. Então, as pessoas que são 'fáceis de pegar' no dia primeiro ficaram famosas por serem os peixes de abril.

Fonte: www.ibge.gov.br

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera.

As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril". No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte.

"A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br

PAULO FREIRE: CONSTRUTOR DE UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA


1. Introdução

Paulo Freire contribuiu como poucos na reflexão do homem e seu compromisso com a sociedade. Este movimento de ser homem é pensado no seu percurso reflexivo que permite ser objetivado na medida em que, é passível de chegar aos espaços de formação de educadores, quer na formação inicial, quer na formação em serviço, a fim de torná-los capazes de transformações necessárias às práticas educativas e pedagógicas.

Esta contribuição fez de Paulo Freire um pedagogo brasileiro de destaque, não só de âmbito nacional como também internacional. Não se limitando a teorizar, mas empenhando-se para que estas questões tivessem repercussão positiva na sociedade humana em geral e na brasileira especificamente, o que faz dele um homem profundamente comprometido com a sociedade, principalmente com as camadas populares. É por isso que Paulo Freire constitui um caminho seguro para a Educação Brasileira.

Nesse sentido, as idéias freireanas servem como orientação para o processo de formação docente no que se refere à reflexão crítica da prática pedagógica que implica em saber dialogar e escutar, que supõe o respeito pelo saber do educando e reconhece a identidade cultural do outro.

Hoje, mais que em outras épocas, se exige do educador uma postura alicerçada num processo permanente de reflexão que leve a resultados inovadores no trato da educação. Sem dúvida que, as contribuições de Paulo Freire levam o educador a consciência de si enquanto ser histórico que continuamente se educa num movimento dialético no mundo que o cerca. Não é, pois, por acaso que as idéias freireanas se articulam com os interesses na formação do educador, pois, não se perde de vista o caráter histórico do homem associado sempre à prática social.

É por essa ótica, tomando-se como critério de escolha a objetividade que explicita o pensamento pedagógico, antropológico e filosófico freireano, que destaco duas obras: Pedagogia do Oprimido e Educação como Prática da Liberdade. Estas obras mostram as idéias sobre educação que permeiam a construção do educador, assim como, atende ao critério de criticidade em relação à visão de educação aqui pretendida.

2. Conceito de Teoria e Prática

No livro Educação como Prática da Liberdade, Freire (1979) se refere à teoria como um "contemplar", certamente sendo fiel à etimologia da palavra que vem do grego (fe???? ), e significa VER. Da? o sentido de teoria como observar, contemplar, ver. De fato, "contemplar" é uma expressão que, apesar de carregada de conteúdo místico, (embora se declarasse marxista, Paulo Freire era católico e estava profundamente ligado a entidades de caráter religioso como o Conselho Mundial das Igrejas – CMI), tem profundo sentido pedagógico, ao fazer desse contemplar a cultura, o sujeito da educação, o fenômeno educativo e principalmente o homem e a sociedade, um passo fundamental do que-fazer pedagógico. Isto é, na compreensão de Freire teoria é um princípio de inserção do homem na realidade como ser que existe nela, e existindo promove a sua própria concepção da vida social e política. Para confirmar esta opinião, vale a pena reler o texto:

De teoria, na verdade, precisamos nós. De teoria que implica uma inserção na realidade, num contato analítico com o existente, para comprová-lo, para vivê-lo e vivê-lo plenamente, praticamente.Neste sentido é que teorizar é contemplar. Não no sentido distorcido que lhe damos, de oposição à realidade [...] (Freire, 1979, p.93).

Com efeito, ao enfatizar o caráter contemplativo da teoria, Paulo Freire garante a inserção do homem na realidade. Ele deixa claro que teoria é sempre a reflexão que se faz do contexto concreto, isto é, deve-se partir sempre de experiências do homem com a realidade na qual está inserido, cumprindo também a função de analisar e refletir essa realidade, no sentido de apropriar-se de um caráter crítico sobre ela. Esse caráter de transformação tem uma razão de ser, pois provém antes de tudo, da sua vivência pessoal e íntima numa realidade contrastante e opressora, influenciando fortemente todas as suas idéias.

Compreende-se então, que teoria para Freire não será identificada se não houver um caráter transformador, pois só assim estará cumprindo sua função de reflexão sobre a realidade concreta.

Por outro lado, é também elucidativa a visão que Paulo Freire dá em relação à prática. A definição de prática em Paulo Freire está baseada inicialmente na dialética hegeliana da relação entre "consciência servil" e "consciência do senhor", ampliada para a conceituação de práxis colocada por Marx, referindo-se à relação subjetividade-objetividade. Para tanto, Freire diz que é necessário não só conhecer o mundo, é preciso transformá-lo, o que coincide com Marx. Isto é significativo, visto que conhecer em Freire não é um ato passivo do homem frente ao mundo, é antes de tudo conscientização, envolve intercomunicação, intersubjetividade, que pressupõe a educação dos homens entre si mediatizados pelo mundo, tanto da natureza como da cultura. Então, a prática não pode ater-se à leitura descontextualizada do mundo, ao contrário, vincula o homem nessa busca consciente de ser, estar e agir no mundo num processo que se faz único e dinâmico, melhor dizendo, é apropriar-se da prática dando sentido à teoria. Sobre essa conceituação assim se expressa Freire "[...] a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo" (1983, p.40). Portanto, a função da prática é a de agir sobre o mundo para transformá-lo.

A relação entre teoria e prática centra-se na articulação dialética entre ambas, o que não significa necessariamente uma identidade entre elas. Significa assim, uma relação que se dá na contradição, ou seja, expressa um movimento de interdependência em que uma não existe sem a outra. Assim, cada coisa exige a existência do seu contrário, como determinação e negação do outro; na superação, onde os contrários em luta e movimento buscam a superação da contradição, superando-se a si próprios, isto é, tudo se transforma em nova unidade de nível superior; e na totalização, em que não se busca apenas uma compreensão particularizada do real mas coordena um processo particular com outros processos, onde tudo se relaciona. Portanto, relação teoria e prática em Freire, não são apenas palavras, é reflexão teórica, pressuposto e princípio que busca uma postura, uma atitude do homem face ao homem e do homem face à realidade. A esse respeito reitera:

E é ainda o jogo dessas relações do homem com o mundo e do homem com os homens, desafiando e respondendo ao desafio, alterando, criando, que não permite a imobilidade, a não ser em termos de relativa preponderância, nem das sociedades nem das culturas. E, na medida em que cria, recria e decide, vão se conformando as épocas históricas. É também criando e decidindo que o homem deve participar destas épocas. (Freire, 1983).

Na afirmação acima está a base para entender teoria e prática na ação pedagógica, pois a relação teoria e prática se dão primeiro e antes de tudo na relação homem-mundo. Esta relação busca coerência entre pensamento e ação que é práxis. Do contrário, a ação sem pensamento é ativismo, e o pensamento sem ação é verbalismo.

Com isso, a ênfase da relação teoria e prática sobrepuja a visão dicotômica quando admite que:

É preciso que fique claro que, por isto mesmo que estamos defendendo a práxis, a teoria do fazer, não estamos propondo nenhuma dicotomia de que resultasse que este fazer se dividisse em uma etapa de reflexão e outra, distante, de ação. Ação e reflexão e ação se dão simultaneamente (Freire, 1983, p.149).

A fundamentação, teoria e prática numa relação de unidade, impõe-se como uma relação dialética, pois se a ação-reflexão-ação estiverem ausentes perde-se o ápice do processo de conscientização onde o educador se descobrirá autêntico com todo o significado profundo que essa descoberta acarreta.

Diante dessas afirmações, é esclarecedor e indispensável para o educador considerar que nesta perspectiva se conseguirá superar a tendência tão freqüente de trabalhar teoria e prática dissociadas entre si. Para tanto, é necessário que o educador compreenda que teoria e prática não se separam, ou seja, o vínculo teoria e prática forma um todo onde o saber tem um caráter libertador.

Para tanto, o pensamento pedagógico de Paulo Freire aponta para a comunicação, como princípio que transforma o homem em sujeito de sua própria história através de uma relação dialética vivida na sua inserção na natureza e na cultura, diferenciando-o dos outros animais. Esse processo de integração interativa é significativo quando vinculado ao diálogo que contém no seu cerne ação e reflexão, levando o homem a novos níveis de consciência e, conseqüentemente, a novas formas de ação.

A fórmula que contém os elementos constitutivos para a análise do diálogo é esta: Teoria/Prática; Discurso/Ação; Pensar/Agir; Pensamento/Ato.

A partir desta visão, observa-se que a comunicação é possuidora de um caráter problematizador que gera consciência crítica e, através do diálogo como o dado da problematização, busca-se o compromisso de transformação da realidade.

Vê-se que Paulo Freire parte sempre da análise do contexto da educação como um processo de humanização, ou seja, o caráter problematizador que se dá através do diálogo, tem base existencialista, visto que o diálogo "se impõe como caminho pelo qual os homens ganham significação enquanto homens" (Freire, 1983, p.93). É fenomenológico, quando privilegia a palavra como objeto auxiliar do pensamento, quando diz que, "não existe uma linguagem sem um pensar e ambos, linguagem e pensar, sem uma realidade a que se encontrem referidos" (Id,p.102). E político, na medida em que permite uma compreensão crítica da prática social na relação social, histórica e cultural no qual o homem está inserido, ou seja, conhecimento e transformação da realidade são exigências recíprocas.

Assim sendo, todo ato pedagógico em Freire é um ato político, assim como, a comunicação é uma relação social, uma prática social transformadora e eminentemente política.

O pensamento de Paulo Freire está embebido nas filosofias que tiveram o homem como centro. Seu pensamento está baseado no neo- tomismo, no humanismo, no personalismo, no existencialismo, na fenomenologia e no neo- marxismo.

Influenciado por esses ideais, Freire (1983, p.p. 94-97), aponta matrizes necessárias para conquistar ou chegar à práxis através do diálogo.

São elas:

1. O amor ao mundo e aos homens como um ato de criação e recriação

2. A humildade, como qualidade compatível com o diálogo

3. A fé, como algo que se deve instaurar antes mesmo que o diálogo aconteça, pois o homem precisa ter fé no próprio homem. Não se trata aqui de um sentimento que fica no plano divinal, mas de um fundamento que creia no poder de criar e recriar, fazer e refazer, através da ação e reflexão

4. A esperança, que se caracteriza pela espera de algo que se luta

5. A confiança, como conseqüência óbvia do que se acredita enquanto se luta

6. A criticidade, que percebe a realidade como conflituosa, e inserida num contexto histórico que é dinâmico.

É sobre esta base que Paulo Freire enfatiza o ato pedagógico, como uma ação que não consiste em comunicar o mundo, mas criar dialogicamente, um conhecimento do mundo, isto é, o diálogo leva o homem a se comunicar com a realidade e a aprofundar a sua tomada de consciência sobre a mesma até perceber qual será sua práxis na realidade opressora para desnudá-la e transformá-la.

Neste sentido, é que através do diálogo a relação educador-educando deixa de ser uma doação ou imposição, mas uma relação horizontal, eliminando as fronteiras entre os sujeitos.

3. Educação Problematizadora x Educação Bancária
Freire não se limitou a analisar como são a educação e a pedagogia, mas mostra uma teoria de como elas devem ser compreendidas teoricamente e como se deve agir através de uma educação denominada Libertadora. Para ele, educação é um encontro entre interlocutores, que procuram no ato de conhecer a significação da realidade e na práxis o poder da transformação.

Entende-se por pedagogia em Freire, a ação que pode e deve ser muito mais que um processo de treinamento ou domesticação; um processo que nasce da observação e da reflexão e culmina na ação transformadora.

Em oposição à pedagogia do diálogo, Paulo Freire desnuda a concepção bancária de educação; é uma crítica à educação que existe no sistema capitalista. Nessa concepção:

O educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa; os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, se acomodam a ele; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos (Freire, 1983, p.68).

Este desnudamento serve de premissa para visualizar o poder do educador sobre o educando e como conseqüência à possibilidade de formar sujeitos ativos, críticos e não domesticados. A Educação Bancária se alicerça nos princípios de dominação, de domesticação e alienação transferidas do educador para o aluno através do conhecimento dado, imposto, alienado.

De fato, nessa concepção, o conhecimento é algo que, por ser imposto, passa a ser absorvido passivamente:

Na visão "bancária" da educação, o "saber" é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão - a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro (Freire,1983. p. 67).

Como se vê, a opressão é o cerne da concepção bancária. Para analisar esta concepção que se fundamenta no antidiálogo, Freire (1983) apresenta características que servem à opressão. São elas: a conquista, a divisão, a manipulação e a invasão cultural.

1. Conquista

Anecessidade de conquista se dá desde "as mais duras às mais sutis; das mais repressivas às mais adocicadas, como o paternalismo" (p.162);

2. Divisão

"Na medida em que as minorias, submetendo as maiorias a seu domínio, as oprimem, dividi-las e mantê-las divididas são condições indispensáveis à continuidade de seu poder" (p.165);

3. Manipulação

"Através da manipulação, as elites dominadoras vão tentando conformar as massas populares a seus objetivos. E quanto mais imaturas politicamente estejam, tanto mais facilmente se deixam manipular pelas elites dominadoras que não podem querer que se esgote seu poder" (p.172);

4. Invasão cultural

"A invasão cultural é a penetração que fazem os invasores no contexto cultural dos invadidos, impondo a estes sua visão de mundo, enquanto lhes freiam a criatividade, ao inibirem sua expansão" (p.178).

Ao contrário da educação libertadora, a concepção bancária de educação não exige a consciência crítica do educador e do educando, assim como o conhecimento não desvela os "porquês" do que se pretende saber. Eis porque a educação bancária oprime, negando a dialogicidade nas relações entre os sujeitos e a realidade.

Por oposição à Educação Bancária, a educação, segundo Freire, é libertação. Nesta concepção, o conhecimento parte da realidade concreta do homem e este reconhece o seu caráter histórico e transformador.

Freire ressalta a necessidade do homem entender sua vocação ontológica, como ponto de partida para se obter nessa análise uma consciência libertadora, isto é, o homem só chegará a consciência do seu contexto e do seu tempo na relação dialética com a realidade, pois só desta maneira terá criticidade para aprofundar seus conhecimentos e tomar atitudes frente a situações objetivas.

Reiterando a afirmação acima, diz que:

[...] a educação problematizadora, de caráter autenticamente reflexivo, implica num constante ato de desvelamento da realidade

[...] busca a emersão das consciências, de que resulte sua inserção crítica na realidade (Freire, 1983, p. 80).

O comprometimento com a transformação social é a premissa da educação libertadora. Libertação que não é só individual, mas principalmente coletiva, social e política. O ponto de partida do pensamento de Paulo Freire se dá a partir da visão de uma realidade onde o homem já não era sujeito de si próprio, ou como ele mesmo se referia, se "coisificava", anulando o sentido de sua vocação ontológica, ou seja, deixa de ser sujeito de seu agir e de sua própria história. Por essa análise, a pedagogia freireana apresenta no Capítulo IV, em Pedagogia do Oprimido, a dialogicidade como essência da educação libertadora mostrando características necessárias para que se concretize. São elas: a colaboração, a união, a organização e a síntese cultural.

1. Colaboração

A ação dialógica só se dá coletivamente, entre sujeitos, "ainda que tenham níveis distintos de função, portanto de responsabilidade, somente pode realizar-se na comunicação" (p.197);

2. União

A classe popular tem de estar unida e não dividida, pois significa "a união solidária entre si, implica esta união, indiscutivelmente, numa consciência de classe" (p.205);

3. Organização

"[...] é o momento altamente pedagógico, em que a liderança e o povo fazem juntos o aprendizado da autoridade e da liberdade verdadeiras que ambos, como um só corpo, buscam instaurar, com a transformação da realidade que os mediatiza" (p.211);

4. Síntese cultural

Consiste "na ação histórica, se apresenta como instrumento de superação da própria cultura alienada e alienante". "[...] faz da realidade objeto de sua análise crítica" (p.p.214 -215).

4. Considerações finais

O modelo de educação proposto por Paulo Freire se diferencia da educação tradicional, pois abomina dentre outras coisas a dependência dominadora, que inclui dentre outras a relação de dominação do educador sobre o educando.

Na ação educativa libertadora, existe uma relação de troca horizontal entre educador e educando exigindo-se nesta troca, atitude de transformação da realidade conhecida. É por isso, que a educação libertadora é acima de tudo uma educação conscientizadora, na medida em que além de conhecer a realidade, busca transformá-la, ou seja, tanto o educador quanto o educando aprofundam seus conhecimentos em torno do mesmo objeto cognoscível para poder intervir sobre ele.

Neste sentido, quanto mais se articula o conhecimento frente ao mundo, mais os educandos se sentirão desafiados a buscar respostas, e conseqüentemente quanto mais incitados, mais serão levados a um estado de consciência crítica e transformadora frente à realidade. Esta relação dialética é cada vez mais incorporada na medida em que, educadores e educandos se fazem sujeitos do seu processo.
5. Bibliografia

FREIRE, Paulo. (1979). Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
_______. Pedagogia do Oprimido. (1983). 13.ed. Ruo de Janeiro, Paz e Terra. ( Coleção O Mundo, Hoje,v.21).

Fonte: br.monografias.com

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO


Um herói nacional absolutamente inconteste é o educador Paulo Freire, autor de "A Pedagogia do Oprimido" e inventor de um método revolucionário de alfabetização de adultos.

Espécie de Santos Dumont às avessas, aquele que efetivamente inventou o avião, mas que nunca foi reconhecido fora do país, Paulo Freire sempre gozou de entusiástico reconhecimento internacional, embora nunca tenha feito rigorosamente coisa alguma. Passados tantos anos, não tenho conhecimento de um único lugar no planeta onde o método Paulo Freire tenha sido experimentado em larga escala e tenha efetivamente alcançado os resultados que propugnava. É certo que por aqui ele foi impedido de aplicar seu método, mas isto não é desculpa. Esteve em vários outros lugares, na América Latina e na África, e que eu saiba o analfabetismo continua alto nestas paragens.

Culpa de quem? Dele com certeza não há de ser, a julgar pela popularidade que desfruta. Sua figura barbuda e monástica sempre foi bem-vinda nos palanques das mais prestigiosas universidades do mundo, talvez porque ele encarne tudo aquilo que o primeiro mundo acha que um intelectual de terceiro mundo deve ser: barbudo, monástico, que diz coisas que fazem os olhos lacrimejar, mas sem nenhuma coerência lógica ou utilidade prática.

Dizer coisa com coisa? Que atrevimento! O rigor científico e a eficácia dos métodos são coisas que o primeiro mundo acha que devem ser exclusivas do primeiro mundo.

Mas convém aqui dar uma examinada em suas teorias, para tentar, ao menos, descobrir porque tanta gente as considera bonitinhas. As citações que reproduzo abaixo podem ser encontradas em qualquer biografia de Paulo Freire.

"Paulo Freire é, sem dúvida alguma, um educador humanista e militante. Em concepção de educação parte-se sempre de um contexto concreto para responder a esse contexto. Em Educação como prática da liberdade, esse contexto é o processo de desenvolvimento econômico e o movimento de superação da cultura colonial nas 'sociedades em trânsito'. O autor procura mostrar, nessas sociedades, qual é o papel da educação, do ponto de vista do oprimido, na construção de uma sociedade democrática ou 'sociedade aberta'.

Para ele, essa sociedade não pode ser construída pelas elites porque elas são incapazes de oferecer as bases de uma política de reformas. Essa nova sociedade só poderá se constituir como resultado da luta das massas populares, as únicas capazes de operar tal mudança"

"O diálogo proposto pelas elites é vertical, forma o educando-massa, impossibilitando-o de se manifestar"

De cara se reconhece a dicotomia que é a pedra angular da retórica marxista: colonizador X colonizado, oprimido X opressor, elite X massa. Ou colocando em outras palavras, nós X eles, inocentes X culpados, bons X maus. Não há categorias intermediárias. Ao enunciar a "educação como prática de liberdade", fica implícito que a educação (ou deseducação) proporcionada pelas elites é responsável por manter o "oprimido" em seu estado de alienação, impedido de se manifestar.

"Sua obra Pedagogia do oprimido completaria suas concepções pedagógicas acerca das diferenças entre a pedagogia do colonizador e a pedagogia do oprimido. Nela, sua ótica de classe aparece mais nitidamente: a pedagogia burguesa do colonizador seria a pedagogia 'bancária'.

A consciência do oprimido, diz ele, encontra-se 'imersa' no mundo preparado pelo opressor; daí existir uma dualidade que envolve a consciência do oprimido: de um lado, essa aderência ao opressor, essa 'hospedagem' da consciência do dominador - seus valores, sua ideologia, seus interesses - e o medo de ser livre e, de outro, o desejo e a necessidade de libertar-se. Trava-se, assim, no oprimido, uma luta interna que precisa deixar de ser individual para se transformar em luta coletiva: 'ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão'"

Afirma Paulo Freire, a pedagogia "burguesa" maliciosamente traria uma mensagem subliminar exortando o educando (o "oprimido") a se conformar com o seu estado de opressão (hospedar o opressor dentro de si).

A educação "libertadora" o levaria a rebelar-se contra o opressor.

"A partir da tese sobre a relação entre a educação e o processo de humanização, Paulo Freire caracteriza duas concepções opostas de educação: a concepção 'bancária' e a concepção 'problematizadora'"

"Na concepção bancária (burguesa), o educador é o que sabe e os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa e os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra e os educandos, os que escutam docilmente; o educador é o que opta e prescreve sua opção e os educandos, os que seguem a prescrição; o educador escolhe o conteúdo programático e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador identifica a autoridade funcional, que lhe compete, com a autoridade do saber, que se antagoniza com a liberdade dos educandos, pois os educandos devem se adaptar às determinações do educador; e, finalmente, o educador é o sujeito do processo, enquanto os educandos são meros objetos"

"A educação bancária tem por finalidade manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, entre os oprimidos e opressores. Ela nega a dialogicidade, ao passo que a educação problematizadora funda-se justamente na relação dialógico-dialética entre educador e educando; ambos aprendem juntos"

Paulo Freire define como "bancária" a pedagogia burguesa, comparando os educandos a meros depositários de uma bagagem de conhecimentos que deve ser assimilada sem discussão.

Paradoxalmente, esta modalidade de educação teria como objetivo não equalizar os conhecimentos entre educador e educando, mas sim "manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, entre os oprimidos e os opressores".

O educador é necessariamente um opressor.

"A partir dessa sua prática, criou o método, que o tornaria conhecido no mundo, fundado no princípio de que o processo educacional deve partir da realidade que cerca o educando. Não basta saber ler que 'Éva viu a uva', diz ele. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho."

Para Paulo Freire, o alto índice de analfabetismo que caracteriza as regiões rurais miseráveis não seria parte de uma síndrome de pobreza e atraso, mas uma condição deliberadamente imposta pelas elites para manter o povo em um estado de ignorância, e desta forma eternizar seu domínio sobre ele.

Cumpre esclarecê-lo sobre a sua situação de "oprimido" e a causa desta "opressão". A educação só terá valor se conduzir os educandos coletivamente à rebelião contra este estado de coisas.

Isto tudo é uma mistificação tão óbvia que a vontade é parar por aqui mesmo, já que a fragilidade dos argumentos e a real intenção pragmática destes "educadores" fica patente a qualquer um que não queira ser enganado por sua livre e espontânea vontade. Mas já que comecei, disponho-me a apontar uma a uma as contradições e as distorções da teoria e do método Paulo Freire.

A primeira falha que aponto é a ausência de uma definição explícita de "oprimido" e "opressor", termos que Freire emprega desde a primeira linha, mas cujo sentido só é percebido pelo contexto: o oprimido é o pobre analfabeto, aquele que deve ser educado, e o opressor é, por exclusão, todos os demais. Entretanto, sabe-se que a palavra "pobre" é mais usada como substantivo do que como adjetivo, designando um status permanente, enquanto "oprimido" é um adjetivo que expressa uma situação ocasional de opressão. Ao tornar um substantivo sinônimo de um adjetivo, Freire está afirmando que é a opressão que causa a pobreza.

O pobre (substantivo) é pobre (adjetivo) porque é oprimido; não fosse oprimido ele não seria pobre. O estado natural da humanidade supostamente seria o da abastança; é a "opressão" que cria o pobre. Eliminando-se a opressão, todos retornariam a este estado natural feliz de abastança. Mas que fatos e números comprovam esta tese? Toda pobreza é resultado da opressão? Ou existe pobreza causada por fatores puramente estruturais, como a insuficiência dos meios de produção? Os ricos também podem sofrer opressão, e os pobres também podem ser de algum modo opressores? Estas questões não são respondidas.

E se, após eliminar-se a "opressão" mediante uma revolução, ainda assim o quadro de miséria persistir, desta vez por mera insuficiência dos meios de produção? Teria-se que decidir se o papel de "opressor" agora cabe ao subsolo, que não produziu minérios, à nuvem que não choveu em cima da plantação, ou à constante gravitacional G, que é pequena e não permite que a usina gere muita eletricidade...

Logo de saída, há uma enorme contradição na argumentação de Freire. Ele afirma que o quadro de miséria e opressão é resultado da educação burguesa "bancária", que conteria uma mensagem subliminar incitando o povo a se submeter às elites. Mas se a massa de "oprimidos" é analfabeta, e por conseguinte nunca recebeu educação alguma, burguesa ou não, como pode ser estabelecida esta relação causa-efeito? Se a educação "bancária" é geradora de miséria e opressão, devemos concluir que, ao menos para aquele grupo de pobres analfabetos com quem Freire trabalhava, não foi ela a responsável por causar sua miséria, uma vez que eles nunca tiveram educação alguma.

E os poucos que puderam freqüentar a escola e se tornaram objetos da educação burguesa, o que aconteceu com eles? Tornaram-se ainda mais pobres e conformados com sua situação de oprimidos? Dá vontade de imaginar uma professorinha primária do nordeste saindo de manhã cedo para trabalhar, percorrendo os caminhos a dar risadas sarcásticas, antegozando o resultado de seu projeto maquiavélico de transformar os filhos dos agricultores em adultos dóceis, e assim perenizar o poder da riquíssima oligarquia à qual ela pertence... Como uma professorinha que ganha um salário de poucos tostões pode ser considerada parte de uma elite, é questão que Freire não está preocupado em responder.

E além disso, de que modo uma mensagem relativamente complexa, que incita ao conformismo e afirma a legitimidade das autoridades, pode ser camuflada em meio ao bê-á-bá e ao 2+2=4? Uma mensagem assim só é concebível no ensino médio, em uma matéria como História, Moral e Cívica e OSPB, na qual um professor distorça fatos para afirmar a excelência dos governantes e a necessidade de se obedecer a eles.

E de fato, diversos regimes totalitários em diferentes épocas já se utilizaram deste expediente para doutrinar a juventude. Mas um aluno que conseguiu atingir o ensino médio é alguém prestes a se formar e a se habilitar a um emprego, alguém que sabe ler jornais e noticiários, e desta forma tem condições de perceber quando o professor lhe ensina uma falsidade. Uma pessoa assim ainda pode ser considerada "oprimida"? A princípio, este rótulo só caberia ao camponês analfabeto miserável.

Freire taxa a educação burguesa de "bancária", reduzindo o aluno a mero depositário de ensinamentos, e propõe a educação "problematizadora" fundada na dialogicidade. "Na concepção bancária (burguesa), o educador é o que sabe, e os educandos, os que não sabem", afirma Paulo Freire. Ninguém definiu melhor o que é um professor e o que é um aluno. O professor é o profissional que sabe uma coisa que o aluno não sabe, e seu trabalho consiste justamente de passar-lhe este conhecimento, ou "depositar" este conhecimento no aluno, como preferir.

A educação "bancária" é, simplesmente, o único tipo de educação que existe. Evidente que o professor não é o dono da verdade, e tudo aquilo que hoje é Ciência um dia já foi experiência e elucubração, produto do trabalho de alguém que era um ser humano falível, como eu e você. Assim sendo, toda matéria ensinada na escola necessariamente tem tópicos polêmicos e questões em aberto, e inclusive é obrigação do bom professor chamar a atenção de seus alunos para estes pontos e incitar a discussão e o debate em torno deles

Mas, como qualquer professor sabe, o debate só será proveitoso após os alunos haverem atingido um nível mínimo de aprendizado, que os permita, inclusive, compreender as falhas teóricas e práticas que tornam aqueles pontos discutíveis. Até este nível ser atingido, a educação é "bancária", e não pode ser diferente.

Freire afirma que a "libertação" através da educação só é válida se for um esforço coletivo: "Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão". Mas no entanto, é difícil conceber ato mais individual do que a descoberta. A descoberta ou o entendimento de um dado fato nunca é coletiva, pois os indivíduos tem percepções diferentes e interpretações diferentes: cada um tem a sua versão e o seu entendimento. Um professor cuja proposta não é ensinar, mas sim levar o aluno a um estado de "esclarecimento", na verdade comete um estelionato: ele está passando ao aluno um pacote de conclusões previamente tiradas, ao mesmo tempo que dá ao aluno a ilusão de que é ele mesmo que está tirando aquelas conclusões.

A função (honesta) do professor é ministrar ensinamentos de forma neutra e não-tendenciosa, de modo que o aluno tenha condições de entender aquilo que observa a sua volta, e desta forma tirar suas próprias conclusões e chegar a seu próprio estado de esclarecimento.

Mas, como bem o sabem os políticos de palanque, os pastores de certas igrejas evangélicas e os animadores de programas de auditório, a ignorância torna o indivíduo impressionável, e tendo-se um pouco de magnetismo pessoal, não há dificuldade alguma em colocar uma multidão de ignaros a berrar palavras-de-ordem, slogans religiosos ou simplesmente idiotices. Bem mais difícil é fazer isto com um grupo de pessoas cultas, pois estas pessoas, tendo sido objeto da educação burguesa "bancária", efetivamente se libertaram da ignorância que predispõe à manipulação. Freire e outros educadores marxistas vislumbraram uma oportunidade única de ministrar mensagens revolucionárias em larga escala, disfarçadas em uma educação "problematizadora" onde o assunto das aulas é a opressão dos latifundiários.

Difícil conceber situação mais cômoda: aqueles indivíduos, sendo analfabetos miseráveis, eram rebeldes em potencial; eles nem precisavam ir ao encontro destes, estes é que vinham a seu encontro nas salas de aula; e para cúmulo, era o próprio governo que estava pagando para que eles preparassem a revolução! Como se sabe, as coisas não correram como eles planejavam, e Freire teve que se contentar em sair pelo mundo a comover as platéias internacionais com as suas boas intenções.

O triste é saber que, na mesma época em que Freire urdia seus modelos teóricos sobre Educação, um outro povo também subdesenvolvido - os sul-coreanos - simplesmente pegavam no livro e estudavam, sem querer saber se a educação deveria ser "bancária" ou "problematizadora".

Fonte: www.pedromundim.net